Shirley Manson é dona de uma das vozes mais sexys e intensas do showbizz. Butch Vig é o cara por traz de álbuns importantes para a história da música, como Nevermind, do Nirvana, e Siamese Dream, do Smashing Pumpkins. Steve Marker toca riffs em sua guitarra que não podem ser descritos por outra palavra senão insanos. Duke Erikson, além de produtor competente, é compositor e está na estrada desde 1974. Tudo isso, quando somado, não poderia resultar num produto que fosse menos do que explosivo. Assim, para os dias de hoje, descrever o Garbage, soa desnecessário, já que eles são velhos conhecidos de todos e se tornaram exatamente aquilo que toda banda deseja ser: um marco.
Depois de uma pausa de 7 anos nas atividades da banda (se não contarmos a reunião para um CD de tributo ao U2 ou a coletânea Absolute Garbage, de 2007), eles retornam com Not Your Kind Of People, trabalho que cumpre exatamente tudo o que poderia se esperar do Garbage. Aliás, em alguns pontos ele chega a ultrapassar nossas expectativas. Me parem se eu estiver exagerando, mas temos aqui um forte candidato a álbum do ano.
Deixando de lado o ambiente das academias, a Mixtape do Miolão faz as malas para conhecer vários outros lugares – e as histórias e sensações que cada um abriga ou sugere.
O seu tema, “Around The World”, é autoexplicativo: a seleção de faixas remete a países, cidades e outros locais ao redor do globo e traz visões bem específicas que cada intérprete tem deles. Há espaço para agitação, um tantinho de tristeza e melancolia, algumas “feel good songs”… e vários gêneros musicais. De The Clash a Morcheeba, de Yael Naim a Daft Punk… uma miscelânea um tanto bagunçada, mas que funciona como uma viagem por territórios distintos. Do jeito que a gente queria!
Parece mentira, mas eu juro que é verdade: o Miolão, finalmente, tá de volta. E antes que pensem que tudo isso é brincadeira de primeiro de abril, vou logo avisando que dessa vez a gente voltou e voltou para ficar.
Pra começar em grande estilo, tem Mixtape nova na praça. O tema? Músicas para malhar. Reunimos em pouco mais de uma dúzia de canções bate-estacas que fizeram a cabeça ~~dos jovens~~ nos anos 80 e 90 e também algumas coisinhas meio fresh and new. O resultado? Algo tão tão tão tosco que eu nem sei se posso chamar de guilty pleasure. Mas quem liga? As musiquinhas são bem divertidas e ó, a seleção funciona pra se exercitar, viu?
Quando os franceses do Daft Punk lançaram o disco Discovery, em 2001, eles modificaram a cara da música contemporânea. Do pop ao rock, do mainstream ao underground, ninguém saiu ileso dos efeitos do disquinho.
O electro com embalagem plástica e brilhante era perfeitinho e corrosivo. Totalmente sintético, os vocais robotizados e os instrumentos metálicos soavam como sendo de um futuro – um futuro imaginado há décadas atrás.
Lançada como single em 2001, Harder, Better, Faster, Stronger usava imagens de Interstella 5555: The 5tory Of The 5ecret 5tar 5ystem, o “filme” do duo, para ilustrar a letra. O trecho da animação dirigida por Kazuhisa Takenouchi mostrava seres intergalácticos se “transformando” em humanos. A letra, que mais parecia um mantra, repetia exaustivas vezes o seu título. Um clássico instantâneo.
O clipe de Oração, de A Banda Mais Bonita da Cidade, foi disponibilizado na rede há apenas 14 dias, mas devido a milhares de visualizações, piadas sem graça, manifestações de ódio e algumas declarações de amor eterno, a sensação que tenho é que ele está rodando por aí há beeem mais tempo do que isso.
Deixando de lado todo o hype e os sentimentos que o grupo evoca, é certo dizer que o vídeo é, do ponto de vista técnico, interessantíssimo. Concebido e dirigido por Vinícius Nissi, vocalista da banda, Oração foi filmado em um único take, sem que houvesse cortes, assim como o vídeo deNantes, do Beirut, que serviu de inspiração.
A técnica do plano sequência não é nenhuma novidade: usada pela primeira vez no cinema no longa Aurora, de Murnau, lançado em 1927, ela consegue arrancar suspiros de admiração de cinéfilos e realizadores – não só de cinema como também de videoclipes. E é isso que a gente vê agora no Top 5: Clipes filmados em plano sequência. Continue lendo →
Discovery, do Daft Punk, é um dos melhores álbuns do mundo. Irretocável, todas as 14 músicas do disco são interessantes, divertidas e “duráveis” – e olha que reunir esses 3 adjetivos num mesmo disco de um gênero que vomita todo ano trilhões de músicas com prazo de validade estampado na capa não é tarefa fácil. Ele tem tanta substância e é tão importante para a música que dá pra dizer sem medo que ele redesenhou o pop em seus quase 61 minutos.
Em 1982, um filme de ficção científica revolucionou esse gênero cinematográfico: estamos falando de “Tron”, clássico sci-fi lançado pelos estúdios Disney e dirigido por Steven Lisberger. Sua trama gira ao redor de Kevin Flynn, especialista em computadores, que é tragado para dentro de um deles e enfrenta junto com outros parceiros cibernéticos as armadilhas de um programa tirano que quer destruí-los.
Trazendo Jeff Bridges como protagonista, a película adquiriu status cult com o passar dos anos não só pelo enredo, na época bastante inventivo, mas principalmente pelos efeitos especiais elaboradíssimos, à frente de tudo que era lançado nos cinemas naquele momento: um misto de imagens comuns redesenhadas através da técnica de rotoscopia com animação digital das mais avançadas. Hoje, numa época onde o 3D parece dominar a maioria das produções (algumas sem a menor necessidade) tudo mostrado no filme de Lisberger se assemelha a um jogo de video-game mal feito, mas seu valor no longo caminho que nos trouxe ao que é produzido hoje é inegável.
TRON marcou, e não foi esquecido pelos seus adoradores, mesmo depois de quase trinta anos. E aparentemente, nem pelos produtores de Hollywood: as notícias de uma continuação já eram mais do que concretas, e seu primeiro trailer oficial já vinha sendo divulgado nas salas de cinema, inclusive em nosso país. Durante a última edição da Comic-Con – evento de ficção científica e cultura pop que acontece anualmente em San Diego e chegou ontem ao fim – 8 minutos da produção foram exibidos para os seletos participantes, deixando todos agitados pelo que está por vir e aumentando o borburinho ao redor da mesma.
“Tron: O Legado” será produzido pelos estúdios Disney como o antecessor e dará continuidade ao enredo original, mas sob outro ponto de vista: Sam Flynn (interpretado por Garrett Hedlund, de “Eragon” e “Ela é a Poderosa”) é filho do personagem de Bridges e investiga o misterioso desaparecimento do pai. Durante o processo acaba sendo levado para o mesmo universo high-tech que seu pai havia adentrado anos antes. E dá-lhe batalhas, confrontos “épicos” e intensos combates para ver quem sairá vivo.
Tron (1982)
A tecnologia empregada anteriormente para dar vida a esse mundo digital, será substituída, por exemplo, pelo novo 3D IMAX, cujos limites (ou ausência deles?) tem sido explorados à exaustão recentemente e por uma fidelíssima captação de imagens originais feitas à laser, que irá transformar o elenco original em personagens virtuais cuja idade e aparência poderão se facilmente alterados com alguns cliques. Outra novidade na sequência é que a trilha sonora, antes assinada por Wendy Carlos será criada agora pela dupla de DJ’s e produtores Daft Punk; o resultado, que foi disponibilizado no site oficial de Tron em pequenos trechos para serem ouvidos, é contemporâneo e arrepiante. Transmite toda a apreensão encontrada no incerto mundo retratado no filme.
Além de Hedlund e Bridges, o elenco conta também com Olivia Wilde de “Educação” e da série “House” e Michael Sheen, o coelho branco de “Alice no País das Maravilhas”. Fora isso, sai o diretor original e entra o estreante Joseph Kosinski, que terá em suas mãos a chance de projetar seu nome na indústria cinematográfica com um filme que pode (ou não) virar referência como aquele que o originou… ao menos esteticamente. Em tempos onde as pessoas tornam-se mais habituadas a ver de tudo nas telas do cinema, “Tron” traz um ar clássico para uma produção que só poderia ser feita nos dias de hoje. Se vai render? Saberemos no dia 17 de dezembro, quando “Tron: O Legado” estréia mundialmente.
Confira abaixo o seu trailer e um teaser especial aqui. Eletrizante!
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