MIOLÃO • Glee - Part 2
 

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Vem Aí: The Romantics

A sinopse original de The Romantics, novo filme da fofíssima Anna Paquin (a Sookie, de True Blue), caracteriza o longa de um modo tão genérico que só não chega a ser grosseiro porque, inevitavelmente, consegue soar bem bonitinha:

Uma comédia romântica sobre o amor, o destino e essas outras coisas que ninguém consegue planejar“.

Como deu pra notar, se depender da Paris Filmes, distribuidora do longa, a produção será vendida apenas como mais-um-filmete-sem-importância-que-fatura-em-cima-de-mocinhas-e-casais-apaixonados. Pretensões mercadológicas à parte, uma olhadela no trailer do filme denuncia que as coisas não são bem assim:

Dirigido, escrito e produzido por Galt Niederhoffer, a roteirista por trás do fantástico Geração Prozac, The Romantics promete ser mais do que uma mera comédia romântica. Na história, Anna Paquin vive Lila, uma garota que é querida por todos e está prestes a se casar com Tom (Josh Duhamel), amor antigo de sua melhor amiga e dama de honra Laura (Katie Holmes, a eterna Joey Potter, de Dawson’s Creek). Depois de uma noite regada a álcool e loucuras, o noivo acaba se perdendo e… Bem, aí a gente já não sabe o que acontece.

Tratando temas como ciúmes, amor, dúvidas e amizade de um jeito super descontraído, o filme parece ser divertido e simples o suficiente para dar fôlego ao gênero (como aconteceu com (500) Dias Com Ela ano passado) e entreter numa boa medida.

Completando o elenco, temos outros rostinhos conhecidos da TV: Adam Brody (The O.C.) e Dianna Agron (Glee), além de Malin Akerman, Elijah Wood e Jeremy Strong.

Por aqui o filme só estreia no dia 10 de dezembro (se não for adiado, né!). Mas é bem provável que ele caia na rede antes, né? Que nem The Runaways… Ai, ai! Essa demora que as distribuidoras tem em estrear as coisas no Brasil! Num guento. Ainda bem que temos essa coisa maravilhosa chamada internet, né? ;]

Modern Family, We Love You

Eis a série que levou para casa o Emmy de Melhor Comédia de 2010, desbancando o gigante-favorito Glee. Modern Family estreou em novembro de 2009, pela ABC. A série conseguiu, ao final da sua primeira temporada, uma média de 11 milhões de espectadores por episódio, o que a coloca entre os programas com maior audiência nos EUA, ficando apenas atrás de Glee na categoria comédia.

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Eat Pray Love

Vou confessar: “Comer Rezar Amar” é um dos meus grandes guilty pleasures. Sabe quando você gosta de algo, nem sempre admite por causa de algum de seus aspectos, mas se entrega à suas delícias mesmo assim?

Pois é: peguei o livro pra ler há tempos e embora não tenha terminado porque dei prioridade à outros, adorei o pouco que li. É um tipo de literatura agradável, confessional e envolvente, embora repleta de clichês meio “auto ajuda” e passagens melosas.  Não demorou pra que tivessem a idéia de adaptar a obra, um sucesso gigantesco do mercado editorial recente, para os cinemas: aqui no Brasil, ele estreou na última sexta-feira, mais de um mês após seu lançamento no exterior.

Pra quem não conhece a trama, um resuminho: trata-se da história real de Elizabeth Gilbert, jornalista/escritora insatisfeita com seu casamento que decide terminar tudo e, após o cansativo processo de separação, viaja para diferentes locais em busca de novos sentidos e rumos para a vida. Em sua jornada, ela se entrega aos prazeres gastronômicos da Itália, busca restaurar a sua fé na Índia e procura respostas para o crescimento interior em Bali, onde ainda arranja tempo para uns pretendentes…

Ok, é o tipo de “jornada pessoal” com todos os elementos que Hollywood adora, mais manjados do que cantar “Olhos Coloridos” da Sandra de Sá em eliminatória do “Ídolos”. Fiquei com um pé atrás nos 10 primeiros minutos de exibição, com receio de que houvessem emprestado um tom ainda maior de “chororô” para a história na tela grande. Esse medo, porém, se dissipou dez minutos após o inicio da projeção: é o suficiente pra você perceber que nas próximas duas horas, assistirá um filme que transita de forma leve (e previsível) pelas passagens descritas na sinopse. Deixei a desconfiança pra lá e me entreguei (de novo!) ao guilty pleasure.

Dirigido por Ryan Murphy (o cara por trás de Glee), “Eat Pray Love” é uma “dramédia” romântica competente, com um ótimo ritmo (apesar de perder o fôlego próximo do final) e que apela para o emocional de forma menos descarada do que eu imaginei que faria. Consegue equilibrar doses de humor charmoso com aquelas cenas onde são apresentadas situações que nos fazem questionar o que faríamos no lugar de Liz. Pode ser que na vida real os acontecimentos na vida de Gilbert não tenham rolado, convenhamos, de forma tão empolgante quanto vista aqui, mas a gente abstrai e, assistindo o filme, torce para que as coisas finalmente se tornem mais claras na cabeça da moça.

É também um pouco moralista em certos aspectos, mas analisar as mensagens pregadas por ele se torna uma tarefa dificil, considerando que na vida, cada um deve procurar aquilo que lhe traz satisfação da forma que achar melhor. Vish, isso pareceu muito “auto ajuda”? Vou tentar explicar melhor: você pode concordar com o que é mostrado na tela ou não, mas é fato que nada contido no filme pode ser considerado como “a resposta definitiva para todos os problemas que existem”. “Comer Rezar Amar” pode ser tratado como sendo até “inspirador”, mas acreditar que ele irá mudar sua vida – como alguns fãs, inclusive ilustres, tem dito sobre a obra original – penso, é forçar demais.

Outros pontos que merecem destaque são as suas lindíssimas e vivas locações, a bela fotografia e o elenco, onde cada um cumpre bem seu papel. Tenho um certo “travamento” com a Julia Roberts: era super seu fã antigamente, até perceber que ela sempre me deixa querendo algo mais. Manda bem, mas por vezes parece distante, didática demais em cena, tipo “vou fazer direitinho, mas sem grande envolvimento”. Javier Bardem é uma presença agradável: carismático, rouba a cena como o affair brasileiro de Elizabeth. Outro que merece destaque é Richard Jenkins, interpretando o sarcástico Richard que cruza o caminho da personagem com um segredo pessoal sombrio e buscando redenção. A ótima Viola Davis não teve chance de mostrar o quanto é boa, presa num papel que não lhe oferecia muitas possibilidades.

Aproveite que é domingo, renda-se a um “guilty pleasure” de fim de semana e assista “Comer Rezar Amar”, sem grandes pretensões. Tenha em mente o que irá encontrar na telona e você terá, no mínimo, alguns bons momentos de diversão. :)

ps. Antes de assistí-lo, almoce/jante bem. Senão vai “sofrer” muito com as cenas da Itália. Ok, é tudo tão tentador que você pode sofrer mesmo bem alimentado.

ps2: Diretores, produtores, amigos… música brasileira não é só “Samba da Benção”, ok? E ninguém aqui considera super comum ficar beijando os pais na boca. (!)

Eat Pray Love, Ryan Murphy, 2010.
Comer Rezar Amar. Com Julia Roberts, Javier Bardem, Viola Davis, James Franco, Richard Jenkins.

Cover: Smile, Janelle Monáe

Smile, though your heart is aching…  Smile, even though it’s breaking
When there are clouds in the sky… You’ll get by…

Smile é um verdadeiro hino ao otimismo. Apresentada pela primeira vez em 1936, no filme Tempos Modernos, escrita por Charles Chaplin, Smile possui uma letra sensível e simples capaz de comover o mais duro dos corações. Ao longo dos anos, a canção ganhou diversas homenagens e foi regravada por gente grande como Nat King Cole, Judy Garland, Michael Jackson e, mais recentemente, pela galerinha de Glee.

Quando as possibilidades pareciam esgotadas eis que surge Janelle Monáe resgatando a canção e despindo qualquer arranjo mais elaborado, numa roupagem acústica que faz juz a versão de Nat King Cole, que parecia imbatível.

Demais, né?

Emmy 2010: Justo?

Se você estava nesse planeta nas últimas 24 horas, com certeza sabe que ontem à noite rolou a 62ª edição do Emmy (desculpem-me o chavão que escrevo a seguir): o Oscar da TV estadosunidense.

Começando MUITO bem com uma paródia pra lá de divertida de Glee, Jimmy Fallon (o ator de Táxi, da Gisele Bündchen) convocou atores de várias séries, levou raspadinha na cara (!!!) e virou o Bruce Springsteen cantando Born To Run com a galera.

Em linhas gerais, a premiação (quase) não foi entediante e os vencedores foram bem variados. Segue abaixo a lista de indicados e premiados… E também uns comentáriozinhos de alguém que fez força pra ser neutro:

Melhor série drama
Mad Men
The Good Wife
Lost
Dexter
Breaking Bad
True Blood

Comentário: Eu queria True Blood! Eu queria True Blood! Eu queria True Blood! Fanatismos à parte, que Mad Men é ótima todo mundo sabe, mas custava democratizar o prêmio e dar para qualquer uma das outras séries? O que mais deu dó foi Lost, um verdadeiro marco, acabar assim, sem prêmio.

Melhor atriz drama
January Jones, Mad Men.
Julianna Margulies, The Good Wife.
Kyra Sedgwick, The Closer.
Mariska Hargitay, Law & Order: SVU.
Glenn Close, Damages.
Connie Britton, Friday Night Lights.

Comentário: Depois de anos e anos concorrendo, finalmente Kyra Sedgwick venceu. Não vou dizer que foi injusto porque não acompanho The Closer, mas Kyra tem todo meu amor desde que participou de Singles – Vida de Solteiro. A vitória da moça foi uma grande surpresa, já que era quase certo que a sempre ótima Julianna Margulies levaria…

Melhor ator drama
Jon Hamm, Mad Men.
Matthew Fox, Lost.
Michael C. Hall, Dexter.
Bryan Cranston, Breaking Bad.
Hugh Laurie, House.
Kyle Chandler, Friday Nigh Lights.

Comentário: Mais uma surpresa. E dessa vez uma ótima surpresa. Provavelmente a maioria das pessoas torceu o nariz pela vitória de Bryan (minha timeline que o diga!). O menos popular dos indicados e talvez um dos mais talentosos, Cranston fez bonito por Breaking Bad e MERECEU o prêmio. (Sim, gente. Eu também queria que o “Dexter” vencesse.)

Melhor série comédia
Glee
Modern Family
30 Rock
The Office
Nurse Jackie
Curb you Enthusiasm

Comentário: E não é bom quando a melhor comédia do ano vence a categoria de melhor comédia do ano? Acho ótimo. De verdade. (Y)

Melhor atriz comédia
Lea Michele, Glee.
Tina Fey, 30 Rock.
Edie Falco, Nurse Jackie.
Toni Collette, The United States of Tara.
Amy Poehler, Parks and Recreation.
Julia Louis Dreyfuss, New Adventures of Old Christine.

Comentário: Tina Fey, Toni Collette e Julia Louis Dreyfuss (que mesmo participando da pior comédia indicada se sobressai graças ao talento que possui). Uma das categorias mais acirradas fez justiça a Edie Falco que, de tão boa, pelo mesmo papel merecia levar melhor atriz drama.

Melhor ator comédia
Matthew Morrinson, Glee.
Alec Baldwin, 30 Rock.
Steve Carell, The Office.
Jim Parsons, The Big Bang Theory.
Larry David, Curb your Enthusiasm.
Tony Shalhoub, Monk.

Comentário: Por mim, Steve Carrel ganharia todo ano. E tenho dito.

Melhor atriz coadjuvante drama
Elisabeth Moss, como Peggy Olson em Mad Men
Christina Hendricks, como Joan Harris em Mad Men
Archie Panjabi, como Kalinda Sharma em The Good Wife
Christine Baranski, como Diane Lockhart em The Good Wife
Rose Byrne, como Ellen Parsons em Damages
Sharon Gless, como Madeline Westen em Burn Notice

Comentário: Julianna não levou mas Archie representou The Good Wife. Pessoalmente gostaria que Christina Hendricks vencesse… mas a vitória de “Kalinda” tá de bom tamanho. ;]

Melhor ator coadjuvante drama
John Slattery, como Roger Sterling em Mad Men
Martin Short, como Leonard Winstone em Damages
Michael Emerson, em Ben Linus em Lost
Terry O’Quinn, como John Locke em Lost
Aaron Paul, como Jesse Pinkman em Breaking Bad
Andre Braugher, como Owen em Men of a Certain Age

Comentário: John Locke era foda? Era. Mas poxa… como ficar com raiva do talentoso Aaron Paul ter vencido?

Melhor atriz coadjuvante comédia
Julie Bowen, como Claire Dunphy em Modern Family
Sofia Vergara, como Gloria Delgado-Pritchett em Modern Family
Jane Lynch, como Sue em Glee
Jane Krakowski, como Jenna Maroney em 30 Rock
Holland Taylor, como Evelyn Harper em Two and a Half Men
Kristen Wiig de Saturday Night Live

Comentário: Sofia Vergara, sua linda, eu torci por você. Mas vamos ser francos… O prêmio tinha MESMO que ir pra Jane Lynch. Quem sabe ano que vem?

Melhor ator coadjuvante comédia
Ty Burrell, como Phil Dunphy em Modern Family
Jesse Tyler Ferguson, como Mitchell em Modern Family
Eric Stonestreet, como Cameron em Modern Family
Chris Colfer, como Kurt Hummel em Glee
Neil Patrick Harris, como Barney Stinson em How I Met your Mother
Jon Cryer, como Alan Harper em Two and a Half Men

Comentário: Uhul! Poderia ser melhor? Não, não poderia. Prêmio acertadíssimo.

Melhor filme para TV
You don’t know Jack
Moonshot
Masterpiece Daybreak
Georgia O’Keeffe
Temple Grandin
The Special Relationship

Comentário: Ainda não vi nenhum então quem sou eu pra opinar. MÃS… pqp, que feliz o filme da Claire Danes ter ganhado e mais feliz ainda ela, que é uma das melhores e mais subestimadas atrizes de sua geração, ter sido reconhecida com o prêmio de melhor atriz! (:

Como qualquer premiação que se preze, o Emmy desse ano dividiu opiniões e piririri. No fim, a vida continua, a noite acabou e vamos todos morrer mesmo. Tomara que não tão cedo, porque o ano que vem promete!

Resumo da Semana: Meteoro da Paixão, Beijo lésbico, pão de queijo …

Essa semana teve Valesca Popozuda (1) equilibrando copo no popozão, casamento dos os astros de True Blood: Anna paquin e Stephen Moyer (2), Mariah Carey (3) no Brasil: com direito a churrasco, pão de queijo e show em Barretos vestida de princesa,  Dado  Dolabella(4) acusado novamente de agressão , Britney Spears (5) gravando participação em Glee, beijo lésbico da Natalie Portman ( 6) no trailer do filme Black Swan e o Meteoro da Paixão [a.k.a Luan Santana] (7) afirmando que “é homem demais”.

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Resumo da semana

1. Tom Cruise e Cameron Diaz estiveram no Rio de Janeiro para divulgar Encontro Explosivo, que estreará em 16 de  julho.

2. Celine Dion anunciou em seu site que será mãe de gêmeos.  A cantora que já tem um filho de 9 anos, dará a luz a dois meninos em novembro.

3. Anahí, ex-integrante do RBD, fez uma música em homenagem ao novo romance de Paulo Coelho, “O Aleph”.  A cantora postou em seu canal no youtube um trecho da canção e também nos fez um favorzinho: resumiu o livro.

4. Maria Gadú beija Leandro Leo em show, em Nova Iguaçu.

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