MIOLÃO • Etta James
 

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Trilha de Cinema: I’d Rather Go Blind, Beyoncé

Antes mesmo de ser lançado, Cadillac Records já era apontado como potencial favorito para encabeçar o topo das listinhas de melhores filmes do ano. No entanto, quando a produção chegou as telas em 2008, as coisas não foram bem assim.

Recebido de forma morna pela crítica – apesar de parágrafos elogiosos de uns jornais respeitáveis -, o filme dirigido e roteirizado pelo desconhecido Darnell Martin, recriava, com bastante competência, o nascimento da Chess Records – uma das principais gravadoras de black music dos anos 50.

Mais preocupado em capturar o cenário de uma época do que a história de pessoas, Darnell apostou no talento de seus conhecidos atores para mostrar sua visão sobre  os agitados anos 60. Sem focar exatamente em um personagem específico, Cadillac Records é um painel sobre uma época em que os excessos eram parte essêncial do show business.

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Cover: The Nearness of You, Norah Jones

Em 2004, Norah Jones surgiu com seu debut, o premiadíssimo “Come Away With Me”. O disco, delicioso, apresentou o talento da moça pro mundo e estabeleceu seu nome como um dos mais sucedidos no cenário das novas cantoras que surgiram na década. Uma estréia promissora, que fez jus à carreira respeitada que a artista construiria com o passar dos anos.

Entre as diversas músicas de “Come…”, existe a linda gravação que encerra o disco, “The Nearness of You”. Ela é na verdade, versão de uma canção da Glenn Miller Orchestra lançada na década de 30. Um grande sucesso na época, já foi revisitada por diversos interpretes, como Etta James, Ella Fitzgerald, Nat King Cole, Sinatra, Billie Holiday… todos, como você vê, com inegável talento.

Fato é que, entre as versões contemporâneas, Norah conseguiu criar uma das melhores, com acompanhamento mínimo. A versão original da música soa como uma faixa que tocaria nos créditos iniciais de um filme da Hollywood de outrora; já a versão de Norah, bem intimista, parece a trilha ideal para uma noite de luar, calmaria e uma boa dose de romance, como sugere a letra, escrita por Hoagy Carmichael e Ned Washington.

Pra deixar seu domingo mais doce… ;)

Cover: Don’t Speak, Chrisette Michele

Em 1996, um casal de jovens passava por uma crise em seu relacionamento. Tal crise viria se tornar pública através do desabafo cantado pela protagonista Gwen Stefani.

A música faz parte do álbum Tragic Kingdom, o terceiro da banda No Doubt.

Chrisette Michele, é um dos recentes nomes da revelação do soul norte-americano. Com seu début em 2007, a cantora possui 2 discos. Ganhou um Grammy em 2009 na categoria de Melhor Performance Urbana/Alternativa e recentemente gravou uma música com o cantor Ne-Yo.

No cover, ela mostra a canção acompanhada somente de um teclado. O restante fica por conta de sua voz rouca que lembra Etta James, por conseguir mesclar potência e suavidade, brincando com os versos e dramaticidade da música.

Introducing, Chrisette Michele:

Imagem de Amostra do You Tube

#MusicMonday: as brincadeiras cênicas de Paloma Faith

Paloma Faith é uma cantora britânica cujo som pode transitar facilmente pela mesma categoria daquele feito por Duffy, Miss Li ou Amy Winehouse (especialmente no primeiro disco). Se suas gravações podem ser comparadas dessa forma, a artista, por outro lado, possui uma excentricidade muito peculiar e assume uma postura bem diferente de suas talentosas parceiras no palco, transformando seus shows em pequenos espetáculos surreais e bem humorados.

Inspirada por nomes como Etta James, Ella Fitzgerald e Billie Holliday, ela lançou seu primeiro CD, “Do you want the truth or something beautiful?” no ano passado.  Ok, a semelhança com as divas citadas não é lá muito grande – o disquinho possui uma sonoridade retrô somente discreta – pop, mas com uma pitadinha jazz e um pouquinho de black music – que é bastante agradável e contagiante, como comprovado nas faixas “Romance Is Dead” ou no mais recente single, “Upside Down”.

Apesar de não trazer nada novo ou exclusivamente seu nesse aspecto, Faith compõe suas próprias canções e, como citado, possui um exagero característico e quase teatral em suas performances, ligado a sua paixão pelo universo burlesco dos cabarés de outrora. Muitas vezes, o visual da cantora parece pertencer a uma pin-up ou a alguma atriz do cinema clássico. Toda essa teatralidade tem divertido a maioria dos seus fãs, mas arrancado críticas da mídia britânica, que classifica suas brincadeiras como “desnecessárias” e “artificiais demais”. Pra tirar uma conclusão, veja abaixo uma de suas performances ao vivo, cantando a faixa “Broken Doll”, no ICA, em Londres.

Paloma, além de se divertir encarnando personagens no palco, já realizou algumas participações em séries de tevê e o mais recente projeto onde atua ainda irá estrear por aqui: ela interpretou Sally no longa “O Fantástico Mundo do Sr. Parnassus”, filme que conta com um elenco cheio de nomes de peso, como Johnny Depp, Jude Law e Heath Ledger - este, em seu último trabalho nas telonas. Se depender da cantora, por sinal (que já se declarou fã de Tim Burton e David Lynch) dá pra apostar que essa não será sua última empreitada no mundo cinematográfico.

Porém, sua prioridade no momento é mesmo a música: já foram lançados quatro singles de seu debut, entre eles a excelente, “Stone Cold Sober” e “New York”, faixa em que declara que seu parceiro a trocou não por outra pessoa, mas pela vida em uma das maiores cidades do mundo. Aprovando ou não, é impossível ficar alheio as cenas e passagens criadas por Paloma Faith. O Miolaoteam adora e indica!

 

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