No próximo dia 7 de novembro chegará as lojas britânicas o primeiro álbum de Jasmine Van den Bogaerde, a Birdy.
Filha de uma pianista com um músico profissional, a garota, que tem apenas 15 anos, sempre demonstrou aptidão para as artes. Em 2008, quando tinha apenas 12 anos, venceu o primeiro Open Mic do Reino Unido (um concurso de vocalistas), ficando à frente de aproximadamente centenas de concorrentes.
Longe de se interessar por “popices”, Birdy canta, quase sempre acompanhada apenas de seu piano, músicas que vão de Phoenix a Bon Iver. A canção escolhida para ilustrar o post de hoje é Shelter, de The XX.
O nosso cover de hoje une, com uma canção, duas cantoras que a gente adora: uma, que podia voltar a fazer música com a freqüência de antes e outra que merecia um reconhecimento maior do que aquele que tem…
Feist dispensa apresentações. A moça, que já integrou o grupo Broken Social Scene e lançou seu último disco de inéditas, The Reminder, em 2007, possui um repertório envolvente e quase onírico, qualidade reforçada pela doçura de sua voz, rouca e de aquecer os ouvidos. Hoje, afastada dos estúdios, realiza participações eventuais em faixas de outras artistas… mas nada que satisfaça a vontade de ouvir a moça em gravações próprias e novinhas.
Fiona Apple adora coverizar canções clássicas. E as versões da moça não são nada comuns: as chances de suas releituras se equipararem – ou superarem – as originais são muito, muito grandes. Ela já fez isso com “Across The Universe”, dos Beatles, “Why Try To Change Me Now?” e “I Walk a Little Faster” de Cy Coleman – só pra citar algumas. E isso acontece pelo poder que a cantora tem de transformar qualquer música em “sua”.
Desmiolados, o nosso cover do dia de hoje vai ser um pouco diferente e o post, aliás, poderia facilmente entrar na categoria “Duelo da Semana”. :]
Nosso leitor @dario_muryllo sugeriu que montássemos, excepcionalmente, um confronto de covers, com versões de uma mesma canção que ele adora: trata-se de Steady As She Goes, faixa do disco Broken Boy Soldiers do grupo The Racounters. Essa composição irônica sobre uma manter-se firme em uma vida constante e sem atrativos ganhou roupagens bastantes distintas nas mãos de duas das maiores cantoras da cena britânica: Adele e Corinne Bailey Rae. Assista abaixo e nos conte: qual das duas regravações você prefere?
STEADY AS SHE GOES, Corinne Bailey Rae
Corinne Bailey Rae esteve recentemente em solo brasileiro, apresentando seu repertório em São Paulo e no Rio de Janeiro. Não tem muito tempo, o leitor Gabriel Padovani nos teceu um relato que mostrou bastante bem tudo o que os fãs da moça puderam encontrar em seus shows. Nada foge do esperado: muita ternura, sentimento e leveza, tudo típico do doce trabalho da artista.
Repaginando Steady As She Goes, a moça deixa de lado um pouco da usual delicadeza que ostenta em suas gravações e aposta em algo mais enérgico. Mostrando versatilidade, ela reproduz a canção com um ar rocker fiel a original – e quase inexistente em suas próprias canções (ok, a gente abre um parênteses pra Paper Dolls, do disco The Sea, certo?). Isso tudo sem abrir mão de sua habitual classe. É como se Corinne brincasse de estar furiosa. O resultado? Veja abaixo:
STEADY AS SHE GOES, Adele
Ela ainda é jovem, mas sua desenvoltura, emoção e vocal marcante deixa no chinelo muitas cantoras veteranas. Adele surgiu em 2007, com seu CD de estréia, “19”, que deixa qualquer um boquiaberto, tamanha a maturidade como intérprete e compositora mostrada pela moça com tão pouca idade – o “19” do título era uma referência direta ao tempo de vida que ela tinha durante a produção do disco. Depois de aclamada por público e crítica e de uma entrada de êxito na indústria fonográfica, ela está prestes a lançar seu segundo álbum, “21”, cujo primeiro single, Rolling In The Deep, já é conhecido há um tempinho.
Sua versão de Steady As She Goes não foi gravada em estúdio e deriva de apresentação ao vivo. A moça parece um pouco insegura quanto ao conteúdo da canção e até acompanha a letra em seu Blackberry. A questão é que mesmo um pouco perdida, Adele domina a cena e mostra que não é considerada uma revelação dos últimos anos à toa: ela impõe sua voz de forma deliciosa, e entoa os versos do cover em questão com um certo tom de malicia. Posse total da música! A gente implora por um registro oficial da mesma. Dá uma olhada e diz que não merece:
A criança loirinha que vimos crescer diante das telas, às vezes estrelando papéis meigos e infantis, às vezes papéis densos e dramáticos. Essa é uma pequena descrição da atriz – não tão – mirim, Dakota Fanning. Agora uma teenager, nada mais concreto do que estreiar filmes teenagers. Desde o ano passado a mocinha apareceu como coadjuvante-vampira em Lua Nova e Eclipse, da badalada Saga Crepúsculo. Já com seus 16 anos, interpreta Cherie Currie, no rock’n'roll movie The Runaways (com direito a beijinho na Kristen Stewart e tudomais).
A lindinha Dakota dá um show de interpretação – e dessa vez não só como atriz. Ela assume com maestria e muita personalidade o papel da estilosa vocalista e mostra que, além de muito talentosa na hora do drama, também é muuuuito talentosa na hora do rock! Aos gritos rebeldes e sexyes de “I’m the fox you’ve been waiting for”, o show é todo dela.
A estreia de The Runaways, no Brasil, será dia 8 de outubro e você pode ir se preparando aqui no MIOLÃO.
Eu sou fã de Jamie Cullum desde que ouvi pela primeira vez. A música era também um cover, só que aquela vez do divino Jeff Buckley. Pra quem não conhece o Cullum, ele ficou famoso por ser um adolescente, com a cabeça grande demais pro resto do corpo, que usa all-star e destrói Yamahas – os pianos,ok. Além desse estilo todo, o guri toca piano fodasticamente bem. Coleciona uma lista de maravilhosas canções compostas por ele mesmo e outra de covers que é de dar inveja nos próprios autores. Nessa segunda está o cover de hoje.
“Don’t Stop the Music”, baladinha pop, dançante e provocadora na voz (e no corpo) da diva das pistas de dança, Rihanna, ganha um outro tom quando tocada pelo Jamie. É a faixa “do meio” do último álbum do cabeçudo, o “The Pursuit”. A capa do álbum: um piano – de cauda – no momento da sua explosão. Praticamente um signo pro que o guri vai fazer nas faixas do CD, “explodir” com a música, no melhor sentido da palavra.
Quando a faixa n 6 começa, com uma batida tranquila e um tom de voz entre suspiros e gemidos, você fica com aquela sensação “hm, mas eu já ouvi isso antes”. E aí tem o piano, a voz dele vai ficando mais alta, chega no refrão e tipo “OHMYGOD, eu não acredito que ele fez isso!”. A música é tão cheia de emoção que faz você sentir como se estivesse numa festa, dançando com aquela pessoa e implorando pro DJ não parar de tocar aquela música. Mais uma prova de que o adolescente rebelde sabe o que está fazendo. E os fãs da Rihanna musa que me perdoem, mas ele conseguiu elevar pra outro patamar o que era só mais uma musiquinha dançante e aguda.
Sobre o clipe, vou resguardar comentários. Foda, simples assim.
A partir de hoje o MIOLÃO postará covers. O esquema será bem simples: dia sim, dia não vocês verão graaaandes músicas na voz de graaaaandes artistas. Se quiser sugerir algo é só comentar, dar reply do twitter ou mandar um e-mail (contato@miolao.com), ok?
Para começar com o pé direito, temos Fiona Apple cantando Beatles. Gravado em 1998, originalmente para a trilha sonora de Pleasantville – A Vida Em Preto e Branco, esse cover consegue um feito raro: ser tão bom quanto (ou até melhor que) a versão original: