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3 Momentos: Marion Cotillard

“Uma diva chamada Marion”. Tá aí. Esse poderia ser o título desse texto. E quando eu digo “diva”, eu falo daquele tipo de mulher que com rostos marcantes, força e graça fizeram do cinema seu céu e brilharam, brilharam e brilharam.

A francesa Marion Cotillard, que completou 36 anos ontem, dia 30/09/2011, embora não seja contemporânea das estrelas clássicas de Hollywood, têm em seu gene todas as características que fizeram com que aquelas atrizes recebessem o emblemático título de “diva”. Elegância, carisma, muita, muita, muita, muita beleza e um inquestionável talento. Tá tudo lá. No rosto perfeito, no sorriso simétrico, nos intensos olhos azuis e no corpo (e que corpo!) de Marion. E se vocês acham que eu estou exagerando, peço, humildemente, que reparem com mais atenção nessa mocinha. Ela, que até cinco anos atrás mal era conhecida, vem se consolidando como uma das mais competentes e promissoras atrizes de nosso tempo.

O sucesso de Marion começou quando ela protagonizou Piaf – Um Hino Ao Amor (La Môme), do diretor Oliver Dahan. Na pele da cantora Edith Piaf, Marion esqueceu-se de si. Com uma entrega absoluta, ela performou Piaf da mesma maneira que a artista em questão performava suas músicas: de um jeito visceral, intenso e apaixonado. Apaixonado por sua própria arte. Como bem dissemos em nosso Top 5: Cinebiografias, Marion não apenas interpretou Piaf. Ela se tornou Piaf.

Rapidamente todo mundo quis saber quem era aquela atriz. Rapidamente todo mundo começou a elogiá-la. Rapidamente, como não poderia deixar de ser, todos começaram a amá-la. A consagração de Marion veio no ano seguinte quando ela recebeu o prêmio máximo do cinema por seu desempenho em La Môme. Quando a gente pensa que ela, uma semidesconhecida (apesar de ter co-protagonizado Um Bom Ano, de Ridley Scott e ter participado de Peixe Grande e Suas Histórias Maravilhosas, do Tim Burton), desbancou algumas atrizes com uma “torcida” muito maior – ela deixou para trás gente do naipe de Cate Blanchett, Ellen Page, Laura Linney e até mesmo a veterana (e favorita!) Julie Christie! – por um filme falado em francês (nunca é demais lembrar que o Oscar é uma premiação norte-americana feita para promover filmes norte-americanos e/ou falados em inglês), o mérito de Marion se torna muito maior. Fica claro que ela venceu o seu primeiro Oscar pelo talento. E que talento.

O 3 Momentos de hoje vai servir apenas para homenagear ela, que merece toda e qualquer homenagem. Explicar ou justificar os motivos da homenagem não vai ser necessário – ela mesma se encarregou de fazer isso: é só assistir aos filmes listados (ou qualquer outro que conte com a presença da moça) para entender isso.

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Music Monday: Blubell

Você pode até não conhecer, mas eu aposto que você já ouviu  a música de Bel Garcia, ou melhor, de Blubell, por aí. Ou pelo menos um refrão.

A mocinha que é paulista e paulistana emprestou sua voz e seu “Chalala” para a abertura do seriado Aline, aquele mesmo, baseado nas tirinhas do Adão Iturrusgarai, em 2009. E no começo desse ano ela lançou, finalmente, seu primeiro cd. Eu Sou do Tempo Em Que a Gente Se Telefonava é, como o próprio título sugere, um mergulho nostálgico em uma época que ainda não passou.

Apostando em um repertório autoral que passeia entre o pop e o jazz, ela nos conta em 11 faixas – 12, se contarmos a versão elétrica de Chalala – uma história cheia de charme sobre acasos e certezas. A música tema do seriado, aliás, é bem mais do que um refrão feito de “uh uh cha-la-lá”. Com uma letra divertidíssima e uma interpretação não menos faceira, Blubell dá seu recado em versos aparentemente desconexos que revelam – muitas – coisas sobre si (ela se amarra no rei – Michael Jackson? – e tem uma guitarra verde limão). No clipe da música, que você confere aí embaixo, ela brinca de Bob Dylan e, no Parque da Luz, em São Paulo, recria uma outra época…

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Top 5: Atrizes que cantam

zooeytopo

Não sei quanto a vocês, mas quando alguém me fala que tal cantora decidiu fazer um filme (argh!) eu já fico com preguiça… Mas quando a situação é inversa – quando uma atriz decide cantar -, me interesso de pronto, visto que na maioria das vezes saem coisas, no mínimo, curiosas.

Que fique claro que eu não estou falando de J.Lo., Miley Cyrus, Xuxa ou coisas desse naipe. O objetivo da lista é apontar atrizes que cantam – e que cantam bem, obrigado.  Previno-os também que nesse Top 5 não haverá destaque para Judy Garland, Barbra Streisand ou Marilyn Monroe,  uma vez que suponho que todos sabem o quanto elas foram fantásticas, certo?

Então, dito isso, só me resta perguntar: preparados?

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Inception

De Christopher Nolan, diretor do ótimo The Dark Knight, Inception chegou ontem às salas de cinema do Brasil com muito menos glamour que seu irmão morcego. Um título misterioso – A Origem –, um pôster nada extravagante e um dos trailers mais instigantes do sec. XXI: essa foi a composição para a estreia do que pode vir a ser – e, por que não, já é – o melhor filme de ação/sci-fi norte-americano desse século.

Imagem de Amostra do You Tube

Só a lista do elenco já é um motivo mais do que suficiente para ir até a telona: Leonardo DiCaprio, Marion Cotillard, Ellen Page, Joseph Gordon-Levitt, Ken Watanabe, Cillian Murphy… O enredo, no mínimo, desperta curiosidade. Quer dizer, é sobre um mundo – o nosso mundo, aliás – onde a tecnologia é usada para invadir sonhos alheios e roubar segredos. Se isso não for o suficiente, bom, Inception tem, simplesmente, algumas das cenas mais incríveis que a tecnologia de set pode nos proporcionar – isso porque o diretor quase não usou efeitos digitais. A cena da batalha com gravidade zero foi produzida em um cenário giratório.

A história é longa para os padrões atuais, mas prende o espectador a cada segundo, sem ser chata ou repetitiva. As peças do suspense bem construído, inicialmente com muitas questões confusas, vão se encaixando ao longo do filme, sem deixar brechas nem falhas. Às vezes a informação cai na tela meio mastigada demais – um close-up desnecessário ou um personagem formulando respostas em voz alta – mas esses detalhes não conseguem prejudicar o ótimo andamento do filme.

DiCaprio não está tão piegas como é o comum, a Ellen Page é uma Linda e Miss. Piaf está FA-BU-LO-SA. Aliás, as referências e os trocadilhos de Nolan discretamente inseridos entre um plano e outro chegam a criar mais um suspense para o espectador, um mistério minimalista da mente do diretor a ser desvendado pela plateia mais atenta; ou ninguém sentiu que já conhecia a música usada como sedativo? As “inspirações” de Nolan estão todas ali, nos cenários, nos personagens: M.C. Escher, os irmãos Wachowski… Por que vocês sabem, meus lindos, no cinema é como na física: nada se cria, tudo se copia. Hehe.

Além da ótima história, de todas as cenas incríveis, dos atores espetaculares e de uma direção de mestre, Inception ainda conta com uma trilha musical de Hans Zimmer, vestindo a cascata de imagens com o som perfeito. Christopher Nolan não fez somente uma obra-prima: com Inception, provou que, quando Hollywood quer, sabe fazer um grande filme – em todos os sentidos.


E, se alguém tiver interesse, agora eu tenho uma nova cena preferida. Quem deixar um comentário adivinhando qual é ganha um doce.

Inception, Christopher Nolan, 2010

A Origem. Com: Leonardo DiCaprio, Marion Cotillard, Ken Watanabe, Ellen Page, Joseph Gordon-Levitt e Cillian Murphy.  

#MusicMonday: as deliciosas releituras do Pomplamoose

O Miolão citou o Pomplamoose, destaque do MusicMonday de hoje há um tempinho, numa lista de “covers que valem a pena conhecer”. A versão da pérola pop Single Ladies de Beyoncé feita pela dupla, virou hit no YouTube, mas o duo não se resume apenas a ela.

O casal de namorados Nataly Dawn e Jack Conte se conheceu em 2008, na Califórnia. Na época, os dois – ambos músicos – já possuíam carreiras individuais, colocando suas gravações na internet e apresentando-se em pocket shows. Juntaram então o útil ao agradável, começando a produzir canções e versões de músicas já lançadas em parceria, usando as mesmas ferramentas de divulgação que já eram familiares.

Os vídeos que o Pomplamoose coloca em seu canal do Youtube partem de um princípio bem simples: o de “VideoSongs”. Tudo o que você ouve nas canções, sem exceção, é mostrado nas filmagens caseiras – porém caprichados! - realizadas pela dupla e disponibilizadas no Youtube.

Se as cançõs (próprias ou não) funcionam com imagens, também não fazem feio por si próprias: Dawn e Conte lançaram seu primeiro EP, o apanhado de interessantes canções autorais “VideoSongs” no ano passado. Músicas como a agridoce “Expiration Date” o compõem, e o CD é bastante agradável aos ouvidos.

Para a alegria da maioria de pessoas que conheceu a dupla nos últimos tempos através de alguma de suas inúmeras versões para clássicos (ou não!) da música, eles lançaram mês passado o álbum “Tribute To Famous People”, provando que mandam ainda melhor em regravações cheias de personalidade, dando novas roupagens para produções de artistas como Michael Jackson (Beat It), Edith Piaf (La Vie En Rose), Aerosmith (I Don’t Wanna Miss a Thing) e até “My Favorite Things“, cantada por Julie Andrews em A Noviça Rebelde. Todas delicadas e muito bem interpretadas.

Abaixo, você confere a mais recente gravada por eles, que acabou entrando no disquinho e já é sucesso no YouTube: “Telephone”, de Lady Gaga, em versão menos atrevida, mas também bastante contagiante.

Só pra constar: Nataly, muda essa cara, garota!

 

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