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Os Discos Mais Esperados de 2012 – Parte 1

jejeje

Faltam exatamente 361 dias para 2012 terminar.

Ele, que pode ser considerado um neném, nasceu há apenas cinco dias e – pelo menos pra mim – ainda não mostrou muito a que veio. Mas há tempo para isso. E se depender da promessa de alguns artistas, 2012 vai ser maravilhoso. Aliás, eu diria que 2012 tem altas chances de ser lembrado como “o ano em que houve uma porrada de lançamentos legais de gente mais legal ainda”.

Acha exagero? Listamos abaixo alguns disquinhos que serão lançados nos próximos meses. Te desafio a dar uma olhada e dizer se a gente tem ou não tem bons motivos para crer que o ano será, musicalmente falando, maravilhoso.

Vai vendo!

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Sample: Long Way To Go, Gwen Stefani e André 3000

Desde que iniciamos a seção de Sample aqui no Miolão já mostramos que a incorporação de trechos de músicas em outras músicas não se restringe a nenhum gênero em específico: do pop ao rock ou do ska ao trip-hop quase todo mundo sampleia.

A música tema do texto de hoje se distância de todas as outras porque ela não sampleou uma música. Ela sampleou um discurso. Aliás, não foi “um discurso”. Foi “O” discurso. Long Way To Go, a última faixa do maravilhoso Love. Angel. Music. Baby., de primeiro disco solo de Gwen Stefani, de 2004, se apropria do discurso mais famoso de Martin Luther King Jr.: I Have a Dream.

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Cover: Sweetest Thing, No Doubt

Confesso: tenho uma certa birra com o U2.

Embora a banda tenha bons discos e uma porção de ótimas músicas, eles nunca me agradaram totalmente. E a coisa piorou com o lançamento de How to Dismantle an Atomic Bomb, em 2004, quando eles acreditaram na ladainha da imprensa e passaram a ostentar o título de “maior (e melhor) banda do mundo”. A arrogância presente nas entrevistas e a quase-obrigação que a midia impôs para que nós gostassemos deles – como não curtir uma banda que faz, de fato, algo pelos outros? – me afastaram quase que de vez de seu respertório.

Ao contrário de minha conturbada relação com o U2 (haha!), sempre gostei do No Doubt. Com eles o relacionamento sempre fluiu bem: nunca houve cobranças, ciúmes ou intriga. Eles eram a namorada perfeita. O som, empolgante e diferente, combinado com as letras consistentes e super sinceras, foi o que me atraiu a princípio. Com o tempo, percebi que além da música eu também admirava aquelas pessoas que passaram por tanta coisa juntos e que mesmo assim permaneceram unidas. Quando dei por mim já estava apaixonado.

E foi assim, apaixonado, que ouvi a versão do No Doubt para Sweetest Thing, uma das músicas mais bonitas do repertório do U2.

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Major Lazer produzindo disco novo do No Doubt? Yeees!

Eu sei, eu sei, eu sei que essa história de “disco novo do No Doubt” parece mais lenda urbana do que um fato – já que ela rola por aí desde 2004. No entanto, Tom Dumont, o guitarrista, renovou minha fé quando não só falou como “mostrou” novidades.

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Miolão Mixtape n.14

Psiu! Click! Crash! Bang! Boom!

É nesse clima de sons e ruídos que a gente convida vocês a escutarem nossa nova mixtape.

Se vocês derem uma olhada na tracklist, vão notar que as músicas não tem muuuito a ver uma com as outras excetuando um único detalhe: todas elas contém onomatopéias em sua composição. Caótica e meio bagunçada, a mix da vez entrega exatamente o que a capa promete desordem e confusão. Sem medo de ser feliz, a gente transita do pop ao punk e do rock ao rap com músicas impactantes e estrondosas. Se liga só:

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Música de Comercial: Harajuku Girls, Gwen Stefani

Na cena musical da década, quando falamos de artistas femininas, uma das coisas mais legais que rolaram foi o grande abraço que Gwen Stefani deu na música pop.

Diferente de algumas cantoras desse estilo, que criam trabalhos incoerentes, inconsistentes e cujo envolvimento pessoal parece zero, ela  ingressou em sua fase solo com uma visão exata daquilo que gostaria de fazer – tanto em seu som quanto no estilo. Gwen se jogou de cabeça em suas próprias referências, que vão desde a alta costura até personagens da literatura, e, autêntica, criou uma festa de estilo.

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3 Momentos: Gwen Stefani

O mundo pop anda muito chato ultimamente. Mas muito chato mesmo. Você consegue lembrar qual foi o último respiro levemente interessante desse universo que a gente tanto gosta? Talvez tenha sido quando a filhinha de um ator resolveu bater o cabelo pra frente e pra trás por aí. Levando em consideração esse fato (de que o pop já não é mais o mesmo), o que resta para aqueles que se cansaram de ver moças de cabelo vermelho, meninas sujas ou gente com gengivas avantajadas na tv, é relembrar um tempo em que o visual das estrelas era realmente interessante e a música, normalmente descartável nesse meio, era bastante boa. Convido vocês, senhores e senhoras, a rememorarem comigo um período curioso e, mais do que tudo, delicioso da música pop.

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