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3 Momentos: Norah Jones

Se hoje em dia Adele consegue vendas astronômicas arriscando um estilo não tão em voga nas paradas, fenômeno semelhante aconteceu em 2002, quando Norah Jones trouxe o jazz pop às paradas com o seu elogiado disco de estréia, “Come Away With Me”. O sucesso do álbum (que foi o mais vendido daquele ano e hoje acumula mais de 23 milhões de cópias), tornou a mocinha de presença tímida conhecida pelo grande público e lhe rendeu vários prêmios (incluindo a espantosa marca de oito Grammys – inclusive a de artista revelação)… Mas o álbum, no entanto, ainda não expunha a sua verdadeira identidade. Ou melhor dizendo, não resumia suas ambições sonoras.

Em suas futuras empreitadas, Norah mostraria que, mais do que ter muito talento, também dispunha da autonomia necessária para fazer o que quisesse em sua carreira. Essa liberdade criativa a fez flertar com outros gêneros (o tom country de seu segundo disco, “Feels Like Home”, a influência blueseira de “The Fall” e o rock de garagem de sua banda paralela, El Madmo), realizar parcerias com artistas tão distintos quanto interessantes (como Ray Charles, Dave Grohl, Q-Tip, Dolly Parton, Peter Malick, entre outros) e até arriscar trabalhos que não correspondem apenas ao mundo da música.

Hoje, sem tanto buzz ao seu redor, Norah prossegue investindo em um projeto melhor que o outro. Abaixo, nós enumeramos 3 Momentos de sua versátil carreira.

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Os Discos Mais Esperados de 2012 – Parte 2

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Semana passada a gente disse categoricamente que 2012 seria “O” ano no que se referia a lançamentos de grandes artistas. Debuts aguardados como o de Lana Del Rey e a volta da Rainha do Pop eram alguns dos títulos que encabeçavam nossa listinha. E no final a gente se despediu dizendo que teria mais…

Pois bem, eis que estamos de volta. Dando prosseguimento a lista, apresentamos aqui a segunda parte de Os Discos Mais Aguardados de 2012. Se o pop e a música indie mais introspectiva dominaram a primeira seleção, nessa o rock se faz presente com gente da velha guarda, gente da nova guarda e gente que a gente simplesmente adora.

Vem com a gente e comece a salivar, porque, meus amigos, vem coisa boa por aí!

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Sample: Toxic, Britney Spears

Toxic, uma das melhores músicas do repertório de Britney Spears, é tão bem feitinha que até quem detesta a moça reconhece seus méritos.

Vencedora do Grammy de Melhor Gravação Dance em 2005, a faixa, produzida pelos então desconhecidos Bloodshy & Avant, foi o segundo single de In The Zone, quarto álbum de estúdio de Spears.

Com uma introdução marcante e um potente refrão, a musiquinha repleta de sintetizadores foi executada a exaustão na época de seu lançamento e se tornou um dos maiores hits de Britney. No clipe, Britney encarnava uma garota que viajava pelo mundo, motivada pela vingança, sob múltiplos disfarces para cometer o crime perfeito: envenenar seu ex-namorado:

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3 Momentos: Arctic Monkeys

Era uma vez uma terra sem dono chamada internet. Nela, os sonhos de adolescentes que cresceram ouvindo discos feitos por adolescentes um pouquinho mais velhos que eles, não eram apenas sonhos. Eram possibilidades.

Nesse mundo mágico muitos tentavam alcançar o sucesso e chamar a atenção, mas raríssimos alcançavam êxito. E foi nesse cenário que quatro inglesinhos que ainda tinham espinhas no rosto cravariam seus nomes na história da música contemporânea – ou pelo menos na história daquele longínquo outono de 2005.

Jamie Cook, Andy Nicholson (que mais tarde seria substituído por Nick O’Malley), Matt Helders e Alex Turner tinham mais ou menos 15 anos quando decidiram se juntar para formar o Bang Bang, uma bandinha de colégio que tocava covers de Led Zeppelin e afins. Não demorou muito para que Turner começasse a compor suas próprias canções e tivesse a ideia de trocar o nome da banda para Arctic Monkeys.

Fazendo shows aqui e ali o Arctic Monkeys foi ganhando popularidade quando a galera que ia a seus concertos começou a gravar suas músicas e jogá-las na internet.  Um perfil no MySpace e algumas canções compartilhadas foram o suficiente para que eles construíssem pouco a pouco um séquito fiel de fãs e também para que a imprensa britânica desse uma moral (gigante!) para eles.

De repente todo mundo só falava em Arctic Monkeys. Rapidamente eles assinaram um contrato com a Domino Records (mesma gravadora de Cat Power), apareceram nas capas das revistas mais quentes e, vejam só, abocanharam com força e vontade o topo da parada de singles do Reino Unido. E tudo isso, meus amigos, sem ter nenhum álbum lançado.

Esse sucesso todo alcançado mais ou menos por acaso, só aconteceu porque o público comprou a ideia de que a música feita por aqueles garotos era espontânea e divertida. E sabem do melhor? Era mesmo.

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Sample: Fallin’, Alicia Keys

Fallin‘, o single que apresentou Alicia Keys ao mundo em 2001 (sim, você está velho: a música já tem uma década!), é daquele tipo de canção emblemática, que te pega de jeito e fica contigo por dias a fio. Vencedora do Grammy em 3 categorias – Melhor Canção do Ano, Canção de R&B e Melhor Performance Feminina – Fallin‘ talvez seja a faixa mais conhecida de Keys até hoje.

Narrando um confuso relacionamento, a letra, escrita por ela, é um movimento circular que desenha no ar os altos e baixos de um sentimento que de tão intenso machuca e convida, de novo e de novo, a se apaixonar. Indo e voltando, acompanhada por seu piano  e por violinos, Alicia cria elipses sinceras e desesperadas sem rodeios.

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Especial HP: Harry Potter and the Prisoner of Azkaban

Dando sequência a nosso Especial Harry Potter, abordaremos hoje Harry Potter e o Prisioneiro de Azkaban – o melhor filme da série (até agora).

Dirigido pelo talentoso Alfonso Cuarón, o terceiro filme de Harry Potter se distância dos demais por se preocupar em explorar à fundo as relações humanas de seus personagens.  Tecnicamente falando, a direção de arte e fotografia são deslumbrantes – como na maioria dos filmes de Cuarón -, e o roteiro, que ignora e reduz fatos importantes do livro, se mostra bastante ágil, focando no que realmente importa.

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Fuck You: um verdadeiro hit

Nesses dias, quando dei uma olhadela no Hot 100 da Billboard, fiquei bastante surpreso ao ver Fuck You, do Cee-Lo Green, em segundo lugar. Pela segunda semana consecutiva, a música (que a gente simplesmente adora!), atingiu a vice-liderança da parada musical mais importante do planeta.

Lançada há quase 30 semanas, Fuck You recebeu uma injeção de popularidade desde que Cee-Lo a cantou no Grammy. E se o sucesso nos charts só chegou agora, vale dizer que a canção já tinha deixado sua marca muito antes disso graças aos inúmeros covers e regravações de outros artistas.

Um dos vídeos mais legais dedicado a canção é esse aí debaixo que virou febre na internet em janeiro. Protagonizado por Anna. Nele, a estudante (que não é surda) demonstra toda sua habilidade gestual ao interpretar a letra da música na linguagem de sinais. Segundo a própria, a apresentação valeu como teste final de seu curso… Alguém aí duvida que ela passou com louvor?

Voltando ao tema original, fica a dúvida: quanto tempo mais será que Fuck You se segurará nos charts? Se depender da nossa torcida ela continuará na parada por muuuuito tempo…

 

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