September, september! O mês do amor! Um sol lindo nascendo cada dia um pouquinho mais cedo no nosso horizonte, as flores desabrochando e as cidades ficando coloridas novamente. É, eu sei. Nauseante. Para diminuir um pouco essa glicose que toma conta da atmosfera em setembro, vão aí embaixo algumas dicas de bons filmes (ou nem tanto).
O Triste - Lembranças (Remember Me, 2010)
Com o ídolo das massas pré-adolescentes femininas, Sr. Robert Pattinson, Lembranças pretende ser cult, descolado e profundo. Obteve um sucesso bem razoável – bem provavelmente, por causa do seu elenco masculino e não pela qualidade da produção em si -, mas não consegue alcançar um lugar marcante em meio a todos esses dramas mais “moderninhos”. Tem seus momentos bons – ok, alguns realmente muito bons! Tem frases marcantes, um final (que poderia ter sido) muito, muito bom e personagens legais. Atenção especial para a personagem de Ruby Jerins, a caçula, que consegue ser objeto para um dos circos midiáticos atuais (o bullyng) e, ao mesmo tempo, ser cativante e doce. E tem também uma sequência de montagem – por que não? – fo-da, capaz de prender a atenção durante alguns minutos e provocar agonia mesmo em quem não se identificou tanto assim com os personagens. Os mais românticos talvez sintam uma empatia suprema com o casalzinho e aí, se esse for seu caso, Lembranças pode acabar sendo o filme da sua vida. Da sua, não da minha.
(ah, quase esqueço: e tem o Pierce Brosnan q-)
O Ruim – Armadilhas do Amor (Serious Moonlight, 2009)
Aqueles que não suportam comédias românticas superficiais e efêmeras, não correm risco – o título já espanta qualquer possibilidade. Agora, aqueles que adoram um filme fútil, fácil e previsível, por favor, não se deixem enganar pelo título. Armadilhas do Amor é ruim, ruim, ruim! A trama é incrivelmente previsível, as piadas e as situações forçadas ao extremo não têm a menor graça, o casal é chato, Meg Ryan é chata, até a loirinha água com açúcar Kristen Bell (a Veronica Mars) consegue ficar chata no papel da amante – um dos estereótipos com mais potencial para diversão de toda a história do cinema, ficando atrás somente das prostituas (oi?). Ah, e como se não bastasse o filme inteiro ser morno e nojentinho e sem graça, o final, ainda por cima, é horroroso. Não vale nem os seus 84 preciosos minutos, quanto mais R$5,00.
O Romântico – NY, Eu Te Amo (NY, I Love You, 2009)
Para quem não está satisfeito com o clima primaverível de setembro e quer mais – seeeempre mais! – NY, Eu Te Amo é um filme lindo. Ele é parte de uma coleção maior que começou com Paris, Te Amo e que pretende fazer esse panorama cinematográfico de várias cidades ao redor do mundo. Assim como seu antecessor, o longa é uma combinação de várias histórias menores, com vários diretores e vááárias estrelas. Entre os nomes mais popzinhos estão Orlando Bloom, Kevin Bacon, Ethan Hawke, Andy Garcia, Blake Lively, Rachel Bilson, Christina Ricci e a maravilhosa Natalie Portman – que além de estrelar também dirige (!) um dos curtas. Todas as histórias se passam em Nova York e, de um jeito ou de outro, falam sobre amor. Contudo, cada história é única, ligada a outra por um fio invisível da montagem e o resultado final é incrivelmente maravilhoso.
(a franquia se chama “Cities of Love” e já está programado para 2011 “Rio, Eu Te Amo”, né).
O Muito Foda – Bastardos Inglórios (Inglourious Basterds, 2009)
Não é lançamento, não é novidade e não deveria estar aqui. Mas eu gosto. E se você ainda não viu, essa é a hora. É Quentin Tarantino numa mega-produção e não há jeito melhor de comemorar setembro do que com Brad Pitt arrancando o couro cabeludo de nazistas.
Observações de utilidade pública: para aqueles mais cults e que apreciam DVDs e bons clássicos – ou só bons filmes antigos que nem são tão clássicos assim – fiquem ligados na distribuidora maranhense Lume Filmes. Ela tem lançado no mercadão, com uma ótima qualidade, títulos inéditos no Brasil essenciais nas prateleiras dos cinéfilos de vanguarda e que, em sua maioria, são pu** difíceis de conseguir – mesmo pela internet. E ninguém nos pagou pra escrever isso. :)



















