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Os filmes mais esperados de 2012 – Parte 1

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É, gente, não tem jeito: o ano, definitivamente, começou.

Os ônibus e metrôs já estão lotados, daqui a pouco as férias escolares acabam e a rotina e a peleja diária recomeçarão a todo o vapor. Não sei quanto à vocês, mas só de pensar nessas coisas eu já fico cansada.

Ainda bem que há no meio disso tudo coisas boas, como as risadas, os amigos, os encontros, as músicas e também os filmes! E olha, meus amigos, nesse último quesito o ano promete! Separamos alguns títulos que serão lançados até dezembro e que, de certo, deixarão todos afoitos e animados.

Veja abaixo 11 (excelentes) razões que nos fazem acreditar que este ano será memorável.

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Top 5: Clipes dirigidos por diretores de cinema

Madonna-Vogue

O flerte entre cinema e videoclipe sempre existiu.

Já comentamos aqui de atores que toparam participar de vídeos, clipes que usaram técnicas de cinema em suas imagens, filmetes que se inspiraram em filmes e até sobre filmes que absorveram a linguagem videoclipitica em suas estruturas.

O que nunca comentamos a fundo é que vez ou outra alguns dos grandes realizadores de cinema contemporâneos já comandaram alguns clipes bem interessantes. Alguns deles, inclusive, emergiram desse cenário e só chegaram a tela grande anos mais tarde.

O Top 5 de hoje vai mostrar isso. Preparados?

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Cover: Creep, Scala & Kolacny Brothers

Creep é uma música cruel. Tão cruel que machuca. Ouvir Thom Yorke gritar que queria ter sido especial enquanto as furiosas linhas de guitarra explodem nas caixas de som não é tarefa das mais fáceis. A vontade que eu tenho, além de chorar, é de dizer: “eu te entendo, amigo”.

Tanta tristeza traduzida em palavras assustou a EMI, gravadora da banda que estava prestes a lançar Pablo Honey, o primeiro álbum em 1993, a ponto de ameaçar demiti-los por causa da música. O que os executivos da EMI não sabiam é que muita gente se identificava com o sentimento de Thom.

E acabou que foi com Creep, um exercício angustiante de autoconsciência, que o Radiohead foi apresentado ao mundo.

E foi também com Creep que as meninas do coral Scala & Kolacny Brothers também ficaram conhecidas. Quando os primeiros trailers de A Rede Social, de David Fincher, invadiram a web, a música usada chamou a atenção de todo mundo. As vozes, quase infantis, entoavam de uma maneira nada inocente os versos – aumento a sensação de claustrofobia que as imagens geladas provocavam -, chegando a seu ápice no perturbador refrão.

A dor pessoal de Yorke deixou de ser pessoal e passou a ser coletiva. Deixou de ser triste e passou a ser opressora. Mas continuou a ser cruel.

Um belo – e surpreendentemente bom – cover.

Globo de Ouro 2011: Óbvio e Justo?

Uma prévia pro Oscar. Há anos o Globo de Ouro é vendido assim. Porém, nos últimos tempos, os resultados entre as duas premiações tem divergido tanto que a afirmação aí de cima tem ficado cada vez mais longe da realidade. Mas em 2011 a coisa muda de cenário. Ou regressa a ele. Tudo porque os possíveis indicados a maior premiação do cinema tem chances iguais de vencer o prêmio. Não há nenhuma – ou quase nenhuma – unanimidade. E se querem mesmo saber isso é ótimo.

A festa que rolou ontem na California fez com que toda e qualquer aposta fosse revista. A Rede Social, grande vencedor da noite, confirmou seu favoritismo com nada mais nada menos que 4 prêmios. Esquecendo por um momento toda essa história, vamos tentar responder a pergunta que realmente interessa: foi justo? Meu favorito venceu?

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2010: os melhores filmes do ano que você ainda não viu

Outro dia, saindo do trabalho, me deparo com um… Papai Noel. Aí, finalmente, me dei conta: hoje é dia 27 de novembro e faltam só 34 dias para a gente dar adeus a 2010 de uma vez por todas.

Talvez você tenha bons motivos para desejar que esses últimos dias passem rápido, no entanto, gostaria de oferecer alguns bons motivos para que prestassem um pouquinho mais de atenção no mês de dezembro, afinal, no que se refere ao mercado cinematográfico pelo menos, ainda há excelentes estreias para acontecer nos próximos dias. Duvida?

Então presta atenção…

A Rede Social, de David Fincher

Não dá pra negar que o novo filme de David Fincher seja a estreia mais esperada da próxima sexta. Fazendo sucesso por onde passa, a trama, baseada no livro The Acidental Billionaires, de Ben Mezrich, conta a história de  Mark Zuckerberg, diretor e criador da rede social mais famosa do mundo. Aí você me pergunta: esse mote renderia um bom filme? Tá, tá… eu sei que isso não é lá muito atrativo, mas todo o buzz que fizeram e estão fazendo – ele é aposta quase certa no Oscar do próximo ano -, faz com que a gente tenha pelo menos curiosidade em conferir o projeto. A mão do cara que fez Clube da Luta e um elenco sensacional também ajudam, né?

A Sétima Alma, de Wes Craven

Você já ouviu falar de My Soul To Take, novo filme de Wes “Criador de Pânico e Freddy Krueger” Craven? Não?! Então não esquenta, tenho certeza que você não é o único. Com todo o turbilhão de informações em volta de Pânico 4 a maioria das pessoas acabou não dando muita bola pra esse filme. Nos EUA o filme estreou em outubro, mas por aqui a gente confere já na próxima sexta. A história? Bem, um serial killer persegue um bando de adolescentes. Manjada até o osso, a produção parece ser feita sob encomenda aos fãs do gênero. E Wes Craven, amiguinhos, merece, pelo menos, um voto de confiança, né? E algo me diz que ESSE filme vai ser melhor que Pânico 4, hein… just saying.

O Garoto de Liverpool, de Sam Taylor Wood

Depois de ter sua data de estreia adiada muitas e muitas vezes, parece que finalmente a Imagem Filmes decidiu passar nas telonas Nowhere Boy (que caiu na rede há muuuuito tempo). Narrando a infância de John Fucking Lennon até sua ascensão, o filme, que é curioso por si só, colheu boas críticas por onde passou e as atuações, inclusive, foram muito elogiadas. Aaron Johnson, que já tinha quebrado tudo em Kick-Ass, aparece em grande forma QUEBRANDO TUDO MAIS AINDA! #piadafaildetected Destaque especial para a diva Kristin Scoot Thomas que é simplesmente maravilhosa.

Meu Mundo Em Perigo, de José Eduardo Belmonte

Pera aí, eu reclamei da demora dO Garoto de Liverpool há pouco né? Sem querer soar repetitivo, o caso de Meu Mundo Em Perigo é quase o mesmo. Só que o período entre sua produção e lançamento é um pouquinho maior: TRÊS ANOS. Tô tão estarrecido que nem vou dizer nada. Nadinha. Vamos falar sobre o filme porque… Bem. O filme. O drama parece ser pesadíssimo. Narrando a história de um pai que tem seu “mundo em perigo” quando a mãe de seu filho, ex-drogada, decide brigar pela guarda da criança, Meu Mundo Em Perigo traz no elenco o ótimo Milhem Cortaz – conhecido do grande público por Tropa de Elite – e Rosanne Mulholland, uma das atrizes mais lindas e talentosas da nova geração. Ele estreia dia 10 – antes tarde do que nunca! -. Imperdível.

Tetro, de Francis Ford Coppola

Quando eu mestre fala a gente escuta. Quando um mestre faz cinema… a gente assiste. Tetro já seria obrigatório simplesmente por ter sido escrito e dirigido pela mesma lenda que outrora fez O Poderoso Chefão, mas a julgar pelo belíssimo trailer, o filme é bem mais do que uma mais uma produçãozinha apoiada em nomes do passado. Com um plot pra lá de interessante, Tetro conta a história de um escritor que vai morar na Argentina depois de ter rompido todos os vínculos possíveis e imagináveis que o mantinham preso em seu país de origem. Mas as coisas começam a se mostrar um pouquinho mais complicadas quando seu irmão mais novo vai fazer uma visita, revirando o passado e trazendo à tona os segredos mais densos de uma família que, pasme, tem até ligação com a Máfia. Eu já disse que esse é obrigatório? Pois é, assista! O longa chega por aqui dia 10 de dezembro. ;]

72 Horas, de Paul Haggis

O plot de 72 Horas é simplesmente sensacional: um casal que vive acomodado e infeliz com a rotina da vida a dois tem o mundo revirado quando ela, a pacata mulher, é acusada de assassinados e pega nada menos que 20 anos de prisão. O marido, convencido que ela é inocente, decide “agir” – seja lá o que isso signifique. Estrelado por Russel Crowe e Elizabeth Banks, no que parece ser o ponto de virada de sua carreira, 72 Horas foi escrito e dirigido por Paul Haggis – o mesmo roteirista de Menina de Ouro e de Crash. Estreia na véspera de Natal.

Além dos filmes acima, a gente ainda tem Elza,  o documentário sobre Elza Soares, a animação Megamente e o suspense sobrenatural Skyline no dia 03/12; Machete - que só não entrou nesse post porque já falamos por aqui várias vezes – no dia 10/12; Tron (que também já comentamos) no dia 17/12 e a refilmagem de Deixe-me Entrar, remake do belíssimo Deixa Ela Entrar (que, adivinhem, já contamos pra vocês há tempos) no dia 24/12. Ufa!

Mas Quem Diabos é Andrew Garfield?

Muita gente estranhou. Muita gente duvidou. Muita gente questiona até agora por que Andrew Garfield foi escolhido para viver o novo Homem-Aranha. E muita gente se pergunta…

Quem diabos é Andrew Garfield?

O californiano de 27 anos possui uma filmografia curta, porém respeitável. Com um Bafta nas costas por sua atuação em Boy A, ele ganhou notoriedade em 2007 quando interpretou Todd Haynes em Leões e Cordeiros. No filme, Andrew contracenou com feras do calibre de Robert Redford, Meryl Streep e Tom Cruise e, para o espanto de alguns, não ficou devendo em nada para os veteranos.

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#Top 5: Filmes com Jornalistas

Em comemoração ao Dia Mundial da Liberdade de Imprensa, que desde 1993 comemora-se em 03/05, o MIOLÃO elege alguns jornalistas da ficção que mostraram caracteristicas interessantes e colocaram, de alguma maneira, a questão ética em pauta.

5º William Miller (Patrick Fugit) em Quase Famosos


Em plenos anos 70, William Miller (Patrick Fugit de Galera do Mal) ainda está no colégio quando tem a chance de acompanhar sua banda preferida em uma turnê nos Estados Unidos enquanto escreve para a então super conceituada revista Rolling Stone. O emprego dos sonhos quase vira pesadelo quando William se envolve mais do que deveria com a banda e com o universo que a cerca…

Essa pequena pérola dos anos 2000, que em termos é tida como uma autobiografia de Cameron Crowe (Vanilla Sky), fala sobre crescer e mostra que jornalistas são, acima de tudo, humanos.

Feel good movie dos bons!

4º Robert Graysmith (Jake Gyllenhaal) em Zodíaco


Baseado numa história real, o excelente filme de David Fincher (O Curioso Caso de Benjamin Bunton) é um exercício de cinema. Retratando a curiosa história de Robert Graysmith, um jornalista que de repente se vê obcecado pela investigação de alguns assassinados, o filme fala basicamente sobre a obstinação de um homem em encontrar uma resposta para crimes que até hoje não foram solucionados. A co-relação entre o jornalista, que não é levado a sério por sua atuação – ele trabalha como cartunista -, com os policiais (Robert Downey Jr. e Mark Ruffalo) é um dos trunfos do filme. E o final… simplesmente surpreendente.

3º Bitsy Bloom (Kate Winslet) em A Vida de David Gale


A história é a seguinte: um homem (Kevin Spacey) está no corredor da morte. Este homem já foi acusado de estupro e agora espera sua execução depois de ser acusado de matar sua melhor amiga (Laura Linney). Antes de morrer ele concederá uma entrevista para Elizabeth Bloom (Kate Winslet). Tomada por repulsa e por, de alguma forma, um senso de justiça quase cego, ela aceita o desafio de falar com o homem certa que encontrará nele a personificação da maldade humana. Mas a medida que o homem que dá título ao filme conta os fatos, ela percebe que as coisas não são bem assim…

A Vida de David Gale discute temas sociais super atuais e conta com interpretações magníficas. Destaque especial para Kate Winslet, que entrega um desempenho impecável cheia de nuances e subtextos assombrosos. Sua Bitsy entende que seu papel como jornalista é lutar por uma sociedade mais justa, sendo sempre forte, ética, humana e idealista… como todo jornalista deveria ser.

2º Suzanne Stone (Nicole Kidman) em Um Sonho Sem Limite


Se em A Vida de David Gale a jornalista de Kate Winslet é uma jornalista consciente e atuante, em Um Sonho Possível Suzanne Stone (interpretada por Nicole Kidman, que, inclusive, foi indicada ao Globo de Ouro pelo papel) é exatamente o oposto do que todo jornalista deveria ser. Ambiciosa, maliciosa e deliciosamente malvada ela não mede escrúpulos para chegar onde deseja.
Essa fábula do diretor Gus Van Sant é um clássico irretocável e mostra um lado pouco atrativo da profissão. A história, que é contada sobre a ótica da própria Suzanne, diverte e assusta ao mesmo tempo e serve como exemplo perfeito de como NÃO ser. Falta caráter, falta ética, falta respeito e sobra ambição. Cinismo na medida, uma pérola que merece ser vista (ou, se você já viu, revista)!

1º Jedediah Leland (Joseph Cotten) em Cidadão Kane

Tido pela crítica especializada como o melhor filme já feito até hoje, Cidadão Kane tem sua premissa baseada na vida do milionário William Randolph Hearst, que foi um dos precursores da imprensa marrom (aquele tipo de imprensa sensacionalista que não mede esforços para causar). Ou não. No filme, um jovem jornalista investiga o que poderia significar a palavra “rosebud“, escrita por Charles Foster Kane (interpretado pelo diretor do filme Orson Welles) em seu leito de morte. Teoria da conspiração, inovação no jeito de filmar e  10 indicações ao Oscar faz com que esse filme seja de consumo obrigatório. Aliás, é bem interessante dizer que ele foi, inclusive, banido do Brasil… mas isso já é outra história.

Na verdade, não é outra história. É pela liberdade de informação, liberdade de imprensa e liberdade de expressão que o dia de hoje é comemorado.

Por mais retrógrado que pareça, ainda hoje jornalistas sofrem ameaças e alguns até são mortos por conta de seu trabalho. Segundo o radialista Jonathan Irlan Tavares Torres o número de profissionais perseguidos e executados em 2009 foi de 122. Em homenagem a estes profissionais que fazem um trabalho pertinente e por vezes tem suas vidas sacrificadas pela transparência e o desejo de transmitir informações pertinentes, o MIOLÃO deixa aqui este singelo post.

 

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