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Os Discos Mais Esperados de 2012 – Parte 1

jejeje

Faltam exatamente 361 dias para 2012 terminar.

Ele, que pode ser considerado um neném, nasceu há apenas cinco dias e – pelo menos pra mim – ainda não mostrou muito a que veio. Mas há tempo para isso. E se depender da promessa de alguns artistas, 2012 vai ser maravilhoso. Aliás, eu diria que 2012 tem altas chances de ser lembrado como “o ano em que houve uma porrada de lançamentos legais de gente mais legal ainda”.

Acha exagero? Listamos abaixo alguns disquinhos que serão lançados nos próximos meses. Te desafio a dar uma olhada e dizer se a gente tem ou não tem bons motivos para crer que o ano será, musicalmente falando, maravilhoso.

Vai vendo!

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Nicola Roberts – Cinderella’s Eyes

Nicola Roberts tem só 26 anos, mas já pode se aposentar: duvido muito que ela consiga superar – ou mesmo chegar perto – do resultado obtido em Cinderella’s Eyes, seu primeiro disco solo.

A ruiva, que durante os últimos 10 anos emplacou hit atrás de hit (no Reino Unido, sua terra natal) à frente das Girls Aloud, lançou no dia 23 de setembro seu debut. Composto por doze faixas – todas assinadas por ela, com exceção do cover de Everybody’s Got To Learn Sometime -, o álbum reúne características díspares para formar um retrato (bastante) sincero de sua interprete.

Há algo em Cinderella’s Eyes que o deixa mais real. Quando Nicola discorre sobre seus medos e anseia aceitação ou quando pergunta a si mesma se aquele é seu dia de sorte, a gente percebe que todo o (bom) trabalho de produção não ofuscou ou maquiou as intenções de sua dona. O disco é Nicola e Nicola é o disco. Mesmo.

Sem esquecer de suas obrigações mercadológicas (ela é praticamente uma popstar), o álbum carrega consigo um frescor que permite que ele se mantenha vivo durante todo o tempo em que é executado. Até mesmo nos momentos em que ele resolve emular hits fáceis, que beiram o genérico -  como no caso de Say It Out Loud e Gladiator, que poderiam ser cantadas facilmente por Katy Perry – o resultado é bastante satisfatório. A impressão que ele deixa é de que ele se autocompleta: mesmo sendo um álbum pop, ele não depende do pop (e por pop entenda moda) para sobreviver.

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Major Lazer produzindo disco novo do No Doubt? Yeees!

Eu sei, eu sei, eu sei que essa história de “disco novo do No Doubt” parece mais lenda urbana do que um fato – já que ela rola por aí desde 2004. No entanto, Tom Dumont, o guitarrista, renovou minha fé quando não só falou como “mostrou” novidades.

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Sample: Rill Rill, Sleigh Bells

Responsável por “Treats”, um dos discos mais festivos e barulhentos do ano passado, o duo Sleigh Bells é interessante por, definitivamente, não se encaixar num gênero musical definido. Os caras transitam do rock ao funk e do R&B ao punk, entre outras fusões, com uma naturalidade que impressiona e uma energia invejável: coloque as gravações da dupla pra tocar bem alto se você procura música que injeta adrenalina de um jeito bem próprio e arrepia todos os pêlos do teu braço.

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Beyoncé – 4

Se me dissessem que 4, o quarto álbum de Beyoncé, lançado oficialmente no Brasil no último dia 28 de junho, era o trabalho de alguma cantora dos anos 90, eu iria cair fácinho, fácinho.

Indo na contramão do pop radiofônico que domina as paradas de hoje, Beyoncé lança um disco que não lembra em (quase) nada o estilo que a consagrou. Mais arriscado do que qualquer outro álbum de sua carreira, 4 foi pensado para ser um disco cujo tema principal fosse o amor. Sendo visivelmente influenciada por Jackson 5 (Love On Top), Mariah Carey (1+1) e boa parte da Motown em sua fase de ouro (I Care, Rather Die Young e I Miss You), Beyoncé costura em 12 faixas um universo passional e particular.

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Sample: $20, M.I.A.

A sétima faixa de Kala, o disco mais “melódico” de M.I.A., destoa um pouco da harmonia vibrante do resto do álbum.

Partindo de uma introdução arrastada, vocalizações extremas, alguns scratchs e uma melodia preguiçosa em looping, M.I.A. dispara versos sobre a guerra, sobre a situação política da África e também sobre como as pessoas encaram sua subversão. Autêntica e politizada, nossa rapper favorita ordena o caos de suas ideias e de sua música com paradas estratégicas quando pergunta “where is my mind?”. Continue lendo →

Nicola Roberts – Beat Of My Drum

A corrida para melhor música pop do ano ganha uma nova favorita: Beat Of My Drum, primeiro single da girl-aloud Nicola Roberts.

Totalmente diferente do que poderiamos esperar da ruiva, a música tem ecos de electro da melhor qualidade e é deliciosamente viciante e frenética – não lembrando nem de longe o pop que a mocinha fazia nos discos das Girls Aloud.

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