Ok, esse adjetivo nem sempre é visto com bons olhos – mas algumas composições ressaltam que recebê-lo não é tão ruim assim. “Bitch”, no sentido que Meredith Brooks e as garotas da Plasticines propagam, pode representar uma mulher com “culhões” (!), que sabe o que quer, tem atitude e surpreende de diversas maneiras. Cada uma diz isso de um modo, e você decide, no Duelo de hoje, qual das duas músicas é a melhor. ;]
Corações partidos, dizer adeus, seguir adiante e não retornar. As duas faixas de nosso duelo, de títulos semelhantes, retratam o momento em que cada um segue seu caminho, assumindo as marcas deixadas pelo parceiro, as vitórias e perdas. De um lado, Jeff Buckley; do outro, o duo The Kills. Qual fez mais bonito e merece seu voto? Conta pra nós. :) Continue lendo →
O post de hoje é especial. Primeiro porque ele marca o retorno de uma seção bastante querida pelos leitores e depois porque ele registra minha estreia como redator no “Duelo”.
Para começar com o pé direito, escolhi duas músicas que não poderiam ser mais diferentes: do lado direito do ringue temos a inocente Sometimes da (não tão inocente assim) Britney Spears; e do lado esquerdo temos a interessantíssima Sometimes dos Noisettes.
Desmiolados, o nosso cover do dia de hoje vai ser um pouco diferente e o post, aliás, poderia facilmente entrar na categoria “Duelo da Semana”. :]
Nosso leitor @dario_muryllo sugeriu que montássemos, excepcionalmente, um confronto de covers, com versões de uma mesma canção que ele adora: trata-se de Steady As She Goes, faixa do disco Broken Boy Soldiers do grupo The Racounters. Essa composição irônica sobre uma manter-se firme em uma vida constante e sem atrativos ganhou roupagens bastantes distintas nas mãos de duas das maiores cantoras da cena britânica: Adele e Corinne Bailey Rae. Assista abaixo e nos conte: qual das duas regravações você prefere?
STEADY AS SHE GOES, Corinne Bailey Rae
Corinne Bailey Rae esteve recentemente em solo brasileiro, apresentando seu repertório em São Paulo e no Rio de Janeiro. Não tem muito tempo, o leitor Gabriel Padovani nos teceu um relato que mostrou bastante bem tudo o que os fãs da moça puderam encontrar em seus shows. Nada foge do esperado: muita ternura, sentimento e leveza, tudo típico do doce trabalho da artista.
Repaginando Steady As She Goes, a moça deixa de lado um pouco da usual delicadeza que ostenta em suas gravações e aposta em algo mais enérgico. Mostrando versatilidade, ela reproduz a canção com um ar rocker fiel a original – e quase inexistente em suas próprias canções (ok, a gente abre um parênteses pra Paper Dolls, do disco The Sea, certo?). Isso tudo sem abrir mão de sua habitual classe. É como se Corinne brincasse de estar furiosa. O resultado? Veja abaixo:
STEADY AS SHE GOES, Adele
Ela ainda é jovem, mas sua desenvoltura, emoção e vocal marcante deixa no chinelo muitas cantoras veteranas. Adele surgiu em 2007, com seu CD de estréia, “19”, que deixa qualquer um boquiaberto, tamanha a maturidade como intérprete e compositora mostrada pela moça com tão pouca idade – o “19” do título era uma referência direta ao tempo de vida que ela tinha durante a produção do disco. Depois de aclamada por público e crítica e de uma entrada de êxito na indústria fonográfica, ela está prestes a lançar seu segundo álbum, “21”, cujo primeiro single, Rolling In The Deep, já é conhecido há um tempinho.
Sua versão de Steady As She Goes não foi gravada em estúdio e deriva de apresentação ao vivo. A moça parece um pouco insegura quanto ao conteúdo da canção e até acompanha a letra em seu Blackberry. A questão é que mesmo um pouco perdida, Adele domina a cena e mostra que não é considerada uma revelação dos últimos anos à toa: ela impõe sua voz de forma deliciosa, e entoa os versos do cover em questão com um certo tom de malicia. Posse total da música! A gente implora por um registro oficial da mesma. Dá uma olhada e diz que não merece:
Semana passada, Liz Phair venceu por unanimidade nosso Duelo Musical. Se depender do séquito de fãs que cada um dos nomes de hoje possuem, o embate da vez será monstruoso. (rá!) Duas feras da música pop – que quase já caíram na estrada juntos, em turnê coletiva – apresentam suas faixas homônimas e você decide qual é a melhor delas.
Quem leva a melhor: mamma monster ou the motherfuckin’ monster?
Monster – Lady Gaga
Alguém ainda questiona a influência de Lady Gaga em nossa cultura pop atual? A moça, que surgiu aos olhos do grande público em 2008 como quem não quer nada – mesmo querendo tudo, como ela própria gosta de frisar – pode não ser unanimidade, mas tornou-se um ícone contemporâneo e é responsável por algumas das gravações pop mais deliciosas dos últimos tempos.
“Monster”, faixa de seu EP “The Fame Monster”, é uma gravação de tom “dark de butique”, grudenta até a medula e outra contribuição do produtor RedOne, responsável por “Just Dance” e “Poker Face”. Nessa, Gaga fala de um rapaz com um apetite voraz para o amor e o sexo, um lobo disfarçado. Na cabeça da moça, a impressão de tê-lo conhecido há muito tempo e a sensação de estar sendo tomada inteiramente por sua misteriosa presença.
O discurso não é tão profundo quanto parece: com letra simples, pero charmosa, a faixa é outro convite a pista de dança feito pela loira (loira?). E quando ela chama, a gente não resiste. “Monster” foi promo single em alguns países, mas não tocou nas rádios por aqui. Uma pena! Escute:
Monster – Kanye West
Bem como Gaga, Kanye West divide opiniões. Sua relevância, porém também é inegável: depois de ter protagonizado uma das gafes mais memoráveis dos atuais prêmios de música, o cara provou o gostinho do limbo, voltou ao topo e colore a cena hip-hop com uma bem vinda originalidade, que parece faltar às grandes estrelas do gênero. Graças às suas incontroláveis ambições artísticas e ao seu ego gigantesco, o cara consegue surpreender.
Ele acabou de lançar seu novo disco, o frenético “My Beautiful Dark Twisted Fantasy”, que como o título (e sua trajetória) sugerem, é uma viagem por situações conflitantes. Furioso, solene, dramático, tudo de uma vez só. Kanye apresenta sua “Monster” com a ajuda de vários parceiros especiais: Jay-Z, Rick Ross, Nicki Minaj e até o doce cantor folk Bon Iver.
Num rap épico, de quase 6 minutos, ele assume junto à esses nomes seu caráter megalomaníaco e diz, em tom orgulhoso, ser mesmo um “monstro”, mostrando não estar nem aí para os críticos e fofoqueiros – e que parece encontrar o alimento que mais gosta na energia que recebe dos fãs. Imaginamos que em troca, ele ofereça faixas vibrantes como essa – quase insana, como alguns frisaram sobre o recém lançado álbum. Justo. Destaque para a incrível participação de Minaj. Ouça:
Desmiolados, nós adoramos a participação de vocês no Duelo Musical da última semana! Com um voto de diferença, Bjork superou a inglesinha Dido e foi eleita vencedora. :)
Essa semana, apostamos em gravações homônimas bem distintas e vindas da década de 90, seguindo a sugestão do nosso leitor Suel Fruvasc, do Articidade. Diz pra gente: qual das duas é melhor?
Liz Phair – Go West
Liz Phair é uma personagem (injustamente) subestimada na história do novo rock feminino, que construiu uma discografia respeitada na década passada e hoje, mesmo com um disco novo na praça (“Funstyle”, que o Miolão já “resenhou” por aqui), está um pouco sumida dos olhos do grande público. Uma pena, pois a moça é talentosa e detona muitas cantoras tidas como “confessionais” que vemos hoje em dia, relatando até as experiências mais picantes de seu cotidiano – sempre com muita ousadia.
“Go West” é uma das faixas que compõem sua rara mixtape “Girlysounds” e foi posteriormente inserida em seu segundo disco, “Whip Smart”, numa versão mais polida. Em sua letra, Liz aponta o “cair na estrada” como única solução pra curar uma paixão frustrada, e a música soa mesmo como uma road music, daquelas gravações reflexivas boas pra se ouvir numa longa viagem. “And I’m not looking forward to missing you/ But I must have something better to do/ I’ve got to tear my life apart/And go west, young man”.
Optamos pela primeira versão, mais crua e ainda melhor que a oficial. Ouça:
Pet Shop Boys – Go West
A “Go West” dos Pet Shop Boys não é uma canção original do duo: trata-se, na verdade, de uma regravação da faixa homônima lançada pelo Village People. Os rapazes britânicos deram um tom solene à gravação contagiante e um pouco farofa do grupo que se consagrou com os sucessos “Macho Man” e ”YMCA”.
A música possui uma simpática mensagem de paz: o “oeste”, no caso, é um lugar utópico para onde todos devem ir se quiserem recomeçar, e onde a vida é cheia de tranqüilidade. O videoclipe transmite essa idéia: a dupla conduz um batalhão de soldados de roupas coladas a uma espécie de castelo no céu, e aparece por fim em locações na Rússia, apontando para o alto, como se indicasse um lugar para seguir. Provável menção ao fim da Guerra Fria, que havia chegado ao fim dois anos antes do lançamento desse single, em 1993. O país se recuperava de um baque e precisava de uma mensagem positiva.“Go West” parece um hino solene, mas com a sonoridade marcante dos anos 90. Ouça:
Nossa leitora Julia Vaz, que tá sempre dando uns palpites bem bacanas pro blog, mandou uma mensagem pro nosso e-mail, sugerindo que fizessemos uma nova sessão pro site. Vamos explicar a idéia da moça: ela gostaria de ver “duelos” musicais de canções homônimas (mas bem diferentes apesar do mesmo nome), pra que o pessoal opinasse sobre qual é melhor. Nós adoramos a idéia e achamos que ela possibilita, de quebra, que você conheça algumas gravações bacanas caso nunca as tenha ouvido.
Acatando sua sugestão, o Miolão apresenta o nosso primeiro “Duelo” e uma sessão que aparecerá casualmente aqui pelo site.
Vamos conhecer as duas “combatentes” da semana?
HUNTER, Bjork
Bjork lançou a sua “Hunter” no álbum “Homogenic”, de 1997 – ela apareceria posteriormente no único “Greatest Hits” da moça lançado até o momento. A faixa, um dos singles lançados pela islandesa para divulgar o disco em questão é sufocante, possui um grandioso arranjo orquestrado e ganhou um clipe exótico – como vários existentes na sensacional videografia da artista.
Nele, uma Bjork careca te encara o tempo todo enquanto se transforma lentamente num grande urso. Durante a metamorfose, a moça entoa, “if travel is searching/and home has been found/I’m not stopping/I’m going hunting/I’m a hunter”, mostrando o desejo de encontrar seu lar, de sentir-se em casa sendo livre.
HUNTER, Dido
Depois de algumas colaborações com o grupo Faithless, que traz seu irmão Rollo Armostrong entre os integrantes, Dido lançou em 1999 seu primeiro CD autoral, “No Angel”. Dele, saíram sucessos como a mundialmente famosa “Thank You”, “Here With Me” e “Hunter”, a faixa em questão.
A letra da música narra o término de um relacionamento, que acontece na casa do próprio casal. Os dois hesitam em dizer que seu namoro deve chegar ao fim, mas Dido não possui dúvidas sobre o rumo das coisas: ela deseja ser uma “caçadora” de novo e arriscar novos caminhos. A voz da moça consegue transmitir toda sua insatisfação e a tensão existente no momento. Em seu vídeo, a cantora caminha atrás de si mesma, como se desejasse encontrar seu verdadeiro eu.
E aí? Escolheram sua favorita ou, como nós, também não sabe decidir qual é a melhor? haha
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