MIOLÃO • Comédia - Part 2
 

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Trilha de Cinema: I Need a Hero e Total Eclipse Of The Heart, Bonnie Tyler

Sinto raiva. Pensando bem, sinto é ódio. É, não é outra coisa se não ódio. Ódio! Por que raios um filme como Vida Bandida (Bandits) é tão tão tão subestimado?

Apesar de ter feito um relativo sucesso na época de seu lançamento e contar com algum dos nomes do momento (Bruce Willis acabava de recuperar seu prestígio com O Sexto Sentido e a jovem Cate Blanchett, depois de ser indicada ao Oscar por Elizabeth e fazer boas escolhas, se firmava como uma grande atriz), Vida Bandida ficou esquecido no tempo.

Lançado em 2001, o longa de Barry Levinson (diretor que tem no currículo os bacanas Mera Coincidência, A Revolta dos Brinquedos e Rain Man), era uma comédia absurda que narrava a desventuras de dois bandidos que não tinham nada em comum: enquanto um era um assaltante perigoso (Bruce Willis), o outro era um hipocundriaco nerd (Billy Bob Thornton). Depois de fugirem da prisão, os dois, meio que por acaso, começaram a roubar bancos para descolar um troco. Num desses “assaltos” eles meio que sequestram Kate Wheeler (Cate Blanchett), uma mulher que passa por um momento “difícil”. A identificação dela para com eles e a paixão despertada em ambos resulta no que os psicologos chamam de Síndrome de Estocolmo. A partir do encontro, os três partem para mais assaltos e loucuras num dos filmes mais divertidos que já tive a chance de ver

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Fright Night

Normalmente encaro remakes com desconfiança. Sempre me pergunto: “essa história precisava mesmo ser recontada?”. Mesmo assim, na maioria das vezes, os assisto sem ressalvas e evito fazer comparações. Quando soube que fariam um novo filme inspirado em A Hora do Espanto (Fright Night, Tom Holland, 1985) a coisa mudou de figura: eu tinha uma “relação” com aquela história. E não queria que “estragassem algo” que significava tanto.

Lembro quando ainda criança assisti A Hora do Espanto em uma madrugada na Band. A história do garoto que tinha como vizinho um vampiro fez com que eu tivesse pesadelos durante toda aquela noite. E na noite seguinte também. Não que ele fosse verdadeiramente amedrontador. Ele não era. O problema é que eu não era lá muito corajoso.

Anos depois o revi. A tensão e alguns dos sustos resistiram ao tempo, mas o melhor de tudo foi uma outra coisa que tinha passado batido por mim na primeira vez: o humor.  Perceber que a comédia contida naquele filminho meio tosco e exagerado dinamizava o texto e movimentava a trama me fez gostar de tudo ainda mais. De certa forma, devo à A Hora do Espanto meu apreço pela obra de Sam Mendes e pelo cinema B em geral.

Antes que eu me perca em divagações e memórias, o fato é que eu estava desconfiado com essa história de remake. Mas só foi eu ver quem estava envolvido na produção para que parte do receio se dissipasse, afinal, um filme com Anton Yelchin (Lembranças de Um Verão), Christopher Mintz-Plasse (o McLovin de Superbad), Toni Collette (O Casamento de Muriel) e Colin Farrel (O Caminho da Liberdade) não poderia ser ruim, poderia?  Quando finalmente assisti tive certeza: não, não poderia.

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Top 5: Personagens do cinema que marcaram seus interpretes

Daniel Radcliffe em Harry Potter e as Relíquias da Morte

Toda vez que vejo algum programa de entrevista com atores rola aquela pergunta super clichê – quando a pessoa é interprete de um vilão então, vixi!, a questão parece torna-se obrigatória -: “você já foi confundido na rua com seu personagem?”. E aí a gente ouve aquela resposta (tão manjada quanto à pergunta): “ah, sempre acontece. Outro dia fui a um supermercado e uma velhinha disse ‘nome-do-personagem, você não pode ser tão má assim!” e blá blá blá. A coisa toda é tão forçada que são raras as vezes em que a história parece sincera.

Mas, pensando nisso, cheguei a conclusão de que talvez o problema seja eu, por ser desconfiado demais. Quero dizer, quantas vezes não ouvi amigos meus falarem “aquele filme, sabe? Com a Amélie Poulain”? Até eu já me peguei trocando ator por nome de personagem, veja só. Algumas vezes para fazer graça, outras porque o tal personagem era tão forte e emblemático que era meio que inevitável chamá-lo pelo nome ficcional.

Pensando nisso, decidi elaborar uma lista com atores que ficaram marcados por um papel a ponto de a gente substituir o nome deles pelo do próprio personagem ou filme. Que fique claro que não reduzo a carreira deles a um único personagem e que nem os acho ruins (para falar a verdade, todos que compõem a lista são ótimos atores). Bora lá?

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Crazy Stupid Love

Se você for do tipo de pessoa que prefere passar longe de comédias românticas porque acha o gênero meloso, previsível e absurdamente surreal, sugiro que você deixe seus preconceitos em casa e chegue bem perto de Amor à Toda Prova, essa delícia de filme que estreou na última sexta-feira nos cinemas.

Sem perder tempo com firulas, somos apresentados a Cal (Steve Carell) e Emily (Julianne Moore), um casal que passa por um momento “difícil”. É bacana demais perceber que a introdução de Amor À Toda Prova aproveita cada segundo e recurso de linguagem para esmiuçar o caráter de seus personagens (repare nos pés tensos do casal, que permanecem fincados no chão, e na falta de contato visual entre eles): em poucos minutos descobrimos muito sobre o Cal e Emily e, mais ainda, sobre a dinâmica de ambos enquanto par. Na primeira cena, enquanto ele se ocupa com trivialidades, ela, que o traiu com um colega de trabalho (Kevin Bacon), se divide entre culpa e resignação

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Vem Aí: Carnage

Inesperado. É isso que a gente pode dizer do trailer de Carnage, novo filme dirigido – e escrito – por Roman Polanski.

A temática, o gênero e elenco são, no mínimo, surpreendentes. Afinal, quem iria esperar de Polanski uma comédia? Quem iria esperar que o encontro de Kate Winslet, Jodie Foster, Christoph Waltz e John C. Reilly se desse em um filme que tem como objetivo fazer rir?

Ninguém iria, suponho. O trailer, que foi divulgado ontem, mostra a relação de dois casais que se conhecem depois de um incidente com seus filhos…

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Bad Teacher

 ” – Está ansiosa para amanhã?
– Amanhã é sábado?
– Não… é o primeiro dia de aula.
– $@#%#$#!”

Há alguns meses eu publiquei aqui no Miolão um texto sobre Bad Teacher – na época nem título em português ele tinha! – e disse que um filme com o diálogo acima não poderia ser ruim. Mas, vejam só que surpresa, ele é.

Dirigido por Jake Kasdan (Orange County) e escrito a quatro mãos por Lee Eisenberg e Gene Stupnitsky, Professora Sem Classe tinha tudo para ser bom: uma atriz carismática que sabe fazer rir, um elenco de apoio competente (gente, a Phyllis, de The Office, tá na produção!) e um argumento pra lá de interessante… Só que quase nada disso é aproveitado.

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Children’s Hospital

Vaidade. Quando não se vê além de si, fracassa em ver os outros e quando se fracassa nisso, fica o contrário de Bruce Willis em “O Sexto Sentido”. Você não vê pessoas vivas. A questão é: você é muito mais gata que o Bruce Willis.

O que você acaba de ler foi dito no início do quinto episódio da terceira temporada de Children’s Hospital.

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