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Sample: Harder, Better, Faster, Stronger, Daft Punk

Quando os franceses do Daft Punk lançaram o disco Discovery, em 2001, eles modificaram a cara da música contemporânea. Do pop ao rock, do mainstream ao underground, ninguém saiu ileso dos efeitos do disquinho.

O electro com embalagem plástica e brilhante era perfeitinho e corrosivo. Totalmente sintético, os vocais robotizados e os instrumentos metálicos soavam como sendo de um futuro – um futuro imaginado há décadas atrás.

Lançada como single em 2001, Harder, Better, Faster, Stronger usava imagens de Interstella 5555: The 5tory Of The 5ecret 5tar 5ystem, o “filme” do duo, para ilustrar a letra. O trecho da animação dirigida por Kazuhisa Takenouchi mostrava seres intergalácticos se “transformando” em humanos. A letra, que mais parecia um mantra, repetia exaustivas vezes o seu título. Um clássico instantâneo.

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The Ting Tings – Hang It Up


Não sei quanto à vocês, mas eu estava sentindo muita falta de novidades sobre The Ting Tings. Depois de conquistarem a empatia do público com o triunfante We Started Nothing, o debut lançado em 2008, a dupla foi contratada pela gravadora de Jay-Z, o esposo de Beyoncé.

Os fãs, que temiam uma mudança drástica no som, tiveram suas preocupações amenizadas quando eles lançaram no ano passado a super deliciosa Hands. Só que aí, meus amigos, eles decidiram adiar o disquinho e “sumir” por um tempo das páginas da imprensa – o que foi uma escolha curiosa, visto que eles continuaram fazendo shows e tocando algumas músicas inéditas ao vivo. E eis que depois de muito silêncio o duo, formado por Katie White e Jules de Martino, jogou ontem na rede o clipe de Hang It Up, o novo single do novo álbum.

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Sample: S&M, Rihanna

O que Rihanna tem em comum com The Cure? Se você respondeu nada, pense de novo.

S&M, o segundo e controverso single de Loud, último álbum da cantora, fez sucesso no início do ano e ganhou um remix (dispensável) com Britney Spears. Com uma letra safadinha que exaltava as delícias de brincadeiras mais ousadas, Rihanna causou furor na época do lançamento da canção ao dizer abertamente que “now the pain is my pleasure cause nothing coul measure“.

Mas, como estamos em 2011 e Madonna já tinha feito isso de um jeito mais corajoso há duas décadas, a pseudopolêmica foi logo abafada por outra: por conta do (excelente) videoclipe da música, nossa cantora preferida de Barbados (que está passeando por aqui) foi acusada de plágio por ninguém menos do que David LaChapelle. Segundo o fotógrafo, Riri tinha copiado na cara dura sua composição para um editorial da Vogue. O processo, que pelo que sei ainda está em curso, clama por uma indenização não especificada.

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Sample: I Hate Boys, Christina Aguilera

Bionic, o último álbum de Christina Aguilera, foi um tremendo fracasso comercial: vendendo cerca de um milhão de cópias ao redor do mundo, o disco, que muito prometia, foi abandonado devido a seu  insucesso – que pode ser creditado a sua péssima estratégia de divulgação e também a seus problemas na tracklist (um bloco só de baladas? Serious?).

Divagações à parte, o fato é que o projeto de Christina, salvo alguns detalhes, possuía uma produção pra lá de caprichada e algumas das melhores músicas de sua carreira.

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Nicola Roberts – Beat Of My Drum

A corrida para melhor música pop do ano ganha uma nova favorita: Beat Of My Drum, primeiro single da girl-aloud Nicola Roberts.

Totalmente diferente do que poderiamos esperar da ruiva, a música tem ecos de electro da melhor qualidade e é deliciosamente viciante e frenética – não lembrando nem de longe o pop que a mocinha fazia nos discos das Girls Aloud.

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Miolão Mixtape n.16

Sacana. Meio brusca. Rápida. Direta. Dançante. Assim é nossa nova mixtape. Ela, que talvez incomode bastante seus vizinhos, é barulhenta e irresistível bem como a vida deve ser. Continue lendo →

Cover: Heartbeats, José González

Conheci Heartbeats por intermédio do cover de José González. Paixão a primeira ouvida. Gostei assim, de graça. Sem fazer força. A letra era linda (one night of magic rush/the start of simple touch/one night to push and scream and then relief), a voz do sueco em cima da instrumental minimalista era… não sei. Mais do que lindo. E ouvia e ouvia e ouvia a música. De novo e de novo e de novo.

Aí um dia, assim por acaso, ouvi a gravação original, do The Knife, lançada como primeiro single do álbum Deep Cuts, de 2003. Pensei que fosse cover. Fiquei chocado com a audácia que eles tiveram em transformar uma das músicas mais bonitas que ouvi na vida em algo sujo. Recheada de sintetizadores, cantada por uma voz gélida – como se estivesse inebriada por uma atmosfera assustadora, Heartbeats, do The Knife, continuava bonita. Mas de um jeito diferente. A delicadeza deu lugar a uma certa agressividade, sofreguidão. Coisa fina. Era quase tão melhor que a “original”.

Quando descobri que a versão do The Knife não era cover, gostei ainda mais da música do José. Ele merece todos os créditos por ter pegado uma música incrível e tê-la transformada em algo assim, tão lindo.

 

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