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Feist – Metals

“Metals (Metais) podem ser encontrados brutos e crus, derretidos no centro da Terra, mas também podem ser altamente refinados e transformados em pequenas jóias”

A frase acima foi dita pela própria Feist em uma entrevista que antecedeu o lançamento de seu novo álbum, Metals. E não consigo ver uma maneira melhor de descrever o novo trabalho da cantora. E tampouco para começar esse texto.

Num tempo em que Last Friday Night, da Katy Perry, extrapola os limites do sucesso e se torna quase um retrato da música pop produzida na atualidade, cujo foco parece ser retratar festas, relacionamentos efêmeros e outras coisas corriqueiras, encontrar uma artista que permaneça fiel a seu legado, mesmo quando poderia ter caído na tentação do sucesso fácil, é algo raro.

Porque sim, Feist poderia ter “se vendido”. Mushaboom, do álbum Let It Die (2004), por exemplo, foi veiculada num comercial da Lacoste e atingiu certo êxito. O mesmo aconteceu com 1234, integrante do ótimo The Reminder, canção essencialmente pop e bastante executada em seu ano de lançamento. Mas, ela escolheu outras direções. Direções mais interessantes, eu diria.

Não estou dizendo que Metals seja um disco obscuro, influenciado por estilos obscuros. Isso seria mentir. É um álbum que se matém fiel às influências dos seus anteriores, como o pop adulto produzido nos anos 80, mas, ao mesmo tempo, entre os trabalhos da cantora é o mais difícil de digerir, já que mesmo se mantendo fiel, ele se diferencia bastante de Let It Die e The Reminder. Principalmente por possuir unidade.

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Cover: I Feel It All, Sara Bareilles

O nosso cover de hoje une, com uma canção, duas cantoras que a gente adora: uma, que podia voltar a fazer música com a freqüência de antes e outra que merecia um reconhecimento maior do que aquele que tem…

Feist dispensa apresentações. A moça, que já integrou o grupo Broken Social Scene e lançou seu último disco de inéditas, The Reminder, em 2007, possui um repertório envolvente e quase onírico, qualidade reforçada pela doçura de sua voz, rouca e de aquecer os ouvidos. Hoje, afastada dos estúdios, realiza participações eventuais em faixas de outras artistas… mas nada que satisfaça a vontade de ouvir a moça em gravações próprias e novinhas.

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Top 5: Clipes filmados em plano sequência

O clipe de Oração, de A Banda Mais Bonita da Cidade, foi disponibilizado na rede há apenas 14 dias, mas devido a milhares de visualizações, piadas sem graça, manifestações de ódio e algumas declarações de amor eterno, a sensação que tenho é que ele está rodando por aí há beeem mais tempo do que isso.

Deixando de lado todo o hype e os sentimentos que o grupo evoca, é certo dizer que o vídeo é, do ponto de vista técnico, interessantíssimo. Concebido e dirigido por Vinícius Nissi, vocalista da banda, Oração foi filmado em um único take, sem que houvesse cortes, assim como o vídeo de Nantes, do Beirut, que serviu de inspiração.

A técnica do plano sequência não é nenhuma novidade: usada pela primeira vez no cinema no longa Aurora, de Murnau, lançado em 1927, ela consegue arrancar suspiros de admiração de cinéfilos e realizadores – não só de cinema como também de videoclipes. E é isso que a gente vê agora no Top 5: Clipes filmados em plano sequência. Continue lendo →

Miolão Mixtape n.3

Vinicius de Moraes disse uma vez que o destino de todo homem é a liberdade. Se a liberdade é nosso destino, nada melhor que curtir o fim de semana livre!

Sugiro que você baixe nossa trilha, coloque para tocar a todo volume e esqueça por um momento as preocupações do dia a dia. Afinal, você merece! ;]

  1. M.I.A. – Born Free
  2. Feist – I Feel It All
  3. Joss Stone – Free Me
  4. As Frenéticas – Abra Suas Asas
  5. Sheryl Crow – Shine Over Babylon
  6. John Mayer – Who Says
  7. The Vines – Get Free
  8. Carina Round – Take The Money
  9. Chew Lips – Play Together
  10. Destiny’s Child – Free
  11. Lynyrd Skynyrd – Free Bird
  12. Chico Buarque – Apesar de Você
  13. Steppenwolf – Born To Be Wild

Muito mais que 1234

Alguém se lembra da menininha que cantava “1234 tell me that you love me more/sleepless long nights that is what my youth is for/old teenage hopes are alive at your door/left you with nothing but they want some more“?

A menininha era Leslie Feist, integrante da big band canadense Broken Social Scene e nos idos de 2007 já tinha lançado 3 álbums solo.

1234, segundo single de The Reminder, de 2007, conquistou ouvintes ao redor do mundo e fez com que Feist ganhasse uma projeção que quebraria qualquer barreira entre a música pop e o underground. A música figurou os principais charts do mundo, chegando a #8 tanto no Hot 100 da Billboard quanto na parada oficial do Reino Unido e rendeu a Feist duas indicações ao Grammy de 2008: o de melhor performance pop vocal feminina e também o de melhor videoclipe, além de vencer como single do ano no Juno Award, o “Grammy Canadense”.

Talvez pela necessidade que algumas pessoas sentem por rótulos, Feist foi vendida para o grande público como uma versão mais feliz e amena de Cat Power. Quem se dispôs a ouvir com mais atenção suas músicas, pôde perceber que ali havia muito mais que uma menina que cantava canções fofa e em clipes perfeitinhos. Puderam perceber que ali havia uma artista.

Em 2008 Feist lançou o último single de The Reminder; I Feel It All foi tão fofo e singelo quanto a canção que a lançou ao estrelado, mas sabe se lá porque motivo, não fez o mesmo sucesso, apesar de ter feito a cabeça de muitos indiezinhos na época.

De lá pra cá seu nome foi vinculado a algumas performances e participações em trabalhos de outros artistas e voltou aos holofotes quando anunciaram essa semana que World Sick, nova faixa do novo trabalho do celebrado Broken Social Scene (que ainda conta com a presença de Emily Haines, do Metric), que tem data de lançamento prevista em 04 de maio, estaria disponível para download no site oficial da banda.

Como se não bastasse as novidades do Broken Social Scene, hoje, Feist tocou a faixa inédita He Was Free em Vancouver, num evento paralelo as Olimpíadas de Inverno. À primeira vista, o enquadramento do vídeo não é dos melhores, mas tudo parece mínimo quando Feist começa a cantar. Assista abaixo ao vídeo:

É. Feist é muuuuuuito mais que 1234. Se você gostou das músicas aqui citadas, não hesite em ouvir o supramencionado The Reminder e o maravilhoso Let It Die, que o antecede. ;)

O Subestimado Jamie Lidell

Ele teve seu debut eleito um dos melhores discos da década pela Pitchfork. Ano passado seu segundo disco ganhou o 8th Annual Independent Music Awards como melhor álbum pop/rock. Seu nome é Jamie Lidell e se você ainda não o conhece, guarde bem seu nome porque o futuro desse garoto promete.

Nascido em 1973 na Inglaterra, Jamie é esquisito, parece que vive sempre chapado e canta soul com uma desenvoltura que muitos invejariam. As letras sinceras e cativantes combinadas as ótimas melodias, remetem Jamie a grandes nomes do passado como Marvin Gaye e Otis Redding, ao mesmo tempo em que colocam Jamie numa bolha no tempo: sua música consegue trazer à tona vestígios de um som retrô e ainda soar absurdamente atual. Mais ou menos como se ele pegasse todas as (boas) influências e desse seu toque pessoal, sem se preocupar em homenagear nenhum mestre ou parecer moderninho.

Talvez esse vácuo no tempo e espaço somados a essa despretensão foram os principais responsáveis por manter Lidell quase que no anonimato. Seu principal êxito junto ao público foi emplacar a música “Multiply“, que dá nome à seu primeiro cd, à trilha de Grey’s Anatomy. No entanto, o quadro parece que vai mudar em breve quando Jamie lançar seu terceiro álbum: Compass, em 17 de maio. O disco contará com a participação de músicos renomados como Feist, Beck, Pat Sansone do Wilco, Nikka Costa e Chris Taylor dos Grizzly Bear.

A julgar pelo time de colaboradores, coisa boa vem por aí. Nenhuma música foi divulgada ainda, mas sabe-se que Compass trará 10 canções, todas escritas por Jamie em menos de um mês e algumas contaram com a ajuda da fofíssima Feist.

O resultado a gente ainda vai demorar um pouquinho pra conferir, mas por enquanto temos uma prévia com a faixa-título, Compass:

Mais sombria e intensa que o habitual, Compass assusta na primeira audição e embora seja diferente do que Lidell costuma retratar, a música é uma boa prévia de seu espírito inquieto e vivo.

Pra aguçar ainda mais a vontade, deixo para vocês o vídeo gravado ao vivo da deliciosa Where D’You Go?, de seu segundo disco intitulado Jim:

E aqui tem a música original:

Audio clip: Adobe Flash Player (version 9 or above) is required to play this audio clip. Download the latest version here. You also need to have JavaScript enabled in your browser.

Para saber mais, acesse o MySpace do cara: http://www.myspace.com/jamielidell.

(500) Days Of Summer

(500) Dias Com Ela

Descrever este filme em duas linhas parece uma tarefa bem simples à primeira vista.

(500) Dias Com Ela conta como Tom Hansen se apaixona por Summer. E também sobre como ela não se apaixona por ele.

Logo de início somos apresentados a Tom, um garoto que cresceu assistindo filmes de amor, tendo certeza que um dia viveria uma história tão linda quanto as que via no cinema. Do outro lado da tela, conhecemos Summer. Uma garota filha de pais separados que só ama de verdade duas coisas na vida: seu longo e lindo cabelo negro e a facilidade que o corta sem sentir absolutamente nada.

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