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Music Monday: Luminary Youth

A capa do segundo EP do Luminary Youth, “Weekend Dreams”, não podia ser mais apropriada: a foto, tirada de uma cena de “Encontros e Desencontros”, traz Charlotte, a personagem de Scarlett Johansson, deslumbrada com as luzes de Tóquio. A imagem dialoga com o conteúdo do disquinho, que conduz o ouvinte através de uma viagem meio hipnótica, onírica e cheia de texturas, sons e sensações.

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Trilha de Cinema: More Than This, Bill Murray

Quem acessa o Miolão, sabe que eu puxo o saco de Sofia Coppola. Em minha defesa, digo que a moça merece os elogios e tanta babação de ovo: delicada, sua visão sobre o amor, a amizade e a solidão humana é única e revigorante. Ela é capaz de transformar pequenas cenas do cotidiano em grandes eventos, daqueles que merecem os olhares de todos – mas que quase ninguém nota. E já era hora de um filme seu figurar nessa sessão.

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Vem Aí: Somewhere, de Sofia Coppola

Finalmente as notícias sobre o próximo lançamento de Sofia Coppola – diretora dos sensacionais “Encontros e Desencontros”, “Maria Antonieta” e “As Virgens Suicidas” – começaram a pipocar na net!

O Miolão já comentou sobre o filme num especial sobre a obra da cineasta, e agora temos o seu primeiro trailer oficial, que foi liberado hoje: trazendo Stephen Dorff como protagonista, a produção contará a história de um ator de Hollywood em crise (Bob Harris feelings?), que recebe a visita de sua filha de 11 anos de idade (Elle Fanning, irmã mais nova de Dakota Fanning) e passa a analisar diversos aspectos de sua vida sob uma ótica diferente.

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As cenas e os temas (Parte 1)

É incrível como a música certa pode ressaltar a cena de um filme, e igualmente bom quando uma canção ganha um significado mais amplo ou novo quando inserida num contexto marcante. O Miolaoteam apresenta nesse post a primeira parte de uma lista de “uniões” perfeitas das telonas – imagens e músicas que envolvem, conhecidas ou não, que merecem ser conferidas. Veja só e opine: além das citadas, que outras cenas não poderiam ficar de fora?

ps. Gostariamos de ter colocado os links com os respectivos trechos para que você pudesse ver, mas nem todas as cenas foram encontradas disponíveis na Internet.

The Blower’s Daughter (Damien Rice) – Closer

Aqueles que foram assistir a “Closer – Perto Demais” no cinema se surpreenderam logo nos créditos iniciais. A cena de abertura, que mostra o encontro de Alice/Jane (Natalie Portman) e Daniel (Jude Law) permanece no imaginário de muitas pessoas devido à uma canção belíssima, de um cantor não muito conhecido até então: a inserção de “The Blower’s Daughter” na trilha sonora do filme apresentou Damien Rice ao público e caiu como uma luva em uma das tramas românticas (ou quase?) mais realistas dos últimos anos. A música fala sobre uma paixão avassaladora, angustiante até o final, quando, depois de alguns segundos em que a canção parece ter acabado, o cantor sussura: “…till I find somebody else…”. Comentário sarcástico, que de certa forma permeia toda a trama e os envolvimentos mostrados em “Closer”. Ouça.

Cat People (Putting Out Fire) – (David Bowie) – Bastárdos Inglórios

Sendo ou não fã de Bowie ou de Tarantino, é impossível não se arrepiar com essa cena, em que Shosanna, personagem de Melanie Laurent, veste-se para executar um plano definitivo em sua vida, que envolve seu cinema, vingança… e aquilo que sugere o nome da canção. Mais uma perfeita junção de música + imagens, freqüente nos trabalhos de Quentin: sua filmografia por si só geraria uma ótima lista de momentos antológicos. Ouça.

Hero (Regina Spektor) – (500) Dias Com Ela

(500) Dias com Ela é um filme sensacional, com uma trilha sonora à altura – foi torturante escolher apenas um momento e uma canção para ser representada nessa lista. Hero, da russa Regina Spektor torna ainda mais triste um dos diversos devaneios de Tom – o carismático Joseph Gordon-Levitt – que fantasia sobre como seria a realidade perfeita para o seu romance com Summer, vivida por Zooey Deschanel. É quase irônico ver os seus desejos indo por água abaixo enquanto Regina canta “I’m the hero of the story, don’t need to be saved”. Tom aprende que  “no one’s got it all”, como sugere a letra. O aperto no peito, pra quem está assistindo, é inevitável. Ouça.

Just Like Honey (The Jesus and Mary Chain) – Encontros e Desencontros

Sofia Coppola é outra diretora cuja música parece essencial no desenvolvimento de suas histórias. Depois de “As Virgens Suicidas”, ela lançou seu segundo filme, “Encontros e Desencontros”, sobre um ator de Hollywood decadente e a esposa de um fotógrafo que se encontram por acaso em Tóquio e percebem que algo novo está nascendo conforme vão se conhecendo melhor. A cena final do longa, embalada por uma das mais famosas canções de The Jesus and Mary Chain é tocante. A sensação é que você está lá, também envolvido por um abraço, pela saudade que os dois personagens já sentem um pelo outro… e pela beleza aterradora do Japão.  Ouça.

Both Sides Now (Joni Mitchell) – Simplesmente Amor

Essa música de Joni Mitchell, originalmente inserida no seu álbum “Clouds”, de 1969, aparece em nova roupagem na trilha sonora do filme “Simplesmente Amor”, embalando uma das melhores cenas que envolvem a personagem de Emma Thompson, uma mulher de meia-idade que descobre estar sendo traída pelo marido.  Na canção, Joni, fala sobre a importância de olhar para o lado bom e ruim das coisas, e é impossível não relacionar o discurso da cantora ao da dona de casa, que acaba de descobrir que seu relacionamento não é mais estável como parecia ser. Comparar a gravação original com essa versão, da própria Mitchell é um destaque por si só. Anos depois, a música parece ainda mais poderosa com os vocais carregados de experiência da americana. E viva Emma, que nos brinda com uma das cenas mais intensas do filme. Ouça.

Anyone Else But You (The Moldy Peaches) – Juno

Ellen Page, a atriz que interpreta Juno no filme escrito por Diablo Cody, foi quem sugeriu a inserção de canções do grupo The Moldy Peaches na história da adolescente espirituosa que engravida de seu namorado nerd. A própria canção tem um espírito jovem: é uma música simples – basicamente violão e voz – em que Kimya Dawson e Adam Green refletem sobre a relação torta e cheia de descobertas que estão vivendo. “We sure are cute for two ugly people. I don’t see what anyone can see in anyone else but you”, cantam. O dueto toca em alguns momentos importantes do filme, inclusive em uma cena que, quase no improviso, Ellen Page e Michael Cera interpretam a música que o Miolaoteam cita agora. Ouça.

Come Pick Me Up (Ryan Adams) – Elizabethtown

Na maleta de viagens de Claire Colburn, personagem de Kirsten Dunst em Elizabethtown, um dos discos do cantor Ryan Adams é presença constante, como aparece em algumas cenas do filme. Aqui, uma das músicas do cara serve como trilha para o começo do romance de Claire e Drew (Orlando Bloom), numa cena saborosíssima: é encantador ver os dois personagens, envolvidos por contextos tão diferentes, descobrindo as peculiaridades de suas personalidades aos poucos, conforme a agitação de um novo amor vai surgindo. “Come Pick Me Up” fala sobre sobre a empolgação típica do começo de um relacionamento e do desejo de escapar com alguém especial. Singelo. Ouça.

Especial: Sofia Coppola

Sofia Coppola

Em dois posts especiais, saberemos mais sobre Sofia Coppola e seus filmes. Você já assistiu “As Virgens Suicidas”? E “Encontros e Desencontros”? Na primeira parte, falaremos sobre duas das produções da artista, que possui uma forma sensível de relatar os conflitos de suas personagens, sempre com muitas referências a cultura pop e uma linguagem jovem, atraente e original. 

As Virgens Suicidas

As Virgens Suicidas – 1999 /A adaptação do livro homônimo escrito por Jeffrey Eugenides, foi a estréia de Sofia atrás das câmeras. Depois de uma tentativa frustrada de atuar na terceira parte de “O Poderoso Chefão”  (dirigido por seu pai, Francis Ford Coppola) Sofia percebeu, talvez, que se daria melhor como diretora e roteirista. Decisão acertada. (!)
“Virgens Suicidas” conta a história das cinco irmãs Lisbon, oprimidas pelos pais controladores na década de 70 e fala da obsessão de um grupo de garotos pela história intrigante dessas adolescentes. É um filme forte, mas ao mesmo tempo poético pra caramba, e um tanto angustiante. Kirsten Dunst, que viria a trabalhar com a diretora novamente em “Maria Antonieta” (abaixo), Josh Hartnett, James Woods e Kirstie Alley estão no elenco. Fez com que as atenções se voltassem para Sofia e recebeu alguns prêmios, que reforçaram a fama de “jovem cineasta promissora” da moça.

Imagem de Amostra do You Tube

Encontros e Desencontros

Encontros e Desencontros – 2004 / Segundo filme dirigido e escrito por Sofia, traz Bill Murray como protagonista, juntamente com Scarlett Johansson, na época, quase desconhecida. Não sei dizer qual é a grande obra de Sofia, esse ou “Maria Antonieta” – comentado abaixo – mas “Encontros e Desencontros” é espetacular. O filme relata os dias em que dois desconhecidos se encontram na cidade de Tóquio e percebem que a vida tem muito mais a lhes oferecer além daquilo que suas realidades já oferecem. Parece clichê, mas a forma como Sofia conduz a história é fascinante. O filme é cheio de sutilezas. Um simples olhar ou um gesto valem mais do que mil frases ditas pelos atores. Toda a agitação do lugar contrasta com os pensamentos, emoções e descobertas dos protagonistas. É tudo muito novo, revigorante. Recebeu o Oscar de “Melhor Roteiro Original, além de três Globos de Ouro, incluindo Melhor Filme.

Imagem de Amostra do You Tube

(continua na parte 2, com “Maria Antonieta” e “Somewhere”. :))

 

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