MIOLÃO • Eliza Doolittle - Part 2
 

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Miolão Mixtape n.1

Então, gente, a partir de agora, toda sexta-feira vai ter uma mixtape linducha aqui no Miolão. Essa primeira tem um pouquinho de cada um dos integrantes do Miolão Team. Tem Metallica, Camera Obscura e até  Zooey Deschanel. E se você conseguir adivinhar quem escolheu cada música, ganha um prêmio! Mentira. Não tem prêmio, mas a gente vai ficar feliz se você comentar. E se quiser sugerir um tema, tá valendo também.

É isso aí, chega de enrolação, baixem a Miolão Mixtape n.1 .

1 - Eliza Doolittle - Moneybox
2 - The Libertines - Can’t Stand Me Now
3 - Miguel Bose & Julieta Venegas – Morena Mia
4 - Hurts - Wonderful Life
5 - Camera Obscura - My Maudlin Career
6 - Joe Strummer & The Mescaleros – Mondo Bongo
7 - Caetano Veloso – Não Enche
8 - Metallica – Die Die My Darling
9 - The Kooks - Do You Wanna
10 - Interpol - Barricade
11 - Eliza Doolittle – Police Car
12 - Zooey Deschanel – Sugar Town

Eliza Doolittle – Eliza Doolittle

O Miolão indicou o som de Eliza Doolittle há um tempinho, num Music Monday passado, exaltando a “fofura” existente em suas canções. Na época, a moça tinha na praça apenas um EP com quatro adoráveis músicas, que deixavam um gostinho de promessa no ar: ela trabalhava em seu primeiro disco, o homônimo “Eliza Doolittle”, que foi lançado lá fora no último dia doze e estreou em 4º lugar no ITunes UK.  Ele prova que sua dona tem todos os elementos neessários pra se destacar ainda mais num cenário musical feroz.

Eliza – cujo sobrenome real é Caird e adotou o Doolittle em homenagem à personagem de Audrey Hepburn em My Fair Lady – possui aquele estilo brincalhão, super colorido e quase infantil de algumas cantoras atuais: suas músicas trazem um duelo constante entre o ingênuo e o malicioso que a coloca na mesma categoria de nomes como Lily Allen e Kate Nash, como tantos críticos gostam de frisar.  Um detalhe que alguns deles parecem ter esquecido é que Doolittle está ao lado delas, e não como uma substituta. Mesmo sem agregar nada de muito inovador ao estilo, a jovem – que participava de musicais de teatro durante a pré-adolescência – parece autêntica e segura do que faz.

Eu disse estilo? Bom, vamos “pluralizar” esse conceito, porque Eliza não mira em somente um gênero musical para criar suas canções. A capa do disquinho mostra a garota brincando com elementos diversos que, digamos assim, compõem seu imaginário. Encare a ilustração como uma metáfora (!) para sua sonoridade: ela junta pop, black music, r&b, toques sessentistas e outras pitadas agradáveis para compor um conjunto delicioso e bastante harmonioso.

Em entrevista, ela disse que esperava criar canções que tivessem uma boa vibe e deixassem o ouvinte pra cima – e de fato teve êxito nessa tarefa. Essa mistura toda e a inclinação à doçura evidente na moça formam um disco que disserta sobre as diversas boas surpresas das relações existentes em nossas vidas.

Das treze faixas que o compõem, algumas já eram conhecidas do público, como as primeiras do disco, na sequência: “Moneybox” é uma musiquinha grudenta que já foi desconstruída pelos caras da banda The xx num remix incômodo; “Rollerblades” tem cara de trilha sonora de comédia romântica e “Go Home” é discreta e possui um forte verniz retro, com direito a sonzinho um pouco “arranhado”, remetendo à gravações antigas. Curiosamente, elas prendem a atenção, mas Eliza deixou o melhor para ser ouvido em seu debut.

“Skinny Genes” foi lançada há alguns meses e foi o primeiro single do álbum. Ganhou um clipe gracioso, que apresentou a cantora de forma apropriada ao público. A canção é daquele tipo de música tão gostosa que você logo quer voltar pro começo e ouvir de novo. Assovios contagiantes embalam a faixa, onde Eliza fala das pequenas coisas que a irritam em seu parceiro e de como ele poderia ser mais do que mostra ser.  Na sequência há “Mr. Medicine” , que é simpática e só. Vem coisa melhor pela frente.

“Missing”, apesar do trocadilho infame no início (“I am Doolittle/but I do a lot”) é uma boa reflexão bem sobre querer mostrar o seu melhor e destacar-se no meio da multidão, e traz um sampler de “Come Softly To Me”, do Fleetwood Mac. Na linda “Back to Front”, o mundo dos sonhos de Eliza está de trás pra frente, e ela tem vontade de recuperar as coisas do passado. Os assovios estão de volta aqui neste que é um dos melhores momentos do álbum.

“A Smokey Room” é um momento “cante junto” curtinho, que quebra o romantismo, recuperado logo em seguida com “So High” – música que poderia facilmente entrar no repertório de Corinne Bailey Rae. Em “Nobody”, Eliza contradiz a mensagem de “Missing”: nessa, ela diz que não há problema nenhum em desejar não ser ninguém, se isso significar poder ser ela mesma. “Police Car” é a melhor faixa do álbum, na minha modesta opinião. Ela é a quarta canção que integrava seu antigo EP e me conquistou desde aquela época. Dona de um ritmo bem trabalhado, minimalista e muito eficaz, a voz de Eliza está linda e muito bem encaixada, quase intrínseca à canção. Adorável – você precisa ouvir.

“Empty Hand” é a faixa que encerra o disco. Parece uma canção de ninar, ou parte de um musical infantill. Serena e limpa, ela fecha a tracklist com ares de “foi tudo um sonho… hora de ir pra cama pra acordar e brincar de novo no dia seguinte.”

Ah, tem uma faixa que eu não comentei: “Pack Up”, seu novo single. Sampleando a clássica “Pack Up Your Troubles In Your Old Kit Bag”, de George Henry, a música traz o groove dos anos 40 de volta e merece bombar. Daquelas pra sorrir – bem como todo o CD. Escute num dia de profundo mau humor e permita-se compartilhar do imaginário de Eliza Doolittle . Se você logo começar a cantarolar… ela te conquistou.  :)

Veja o clipe de “Pack Up” abaixo:

Music Monday: Eliza Doolittle

Fazia tempo que não rolava um Music Monday por aqui, né? Depois de eras finalmente a sessão retorna e retorna em grande estilo!

Senhoras e senhores, apresento à vocês Eliza Doolittle! A garota que desperta simpatia logo de cara, tem o mesmo nome da personagem de Audrey Hepburn em “My Fair Lady“. Nascida em Londres, Inglaterra, a jovem Eliza ainda não lançou nenhum álbum oficialmente, somente um EP homônimo com 4 faixas. Mesmo com pouco material divulgado, dá pra notar que a garota é digna de atenção.

Tocando músicas extremamente fofas, seu som remete à primeira vista artistas como Kate Nash, Lily Allen e Marina and the Dimonds. As melodias são doces e fáceis e grudam na cabeça em pouco tempo, fazendo com a gente assovie sem perceber.

Em seu MySpace, Eliza declara que suas influências vão de Beatles à Destiny’s Child e de Joni Mitchell à Arctic Monkeys. Essa mistura toda é encarada com naturalidade pela cantora. Ela descreve sua música como uma equação culinária, onde os principais ingredientes são o soul, o pop old-school, um pouco de frutas, nozes, especiarias e muito açúcar. O resultado dessa receita pode ser visto abaixo na gostosa faixa Skinny Genes (que conta com um clipe tão fofo quanto a música):

Se você se interessou e quer saber mais, acesse sua página oficial no My Space clicando aqui. Lá, é possível ouvir seu primeiro EP na íntegra e ver alguns vídeos bacanas. De quebra, no site oficial da mocinha, é possível baixar grátis a faixa A Smokey Room. Tá esperando o quê?

 

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