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Os filmes mais esperados de 2012 – Parte 1

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É, gente, não tem jeito: o ano, definitivamente, começou.

Os ônibus e metrôs já estão lotados, daqui a pouco as férias escolares acabam e a rotina e a peleja diária recomeçarão a todo o vapor. Não sei quanto à vocês, mas só de pensar nessas coisas eu já fico cansada.

Ainda bem que há no meio disso tudo coisas boas, como as risadas, os amigos, os encontros, as músicas e também os filmes! E olha, meus amigos, nesse último quesito o ano promete! Separamos alguns títulos que serão lançados até dezembro e que, de certo, deixarão todos afoitos e animados.

Veja abaixo 11 (excelentes) razões que nos fazem acreditar que este ano será memorável.

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Les Émotifs Anonymes

Pouca gente soube, mas na antevéspera de Natal, com quase dois anos de atraso, chegou aos cinemas brasileiros Românticos Anônimos (Les émotifs anonymes, 2010), um filme que, infelizmente, pouca gente viu.

Na última semana fiquei um pouco surpreso ao constatar que ele ainda estava em cartaz. Não pensei duas vezes e comprei meu ingresso. Tudo que eu sabia sobre o longa era o que eu tinha lido na sinopse fornecida pelo exibidor. Ela dizia que Românticos Anônimos contava a história de Jean-René (Benoît Poelvoorde, de Coco Antes de Chanel) e Angélique (Isabelle Carré, de Medos Privados em Lugares Públicos), duas pessoas que tinham dois pontos em comum: o amor pelo chocolate e uma timidez exacerbada.

Pensei que era só mais uma comédia romântica. Pra ver, perder uma hora e meia, e esquecer no dia seguinte. Pensei errado.

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3 Momentos: Anne Hathaway

É difícil não gostar de Anne Hathaway.

A presença da moça é daquelas que, em cena, te fazem quase sempre querer sorrir. Não dá pra saber bem o porque, mas a gente arrisca: pode ser por causa daqueles olhos gigantes e expressivos que ela tem, que parecem transmitir alguma coisa; pode ser porque Anne é uma fofa mesmo quando parece não querer, e tem um charme desajeitado mesmo fora das telas; pode ser pelo seu grande carisma, que faz a gente acreditar em tudo que encena ou, sei lá – simplesmente torcer por ela.

Ou pode ser por tudo isso junto e mais um fator que a gente adora: o fato de que a moça, inclinada a ser “namoradinha de Hollywood”, foge da apatia que o título emana, não se levando a sério demais e possuindo uma carreira que traz diversos bons momentos que merecem destaque.

E é assim que o Miolão inicia sua homenagem a Anne Hathaway em nosso 3 Momentos de hoje.

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3 Momentos: Emma Stone

Emma Stone não precisou de muito tempo na estrada para chamar a atenção do público e da crítica. Com uma carreira bem curtinha, mas cheia de bons momentos, a ruiva tem se consolidado a cada novo lançamento como a estrela da vez.

Para se ter uma ideia do volume de produções em que ela está envolvida, nos últimos cinco anos Stone apareceu em nada mais, nada menos do que nove filmes. Até o fim de 2012, a atriz ainda vai estrelar mais quatro longas – o que totaliza uma média de dois filmes por ano.

Tendo isso em mente, antes que escolher seus melhores momentos se torne uma tarefa mais complexa do que já é, decidimos homenageá-la hoje.

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Trilha de Cinema: I Need a Hero e Total Eclipse Of The Heart, Bonnie Tyler

Sinto raiva. Pensando bem, sinto é ódio. É, não é outra coisa se não ódio. Ódio! Por que raios um filme como Vida Bandida (Bandits) é tão tão tão subestimado?

Apesar de ter feito um relativo sucesso na época de seu lançamento e contar com algum dos nomes do momento (Bruce Willis acabava de recuperar seu prestígio com O Sexto Sentido e a jovem Cate Blanchett, depois de ser indicada ao Oscar por Elizabeth e fazer boas escolhas, se firmava como uma grande atriz), Vida Bandida ficou esquecido no tempo.

Lançado em 2001, o longa de Barry Levinson (diretor que tem no currículo os bacanas Mera Coincidência, A Revolta dos Brinquedos e Rain Man), era uma comédia absurda que narrava a desventuras de dois bandidos que não tinham nada em comum: enquanto um era um assaltante perigoso (Bruce Willis), o outro era um hipocundriaco nerd (Billy Bob Thornton). Depois de fugirem da prisão, os dois, meio que por acaso, começaram a roubar bancos para descolar um troco. Num desses “assaltos” eles meio que sequestram Kate Wheeler (Cate Blanchett), uma mulher que passa por um momento “difícil”. A identificação dela para com eles e a paixão despertada em ambos resulta no que os psicologos chamam de Síndrome de Estocolmo. A partir do encontro, os três partem para mais assaltos e loucuras num dos filmes mais divertidos que já tive a chance de ver

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Fright Night

Normalmente encaro remakes com desconfiança. Sempre me pergunto: “essa história precisava mesmo ser recontada?”. Mesmo assim, na maioria das vezes, os assisto sem ressalvas e evito fazer comparações. Quando soube que fariam um novo filme inspirado em A Hora do Espanto (Fright Night, Tom Holland, 1985) a coisa mudou de figura: eu tinha uma “relação” com aquela história. E não queria que “estragassem algo” que significava tanto.

Lembro quando ainda criança assisti A Hora do Espanto em uma madrugada na Band. A história do garoto que tinha como vizinho um vampiro fez com que eu tivesse pesadelos durante toda aquela noite. E na noite seguinte também. Não que ele fosse verdadeiramente amedrontador. Ele não era. O problema é que eu não era lá muito corajoso.

Anos depois o revi. A tensão e alguns dos sustos resistiram ao tempo, mas o melhor de tudo foi uma outra coisa que tinha passado batido por mim na primeira vez: o humor.  Perceber que a comédia contida naquele filminho meio tosco e exagerado dinamizava o texto e movimentava a trama me fez gostar de tudo ainda mais. De certa forma, devo à A Hora do Espanto meu apreço pela obra de Sam Mendes e pelo cinema B em geral.

Antes que eu me perca em divagações e memórias, o fato é que eu estava desconfiado com essa história de remake. Mas só foi eu ver quem estava envolvido na produção para que parte do receio se dissipasse, afinal, um filme com Anton Yelchin (Lembranças de Um Verão), Christopher Mintz-Plasse (o McLovin de Superbad), Toni Collette (O Casamento de Muriel) e Colin Farrel (O Caminho da Liberdade) não poderia ser ruim, poderia?  Quando finalmente assisti tive certeza: não, não poderia.

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Top 5: Personagens do cinema que marcaram seus interpretes

Daniel Radcliffe em Harry Potter e as Relíquias da Morte

Toda vez que vejo algum programa de entrevista com atores rola aquela pergunta super clichê – quando a pessoa é interprete de um vilão então, vixi!, a questão parece torna-se obrigatória -: “você já foi confundido na rua com seu personagem?”. E aí a gente ouve aquela resposta (tão manjada quanto à pergunta): “ah, sempre acontece. Outro dia fui a um supermercado e uma velhinha disse ‘nome-do-personagem, você não pode ser tão má assim!” e blá blá blá. A coisa toda é tão forçada que são raras as vezes em que a história parece sincera.

Mas, pensando nisso, cheguei a conclusão de que talvez o problema seja eu, por ser desconfiado demais. Quero dizer, quantas vezes não ouvi amigos meus falarem “aquele filme, sabe? Com a Amélie Poulain”? Até eu já me peguei trocando ator por nome de personagem, veja só. Algumas vezes para fazer graça, outras porque o tal personagem era tão forte e emblemático que era meio que inevitável chamá-lo pelo nome ficcional.

Pensando nisso, decidi elaborar uma lista com atores que ficaram marcados por um papel a ponto de a gente substituir o nome deles pelo do próprio personagem ou filme. Que fique claro que não reduzo a carreira deles a um único personagem e que nem os acho ruins (para falar a verdade, todos que compõem a lista são ótimos atores). Bora lá?

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