MIOLÃO • Ellen Page
 

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Trilha de Cinema: Your Arms Around Me, Jens Lekman

Drew Barrymore mostrou no filme “Whip It”, sua estréia na direção, que sabe injetar “ar fresco” a uma história que não possui grandes novidades. Baseada no livro “Derby Girl”, de Shauna Cross, a produção soa tão despretensiosa que é difícil não se divertir demais ao assisti-la.

“Garota Fantástica” (tradução que o título ganhou por aqui, e que entraria fácil pra lista de “Piores títulos de filmes traduzidos nos últimos tempos”) acompanha Bliss Cavendar (a fofa Ellen Page), uma menina que mora no interior do Texas e se sente bastante desanimada quanto às perspectivas do local e os desejos que sua mãe possui para sua vida. Enquanto a mulher almeja que a filha seja campeã de concursos estaduais de miss, a protagonista deseja escapar daquele pequeno lugarejo e de sua realidade opressora. Ela encontra uma forma de reivindicar sua liberdade ao entrar para um time feminino de roller derby, esporte um tanto agressivo e praticado sobre patins.

O frenesi adolescente e a energia vibrante dessa fase de transição na vida de Bliss são muito bem conduzidos, alternando entre sequências ágeis de comédia e ação e outras mais ternas, onde a moça prova de seus dissabores e descobertas. Todas elas são embaladas por canções distintas, que parecem retratar a confusão de sentimentos vividos pela personagem principal: se no livro ela se declara fã de indie-rock, o filme explora outros gêneros e apresenta gravações de rock, folk, R&B e afins entre seus destaques. Essas faixas, que não fariam tanto sentido quando juntas em outro contexto, funcionam tão bem na telona que a gente corre pra procurar o disquinho após a exibição.

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3 Momentos: Cillian Murphy

Acho que é o rosto. É, deve ser isso. O rosto de Cillian Murphy foi moldado pro cinema.

Quando o vejo em cena, a impressão que tenho é de que suas feições podem assumir qualquer humor com a mesma intensidade e capacidade de convencimento. Tenho a sensação de que ele pode se tornar louco, apaixonado, determinado, histérico ou sofrido quase sem fazer esforço. Só que por mais que sua expressividade funcione, parece que ele não se contenta. E aí, meus amigos, percebemos que ele atua não só com o rosto, mas com o corpo inteiro.

Modificando sua postura, seu jeito de andar, criando sotaques, se perdendo em meio a figurinos exóticos e por vezes emulando até uma respiração diferente da sua, o irlandês de 35 anos é um Ator com “A” maiúsculo. Mal dá pra acreditar que ele, por pouco, muito pouco, quase se graduou em direito. Ainda na universidade, Murphy demonstrava uma queda pelo mundo das artes. Com alguns amigos, ele tinha uma banda chamada Sons of Mr. Greeneges. Sua aptidão para música garantiu a ele um papel de destaque numa peça chamada Disco Pigs. Foi o tiro certeiro. Resoluto de sua verdadeira vocação depois de sair em turnê com a peça, Cillian largou a faculdade e pouco tempo depois foi parar no cinema numa adaptação daquele texto.

Bastante reservado quando o assunto é sua vida pessoal, ele mantém sua família (além de casado, o cara é pai de duas meninas!) longe dos holofotes. É visível que Cillian não está nessa pela fama. Ele faz cinema porque sabe fazer.

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3 Momentos: Marion Cotillard

“Uma diva chamada Marion”. Tá aí. Esse poderia ser o título desse texto. E quando eu digo “diva”, eu falo daquele tipo de mulher que com rostos marcantes, força e graça fizeram do cinema seu céu e brilharam, brilharam e brilharam.

A francesa Marion Cotillard, que completou 36 anos ontem, dia 30/09/2011, embora não seja contemporânea das estrelas clássicas de Hollywood, têm em seu gene todas as características que fizeram com que aquelas atrizes recebessem o emblemático título de “diva”. Elegância, carisma, muita, muita, muita, muita beleza e um inquestionável talento. Tá tudo lá. No rosto perfeito, no sorriso simétrico, nos intensos olhos azuis e no corpo (e que corpo!) de Marion. E se vocês acham que eu estou exagerando, peço, humildemente, que reparem com mais atenção nessa mocinha. Ela, que até cinco anos atrás mal era conhecida, vem se consolidando como uma das mais competentes e promissoras atrizes de nosso tempo.

O sucesso de Marion começou quando ela protagonizou Piaf – Um Hino Ao Amor (La Môme), do diretor Oliver Dahan. Na pele da cantora Edith Piaf, Marion esqueceu-se de si. Com uma entrega absoluta, ela performou Piaf da mesma maneira que a artista em questão performava suas músicas: de um jeito visceral, intenso e apaixonado. Apaixonado por sua própria arte. Como bem dissemos em nosso Top 5: Cinebiografias, Marion não apenas interpretou Piaf. Ela se tornou Piaf.

Rapidamente todo mundo quis saber quem era aquela atriz. Rapidamente todo mundo começou a elogiá-la. Rapidamente, como não poderia deixar de ser, todos começaram a amá-la. A consagração de Marion veio no ano seguinte quando ela recebeu o prêmio máximo do cinema por seu desempenho em La Môme. Quando a gente pensa que ela, uma semidesconhecida (apesar de ter co-protagonizado Um Bom Ano, de Ridley Scott e ter participado de Peixe Grande e Suas Histórias Maravilhosas, do Tim Burton), desbancou algumas atrizes com uma “torcida” muito maior – ela deixou para trás gente do naipe de Cate Blanchett, Ellen Page, Laura Linney e até mesmo a veterana (e favorita!) Julie Christie! – por um filme falado em francês (nunca é demais lembrar que o Oscar é uma premiação norte-americana feita para promover filmes norte-americanos e/ou falados em inglês), o mérito de Marion se torna muito maior. Fica claro que ela venceu o seu primeiro Oscar pelo talento. E que talento.

O 3 Momentos de hoje vai servir apenas para homenagear ela, que merece toda e qualquer homenagem. Explicar ou justificar os motivos da homenagem não vai ser necessário – ela mesma se encarregou de fazer isso: é só assistir aos filmes listados (ou qualquer outro que conte com a presença da moça) para entender isso.

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Top 5: Personagens do cinema que marcaram seus interpretes

Daniel Radcliffe em Harry Potter e as Relíquias da Morte

Toda vez que vejo algum programa de entrevista com atores rola aquela pergunta super clichê – quando a pessoa é interprete de um vilão então, vixi!, a questão parece torna-se obrigatória -: “você já foi confundido na rua com seu personagem?”. E aí a gente ouve aquela resposta (tão manjada quanto à pergunta): “ah, sempre acontece. Outro dia fui a um supermercado e uma velhinha disse ‘nome-do-personagem, você não pode ser tão má assim!” e blá blá blá. A coisa toda é tão forçada que são raras as vezes em que a história parece sincera.

Mas, pensando nisso, cheguei a conclusão de que talvez o problema seja eu, por ser desconfiado demais. Quero dizer, quantas vezes não ouvi amigos meus falarem “aquele filme, sabe? Com a Amélie Poulain”? Até eu já me peguei trocando ator por nome de personagem, veja só. Algumas vezes para fazer graça, outras porque o tal personagem era tão forte e emblemático que era meio que inevitável chamá-lo pelo nome ficcional.

Pensando nisso, decidi elaborar uma lista com atores que ficaram marcados por um papel a ponto de a gente substituir o nome deles pelo do próprio personagem ou filme. Que fique claro que não reduzo a carreira deles a um único personagem e que nem os acho ruins (para falar a verdade, todos que compõem a lista são ótimos atores). Bora lá?

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3 Momentos: Ellen Page

Não é de hoje que queremos fazer um 3 Momentos em homenagem a Ellen Page. O motivo que nos levou a adiar – e cogitar nunca escrever nada a respeito – foi um só: a dificuldade em apontar (apenas) três momentos relevantes de sua carreira. Canadense, Ellen tem 24 anos de idade, rostinho de 17 e um talento tão grande e gritante que faz inveja a muita veterana.

Ela, que atua desde criancinha em seriados e pequenos filmes, ganhou notoriedade ao interpretar a personagem título de MeninaMá.Com (Hard Candy, 2005) com precisão e complexidade e foi alçada ao posto de uma das melhores interpretes de sua geração pelo fofíssimo Juno (2007) que lhe rendeu uma indicação ao Oscar de Melhor Atriz (perdendo para Marion Cotillard, por Piaf – Um Hino ao Amor).

Depois do enorme sucesso de Juno, Page corria o risco de ter seu rosto estigmatizado como o da adolescente atrevida e espertinha que amava punk-rock. Mas esse, definitivamente, não foi o caso.

Escolhendo a dedo seus projetos, a garota demonstrou maturidade e ousadia ao trilhar um caminho pouco comum e nada óbvio. Participando de blockbusters (X-Men: O Confronto Final, A Origem) e filmes menores (Garota Fantástica, Face Oculta) com o mesmo afinco e desenvoltura, Page não se preocupou em “enterrar” a personagem que lhe rendeu fama. Ao contrário, ela evoluiu o suficiente para ser dissociada e reconhecida por seu – imenso – talento. E é isso que a gente vê agora.

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MTV Movie Awards 2011

Qual a credibilidade de uma premiação de cinema que concede seu prêmio de Melhor Atriz para Kristen Stewart por seu papel em Eclipse e esnoba Natalie Portman por sua performance em Cisne Negro?

Se você respondeu “zero”, meu amigo, junte-se ao clube.

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3 Momentos: Alice Braga

Ela fez sua estreia em um dos filmes que frequentemente aparece em listas dos melhores de todos os tempos. Em seu segundo trabalho, arrebatou prêmios e conquistou a crítica especializada. No ano de 2008 foi vista no cinema por mais de 2 milhões de pessoas na oitava maior bilheteria daquele ano. Nessa época, foi fotografada por Annie Leibovitz para a capa da Vanity Fair, aparecendo ao lado de Ellen Page, Amy Adams e Zoe Saldana como uma promessa de Hollywood. Ela já trabalhou com gente do naipe de David Mamet, Harrison Ford, Diego Luna, Fernando Meirelles, Anthony Hopkins, Julianne Moore e Jude Law.

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