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Click: Jan Von Holleben

Jan von Holleben nasceu em 1977 em uma pequena cidade alemã. Influenciado pelo pai, começou a flertar com a fotografia ainda cedo, aos 13 anos. O que começou como uma brincadeira virou profissão. Jan mudou-se para a Inglaterra aos 23 anos, onde estudou Teoria e História da Fotografia na Surrey Institute of Art and Design. Seus trabalhos foram vencedores de prêmios (tais como o Observer Hodge Photographic Award e o Audi-Next Level Photographic Award) e foram publicados e expostos em diversos países do mundo, em espacial na Europa.

Um dos seus trabalhos  mais incríveis se chama Dreams of Flying e  foi feito entre os anos de 2002 e 2008, sendo talvez o projeto pelo qual o fotógrafo é mais lembrando. Dreams of Flying brinca com a ideia do sonho infantil e é composto por uma das séries de fotografias mais inspiradoras que eu já vi. Jan von Holleben abandona a força da gravidade ao apresentar crianças deitadas no chão, simulando em duas dimensões o que se vive em três. Em uma realidade onde o céu é o chão, o fotógrafo consegue fazer flutuar todos aqueles sonhos infantis com uma delicadeza magistral.

Para ver o trabalho completo de Jan von Holleben, basta acessar o site do fotógrafo. Aqui você pode ver as outras fotografias de Dreams of Flying.

Click: Robert Wilson Video Portraits

Existe entre os seres humanos: essa mania, essa vontade louca de categorizar tudo quanto é objeto que lhes cai nas mãos. Se um filme é diferente e não se encaixa em nenhum gênero, logo criamos uma gaveta nova aonde jogá-lo – ou simplesmente ignoramos sua existência. Se fôssemos obrigados a fazer isso com a exposição de Robert Wilson, diríamos que ela é uma “video-arte”. O erro, aqui, é que esse mesmo grupo de desinformados-arcaicos que insistem em nomear todas as obras, podem cometer o erro de perceber uma “video-arte” como algo enfadonho e estranho demais para ser compreendido. O que Wilson alcança com seu trabalho é exatamente o oposto.

Que Bob Wilson é um dos maiores diretores de teatro contemporâneo, não é surpresa pra ninguém. Ao longo das últimas décadas, construiu alguns dos espetáculos mais deslumbrantes e provocadores da cena teatral, consolidando sua reputação de artista de vanguarda, com linguagem própria e assinatura inconfundível. A surpresa da atual exposição é ver que o talento de Bob Wilson transcende, com folga e fôlego, os limites do palco. O atual trabalho revela um artista plástico, um performer igualmente inquieto, surpreendente e moderno” (Luciano Alarbase)

Em outras palavras: Wilson utilizou da mais moderna tecnologia para fotografar (fotografar?) artistas pops e famosos (entre outras coisas) e exibir essas imagens em telas eletrônicas, com cor e estética lindas. O mais impressionante é que, ao nos concentramos em cada um dos retratos, percebemos que eles não são apenas retratos: mas sim retratos em movimento com sons! Aí você se pergunta “ué, isso qualquer cinema tem”. A questão é que os video-portraits de Bob são… diferentes. Eles formam um movimento sutil, belo e gerador de ações surpreendentes. É inovador, tem força e coração, marca o espectador de tal forma que muitos filmes ótimos não o fazem.

Um rosto gigante sendo tomado pela frase “la solitude es una condition necessaire de la liberté”; Dita von Tesse semi-nua em um balanço; Isabella Rossellini vestida em cores infantis, num misto de marinheira e boneca. E, se tudo isso ainda não for suficiente para vos convencer do quão ótima a exposição é, fechamos com chave de ouro: Brad Pitt, na chuva, só de cueca, olhando diretamente para você.

Lindo não? A exposição vai ficar no Santander Cultural, em Porto Alegre, RS, até dia 5 de dezembro.

Click: Surrealismo – Chema Madoz

José Maria Rodriguez Madoz, a.k.a. Chema Madoz, é um fotógrafo espanhol que certamente se tornou ícone do ramo em seu país, graças ao talento e criatividade dos seus trabalhos.

Suas marcas registradas são P&B, sépia e objetos do cotidiano de uma forma que nos obriga a repensar a fotografia.

Com um quê de Salvador Dalí, o artista dá a objetos comuns uma visão surrealista, brinca de metáforas e paradoxos que, numa segunda olhada para a obra, podemos acreditar que “nem tudo é o que parece”.

Veja abaixo algumas das obras de Madoz:

Conheça mais sobre Chema Madoz e clique aqui.

O lado casual de Marilyn Monroe

O tempo passa e continuam encontrando mais e mais materiais inéditos sobre Marilyn Monroe, mesmo depois de quase meio século após sua morte. Dessa vez, uma série de fotos desconhecidas da artista está ao alcance de todos. Ou talvez não seja bem assim…

A atriz, que faleceu em 1962, tiraria, nove meses antes da sua morte, fotos em companhia de um amigo, o poeta Carl Sandburg, durante uma comum visita ao seu apartamento. Na ocasião, o autor dos cliques, Len Steckler, também estava na casa do escritor e, ao deparar-se com Marilyn numa ocasião tão propícia, não pôde evitar registrar aquele encontro. Os negativos das fotos ficaram engavetados por quarenta e cinco anos, até que, segundo Steckler, foram redescobertos pelo seu filho, e isso fez o fotógrafo pensar que “as atuais gerações mereciam ver esses retratos”.

O motivo de ter dito que talvez as fotos não estejam bem ao alcance de todos é que, apesar da nobre idéia de revelar às pessoas ângulos inéditos da estrela de Hollywood, as fotografias estão sendo vendidas num site oficial e até por telefone, pela empresa de vendas Eagle National Mint, e custam entre 1.999 e 3.999. Uma boa intenção até que bem cara, não?

A série de fotos, que ganhou o título de “The Visit Series”, tem tiragem de apenas 250 fotos para cada retrato que a compõe. Marilyn, pra variar, parece glamourosa até mesmo em momentos mais “relax” e longe do olhar público. Ela não se tornaria a estrela que foi por acaso…

“The Visit Series” se torna a nova peça do gigantesco acervo que compõe o mosaico deixado pela atriz após sua morte. Em meados de Dezembro passado, um vídeo até então inédito da artista em uma reunião de amigos foi encontrado no sótão de uma casa em Nova Jersey. Nele, Marilyn está numa provável reunião de amigos, em outro momento de descontração longe das câmeras. Keya Morgan, um colecionador aficionado por ela comprou o rolo original com a gravação por US$275.000 (!!) dólares e, depois, um fulano não identificado – mas oportunista – que supostamente esteve presente na festa registrada na filmagem, afirmou à imprensa que aquele cigarrinho na mão da atriz é, de fato, aquilo que parece ser. Ui. Claro que o vídeo também caiu na rede. Veja abaixo: 

Marilyn é aquele tipo de mito cujo legado provavelmente nunca deixará de ser revirado de diversas formas. A intenção pode nem sempre parecer lá muito nobre, é verdade, mas é bom saber que, a cada nova descoberta, as diferentes facetas de uma das artistas mais importantes da história vão sendo mostradas ao fãs. E nós, sempre queremos um pouco mais de Norma Jean.

O lixo e o luxo do mundo pop por David LaChapelle

O californiano David LaChapelle é um dos mais conceituados fotógrafos da atualidade. Você provavelmente já “esbarrou” em algum clique feito por ele, ou já assistiu algum videoclipe dirigido pelo cara. Suas obras têm deixado uma marca significativa na produção artística atual e tudo indica que seu nome será lembrado por gerações futuras como referência no que faz.

Discípulo de Andy Warhol – um dos maiores representantes da pop art na história e mentor de David no começo da sua carreira – ele ingressou no mundo profissional em meados de 80 e de lá pra cá, trabalhou para diversas revistas de moda e cultura pop, como a Interview, Vogue, a Vanity Fair e a Rolling Stone, realizou inúmeras campanhas publicitárias para canais de TV e mídias impressas e virou um dos fotógrafos favoritos de diversas estrelas do mundo do entretenimento, como Madonna, Britney Spears, Elton John, David Beckham, Eminem, Lady Gaga, Paris Hilton, Leonardo DiCaprio e muitos outros que se encantam pela sua visão surreal, satírica e um pouco “safada” do cotidiano.

Apesar de apresentar um trabalho sagaz e crítico, David não é unânime: muitos consideram seus retratos ofensivos e de mau gosto. Suas obras trazem uma mistura freqüente entre o atraente e o bizarro, como se um dependesse do outro para existir. Alguns consideram suas fotografias meras cenas vazias com desnecessárias exposições de nudez, enquanto outros encontram muitas mensagens nas “entrelinhas”: por trás de toda a aparente diversão e ostentação, existem críticas ao mundo da fama, com seus vícios, vaidades e facetas que são empurradas pra debaixo do tapete.

Como citado, LaChapelle também dirige videoclipes. Quer alguns exemplos? Ele é o responsável por “Dirrty”, da Christina Aguilera, “Natural Blues” do Moby, “It’s My Life”, do No Doubt, “Tears Dry On Their Own”, da Amy Winehouse… e a lista prossegue, inserindo ainda trabalhos com Norah Jones, Robbie Williams, Gwen Stefani e muitos outros no gigante currículo do rapaz.

Quer saber mais? No site oficial dele, você pode conhecer mais sobre seu trabalho. David possui diversos livros publicados, além de flertar com o universo cinematográfico e realizar exposições em diversas partes do mundo. Confira abaixo uma amostra de suas obras – com retratos de David Bowie, Marilyn Manson, Angelina Jolie e Lady Gaga.

Priscila Prade – EQS – “Eu Queria Ser”

Se você fosse uma pessoa famosa, quem gostaria de ser?

A fotógrafa Priscila Prade reúne no livro “EQS: Eu Queria Ser” – coletânea de trabalhos realizados por ela – fotos de pessoas famosas caracterizadas de uma forma diferente do normal: elas encarnaram personagens fictícios e outras celebridades de diversos ramos das artes que gostariam de ser, por pelo menos um dia. Segundo a artista, a intenção de captá-los dessa forma remete à aquela vontade que as crianças tem de se tornarem determinadas pessoas ao crescerem.

Algumas das fotos já foram vistas em publicações, como na extinta Revista MTV, por exemplo. As caracterizações são divertidas, inusitadas, algumas um tanto bizarras e outras despertam uma pontinha de vergonha alheia, apesar da produção de bom gosto. Isso acontece porque é difícil associar, por exemplo, Junior Lima ao mito Jimmy Hendrix. (!)

O livro será lançado no dia 14 de Dezembro pela editora Master Books, mas várias fotos que o compõem já estão rodando pela rede. Confira:

Eliana - Marylin Manson

Eliana, caracterizada como o Marilyn Manson. Não olhe nos olhos dela fixamente por mais de três segundos… #brinks

Junior Lima - Jimmy Hendrix

Em algum cemitério de Seattle, Jimmy Hendrix dá uma reviradinha no túmulo…

(Luiza Possi - Alex DeLarge)

Diferente do leite com aditivos do filme Laranja Mecânica, o que deve ter misturado no de Luiza “DeLarge” Possi?

Sandy - Mulher Gato

Sandy mostrando que cresceu e agora é mulher gato.

ps. Alguém mais acha que ela tá parecendo a Alicia Silverstone nessa foto?

Nasi - Wolverine

E esse Wolverine? Faria todas aquelas acrobacias mostradas em seu filme? (Na foto, Nasi, ex-Ira!)

Marcelo D2 - George Clinton

Marcelo D2 como O Chapeleiro Louco George Clinton, músico e engajado político dos anos 70.

 

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