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#Top5: Diretores e Seus Queridinhos

15/02/2010 às 23:58 em Aleatoriedades, Telinha & Telão

De vez em quando algumas parcerias entre diretores e atores dão tão certo que eles repetem a dose. E mais de vez em quando ainda o repeteco se estende por mais filmes e mais filmes, como se o diretor esquecesse que há outros atores no mundo.

Se você duvida, dá uma olhada em nosso Top 5:

5º Ewan McGregor e Danny Boyle.

Quando começou?

O ano era 1994. Nessa época Danny Boyle era um diretor estreante oriundo da tv e lançava seu debut, o sensacional Cova Rasa.Bastante elogiado pela crítica, o longa fez bonito e foi responsável por apresentar ao mundo um dos mais talentosos atores em atividade e o visionário Boyle, que anos mais tarde receberia o Oscar por Quem Quer Ser Um Milionário?. Embora Cova Rasa fosse o terceiro filme de Ewan McGregor, pode-se dizer que sua carreira só começou mesmo a partir daí. Nos anos seguintes o ator fez alguns filmes de pouca repercussão e uma ponta em Emma, película baseada na obra de Jane Austen. Somente em 1996 Danny e Ewan se encontraram novamente no emblemático Trainspotting. O filme, baseado na obra de Irvine Welsh, apresentava uma visão totalmente diferente do mundo das drogas. Original e perspicaz, Trainspotting marcou a década de 90 e firmou Ewan como um dos mais promissores atores do mundo. Apenas um ano depois a parceria se repetiu no interessante Por Uma Vida Menos Ordinária. O filme que tinha a estrelinha da vez Cameron Diaz acabou dividindo a crítica e foi um verdadeiro fracasso de público. O destino dos dois parecia incerto: Boyle tinha decepcionado seu estúdio com a pouca arrecadação e Ewan, embora elogiado por sua atuação, ainda não tinha nenhum blockbuster em seu currículo. Mas tudo mudaria com A Praia, de 2000…

Acabou?

A Praia foi concebido como um projeto ambicioso e seria, teoricamente, o primeiro grande trabalho de Danny nos States. E foi nessa época que Ewan e Danny se desentenderam. O estúdio queria que Boyle usasse um rosto “mais conhecido” do grande público. O diretor acabou cedendo a pressão e no lugar de Ewan entrou ninguém menos que Leonardo DiCaprio, que vinha do sucesso Titanic. Massacrado pela crítica e pelo público o longa foi uma verdadeira decepção. Até a direção de Boyle, elogiada até então, foi alvo de críticas. No fim das contas, Ewan saiu ganhando em não participar. De lá pra cá os dois nunca mais trabalharam juntos. Embora vira e mexe algum fofoqueiro levante a hipótese de uma nova reunião, nada de concreto foi dito. Pena!

Deu certo?

Mesmo com o fim “trágico” da parceria, a parceria dos dois deu tão certo que hoje ambos são reconhecidos e aplaudidos de pé por seus trabalhos. Fora que possuir em sua filmografia um dos filmes mais amados da década de 90 não é pra qualquer um, né?

4º Leonardo DiCaprio e Martin Scorsese.

Quando começou?

Em Gangues de Nova York, de 2002. Na época Scorsese já tinha status de lenda e todo mundo estranhou a escolha de DiCaprio como protagonista. O ator, que até então tinha tido êxito somente em Titanic, após algumas decisões equivocadas estava perdido em sua carreira. Na estréia do filme todos aqueles que maldiziam o ator tiveram que engolir cada palavra. O garoto deu um show de interpretação e mesmo estando ao lado do grande Daniel Day Lewis não deixou nada a desejar. O Aviador, o projeto seguinte de Scorsese, foi recebido com empolgação pela crítica e rendeu a Leonardo sua segunda indicação ao Oscar. Impecável na pele do milionário excêntrico Howard Hughes, DiCaprio mostrou de uma vez por todas que sabia atuar. E sabia muito bem. Em 2006 a parceria foi refeita no aclamado Os Infiltrados. O filme abocanhou o Oscar de melhor direção para Scorcese e tirou a chance do cultuado diretor de se igualar a mestres como Chaplin e Hitchcock (por nunca levar a estatueta dourada para casa). O reconhecimento foi tão grande que além dos críticos e a Academia se renderem ao filme, Os Infiltrados foi a maior bilheteria de Scorsese.

Acabou?

Que nada! A Ilha do Medo, próximo lançamento da dupla, é um dos filmes mais aguardados do ano. Exibido em alguns círculos fechados, o filme vem recebendo grandes elogios – tanto para DiCaprio quanto para Scorsese -. É aguardar pra ver.

Deu certo?

Tão certo que rendeu a Martin seu primeiro Oscar e a Leonardo reconhecimento de público e crítica. Aliás, Marty foi só elogios para Leonardo em entrevista recente à revista New York. Saca só:

“O diferencial de Leo é seu rosto extraordinariamente cinematográfico. Ele poderia ter sido um grande ator do cinema mudo porque tanta coisa acontece nos seus olhos, pode-se ler tanta coisa em seu rosto.”

É, o cara tá podendo.

3º Robert De Niro e Martin Scorsese.

Quando começou?

Se Leonardo é a bola da vez para Scorsese hoje em dia, na década de 70 só dava Robert De Niro. Tudo começou em 1973 quando eles filmaram Caminhos Perigosos. De lá para cá foram ao todo 8 filmes: Taxi Driver, New York, New York, Touro Indomável, O Rei da Comédia, Os Bons Companheiros, Cabo do Medo e Cassino.  Alguns deles, como Touro Indomável, Taxi Driver e Cassino, são considerados verdadeiras obras-prima do cinema.

Acabou?

Que nada! Recentemente, Scorsese disse a Vanity Fair que quer De Niro em seu próximo filme: I Heard You Paint Houses. O longa, que terá seu roteiro adaptado do livro homônimo de Charles Brandt, terá como pano de fundo a máfia irlandesa. Alguém aí duvida que os dois vão detonar?

Deu certo?

Mas que pergunta! Foram 8 filmes ao todo e o nono tá quase aí. Martin realizou alguns de seus melhores trabalhos ao lado de De Niro, e foi dirigido por Scorsese que Robert levou seu segundo Oscar para casa por Touro Indomável.

… Duas lendas do cinema que “cresceram” juntas. Mais certo impossível.

2º Penélope Cruz e Pedro Almodóvar.

Quando começou?

Na década de 90, com Carne Trêmula. Naquela época Pedro já tinha construído uma bela carreira e seus filmes tinham repercussão mundial. Com Carne Trêmula não foi diferente: o longa foi um sucesso e, aos olhos mais atentos, estava ali uma atriz experiente mas que nunca havia sido explorad. Seu nome era Penélope Cruz. Mesmo com pouco tempo em cena, era notável a volúpia com que Almodóvar filmava a moça. No entanto, a consagração dos dois só viria em seu próximo filme; o belíssimo Tudo Sobre Minha Mãe, de 1999. Mesmo não sendo protagonista, Penélope mais uma vez estava lá. Foi graças a sua participação em Tudo Sobre Minha Mãe que a garota ganhou o mundo. Atuando em produções hollywoodianas a atriz foi bastante criticada. Houve quem dissesse que ela só atuava bem nas mãos de seu mentor. Verdade ou não, foi em 2006 com Volver que Penélope teve seu trabalho mais consistente. Encarando pela primeira vez uma protagonista num filme de Pedro, Penélope fez bonito e levou sua primeira indicação ao Oscar. Depois de conquistar de uma vez por todas o respeito da crítica e o coração de Almodóvar, Penélope assumiu o status de musa. Ano passado Pedro e Penélope fizeram seu quarto filme juntos. Abraços Partidos mostrou os dois em grandes momentos e embora tenha dividido a crítica agradou a maioria dos fãs com todos os elementos já característicos de Almodóvar.

Acabou?

Dê uma olhada na declaração dele para o jornal espanhol El Mundo e responda por si mesmo a pergunta:

“De todas as atrizes com quem trabalhei, ela é a única que me despertou um desejo que vai além da sensualidade que algumas cenas exigiam.”

Deu certo?

Se deu! Pedro já era considerado um grande diretor, mas foi graças a Tudo Sobre Minha Mãe que seu nome passou a figurar no primeiro time de realizadores. Com este filme Pedro recebeu a Palma de Ouro em Cannes e além do Oscar de Melhor Filme Estrangeiro. Penélope teve seus melhores momentos nas mãos do diretor e até hoje colhe frutos de seu trabalho com ele. Arrisco dizer que ela não estaria na posição que se encontra hoje se não fosse tivesse sido moldada nas mãos de Pedro. Volver e Abraços Partidos só confirmam isso.

1º Johnny Depp e Tim Burton.

Quando começou?

A parceria não podia ter começado melhor: Edward Mãos de Tesoura foi o primeiro de uma série que dura até hoje. O filme, de 1990, possui todos os ingredientes que consagraram Deep e Burton como estrelas: personagens estranhos, sensibilidade à flor da pele e um visual gótico-pop. O resultado excepcional fez do filme um marco na carreira de ambos e todas as características vistas na história foram reprisadas nos trabalhos seguintes da dupla. Em Ed Wood, Depp encarnou toda loucura do pior diretor de todos os tempos, n’A Lenda do Cavaleiro Sem Cabeça Burton comandou a cena totalmente à vontade num mundo que dominava, enquanto n’A Fantástica Fábrica de Chocolates eles tiveram uma experiência bem sucedida ao se aventurarem num novo gênero, a coisa deu tão certo que foi repetida no fofo A Noiva Cadáver e mais recentemente em Sweeney Todd – O Barbeiro Demoníaco da Rua Fleet.

Acabou?

Claro que não! Ambos trabalharam juntos no aguardado Alice No País das Maravilhas, que estréia em março por aqui.

Deu certo?

Muito certo! Tim encontrou em Depp o protagonista perfeito para emular suas loucuras. E Depp foi carregado ao estrelato nas mãos do diretor. Todo mundo saiu ganhando, inclusive, no último trabalho lançado por eles, ambos foram indicados ao Globo de Ouro.

Há quem diga que a parceria já apresenta desgaste… Pessoalmente acho que os dois podem render muuuuito ainda. Aquela coisa: em time que se está ganhando não se mexe.

Menções honrosas: Pedro Almodóvar e Carmen Maura por fazerem juntos nada mais nada menos que 9 filmes, Nicole Kidman e Baz Luhrmann por se arriscarem juntos em projetos improváveis – quem apostaria em um musical quando o gênero estava morto e quem teria tanta ambição para produzir um novo “E O Vento Levou…“? -, Quentin Tarantino e Uma Thruman por levarem 9 anos para finalizarem um argumento (Kill Bill, baby!), Roman Polanski e Emmanuelle Seigner porque afinal não é qualquer um que se casa com sua musa.

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As Surpresas do Globo de Ouro 2010

18/01/2010 às 02:51 em Telinha & Telão

O Globo de Ouro 2010 acabou de acabar e posso dizer que esse ano a cerimônia realmente surpreendeu.

Amor Sem Escalas, grande favorito da noite, viu seu reinado virar pó quando Avatar venceu nas categorias de melhor filme drama e melhor direção para James Cameron. Pra não dizer que o filme saiu de mãos abanando, ele levou o prêmio de melhor roteiro.

Já na categoria de melhor filme comédia ou musical Se Beber, Não Case surpreendeu e levou o prêmio, enterrando de uma vez por todas as chances que Nine tinha no Oscar.

Meryl Streep e Sandra Bullock repetiram a dobradinha do Critics’ Choice Movie Awards e ganharam o Globo de melhor atriz. Enquanto Meryl reinou soberana na categoria de comédia, vencendo por Julie e Julia, Sandra não se intimidou com a forte concorrência e levou o prêmio pra casa por O Lado Cego.

Outra categoria que pegou todos de surpresa foi a de melhor ator comédia. Enquanto todos apontavam para Daniel Day-Lewis como vencedor, Robert Downey Jr. levou o Globo por Sherlock Holmes. Na categoria de melhor ator drama o prêmio foi para Jeff Bridges por Coração Louco. A vitória o coloca  um passo a frente de Clooney na briga pelo Oscar.

Agora falando um pouquinho do que não era surpresa e que foi mais do que merecido, vimos a consagração de Christoph Waltz recebendo o prêmio de coadjuvante por seu impagável Coronel Hans Landa e Mo’Nique pelo sensacional Preciosa. Outra unanimidade que deixou todo mundo feliz foi a vitória de UP!- Altas Aventuras na categoria de animação. O filme ainda levou melhor trilha sonora pelo excelente trabalho de Michael Giacchino. Veja a baixo a lista completa dos vencedores:

Melhor filme drama
Avatar

Melhor filme comédia/musical
Se Beber, Não Case

Melhor ator em drama
Jeff Bridges, por Coração Louco

Melhor atriz em drama
Sandra Bullock, por O Lado Cego

Melhor ator em comédia/musical
Robert Downey Jr., por Sherlock Holmes

Melhor atriz em comédia/musical
Meryl Streep, por Julie & Julia

Melhor ator coadjuvante
Christoph Waltz, por Bastardos Inglórios

Melhor atriz coadjuvante
Mo’Nique, por Preciosa – Uma História de Esperança

Melhor diretor
James Cameron, por Avatar

Melhor roteiro
Amor Sem Escalas

Melhor canção original
The Weary Kind, Coração Louco

Melhor trilha sonora
Up! – Altas Aventuras, de Michael Giacchino

Melhor estrangeiro
A Fita Branca

Melhor animação
Up! – Altas Aventuras

De acordo com nossos palpites, acertamos apenas 6 dos vencedores e erramos em nada mais nada menos que 8 categorias. A nosso favor temos o fato de que 4 dos vencedores foram nossa “segunda opção”, hahaha! E vocês, ficaram contentes com os resultados?

No geral, pelo menos no quesito CINEMA, o Globo de Ouro foi bastante justo e interessante… E que venha o Oscar!

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Globo de Ouro 2010: O Que Esperar?

16/01/2010 às 14:45 em Telinha & Telão

Há mais ou menos um mês, para ser exato desde a manhã do dia 15/12/2009, cinéfilos do mundo inteiro ficaram em polvorosos com a lista de indicados ao Globo de Ouro 2010.

Tido como o ‘segundo’ principal prêmio do cinema, o Globo de Ouro funciona como um termômetro para o Oscar, potencializando as chances de indicações dos filmes e premiando merecidamente, vez ou outra, grandes películas.

O líder de indicações deste ano e também favorito é Amor Sem Escalas. A nova comédia dramática de Jason Reitman, responsável por hits como Juno e Obrigado Por Fumar, sai na frente com 6 indicações. Logo atrás vem Nine, de Rob Marshall, com 5 indicações.

Confira agora nossos palpites para o prêmio:

Melhor filme drama:


“Amor Sem Escalas”
Bastardos Inglórios
Avatar
“Guerra ao Terror”
Preciosa

Arrebatando tudo que é prêmio nos principais eventos de cinema, Amor Sem Escalas é favorito absoluto. O sucesso de público de Bastardos Inglórios não foi suficiente para colocá-lo no posto de queridinho dos críticos e suas chances são relativamente pequenas. A indicação de Preciosa já pode ser encarada como um prêmio: embora o filme seja incrível, ele não possui o “perfil” dos vencedores e acabou sendo ofuscado pelo já mencionado Amor Sem Escalas. Avatar marca presença mais pela megalomania de seu realizador do que qualquer outra coisa. Já o ótimo Guerra ao Terror corre por fora e pode surpreender, principalmente se der na telha dos votantes premiar um filme com teor político.

Melhor filme comédia/musical:

(500) Dias Com Ela
“Se Beber, Não Case”
“Simplesmente Complicado”
Julie & Julia
“Nine”

Ao que tudo indica Nine, o musical de Rob Marshall, tem grandes chances de sair como vencedor. A superprodução dividiu a crítica, mas o prestígio do diretor que já arrebatou o prêmio por Chicago e seu elenco estrelar colocam Nine à frente da disputa. (500) Dias Com Ela também tem chances, mas é bem mais possível que os votantes se rendam ao charme de Nine. Julie e Julia e Simplesmente Complicado correm por fora e parecem que estão ali apenas para completar o espaço vazio, principalmente esse segundo que, tirando a atuação de Meryl Streep, quase não foi “notado”. Sem dúvidas a grande surpresa da lista é Se Beber, Não Case. A comédia que foi hit no ano passado fecha a lista das indicações sem grandes chances (pena!).

Melhor direção:

Kathryn Bigelow, “Guerra ao Terror”
James Cameron, “Avatar”
Clint Eastwood, “Invictus”
Jason Reitman, “Amor Sem Escalas”
Quentin Tarantino, “Bastardos Inglórios”

Este ano, Clint, tadinho, quase não tem chances. A recepção morna de Invictus nos faz crer que a indicação já é o prêmio. Tarantino corre por fora, Kathryn Bigelow possui altas chances de surpreender e há quem diga que ela é a grande aposta pro Oscar. No entanto, aqui no Globo de Ouro, ela perde espaço para James Cameron pelo grandioso Avatar e Jason Retiman, com o preferido dos críticos Amor Sem Escalas.

Melhor ator em drama:

Jeff Bridges, “Crazy Heart”
George Clooney, “Amor Sem Escalas”
Colin Firth, “A single man”
Morgan Freeman, “Invictus”
Tobey Maguire, “Entre Irmãos”

Nessa categoria é mais fácil dizer quem não leva: Tobey Maguire e Morgan Freeman possuem chances reduzidas, para não dizer inexistentes, uma vez que seus longas não concorrem nas categorias principais e foram pouco lembrados em outras premiações. Colin Firth, o eterno Mr. Darcy, colhe ótimos frutos de A Single Man, mas a disputa fica mesmo entre George Clooney e Jeff Bridges. O primeiro é figurinha carimbada na premiação e tem a seu favor o ótimo hype de Amor Sem Escalas, já o segundo entrega uma das performances mais elogiadas do ano, encarnando um tipo que todo mundo adora: o homem que vence seus próprios problemas e se supera. Nosso palpite vai pra Clooney, mas Bridges (assim como Colin) pode surpreender.

Melhor atriz em drama:

Emily Blunt, “The Young Victoria”
Sandra Bullock, “The Blind Side”
Helen Mirren, “The Last Station”
Carey Mulligan, “Educação”
Gabourey Sidibe, “Preciosa”

Quando a temporada de prêmios começou, a novata Carey Mulligan foi logo apontada como favorita para tudo que era prêmio. Com outras estréias e surpresas, seu favoritismo ficou ameaçado. Também pudera, competindo com veteradas como Helen Mirren e Sandra Bullock fica díficil manter fôlego para vencer. Sandra, aliás, tem grandes chances de faturar o globo: além de estar presente numa produção que arrecadou bons trocados, ela, ao lado de Meryl Streep e Matt Damon, é uma das únicas com dupla indicação: e como ela não tem a mínima chance na categoria de atriz comédia tudo indica que ela seja, enfim, reconhecida por suas habilidades dramáticas. É esperar para ver. Corre por fora a fofa da Emily Blunt e a Gabourey Sidibe por sua maravilhosa Precious.

Melhor ator em comédia/musical:

Matt Damon, “O Desinformante”
Daniel Day-Lewis, “Nine”
Robert Downey Jr., “Sherlock Holmes”
Joseph Gordon-Levitt, “(500) Dias com Ela”
Michael Stuhlbarg, “A Serious Man”

Pode-se dizer que Damon e Robert estão fora da disputa. Daniel Day-Lewis, amado por todos, é o grande favorito. Já Joseph Goron-Levitt, que entregou uma das melhores performances do último ano, possui poucas chances mas permance na disputa. Michal Stuhlbar pode, quem sabe, surpreender e levar o prêmio.

Melhor atriz em comédia/musical:


Sandra Bullock , “A Proposta”
Marion Cotillard, “Nine”
Julia Roberts, “Duplicidade”
Meryl Streep, “Simplesmente Complicado”
Meryl Streep, “Julie e Julia”

Alguém aí duvida que Meryl ganha por Julie e Julia? Soberba no papel da chefe de cozinha Julia Child, Meryl arrebata elogios e sua vitória é quase garantida.  Nessa categoria ela reina absoluta e nenhuma das outras concorrentes podem ser vistas como ameaças.

Melhor ator coadjuvante:


Matt Damon, “Invictus”
Woody Harrelson, “O Mensageiro”
Christopher Plummer, “The Last Station”
Stanley Tucci, “Um Olhar do Paraíso”
Christoph Waltz, “Bastardos Inglórios”

Se o mundo fosse justo, Christoph Waltz venceria tudo e todos. O grande destaque de Bastardos Inglórios construiu um dos grandes vilões dos últimos anos e conseguiu dar seu recado entregando um desempenho impecável. Matt Damon também tem chances: além de ter uma dupla indicação ele é um dos pontos fortes de Invictus. O sempre ótimo Woody Harrelson corre por fora e Christopher Plummer só ganha mesmo se resolverem levar em consideração o “conjunto da obra”. Stanley Tucci fecha a lista sem grande buzz ao redor de seu nome.

Melhor atriz coadjuvante:

Penélope Cruz, “Nine” (2009)
Vera Farmiga, “Amor Sem Escalas” (2009)
Anna Kendrick, “Amor Sem Escalas” (2009)
Mo’Nique , “Preciosa” (2009)
Julianne Moore, “A Single Man” (2009)

Por incrível que pareça, Anna Kendrick, revelada na série Crepúsculo, é a bola da vez. Vera Farmiga, que ganhou notoriedade quando interpretou o interesse romântico de Leonardo DiCaprio em Os Infiltrados, também possui altas chances. Penélope Cruz tem a seu favor um histórico de 3 indicações e nenhuma vitória, o que talvez influencie na decisão dos votantes. Mo’Nique corre por fora e tem chances reais de abocanhar (merecidamente) o prêmio, aliás, essa é uma das únicas categorias em que Preciosa é (quase) favorito. Sem dúvida, uma das categorias em que a disputa está mais acirrada. Ah, e tem Julianne Moore, ótima as usual, mas dessa vez, com chances reduzidas.

Melhor filme estrangeiro:


“Baaria”
Abraços Partidos
“La Nana”
“Um Profeta”
“A Fita Branca”

Abraços Partidos tem tudo para levar. Só o nome Almodovar já é motivo suficiente para seu favoritismo. A Fita Branca, grande vencedor em Cannes ano passado, pode surpreender.

Melhor animação:

“Tá Chovendo Hamburguer”
“Coraline e o Mundo Secreto”
“O Fantástico Sr. Raposo”
“A Princesa e o Sapo”
“Up! – Altas Aventuras”

Se Up! vencer vai provar, mais uma vez, a força da Pixar. A boa recepção d‘O Fantástico Sr. Raposo eleva o filme a um patamar de concorrente direto. Coraline viu suas chances aumentadas quando arrebatou alguns prêmios mundo a fora. Já o magnífico A Princesa e o Sapo segue discreto com sua menção. Se for pra apostar, Up! leva.

Melhor roteiro:

Neill Blomkamp, “Distrito 9″
Mark Boal, “Guerra ao Terror”
Nancy Meyers, “Simplesmente Complicado”
Jason Reitman, “Amor Sem Escalas”
Quentin Tarantino, “Bastardos Inglórios”

A categoria mais cool e subestimada das premiações trás concorrentes de peso. Amor Sem Escalas pode fazer a rapa se Tarantino não estragar a brincadeira. Se o mundo fosse justo, Distrito 9 seria campeão absoluto.

Trilha sonora original:

Michael Giacchino, “Up! – Altas aventuras”
Marvin Hamlisch, “O Desinformante”
James Horner, “Avatar”
Abel Korzeniowski, “A Single Man”
Karen O, Carter Burwell, “Onde Vivem Os Monstros”

Aposto que todo mundo que lê o MIOLÃO tá torcendo pra Karen O vencer, certo?! E se o mundo fosse justo ela venceria mesmo. Talvez, melhor que ela, só Michael Giacchino pela trilha de Up! Altas Aventuras.  Também estamos na expectativa por Karen, mas parece que James Horner é o favorito. Pena!

Canção original:

“Cinema Italiano”, de “Nine
Música e letra de Maury Yeston

“I Want to Come Home”, de “Everybody’s Fine
Música e letra de Paul McCartney

“I Will See You”, de “Avatar
Música de James Horner, Simon Franglen
Letra de James Horner, Simon Franglen, Kuk Harrell

“The Weary Kind”, de “Crazy Heart
Música e letra de Ryan Bingham, T Bone Burnett

“Winter”, de “Entre Irmãos
Música de U2
Letra de Bono

Sinceramente, não sei quem leva. U2 tem o a favor o fato de ser considerada uma das melhores bandas em atividade (embora na vida real nem seja!), Paul McCartney foi um beatle, ponto, Maury Yeston entrega uma canção original e extremamente pop, dentro de um filme musical, Ryan Bingham e T Bone fazem música pra chorar e James Horner quebra tudo com a linda I Will See You. Humm… Torço por Cinema Italiano, mas sinceramente não sei.

O resultado de tanta especulação a gente só confere amanhã, dia 17. Até lá fica a torcida por nossos favoritos e o pensamento paradoxal de que essas premiações são pura bobagem. Bobagem que a gente adora!

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