Após o lançamento de um álbum envolvido pelo luto, o introspectivo “The Sea”, a cantora Corinne Bailey Rae resolveu voltar um pouco ao som mais leve e romântico de seu debut: para isso, apresentou o EP “The Love”, de 2011, que como sugere o título, é repleto de canções de amor com uma vibe levemente sensual.
Sensualidade, por sinal, é algo que quando aparece nos registros da moça sempre possui um tom comedido. Ou quase: o cover de hoje, na contramão, é uma das gravações mais sugestivas em sua discografia. Pudera: o artista homenageado com a releitura é Prince, que já lançou diversas canções com uma temática um tanto mais “quente” e sabe criar atmosferas assim com classe e sem pender para a vulgaridade.
Corinne escolheu regravar “I Wanna Be Your Lover”, faixa do segundo disco de Prince e um dos maiores hits na carreira do artista.
Desmiolados, o nosso cover do dia de hoje vai ser um pouco diferente e o post, aliás, poderia facilmente entrar na categoria “Duelo da Semana”. :]
Nosso leitor @dario_muryllo sugeriu que montássemos, excepcionalmente, um confronto de covers, com versões de uma mesma canção que ele adora: trata-se de Steady As She Goes, faixa do disco Broken Boy Soldiers do grupo The Racounters. Essa composição irônica sobre uma manter-se firme em uma vida constante e sem atrativos ganhou roupagens bastantes distintas nas mãos de duas das maiores cantoras da cena britânica: Adele e Corinne Bailey Rae. Assista abaixo e nos conte: qual das duas regravações você prefere?
STEADY AS SHE GOES, Corinne Bailey Rae
Corinne Bailey Rae esteve recentemente em solo brasileiro, apresentando seu repertório em São Paulo e no Rio de Janeiro. Não tem muito tempo, o leitor Gabriel Padovani nos teceu um relato que mostrou bastante bem tudo o que os fãs da moça puderam encontrar em seus shows. Nada foge do esperado: muita ternura, sentimento e leveza, tudo típico do doce trabalho da artista.
Repaginando Steady As She Goes, a moça deixa de lado um pouco da usual delicadeza que ostenta em suas gravações e aposta em algo mais enérgico. Mostrando versatilidade, ela reproduz a canção com um ar rocker fiel a original – e quase inexistente em suas próprias canções (ok, a gente abre um parênteses pra Paper Dolls, do disco The Sea, certo?). Isso tudo sem abrir mão de sua habitual classe. É como se Corinne brincasse de estar furiosa. O resultado? Veja abaixo:
STEADY AS SHE GOES, Adele
Ela ainda é jovem, mas sua desenvoltura, emoção e vocal marcante deixa no chinelo muitas cantoras veteranas. Adele surgiu em 2007, com seu CD de estréia, “19”, que deixa qualquer um boquiaberto, tamanha a maturidade como intérprete e compositora mostrada pela moça com tão pouca idade – o “19” do título era uma referência direta ao tempo de vida que ela tinha durante a produção do disco. Depois de aclamada por público e crítica e de uma entrada de êxito na indústria fonográfica, ela está prestes a lançar seu segundo álbum, “21”, cujo primeiro single, Rolling In The Deep, já é conhecido há um tempinho.
Sua versão de Steady As She Goes não foi gravada em estúdio e deriva de apresentação ao vivo. A moça parece um pouco insegura quanto ao conteúdo da canção e até acompanha a letra em seu Blackberry. A questão é que mesmo um pouco perdida, Adele domina a cena e mostra que não é considerada uma revelação dos últimos anos à toa: ela impõe sua voz de forma deliciosa, e entoa os versos do cover em questão com um certo tom de malicia. Posse total da música! A gente implora por um registro oficial da mesma. Dá uma olhada e diz que não merece:
“Não sou do tipo fanático – por cantores, bandas, atores, diretores, autores etc. Nunca entendi fãs chorando nas filas e nos shows, que se propõem a acampar por dias em frente às bilheterias; gente que faz de tudo pra estar perto de seus ídolos. Ok, tenho minhas preferências, meus gostos. Muito questionáveis, até, diga-se de passagem – tirando a Corinne, claro! Mas dou o braço a torcer depois do show do dia 4/11, porque não esperava sentir essa emoção que se vê. Nem em mim, nem nos outros.
Via Funchal, mesas coladas umas nas outras. Mesa para seis, a minha; apenas um casal sentado à ponta. Boa-noite, todo mundo. Garçom, cadê você? Vem logo antes que o show comece, que o show termine, que eu me acabe aqui nessa cadeira? 21h15; o show deve começar às 21h30. Debate à mesa sobre atrasos – aceitáveis ou não? Chega mais uma. E outra. Rápida apresentação. Olhamos ao redor: gente de tudo quanto é tipo – o que logo virou assunto, inclusive. Os fãs da Corinne não tem uma cara definida. A minha mesa era uma espécie de retrato disso: o casal, ambos com seus cinquenta anos, de São Paulo mesmo, finos e de bem com a vida, obrigado; uma garota de Goiânia, mas que já mora em Sampa há algum tempo – fã tímida a princípio, mas que cantou do começo ao fim; eu e minha mãe, cada um de uma cidade do estado, um mais feliz que o outro por estar ali; e Fernanda, uma economista de 26 anos, de Florianópolis, que pegou um voo na própria quinta-feira, sozinha, pra assistir ao show e voltar pra sua cidade na manhã do dia seguinte. Fãs. Cada qual à sua maneira, mas todos com o mesmo prazer em estar ali. Estava no olho de todo mundo, estampado, “tudo o que eu queria hoje era estar aqui, nesse show”.
Em torno das 22h – and she comes to lay us down in a garden of tuberoses. Linda, simpática, um carisma que poderia se sentir de longe. Um sorriso-espelho aberto, refletindo a nossa satisfação de estar ali. Era como se então a satisfação nos envolvesse, a todos. Agradece, dá boa-noite; diz que é sua primeira vez no Brasil. Explica que o show vai ser um apanhado dos seus dois álbuns, com as músicas de maior gosto do público. Poderia cantar todas, então?
Não sou especialista em música, não manjo nada da parte técnica. Mas, para um leigo e fã, estava tudo consonante. Enfeitando o palco, além da própria Corinninha – quanta intimidade! -, a banda, seu logo estendido ao fundo e a iluminação, de presença marcante – as luzes eram uma melodia à parte, acompanhando o tom de cada canção; a banda, impecável – com destaque ao baterista e o guitarrista, na minha opinião. Corinne cantou todas as músicas do seu mais recente álbum The Sea; ainda Till it happens to you, Breathless, Like a star e Put your records on (essas duas, as mais aplaudidas) do álbum anterior e duas versões fora do repertório, Is this love e Que será, será (versão blues espetacular!) com performances cheias de nuances, de inovações fantásticas – de alma.
Cada música me deixava num êxtase tão grande que eu já quase não sabia dizer qual tinha sido a última. Todos na mesa estavam assim. E todos, nas outras mesas, estavam assim. O centro do mundo era ela, como se fora do Funchal não houvesse mais nada. O show nos sugou como ressaca do mar, numa força que explica a própria letra de The Sea: the sea,/ the majestic sea,/ breaks everything,/ crushes everything,/ cleans everything,/ takes everything from me. Música, aliás, que encerraria a noite, não fosse o apelo do público ao fim pedindo mais e atendido tão gentilmente por uma Corinne e sua banda, tão solícitos, que agradeceram por permanecermos ainda um pouco mais.
Impossível sair dali sendo o mesmo; pelo menos, o mesmo que entrara. A vontade ao fim era de embarcar no clima do clipe de Paris Nights and New York Mornings e sair pela cidade cantando até o amanhecer, atrás de one more coffee and one last cigarette. E eu nem fumo.
Corinne abraçou simbolicamente o Brasil (deram a ela uma bandeira, com a qual saiu abraçada do palco) e deu um sorriso final que garante sua promessa de voltar. Todos nós, que ali estivemos, e tantos outros fãs que não puderam ir aos shows – esperamos que sim. Muitas vezes, muito em breve, com novas canções e com um novo banho de alma. Pois a sensação que ficou é essa. Não levei câmera, não registrei um momento sequer do show. Pra ser sincero, depois de ter estado ali, ao vivo, perde a graça ver uma foto, um vídeo. Mas cada música agora, quando ouço, está encharcada da mesma emoção do show, da lembrança do carinho com que Corinne nos cantou e com o qual foi recebida.
Fanático? – não sei, ainda penso que não sou. Mas, numa próxima, eu com certeza montaria uma barraquinha em frente à bilheteria se fosse preciso!”
O texto acima foi escrito pelo nosso leitor Gabriel Padovani, que é um dos “Corinnemaníacos” que tiveram orgasmos múltiplos deliraram ao ouvi-la cantar suas doces composições na capital paulista, em 4/11, numa das duas apresentações que a moça fez em solo brasileiro. Seu relato, cheio de uma admiração gostosa de fã, conseguiu transmitir a atmosfera perfeita dos lives da moça: elegantes, intimistas e super convidativos. O Miolaoteam agradece muito, Gabriel!
E não podemos deixar de agradecer também ao Cristiano Lourenço, outro fã da cantora que gentilmente permitiu a publicação de seu registro em vídeo da apresentação – diga-se de passagem, muito bem filmado e editado. Muito obrigado!
Droga. Não fui no show e agora, só de ver essas coisas me dá uma pena… haha. :]
Demorou até que a fofa da Corinne Bailey Rae tivesse apresentações agendadas aqui no país, mas a espera dos fãs acabou: a inglesa realiza dois shows – um em São Paulo e outro no Rio de Janeiro. O primeiro, na capital paulista, acontece amanhã (4), enquanto os cariocas poderão se deleitar com o repertório honesto e delicado da moça no dia 6.
A vantagem da demora é que Corinne não trará somente canções de seu debut, como teria acontecido se ela houvesse aparecido há um ou dois anos: a moça surge com várias canções de “The Sea”, disco lançado por ela no início desse ano e que possui um tom muito diferente do anterior. O CD é inspirado em dores sinceras, como aquela gerada pela morte de seu marido, Jason Rae, vítima de uma overdose no ano passado. Depois de um longo processo de recuperação e luto, a artista parece mais leve agora, como se estivesse finalmente curando suas cicatrizes; vê-la “expurgar” os seus demônios nos palcos, empenhada naquilo que faz de melhor é uma experiência única que nós poderemos presenciar.
Para homenagear a ocasião, o cover de hoje é cantado pela própria: com sua voz inconfundível, ela criou uma versão de “Is This Love”, clássico de Bob Marley e uma das mais serenas canções de reggae já lançadas. A gravação original, despretensiosa, ganha uma roupagem elegante que transita entre o jazz e a soul music, e de atmosfera mega romântica e sensual. A letra simples soa urgentemente apaixonada na voz de Rae, e todos os elementos são tão bem encaixados que dá gosto de ouvir: o delicioso coro, o piano insistente ao fundo, o ar de jam session…
Uma peça deliciosa que podia estar fácil, fácil em qualquer álbum da moça. Escute:
Para começar muito bem esse querido mês de outubro (alguém aí viu Esse Querido Mês de Agosto ou tô jogando essa referência ao vento? ), coloco à disposição de vocês, desmiolados, nossa quinta mixtape para download.O tema da vez é PRIMAVERA.
Tá, tá. Eu sei que esses dias mais parecem com verão do que com qualquer coisa, mas poxa! … Tem estação mais bonita que essa (por favor não digam outono, inverno ou verão -grato)?
Veja abaixo a tracklist:
1. Christina Perri – Jar Of Hearts
2. Nouvelle Vague – Blister In The Sun
3. Bruna Caram – Palavras do Coração
4. Penélope – Circo
5. Goldfrapp – Happiness
6. Gregory and the Hawk – Voice Like a Bell
7. Hall & Oates – You Make My Dreams
8. Travis – Flowers In The Window
9. The Bird And The Bee – My Love
10. Corinne Bailey Rae – Put Your Records On
O Miolão indicou o som de Eliza Doolittle há um tempinho, num Music Monday passado, exaltando a “fofura” existente em suas canções. Na época, a moça tinha na praça apenas um EP com quatro adoráveis músicas, que deixavam um gostinho de promessa no ar: ela trabalhava em seu primeiro disco, o homônimo “Eliza Doolittle”, que foi lançado lá fora no último dia doze e estreou em 4º lugar no ITunes UK. Ele prova que sua dona tem todos os elementos neessários pra se destacar ainda mais num cenário musical feroz.
Eliza – cujo sobrenome real é Caird e adotou o Doolittle em homenagem à personagem de Audrey Hepburn em My Fair Lady – possui aquele estilo brincalhão, super colorido e quase infantil de algumas cantoras atuais: suas músicas trazem um duelo constante entre o ingênuo e o malicioso que a coloca na mesma categoria de nomes como Lily Allen e Kate Nash, como tantos críticos gostam de frisar. Um detalhe que alguns deles parecem ter esquecido é que Doolittle está ao lado delas, e não como uma substituta. Mesmo sem agregar nada de muito inovador ao estilo, a jovem – que participava de musicais de teatro durante a pré-adolescência – parece autêntica e segura do que faz.
Eu disse estilo? Bom, vamos “pluralizar” esse conceito, porque Eliza não mira em somente um gênero musical para criar suas canções. A capa do disquinho mostra a garota brincando com elementos diversos que, digamos assim, compõem seu imaginário. Encare a ilustração como uma metáfora (!) para sua sonoridade: ela junta pop, black music, r&b, toques sessentistas e outras pitadas agradáveis para compor um conjunto delicioso e bastante harmonioso.
Em entrevista, ela disse que esperava criar canções que tivessem uma boa vibe e deixassem o ouvinte pra cima – e de fato teve êxito nessa tarefa. Essa mistura toda e a inclinação à doçura evidente na moça formam um disco que disserta sobre as diversas boas surpresas das relações existentes em nossas vidas.
Das treze faixas que o compõem, algumas já eram conhecidas do público, como as primeiras do disco, na sequência: “Moneybox” é uma musiquinha grudenta que já foi desconstruída pelos caras da banda The xx num remix incômodo; “Rollerblades” tem cara de trilha sonora de comédia romântica e “Go Home” é discreta e possui um forte verniz retro, com direito a sonzinho um pouco “arranhado”, remetendo à gravações antigas. Curiosamente, elas prendem a atenção, mas Eliza deixou o melhor para ser ouvido em seu debut.
“Skinny Genes” foi lançada há alguns meses e foi o primeiro single do álbum. Ganhou um clipe gracioso, que apresentou a cantora de forma apropriada ao público. A canção é daquele tipo de música tão gostosa que você logo quer voltar pro começo e ouvir de novo. Assovios contagiantes embalam a faixa, onde Eliza fala das pequenas coisas que a irritam em seu parceiro e de como ele poderia ser mais do que mostra ser. Na sequência há “Mr. Medicine” , que é simpática e só. Vem coisa melhor pela frente.
“Missing”, apesar do trocadilho infame no início (“I am Doolittle/but I do a lot”) é uma boa reflexão bem sobre querer mostrar o seu melhor e destacar-se no meio da multidão, e traz um sampler de “Come Softly To Me”, do Fleetwood Mac. Na linda “Back to Front”, o mundo dos sonhos de Eliza está de trás pra frente, e ela tem vontade de recuperar as coisas do passado. Os assovios estão de volta aqui neste que é um dos melhores momentos do álbum.
“A Smokey Room” é um momento “cante junto” curtinho, que quebra o romantismo, recuperado logo em seguida com “So High” – música que poderia facilmente entrar no repertório de Corinne Bailey Rae. Em “Nobody”, Eliza contradiz a mensagem de “Missing”: nessa, ela diz que não há problema nenhum em desejar não ser ninguém, se isso significar poder ser ela mesma. “Police Car” é a melhor faixa do álbum, na minha modesta opinião. Ela é a quarta canção que integrava seu antigo EP e me conquistou desde aquela época. Dona de um ritmo bem trabalhado, minimalista e muito eficaz, a voz de Eliza está linda e muito bem encaixada, quase intrínseca à canção. Adorável – você precisa ouvir.
“Empty Hand” é a faixa que encerra o disco. Parece uma canção de ninar, ou parte de um musical infantill. Serena e limpa, ela fecha a tracklist com ares de “foi tudo um sonho… hora de ir pra cama pra acordar e brincar de novo no dia seguinte.”
Ah, tem uma faixa que eu não comentei: “Pack Up”, seu novo single. Sampleando a clássica “Pack Up Your Troubles In Your Old Kit Bag”, de George Henry, a música traz o groove dos anos 40 de volta e merece bombar. Daquelas pra sorrir – bem como todo o CD. Escute num dia de profundo mau humor e permita-se compartilhar do imaginário de Eliza Doolittle . Se você logo começar a cantarolar… ela te conquistou. :)
A Amazon é uma das lojas virtuais mais conhecidas no mundo. Seu acervo gigantesco e suas informações precisas sobre datas de novos lançamentos fizeram com que ela, ao longo dos anos, virasse referência.
Pode parecer um pouco cedo, afinal estamos em julho, mas eles compilaram há pouco um ranking com as melhores músicas do ano (até agora). TOP10 tem Rolling Stones, Robyn, M.I.A., LCD Soundsystem, Little Boots e até Jamie Lidell, que já falamos aqui.
A lista é deliciosa e conta ainda com Janelle Monáe, The Dead Weather, Christina Aguilera, Dan Black, Corinne Bailey Rae, N*E*R*D e uma porrada de coisas legais. Se liga só:
1. Round And Round, Ariel Pink’s Haunted Graffiti
2. Dance Yorself Clean, LCD Soundsystem
3. Dancing On My Own, Robyn
4. XXXO, M.I.A.
5. Truth Sets In, Avi Buffalo
6. Meddle, Little Boots
7. Little White Church, Little Big Town
8. Enough’s Enough, Jamie Lidell
9. Dancing In The Light, The Rolling Stones
10. When I’m With You, Best Coast
11. Tightrope (Feat. Big Boi), Janelle Monáe
12. Elastic Love, Christina Aguilera
13. Texico Bitches, Broken Social Scene
14. Once in a Great While, Nathaniel Rateliff
15. Skippin’ Town, Drums
16. Heard It On The Radio, The Bird And The Bee
17. Believer, Goldfrapp
18. Break Your Heart, Taio Cruz
19. Window Seat, Erykah Badu
20. Heaven Can Wait, Charlotte Gainsbourg
21. Celestica, Crystal Castles
22. Golden State, Delta Spirit
23. Soldier of Love, Sade
24. As We Enter [Explicit], Nas & Damian “Jr. Gong” Marley
25. Catholic Pagans, Surfer Blood
26. Closer, Corinne Bailey Rae 27. Rush Minute, Massive Attack
28. Luv Goon, Pearl Harbor
29. Double Knots, The Living Sisters
30. Hustle And Cuss, The Dead Weather
31. The River, Audra Mae
32. Jail La La (Single), Dum Dum Girls
33. Bloodbuzz Ohio, The National
34. Taxi Cab, Vampire Weekend
35. Gimmie Gimmie Back Your Love, Hunx And His Punx
36. Sometimes I Don’t Need To Believe In Anything, Teenage Fanclub
37. Love Is A Dirty Word, Jason Collett
38. Always Already Gone, The Magnetic Fields
39. Symphonies (Bonus Track Feat Kid Cudi) [Explicit], Dan Black
40. Nothin’ On You [Feat. Bruno Mars], B.o.B
41. Why Does The Wind?, Tracey Thorn
42. Ain’t Leavin’ Without You, Jaheim
43. Little Lion Man, Mumford & Sons
44. The Twistable, Turnable Man Returns, Andrew Bird
45. I Feel Better, Hot Chip
46. Walk Of Shame, The Like
47. One Hand Push Up, Rhymefest
48. O.N.E., Yeasayer
49. Hot-N-Fun, N.E.R.D.
50. Chinatown, Wild Nothing
Caso tenha ficado curioso sobre alguma faixa, no site da loja dá pra ouvir pequenos trechos das canções: Amazon.com.