Em 2008, o CD de estréia da cantora Duffy fez um surpreendente sucesso, ficando entre os cinco álbuns mais vendidos daquele ano. A galesa, que ainda debutava nas paradas, dividiu o ranking com artistas do calibre de Coldplay e Madonna, que trabalhavam em seus últimos álbuns de inéditas.
Na contramão desses grandes nomes, Duffy ainda era uma nova estrela da indústria fonográfica: “Rockferry”, o debut em questão, é um disco de roupagem retrô focado na soul music. Ao contrário do maior hit saído dele, a contagiante e irresistível “Mercy” (yeeeaah, yeeeah, yeeeaah!), o compacto é sóbrio, intimista e melancólico – e rendeu para a loira um Grammy de Melhor Álbum Pop Vocal.
Pra começar vamos deixar claro que eu odeio Oasis. Na minha opinião, a bandinha dos irmãos Gallagher é uma das mais superestimadas da década de 90 e uma das mais enfadonhas que já ouvi na vida. A pretensão de ser a maior banda do mundo, os arranjos manjados no melhor estilo mamãe-quero-ser-Beatles, a ausência de humildade e o excesso de arrogância são alguns dos fatores que contribuiram para que eu não fosse muito com as fuças desses caras…
Mas uma coisa eu tenho que admitir: Wonderwall, o grande hit do álbum (What’s the Story) Morning Glory?, de 1995, é um clássico instantâneo.
A belíssima melodia conquista logo na primeira audição e arrisco dizer que de tão massivamente executada nas séries, filmes e estações de rádio ela já habita o inconsciente coletivo.
Tanto sucesso já fez com que ela fosse cantada e regravada inúmeras vezes (aliás, não tem muito tempo que mostramos aqui a versão feita por Duffy), mas um cover em especial merece destaque.
A sensível versão de Ryan Adams, presente no triste Love Is Hell, de 2004, despe a música de qualquer arranjo mais elaborado e a transforma em uma canção doída e melancólica.
O tipo de cover que se não ficou melhor que o original chegou bem perto.
No Music Monday de hoje vamos falar de um certo alguém que já possui extensa carreira… mas – infelizmente – é pouquíssimo conhecida!
É possível que você já tenha ouvido alguma música da cantora Jem em uma de suas séries de TV favoritas ou num filme que gosta, curtido, mas nem tenha ficado sabendo sobre quem é a voz por trás da faixa.
Me encaixo nessa categoria de pessoas que descobriram o som da artista de forma semelhante à citada anteriormente: conheci sua canção “Come on Closer” em um dos comerciais de divulgação do filme “Closer – Perto Demais” e através dela, encontrei o seu debut, “Finally Woken”, de 2004. Mega adorável, o disco foi meu vício por um bom tempo.
Jem, vinda do País de Gales – mesmo berço de Marina and The Diamonds e Duffy – canta suave (lembrando a excelente Dido, por vezes) lança músicas ensolaradas, otimistas, baladinhas românticas e reflexões confessionais ingênuas: tudo tão simpático que te dá vontade de ouvir mais e mais e ser envolvido por tanta doçura.
Faixas de seu disco de estréia marcaram presença em diversos seriados famosos, como Grey’s Anatomy e Six Feet Under. Dele, saíram, entre outras, “Just a Ride”, “Flying High” e o seu primeiro single oficial, “They” (abaixo). Escute-as: as chances de você conhecer ao menos uma delas são bem grandes!
Em 2008, Jem lançou seu segundo álbum, “Down To Earth”, puxado pela faixa “It’s Amazing”, presente na trilha do primeiro longa de “Sex and The City”. Aquém em relação ao seu antecessor, o CD teve recepção nula por público e crítica, mas oferecia outras boas gravações, como “I Want you To” e “Crazy” – a segunda, inserida em episódio de Gossip Girl.
Além dos discos autorais, podemos destacar algumas outras coisas na trajetória da galesa: ela é responsável pela co-autoria de uma das mais belas músicas da Madonna, a fofa Nothing Fails, possui uma faixa épica na trilha do fraco Eragon (“Once In Every Lifetime”) e é responsável por uma linda regravação de um clássico de Paul McCartney, “Maybe I’m Amazed”, para a qual emprestou sua marca e que serviu de trilha sonora para um momento tocante na trama de “The OC”.
A moça anda meio sumida e explica, em comunicado publicado em seu site oficial, que no momento planeja dar atenção a uma de suas mais antigas vontades: produzir um filme independente, roteirizado por ela e que começará a ser filmado no próximo mês. Diz ainda que não abandonou o mercado fonográfico, e que podemos esperar novo material seu para o ano que vem.
Enquanto o novo disco não chega, recomendamos a quem não conhece o trabalho da moça que vá atrás e, para quem já conhece, que aproveite nossa dica para resgatar seus CD’s e colaborações… Afinal, Jem é mais do que unicamente trilha sonora para programa de TV. :)
Terminamos o post com o vídeo da levemente latina “I Want you To”, dirigido pela cantora.
Aqueles que sentiram falta de Duffy, que andava sumida, podem deixar a saudade pra lá: ela está de volta!
A moça lança seu segundo e aguardado disco, “Endlessly”, no final de novembro e já trabalha no primeiro single do álbum, “Well Well Well”, cujo clipe foi divulgado há poucos dias. O pop soul retrô que a moça sempre explorou parece continuar o mesmo, bem como sua elegância e claro, seus vocais, dos mais peculiares e do tipo “ame ou odeie” que existem atualmente.
Celebrando seu retorno, o Miolão apresenta uma performance ao vivo da moça e de quebra, homenageia uma canção sensacional que todo mundo conhece em nosso Cover do Dia, saída do repertório do Oasis: “Wonderwall”, talvez o maior hit da banda, ganha uma roupagem menos impactante do que a original, mas preserva seu tom agridoce na voz da galesa. A música, com os acompanhamentos mínimos mostrados no vídeo, poderia facilmente ter entrado na tracklist de “Rockferry”, seu debut: a identidade da loira foi impressa na charmosa e curiosa versão, como dá pra ouvir abaixo.
Paloma Faith é uma cantora britânica cujo som pode transitar facilmente pela mesma categoria daquele feito por Duffy, Miss Li ou Amy Winehouse (especialmente no primeiro disco). Se suas gravações podem ser comparadas dessa forma, a artista, por outro lado, possui uma excentricidade muito peculiar e assume uma postura bem diferente de suas talentosas parceiras no palco, transformando seus shows em pequenos espetáculos surreais e bem humorados.
Inspirada por nomes como Etta James, Ella Fitzgerald e Billie Holliday, ela lançou seu primeiro CD, “Do you want the truth or something beautiful?” no ano passado. Ok, a semelhança com as divas citadas não é lá muito grande – o disquinho possui uma sonoridade retrô somente discreta – pop, mas com uma pitadinha jazz e um pouquinho de black music – que é bastante agradável e contagiante, como comprovado nas faixas “Romance Is Dead” ou no mais recente single, “Upside Down”.
Apesar de não trazer nada novo ou exclusivamente seu nesse aspecto, Faith compõe suas próprias canções e, como citado, possui um exagero característico e quase teatral em suas performances, ligado a sua paixão pelo universo burlesco dos cabarés de outrora. Muitas vezes, o visual da cantora parece pertencer a uma pin-up ou a alguma atriz do cinema clássico. Toda essa teatralidade tem divertido a maioria dos seus fãs, mas arrancado críticas da mídia britânica, que classifica suas brincadeiras como “desnecessárias” e “artificiais demais”. Pra tirar uma conclusão, veja abaixo uma de suas performances ao vivo, cantando a faixa “Broken Doll”, no ICA, em Londres.
Paloma, além de se divertir encarnando personagens no palco, já realizou algumas participações em séries de tevê e o mais recente projeto onde atua ainda irá estrear por aqui: ela interpretou Sally no longa “O Fantástico Mundo do Sr. Parnassus”, filme que conta com um elenco cheio de nomes de peso, como Johnny Depp, Jude Law e Heath Ledger - este, em seu último trabalho nas telonas. Se depender da cantora, por sinal (que já se declarou fã de Tim Burton e David Lynch) dá pra apostar que essa não será sua última empreitada no mundo cinematográfico.
Porém, sua prioridade no momento é mesmo a música: já foram lançados quatro singles de seu debut, entre eles a excelente, “Stone Cold Sober” e “New York”, faixa em que declara que seu parceiro a trocou não por outra pessoa, mas pela vida em uma das maiores cidades do mundo. Aprovando ou não, é impossível ficar alheio as cenas e passagens criadas por Paloma Faith. O Miolaoteam adora e indica!
A cantora britânica Kate Nash disse, em entrevista recente à revista NME, que as gravações do seu segundo álbum estão finalmente concluídas! Segundo a artista, 2009 foi gasto completamente na produção do disco, que ainda não possui título definido e nem data de lançamento – mas, por estar pronto, acredita-se que ele será lançado num espaço de tempo não muito longo.
O álbum será produzido por Bernard Butler, guitarrista da banda Suede, que já trabalhou com Duffy, The Libertines e Aimee Mann, entre diversos outros artistas de peso. O nome de algumas canções já foram liberados, como “Kiss That Girl” e “Doo Wa Doo” – e houve a confirmação de que b-sides já conhecidas pelos fãs, como “I Hate Seagulls” e a ótima “Don’t You Want To Share The Guilt” estarão no disco, provavelmente em versões renovadas. Abaixo, você confere uma performance de “Don’t You Want To Share The Guilt” em show da cantora realizado em Vancouver.
Kate Nash lançou seu primeiro disco, “Made of Bricks”, em 2007 e foi elogiada pela mídia inglesa, sendo considerada uma das novas revelações da música pop atual – o CD é divertido, excêntrico, cativante e cheio de personalidade. Kate possui um jeito muito próprio de contar pequenas histórias em suas canções, arrancar sorrisos, agitar e também emocionar. De “Made of Bricks” saíram músicas conhecidas, como o single de êxito “Foundations”, “Mouthwash” e “Pumpkin Soup”, que já esteve até em trilha sonora de novela por aqui. Seu novo trabalho, clamam os fãs, já está mais do que atrasado!
De tempos em tempos, aparecem novas “sensações” da música que estouram na Europa e chamam a atenção do público. Os olhares, dessa vez, estão virados para Victoria Louise Lott – conhecida como Pixie Lott, cantora de apenas 18 anos nascida no Reino Unido e que está conquistando as paradas, principalmente por lá, com seu primeiro disco, “Turn It Up”, lançado em meados de Setembro.
Ela está sendo “vendida” pela mídia especializada como uma cantora que está na mesma categoria de Joss Stone e Duffy. Devemos dizer, porém, que o trabalho da novata ainda não possui a “consistência” daqueles lançados por essas outras artistas. Não que seja ruim, pois não é: mesmo não trazendo nada de inovador, também não ofende. É simpático e gruda no ouvido. Algumas músicas lembram aquelas do início da carreira de Christina Aguilera, e nas mais lentas, sua voz remete à Kelly Clarkson. É nas mais agitadas, porém, que o disco se torna mais interessante.
Já foram lançados três singles até o momento:
O primeiro, “Mama Do”, que atingiu a #1 posição nas paradas britânicas e em vendas no ITunes UK…
…a contagiante “Boys and Girls” , que também atingiu a primeira posição no Reino Unido e é uma das melhores faixas do CD…
…e a baladinha “Cry Me Out”, que dá cárie de tão doce, mas convence.
Sua música mistura elementos do R&b “jovem” e do pop radiofônico, mas com uma pitadinha “vintage” discreta. Um dos produtores do álbum é Red One, que trabalhou com Lady Gaga em “The Fame”. A cantora, que também já participou de musicais teatrais e especiais de tevê quando adolescente, esteve em turnê com a banda The Saturdays meses atrás, concorreu, entre outros prêmios, ao EMA de “Artista Revelação”, gravou recentemente músicas para o jogo The Sims 3 em simlish – sim, aquela língua bizarra que os personagens do jogo usam pra se comunicar - e até criou uma camisa da grife Moschino, para fins beneficentes. A sua popularidade só está aumentando, e se você quiser conhecê-la melhor, vale lembrar que a versão nacional do CD já está à venda por aqui e você consegue encontrá-lo na rede pra baixar fácil, fácil. A cantora também está no Twitter: www.twitter.com/pixiesongs.