MIOLÃO • Drew Barrymore - Part 2
 

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Volume Two – She & Him

Se grandes projetos podem nascer de idéias despretensiosas, o She & Him está aí pra provar que a frase é bem verdade: a dupla, formada pela atriz/cantora Zooey Deschanel e o músico M. Ward se conheceram durante as gravações de um filme – ela atuando, ele trabalhando na trilha sonora – e perceberam que compartilhavam do mesmo gosto pela música.

Parece a premissa de uma comédia romântica, não? Mas não se trata de outro filme da Drew Barrymore. A verdade é que, depois desse encontro, ambos permaneceram ligados, compartilhando suas opiniões sobre o tema: Ward incentivou Zooey à mostrar gravações amadoras que ela mantinha em sua casa e esboços de letras que escrevera no decorrer dos anos. Suas “bagagens”, posteriormente, gerariam um trabalho oficial.

O primeiro disco do duo, uma grata surpresa, foi lançado em 2008: Volume One é um disco doce, sereno e, acima de tudo – sim! – despretensioso: parece que você está ouvindo o resultado de um encontro de amigos, daqueles que se dão muito bem, fazendo um som pelo simples prazer de homenagear seus gostos pessoais e referências musicais sem esperar muito mais do que apenas um pouco de diversão.

Talvez essa mesma despretensão que é visível (audível?) no primeiro disco da dupla seja um dos encantos de Volume Two, que foi lançado oficialmente nos EUA há poucos dias, chegou ontem às lojas do Reino Unido e sai em breve no Brasil. Todos os elementos do debut estão novamente aqui, só que com contornos mais fortes: a mesma doçura, leveza, uma certa melancolia e a forte pegada retrô-folk/pop.

Alguns articulam que Zooey Deschanel é uma atriz só mediana, mas quando canta, ela sabe bem o que faz, e mais: quase dá pra acreditar que a garota entrou numa máquina do tempo e estacionou nos dias de hoje, saindo de algum ponto dos anos 60, com a inocência intencional de uma das cantoras daquela época. Seu charme e talento vocal, quando unidos à experiência e visão de M. Ward – que cria gravações fidelíssimas ao que era produzido na adocicada cena pop de outrora e é tão importante quanto a moça no resultado que ouvimos – constroem uma atmosfera terna e envolvente.

“In The Sun”, o primeiro single (já comentado anteriormente aqui no Miolão), foi gravado em parceria com a banda Tilly and The Wall e ganhou um clipe cheio de vida, como a própria canção. Volume Two é cheio de momentos assim, como na positiva “I’m Gonna Make It Better” ou a marcante “Don’t Look Back”. As melodias otimistas e esse mundinho aparentemente “colorido” são a cara da dupla, mas eles também sabem criar pequenas perólas intimistas, como “Brand New Shoes” e “If You Can’t Sleep”, que possuem mais a cara do volume anterior, com seu tom quase amador.

Com “Volume Two”, Ward e Zooey reafirmam seu estilo e mostram outro trabalho surpreendente, em que um apanhado de boas referências e estilo valem muito mais do que uma produção gigantesca. Com sua simplicidade, trazem de volta uma sonoridade que não é inédita, mas soa quase fresca sob os cuidados de ambos, provando que a uma pouco de doçura não faz mal pra ninguém.

Pra encerrar o post, confira abaixo a apresentação de “In The Sun” feita pela dupla no programa do David Letterman, na última semana.

Radiohead faz show beneficente pelo Haiti

Ontem à noite o Radiohead tocou em Los Angeles em prol das vítimas do terremoto haitiano.

Na platéia, além dos fãs, gente do porte de Charlize Theron, Maggie Gyllenhaal, Drew Barrymore e Justin Timberlake prestigiou o concerto.

O setlist foi escolhido a dedo e contou com alguns de seus maiores sucessos como Fake Plastic Trees, Karma Police e The Bends, além das ótimas Faust Arp, Weird Fishes/Arpeggi, Reckoner e Bodysnatchers, todas do In Rainbows, último álbum da banda lançado em 2007. Ao todo foram 24 músicas que fizeram a platéia ir ao delírio. Um dos pontos altos do show foi a inclusão de Lotus Flowers no repertório. Thom Yorke, vocalista, que até então só tinha cantado a música em suas apresentações solo, apresentou a canção pela primeira vez com o Radiohead:

A julgar pelos (poucos) vídeos que estão na rede, o show foi empolgante e intenso, como de praxe. Assista abaixo outros momentos da apresentação:

Além de terem realizado um trabalho incrível no palco, a banda pôde se dar por satisfeita uma vez que o evento foi um verdadeiro sucesso em seu propósito. Todos os ingressos foram leiloados via internet. No principio, o valor mínimo foi de U$100,00, mas devido à procura os lances subiram até U$475,00, de acordo com a página do leilão promovido pela Ticketmater.

E se você quer seguir o bom exemplo da banda e contribuir com doações para as vítimas do terremoto, vale lembrar que o site dos Médicos Sem Fronteiras aceita doações via cartão de crédito. ;D

Vem Aí: Whip It, com Ellen Page e Drew Barrymore

Drew Barrymore é uma das atrizes mais conhecidas da atualidade, mas, no ano passado, ela se arriscou como diretora em “Whip It”, filme baseado num livro da escritora Shauna Cross. A película, lançada em outubro no exterior, tem sua estréia nacional adiada constantemente. Espera-se que ele chegue por aqui em 14 de Maio – provavelmente, com o título de… er… “Garota Fantástica” – pois é!

“Whip It” narra a trajetória de Bliss Cavendar,  garota que não se encaixa no ambiente em que vive e sente-se frustrada com as pessoas de seu convívio: contrariando as ambições de sua mãe, que tem sérios planos de que ela participe de concursos de beleza, a personagem prefere envolver-se com o mundo do “roller derby”, a modalidade de patinação retratada no filme – e das competições do gênero, que lhe mostram novas perspectivas e a chance de finalmente descobrir mais sobre o que deseja para sua própria vida e seu futuro. Uma curiosidade: o título original da produção faz referência a uma das manobras do esporte.

A atriz que vive Bliss Cavendar nas telonas é Ellen Page – a mesma de “Juno” e MeninaMá.com, e o elenco ainda conta com  Jimmy Fallon, a atriz e cantora Juliette Lewis, Marcia Gay Harden e a própria Drew Barrymore, diretora do longa. Shauna Cross, a autora da trama, diz que a adaptação feita para o cinema superou suas próprias expectativas e que a história retratada é universal, assim como os característicos “ritos de passagem” que existem na vida. A trilha sonora do filme, que traz nomes como Ramones, The Strokes, The Raveonettes e Jens Lekman, além da banda de Rodrigo Amarante e Fabrizio Moretti, Little Joy , traz também Ladytron, Kaiser Chiefs, MGMT, The White Stripes, Peaches e até “Domingo no Parque”, clássico da música nacional interpretado por Gilberto Gil e os Mutantes. Pena que alguns dos grupos citados aqui não estão na tracklist da trilha sonora, apesar de tocarem em algum momento do longa-metragem.

O livro que originou o filme, “Derby Girl”, já está à venda no Brasil, pela editora Galera Record.

Abaixo, você vê o trailer do filme:

Imagem de Amostra do You Tube

 

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