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Trilha de Cinema: Your Arms Around Me, Jens Lekman

Drew Barrymore mostrou no filme “Whip It”, sua estréia na direção, que sabe injetar “ar fresco” a uma história que não possui grandes novidades. Baseada no livro “Derby Girl”, de Shauna Cross, a produção soa tão despretensiosa que é difícil não se divertir demais ao assisti-la.

“Garota Fantástica” (tradução que o título ganhou por aqui, e que entraria fácil pra lista de “Piores títulos de filmes traduzidos nos últimos tempos”) acompanha Bliss Cavendar (a fofa Ellen Page), uma menina que mora no interior do Texas e se sente bastante desanimada quanto às perspectivas do local e os desejos que sua mãe possui para sua vida. Enquanto a mulher almeja que a filha seja campeã de concursos estaduais de miss, a protagonista deseja escapar daquele pequeno lugarejo e de sua realidade opressora. Ela encontra uma forma de reivindicar sua liberdade ao entrar para um time feminino de roller derby, esporte um tanto agressivo e praticado sobre patins.

O frenesi adolescente e a energia vibrante dessa fase de transição na vida de Bliss são muito bem conduzidos, alternando entre sequências ágeis de comédia e ação e outras mais ternas, onde a moça prova de seus dissabores e descobertas. Todas elas são embaladas por canções distintas, que parecem retratar a confusão de sentimentos vividos pela personagem principal: se no livro ela se declara fã de indie-rock, o filme explora outros gêneros e apresenta gravações de rock, folk, R&B e afins entre seus destaques. Essas faixas, que não fariam tanto sentido quando juntas em outro contexto, funcionam tão bem na telona que a gente corre pra procurar o disquinho após a exibição.

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Vem Aí: Big Miracle

Vocês estão sabendo sobre o novo filme estrelado por Drew Barrymore?

Em Big Miracle, novo longa de Ken Kwapis (diretor das bobagens Ele Não Está Tão A Fim de Você e Quatro Amigas e Um Jeans Viajante), a atriz, mundialmente conhecida por suas ultra-fofas-comédias-românticas, vai emprestar todo o seu carisma para uma personagem que é um tantinho diferente das que usualmente costuma interpretar.

Na trama escrita por Jack Amiel e Michael Begler (ambos roteiristas de Um Presente Para Helen, outra bobagem com gosto de pipoca), Drew vive Rachel Kramer, uma ativista do Greenpeace que se une a um repórter de um jornal local (John Krasinski, o Jim, de The Office) na intenção de salvar uma família de baleias-cinzentas, que correm o sério risco de ficarem presas pelo gelo do Círculo Ártico e falecerem. Juntos, eles mobilizam pessoas e corporações de diferentes crenças em pról das gigantes – e vulneráveis – criaturas.

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Trilha de Cinema: Like a Prayer, Madonna

Se tivéssemos que eleger uma Rainha da Sessão da Tarde, Drew Barrymore seria uma forte candidata ao título. A atriz, que nos últimos tempos dirigiu o ótimo “Whip It” (chamar de “Garota Extraordinária” não dá, né?) e o clipe de Our Deal, do Best Coast, quase sempre encara o mesmo papel da “mocinha desajeitada e romântica” nas telas, e construiu um currículo forte baseado nessa imagem.

Se hoje o estereótipo está um pouco saturado, a moça ainda mostra ter grande carisma e é salva pelo seu currículo, cheio de filmes agradáveis, desses que a gente às vezes assiste na TV durante uma tarde de ócio.

“Nunca Fui Beijada” é um deles. No caso de você nunca ter visto, vale o resuminho: lançado em 1999, traz Drew no papel de Josie Geller, uma repórter que sofreu com a zoeira dos amigos em seus anos de ensino médio e agora, graças a uma reportagem especial, tem a chance de se infiltrar num colégio e viver os dias de escola outra vez. Sucesso de bilheterias (arrecadando mais que o triplo de seu orçamento mundialmente), a película evoca de forma leve a aura dos filmes de colegial dos anos 80 – em grande parte, graças às cenas que trazem flashbacks com as memórias da protagonista.

Aquela que figura em nosso Trilha de Cinema de hoje é uma delas: no momento abaixo, a protagonista se recorda da noite mais traumática de sua vida, aquela do Baile de Formatura.

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Veja trecho de Our Deal, novo clipe do Best Coast dirigido por Drew Barrymore

Há algumas semanas saiu uma notícia pra lá de bacana: Drew Barrymore, aquela linda com boquinha de coração, ia dirigir um vídeo para Our Deal, novo single do Best Coast (que se você não conhece, trate de clicar aqui e amá-los junto comigo). Drew e a dupla, que se conheceram depois de um show, trocaram uma ideia e Barrymore desenvolveu o conceito do vídeo – que a banda adorou. Desde então nada mais foi dito sobre o projeto.

Eis que hoje cedo cai na rede um pequeno teaser do clipe. Estrelado por Chloe Moretz, nossa amada Hit-Girl, Our Deal conta com uma estética que remete aos teen-movies dos anos 80 – só que com uma fotografia mais crua. Referências óbvias a Bad, de Michael Jackson, e outras nem tão óbvias assim a Grease e um filme B do John Cusack, o teaser cumpre seu papel e deixa a gente com gostinho de quero mais. Dá um ligue:

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Scream 4

A frase presente no postêr de Pânico 4 não poderia ser mais perfeita: “nova década, novas regras”.

E a regra principal dessa vez é que tirar sarro de si mesmo está permitido. Assim como o primeiro filme da série lançado em 1996, Pânico 4 brinca com clichês do gênero terror e, dessa vez, vai além: ele consegue tirar sarro de todo o culto em torno dele mesmo sem parecer ridículo.

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Vem Aí: Amor à Distância

Na ultima sexta-feira fui ao cinema assistir ao espetacular e já comentado por aqui A Origem. Em meio a um milhão de propagandas e trailers, as pessoas já estavam ficando irritadas e ansiosas pelo inicio do filme quando surgiu na tela os fofissimos Drew Barrymore e Justin Long no divertido trailer de Amor à distância (Going the distance). Foram dois minutos de risadas e sorrisos que deixaram todos os que ali estavam leves e prontos para acompanhar a complexa viagem de Dom Cobb (Leonardo DiCaprio).

Imagem de Amostra do You Tube

Anota aí: dia 10 de setembro nos cinemas!

Volume Two – She & Him

Se grandes projetos podem nascer de idéias despretensiosas, o She & Him está aí pra provar que a frase é bem verdade: a dupla, formada pela atriz/cantora Zooey Deschanel e o músico M. Ward se conheceram durante as gravações de um filme – ela atuando, ele trabalhando na trilha sonora – e perceberam que compartilhavam do mesmo gosto pela música.

Parece a premissa de uma comédia romântica, não? Mas não se trata de outro filme da Drew Barrymore. A verdade é que, depois desse encontro, ambos permaneceram ligados, compartilhando suas opiniões sobre o tema: Ward incentivou Zooey à mostrar gravações amadoras que ela mantinha em sua casa e esboços de letras que escrevera no decorrer dos anos. Suas “bagagens”, posteriormente, gerariam um trabalho oficial.

O primeiro disco do duo, uma grata surpresa, foi lançado em 2008: Volume One é um disco doce, sereno e, acima de tudo – sim! – despretensioso: parece que você está ouvindo o resultado de um encontro de amigos, daqueles que se dão muito bem, fazendo um som pelo simples prazer de homenagear seus gostos pessoais e referências musicais sem esperar muito mais do que apenas um pouco de diversão.

Talvez essa mesma despretensão que é visível (audível?) no primeiro disco da dupla seja um dos encantos de Volume Two, que foi lançado oficialmente nos EUA há poucos dias, chegou ontem às lojas do Reino Unido e sai em breve no Brasil. Todos os elementos do debut estão novamente aqui, só que com contornos mais fortes: a mesma doçura, leveza, uma certa melancolia e a forte pegada retrô-folk/pop.

Alguns articulam que Zooey Deschanel é uma atriz só mediana, mas quando canta, ela sabe bem o que faz, e mais: quase dá pra acreditar que a garota entrou numa máquina do tempo e estacionou nos dias de hoje, saindo de algum ponto dos anos 60, com a inocência intencional de uma das cantoras daquela época. Seu charme e talento vocal, quando unidos à experiência e visão de M. Ward – que cria gravações fidelíssimas ao que era produzido na adocicada cena pop de outrora e é tão importante quanto a moça no resultado que ouvimos – constroem uma atmosfera terna e envolvente.

“In The Sun”, o primeiro single (já comentado anteriormente aqui no Miolão), foi gravado em parceria com a banda Tilly and The Wall e ganhou um clipe cheio de vida, como a própria canção. Volume Two é cheio de momentos assim, como na positiva “I’m Gonna Make It Better” ou a marcante “Don’t Look Back”. As melodias otimistas e esse mundinho aparentemente “colorido” são a cara da dupla, mas eles também sabem criar pequenas perólas intimistas, como “Brand New Shoes” e “If You Can’t Sleep”, que possuem mais a cara do volume anterior, com seu tom quase amador.

Com “Volume Two”, Ward e Zooey reafirmam seu estilo e mostram outro trabalho surpreendente, em que um apanhado de boas referências e estilo valem muito mais do que uma produção gigantesca. Com sua simplicidade, trazem de volta uma sonoridade que não é inédita, mas soa quase fresca sob os cuidados de ambos, provando que a uma pouco de doçura não faz mal pra ninguém.

Pra encerrar o post, confira abaixo a apresentação de “In The Sun” feita pela dupla no programa do David Letterman, na última semana.

 

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