
Nicola Roberts tem só 26 anos, mas já pode se aposentar: duvido muito que ela consiga superar – ou mesmo chegar perto – do resultado obtido em Cinderella’s Eyes, seu primeiro disco solo.
A ruiva, que durante os últimos 10 anos emplacou hit atrás de hit (no Reino Unido, sua terra natal) à frente das Girls Aloud, lançou no dia 23 de setembro seu debut. Composto por doze faixas – todas assinadas por ela, com exceção do cover de Everybody’s Got To Learn Sometime -, o álbum reúne características díspares para formar um retrato (bastante) sincero de sua interprete.
Há algo em Cinderella’s Eyes que o deixa mais real. Quando Nicola discorre sobre seus medos e anseia aceitação ou quando pergunta a si mesma se aquele é seu dia de sorte, a gente percebe que todo o (bom) trabalho de produção não ofuscou ou maquiou as intenções de sua dona. O disco é Nicola e Nicola é o disco. Mesmo.
Sem esquecer de suas obrigações mercadológicas (ela é praticamente uma popstar), o álbum carrega consigo um frescor que permite que ele se mantenha vivo durante todo o tempo em que é executado. Até mesmo nos momentos em que ele resolve emular hits fáceis, que beiram o genérico - como no caso de Say It Out Loud e Gladiator, que poderiam ser cantadas facilmente por Katy Perry – o resultado é bastante satisfatório. A impressão que ele deixa é de que ele se autocompleta: mesmo sendo um álbum pop, ele não depende do pop (e por pop entenda moda) para sobreviver.
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