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As Melhores Músicas de 2011

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Depois de muita expectativa, especulação e votos (vocês não tem noção de como foi difícil contar os votos!), dou início hoje as nossas listinhas de melhores e mais marcantes obras de 2011. Pra começar, apresento aqui “As Melhores Músicas de 2011” (de acordo com o Miolãoteam).

Antes que qualquer coisa, no entanto, vale dizer que muita música que a gente adora e que significou muito ficou de fora da nossa seleção, como por exemplo as maravilhosas Videogames, de Lana Del Rey, e Shake It Out, de Florence + The Machine. Mas lista que é lista é assim mesmo, né? Bora ver quais elegemos como melhores?

Vem comigo!

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Sample: Harder, Better, Faster, Stronger, Daft Punk

Quando os franceses do Daft Punk lançaram o disco Discovery, em 2001, eles modificaram a cara da música contemporânea. Do pop ao rock, do mainstream ao underground, ninguém saiu ileso dos efeitos do disquinho.

O electro com embalagem plástica e brilhante era perfeitinho e corrosivo. Totalmente sintético, os vocais robotizados e os instrumentos metálicos soavam como sendo de um futuro – um futuro imaginado há décadas atrás.

Lançada como single em 2001, Harder, Better, Faster, Stronger usava imagens de Interstella 5555: The 5tory Of The 5ecret 5tar 5ystem, o “filme” do duo, para ilustrar a letra. O trecho da animação dirigida por Kazuhisa Takenouchi mostrava seres intergalácticos se “transformando” em humanos. A letra, que mais parecia um mantra, repetia exaustivas vezes o seu título. Um clássico instantâneo.

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Music Monday: Rizzle Kicks

Acho que os inglesinhos do Rizzle Kicks poderiam vender suas músicas na farmácia com a indicação de que seu som serve para alegrar o dia. Sério, gente! O som que esses moleques produzem é tão efusivo e divertido que deve funcionar melhor do que muito Prozac.

Dotados de uma energia ímpar, a dupla formada por Jordan “Rizzle” Stevens e Harley “Sylvester” Alexander-Sule, não tem limites: misturando soul, rap, pop, rock, indie, reggae e até funk e mariachi, eles criam bases bastantes exóticas para destilar suas rimas bobas e refrões pegajosos.

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Sample: Get Right, Jennifer Lopez

Você gosta de funk?

Não, não tô falando daquele tipo de funk que rola nos bailes cariocas e que quando sampleado faz sucesso em músicas de M.I.A..

Tô falando daquele funk que é calcado em instrumentos de sopro e que teve a lenda James Brown como principal expoente. Tô falando daquele funk que faz com que mexamos os pés – quase que involuntariamente. Tô falando daquele funk swingado. Eu tô falando sobre o funk de raiz. E se você gosta de boa música e de música pop (quem disse que elas não podem andar juntas?), vai adorar o sample de hoje.

Quem conhece ou já escutou com um pouco mais de atenção o repertório de Jennifer Lopez, sabe que a gata curte incorporar em suas músicas trechos e bases de outras canções. On The Floor, seu último hit, aliás, causou certo furor por ter como sample Chorando se Foi, a clássica lambada do Kaoma. Mergulhando em gravações que passam longe da obviedade, como a supramencionada Chorando de Foi, ela resgata faixas que vão do jazz ao hip-hop gangsta e as transforma em musiquinhas pop super radio friendly de efeito efêmero que a gente curte e depois, puft, esquece.

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Joss Stone – LP1

Na última semana li um artigo muito interessante de Alexandre Matias a respeito do futuro do álbum. Em linhas gerais, o jornalista defendia que o cd, como conhecemos, ficou obsoleto por causa da revolução que o formato digital causou na forma em que consumimos música. Segundo o autor, o futuro do disco enquanto uma coletânea de canções que se convergem em um certo ponto – seja estético, temático ou sonoro – ficou no passado porque hoje em dia o que movimenta o mercado são canções avulsas. As evidências apresentadas por Alexandre soam bastante convincentes, mas não podem ser tomadas como verdades absolutas por um motivo bastante simples: alguns artistas – como ele mesmo reconhece – ainda focam seus esforços (e pessoalmente acredito que vão continuar focando) em combinar em 12 ou 15 faixas toda uma ideia de conceito para contar histórias. E esse é o caso de LP1, o quinto álbum de estúdio da inglesinha Joss Stone.

Para entender melhor o que o LP1 significa na discografica de Joss, é necessário fazer uma retrospectiva em sua obra.

A cantora, que de certa forma fez com que o mundo prestasse mais atenção no gênero soul, que há era tido como inexpressivo – comercialmente falando -, lançou seu debut há exatos oito anos. The Soul Sessions, como foi intitulado, era um conjunto com 10 belíssimas regravações de clássicos de blues e soul (com exceção da ousada – e deliciosa – versão de Fell in Love With a Girl dos White Stripes). A maturidade e segurança que transparecia em cada uma das faixas fez com que o disco arrancasse elogios e suspiros, consolidando o nome de Joss, que na época tinha 16 anos, como uma das grandes promessas para o futuro.

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Trilha de Cinema: Fico Assim Sem Você, Claudinho e Buchecha

Não, você não leu errado: o tema do Trilha de Cinema de hoje é mesmo uma música do Claudinho e Buchecha.

Fico Assim Sem Você, último grande hit do duo carioca – que ganhou ares cult quando Adriana Calcanhotto regravou em seu projeto Adriana Partimpim – é, em essência, uma música encantadora. Com uma base fácil (quem foi que disse que funk não tinha melodia?) e uma letra simples, Claudinho e Buchecha produziram uma declaração de amor ingênua e, com o perdão da repetição, encantadora.

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Sample: Crazy in Love, Beyoncé

Muito tem se falado sobre Run The World (Girls), o single novo da Beyoncé que tem sample de Pon The Floor, do Major Lazer (ou, se você preferir, da ‘banda do Diplo’). Toda trabalhada nas batidinhas aceleradas, nossa Honey Bee pinta e borda criando um hit pegajoso e selvagem pronto pra agitar qualquer pista. Mas isso, meus amigos, aposto que vocês já sabem. O que nem todo mundo sabe é que não é de hoje que Bey busca referências em outras canções para compor seu trabalho.

Lançada em 2003 para divulgar Dangerously in Love, seu disco de estreia, a bombástica Crazy In Love também contou com uma “ajudinha” de outra música… E é isso que a gente vê por aqui hoje.

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