Norah Jones adora assumir riscos. Ou isso ou simplesmente detesta marasmo em sua carreira. Isso explica o fato de que a moça sempre revigora e “muda” a linha que seu repertório segue a cada novo trabalho. Seu quinto disco de inéditas, “Little Broken Hearts”, que vazou semana passada e será lançado oficialmente no dia 1 de maio, não é exceção à regra.
Quando despontou com “Come Away With Me”, Norah flertava com o jazz-pop. Na sequência, “Feels Like Home” continha elementos do country; “Not Too Late” sintetizava esses dois universos e ainda mostrava um gostinho folk; e “The Fall”, por sua vez, era mais puxado para o blues. Essa “metamorfose” não se refere apenas aos discos que levam apenas seu nome: se contarmos os diversos projetos em que Norah se envolve, a lista de influências será ainda maior.
“Little Broken Hearts” desconstrói todos os gêneros citados sem pender para nenhum deles de forma óbvia. Além disso, entrega uma verdade: Norah parece não dar nenhum passo em falso em sua carreira, transitando sempre com sucesso entre suas intenções e ambições de explorar tudo o que pode e renovar sua identidade ao mesmo tempo que não perde características que lhe são muito próprias.
























