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Os filmes mais esperados de 2012 – Parte 1

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É, gente, não tem jeito: o ano, definitivamente, começou.

Os ônibus e metrôs já estão lotados, daqui a pouco as férias escolares acabam e a rotina e a peleja diária recomeçarão a todo o vapor. Não sei quanto à vocês, mas só de pensar nessas coisas eu já fico cansada.

Ainda bem que há no meio disso tudo coisas boas, como as risadas, os amigos, os encontros, as músicas e também os filmes! E olha, meus amigos, nesse último quesito o ano promete! Separamos alguns títulos que serão lançados até dezembro e que, de certo, deixarão todos afoitos e animados.

Veja abaixo 11 (excelentes) razões que nos fazem acreditar que este ano será memorável.

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Selena Gomez and The Scene – Love You Like a Love Song: Até que não é tão ruim assim…

Tento ter a cabeça aberta quando o assunto é música, juro que tento. Mas há coisas que, mesmo com toda a boa vontade, não me descem. A onda de Disney-Celebrities, por exemplo, é um bom exemplo (perdoe-me pela repetição) de tudo que não suporto: adolescentes que mais parecem bonecos de plástico produzindo produtos mais plásticos ainda. É tudo tão chato e homogêneo que irrita.

No entanto, essa ideia que eu tinha a respeito caiu por terra ontem quando eu vi, por acaso, o clipe de Love You Like a Love Song na TV. O último single de Selena Gomez and The Scene, lançado no último dia 17 de junho, presente no disco When The Sun Goes Down, é tão divertido e espertinho que, confesso, me rendi. A música, que para falar a verdade não tem nada demais, é um eletro gostosinho que com muito bom humor abraça os clichês dos anos 80 e sem pragmatismo algum ela se amarra ao fútil e ao supérfluo em nome da diversão.

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As Melhores Animações de Todos os Tempos

Partindo do princípio de que qualquer lista que denomine “os melhores isso” ou “os piores aquilo” tem que ser polêmica para atrair a atenção e dar certo, o top de “Melhores Animações de Todos os Tempos”, elaborada por Richard Corliss, não deixa nada a desejar.

Ele, que atua como crítico da revista Times há anos, elegeu Pinóquio, de 1940, como o melhor filme do gênero. A Branca de Neve e os Sete Anões (1937), que até hoje é tido (merecidamente) como referência, aparece na listagem numa modesta décima terceira posição.

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Trilha de Cinema: You Make My Dreams, Hall & Oates

“This is a story of boy meets girl – but you should know upfront, this is not a love story.”

A frase acima, proferida pelo narrador logo na cena de abertura de (500) Dias com Ela não poderia ser mais verdadeira: acima das “dramédias” românticas comuns, a película de Marc Webb fala não só de amor, mas também da descoberta de sua própria identidade e do crescimento pessoal, que na vida, se moldam numa sucessão de altos e baixos que passam com a naturalidade das estações. Continue lendo →

Piratas do Caribe no Tabuleiro

Ainda falta um tempão pra Piratas do Caribe: Navegando em Águas Misteriosas estrear no Brasil, mas a Disney, esperta do jeito que é, fechou um contrato lindo com a USAopoly para lançar o lindíssimo e super inspirado Monopoly: Pirates of the Caribbean On Stranger Tides Collector’s Edition.

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Nostalgia: Mulan

Quando nós do Miolaoteam estávamos decidindo sobre quais temas falariamos na Semana das Crianças, eu lembrei da minha vontade de comentar sobre um desenho animado que marcou minha infância da forma que nenhum outro – ou quase nenhum – conseguiu fazer. Trata-se de Mulan: lançado há doze anos, é uma daquelas produções que estão na minha lista de “posso-ver-mil-vezes-que-não-canso” e que trazem memórias incríveis de quando eu era criança.

Lembro de quando passei na frente de um cinema daqui da cidade, com meus sete ou oito anos, e vi o cartaz de Mulan: já envolvido pela divulgação massiva que a Disney estava fazendo sobre o filme na TV, fiquei empolgadíssimo para que meu pai me levasse ao cinema para assisti-lo. Acabei não vendo em tela grande, mas minha empolgação não diminuiu: comprei o VHS em seu primeiro dia nas lojas e me apaixonei pelo universo daquela jovem chinesa logo nessa ocasião.

O que me atraia naquela época era o que geralmente chama a atenção da maioria das crianças: o carisma dos protagonistas, a separação entre “lado bem x lado mal” que cria o clímax da trama, as situações engraçadinhas, o tom de musical que a história possui. Tudo com a marca do quase sempre impecável selo Walt Disney: Mulan pode ter sido uma das últimas películas 2D realmente relevantes produzidas pelo estúdio.

Com o passar do tempo, porém, o filme adquiriu diversas novas virtudes, conforme minha sensibilidade ia se expandindo. A história da moça comum que decide ir à guerra disfarçada de homem no lugar de seu pai idoso para honrar a família, inspirada num milenar poema chinês de autor desconhecido, intitulado “Ballad of Mulan”, quer dizer muito mais do que diversos outros longas de animação que chegam/chegaram aos cinemas.

O foco da trama reside na busca constante de Mulan por mostrar o seu valor: envolvida por uma sociedade conservadora e costumes antiquados, a moça não quer se casar, é ardilosa, esperta e acredita que sempre pode fazer as coisas de um jeito diferente. Com alguns conflitos internos e familiáres, ela não é uma princesa comum de contos de fadas. Ao longo de sua jornada, Mulan encontra diversas chances para descobrir coisas sobre si mesma, aproximar-se de seus parentes, aprender o significado da palavra companheirismo com seus parceiros de combate, arranjar um pretendente e, de quebra, derrotar um império maligno. (!)

No poema original, a personagem principal acaba morta: já na animação, direcionada ao publico infantil, o final é bem mais feliz. Apesar dos diversos “floreios”, isso não impede que “Mulan” seja um filme mais maduro do que parece e com uma enorme sensibilidade.

Para uma criança, qualquer um pode servir de modelo; não importa se você se refere a uma pessoa de verdade, alguém criado nas mãos de um desenhista, ou talvez na tela de um computador. A história da brava chinesinha foi inspiradora para mim: me fez criar uma enorme empatia pela protagonista, enxergar os personagens de desenhos animados de outra maneira e, talvez, me comover com uma produção desse gênero de forma significativa. E arrisco dizer mais: ela injeta um bem vindo otimismo para pessoas que estão na idade onde as influências que vem daquilo que ouvimos e assistimos são ainda maiores – como eu aos 8 anos – e também para o público mais velho, chegado numa produção inofensiva, mas cheia de vida.

Além das razões pessoais para gostar de Mulan, o título possui méritos técnicos inegáveis: a trilha sonora composta por Jerry Goldsmith é um deles, com uma qualidade semelhante à de outras assinadas pelo cara, incluindo outro clássico Disney, “Pocahontas”.  Sua música tema, “Reflection”, cantada por Christina Aguilera, ainda em começo de carreira (mas talentosa como sempre) é exemplo de canção que derrubou as barreiras do filme e tornou-se um sucesso também nas rádios ao redor do mundo, sendo posteriormente indicada ao Globo de Ouro de “Melhor Canção Original”. Além disso, conte também com cenas vibrantes e com um lindo visual, roteiro fluído e que não se rende aos manejos de desenhos infantis comuns e pronto: você tem em mãos um filme de grandes pretensões… mas que entrega exatamente o que promete.

Esses dias, comprei uma das edições do DVD de Mulan, dando “tchau” ao meu pobre VHS, que não possui quase serventia alguma. Se ele está agora obsoleto, a minha adoração por esse marco da minha infância não pode ser considerado similar: torço pra que essa fábula sobre determinação, manter-se fiel às suas esperanças e “tornar-se flor em meio às adversidades” continue dialogando diretamente com algumas coisas que passam em minha cabeça e fascinando novos públicos.

Nostalgia? Sim, mas não só. ;)

Gake No Ue No Ponyo

Semana passada, falamos aqui neste espaço sobre À Prova de Morte, o penúltimo filme de Tarantino que demorou 3 anos para chegar aos cinemas. Coincidência ou não, a melhor estreia nas telonas dessa semana (e talvez da próxima, já que “oficialmente” o filme entra em cartaz no dia 30/07/2010) também chega as salas do país com um atraso considerável: Ponyo – Uma Amizade Que Veio do Mar, filme do mestre Hayao Miyazaki, foi lançado originalmente em 2008.

Assisti ao filme hoje. E a pergunta que fiz quando recuperei o prumo – porque o filme me deixou desnorteado – foi: por que pouparam as pessoas todo esse tempo de ver essa obra-prima?

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