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#Relato de uma Desmiolada – Beyoncé SP

Surreal.
Faço questão de começar com esta palavra pois é a que melhor cabe ao momento que eu, grande fã e que acompanho sua carreira desde o início, vivi ontem.
É surreal a situação a qual nós fãs somos expostos, como dormir em fila, pegar sol e chuva (de granizo), ficar mais espremido que gente em metrô no horário de pico, passar fome, sede, usar banheiros caóticos e tudo isso afim de assistir 2 horas de show.

Mas é ainda mais surreal, ver de perto alguém que você tem admiração, que musicalmente esteve presente na sua vida nos bons e maus momentos, com mensagens de coragem e força (Survivor e Irrepleaceble, por exemplo) ou mensagens também de alegria, como em Get me Bodied – “do an old school dance” e seja feliz!

Surreal, é ver de perto alguém que você sabe que é fodona, que ganhou Grammy’s (e não foram poucos), que fez filmes, que tem uma das melhores vozes do mundo, que dança como ninguém, que canta sem acompanhamento musical e sua voz é indiscritível e emociona TODOS que ouvem.

Beyoncé é surreal. Vai de um extremo a outro em seu show, consegue olhar nos olhos de cada fã o tempo todo, fazer-nos presentes e “sentidos” ali em meio a milhões de outros, fazer-nos sentir que cada centavo gasto por aquelas 2 horas de entretenimento valessem a pena. Sua áurea nos contagia, sua energia vibra nos nossos corpos, seu sorriso é perfeito, sua voz nos arrepia, sua dança nos dá coragem de arriscar uns passinhos no pequeno espaço e sua gratidão emociona.

O show surreal começa com seus hits Deja Vú e Crazy in love. Eu, num momento em transe, só consegui chorar e ouvir os gritos ensurdecedores de 60mil pessoas que esperaram ansiosamente por aquele momento. Eu, esperei por 12 anos ver as Destiny’s child reunidas, mas me contentei absurdamente em ver somente a Beyoncé.
Perfeita. Ela é extraodinariamente linda. Confesso que me assutei quando ela se posicionou em frente ao ventilador e alguns cachinhos saíram voando. Mas nada que uma boa chacoalhada na cabeleira fizesse com que tudo voltasse ao normal e ela arrasasse.
Arrasou ainda mais quando se emocionou (olhinhos brilhando de lágrimas e pausa longa na fala) ao dizer que “Obrigada pessoal, este é o maior show da minha vida!” . Nem preciso dizer que gritamos loucamente após esta declaração, certo?

Zilhões de coisas passavam na minha cabeça naquele momento: estou no mesmo lugar que a Beyoncé; a mulher que acabou de ganhar 6 Grammys está cantando para mim (modo de falar eu e os demais); aquela Diva que vejo tão perfeita nos clipes está na minha frente; a mulher do Jay-Z está aqui.
Pensamentos bobos mas que me faziam não acreditar que eu estava ali e que aquilo estava mesmo acontecendo comigo.

Quando dei conta de que era verdade, ela já estava cantando Irrepleaceble lá no palquinho localizado no meio da pista. Enquanto cantava a letra, percebi que a trompetista Crystal Torres estava cantando a letra olhando para nós ali na frente. Foi quando fiz um coração com as mãos e ela sorriu e fez um também. Aí cantamos Irrepleaceble fazendo mímica dos versos da música, uma rindo para a outra até que a entrada de seu instrumento na música interrompesse a nossa brincadeira. Quando ela voltou a fazer as mímicas, dei um grito enorme “AMAZING!” e fiz gesto de trompete com as mãos. Crystal não resistiu e agradeceu, me mandou um beijo e fez coraçãozinho com as mãos de novo. No resto do show, sempre que dava, ficávamos nessa de uma brincar com a outra, foi especial! Infelizmente as fotos que tirei dela, ficaram tremidas.

Outro momento que delirei, foi ao vê-la cantar Listen à capella. Cara o que foi aquilo? Respondo: Foi surreal.
Provavelmente não estava nos planos cantar esta, mas diante de tamanha competência de nós fãs em cantar TODAS do começo ao fim fazendo a nossa parte do show, não restou a Beyoncé arriscar em nos provar mais uma vez. E ela teve o retorno que queria, digo, que não iamginava em ter. O resultado foi um Morumbi inteiro cantando cada verso num inglês perfeito e num volume que fazíamos o coro da Diva, substituindo sua banda e suas backing vocals. Mais uma vez arrasamos.

E como tudo que é bom dura pouco, eis que com uma homenagem ao Michael Jackson, Bey canta Halo e para nossa loucura, desce do palco e caminha entre as grades.

Com telão em verde e amarelo mostrando nossa bandeira, Beyoncé segura uma bandeira também e retribui nosso carinho se aproximando cada vez mais nos dando sua mão. Isso sim foi surreal, o momento mais surreal da minha vida: encostar em alguém que eu jamais imaginaria ver de perto.
É engraçado, porque quando fiquei sabendo do show aqui e me matei pela meia entrada da Premium, fiz isso porque em razão de assistir a turnê nos outros países, sabia que se ficasse na grade eu teria chances de encostar nela e dizia a todos que “sim, vou ficar na Premium porque vou empurrar tudo e todos para pegar na mão dela” e o fiz. Não acreditei.
De brinde, não comprei camisetas, cards, bottoms, nada disso. Minha lembrança desse show além das memórias e fotos, foi uma baqueta da Kim Thompson, uma de suas bateristas.

Surreal? Sim, surpreendente!

Momento em que ela dá as mãos para os fãs, inclusive eu!

Imagem de Amostra do You Tube

Hope For Haiti Now

Ontem à noite rolou o Hope for Haiti Now, evento organizado por George Clooney em parceria com a MTV norte-americana a fim de angariar fundos para as vítimas do terremoto que ocorreu na última semana.

Transmitido por várias emissoras ao redor do mundo, o evento contou com artistas do primeiro time de Hollywood, como Julia Roberts, Tom Hanks, Brad Pitt, Reese Whisterpoon e Steven Spilberg como ‘telefonistas’, recebendo as doações das pessoas que ligavam.

Entre depoimentos emocionados e reportagens sobre a caótica situação do país aconteceram também alguns números musicais. Separamos abaixo alguns dos melhores momentos da noite:

Abrindo o show, Alicia Keys cantou Prelude to a Kiss:

Shakira, mais linda do que nunca, apresentou com muita competência sua versão de I’ll Stand By You, clássico dos Pretenders:

Justin Timberlake acompanhado de Matt Morris fizeram uma emocionante versão de Hallelujah, de Leonard Cohen:

Chris Martin, do Coldplay, acompanhou Beyoncé ao piano enquanto ela cantava Halo:

Christina Aguilera também deu o ar da graça e usou o evento para apresentar Lift Me Up, uma canção inédita que estará presente em Bionic, seu próximo disco, em versão acústica:

Acompanhada por um coral, Madonna cantou o clássico Like a Prayer sem maiores firulas:

Fechando a noite, o haitiano Wyclef Jean, ex-vocalista do Fugees, mais conhecido por aqui pelo dueto com Shakira em Hips Don’t Lie, cantou Rivers Of Babylon:

Embora o evento tenha durado pouco mais de 1 hora, as doações ainda podem ser feitas através do site www.msf.org.br . Vale dizer que qualquer valor é válido, por menor que seja, e que é possível doar via cartão de crédito. Como o próprio Clooney disse: envolva-se!

Miley Cyrus e Suas Gengivas Assassinas

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Ok, esqueçam o título sensacionalista. Apesar de eu realmente sentir medo das gengivas fofas da Miley, aka Hannah Montana, quero falar de outra coisa…

Especialmente para você que esteve fora do planeta Terra nos últimos 3 anos, ou você que é alienado e não sabe nada sobre os novos ídolos adolescentes ou simplesmente você que teve sorte, muita sorte de nunca passar perto dessazinha, farei um resumo sobre os principais pontos da carreira dessa que é, sem dúvida, um dos produtos mais interessantes da indústria do entretenimento.

Miley Cyrus é uma cantora/atriz de 16 anos que teve seu nome projetado quando interpretou a personagem Hannah Montana, no seriado homônimo do Disney Chanel em 2006.

A premissa da novelinha era bastante simples: uma adolescente virava uma cantora famosa da noite pro dia e escondia sua verdadeira identidade. Até aí nada demais, certo? Quero dizer, há inúmeras séries extremamente babacas preenchendo a grade dos canais por aí. Mas nenhuma como essa. O sucesso de “Hannah Montana” foi tão grande que em 2008 a série atingiu uma audiência global de 200 milhões de espectadores. Você tem noção do que é isso? Equivale mais ou menos a população de nosso país, o quinto maior do mundo.

O produto Hannah Montana deu tão certo que a Disney não perdeu tempo e garantiu meios de tirar o máximo de $$$proveito$$$ da coisa, lançando bonecas, discos, DVDs, grife de roupas e até filmes no cinema.

Até que um dia tiveram a grande idéia: “se Miley dá tão certo como Hannah, por que não lançá-la como Miley?”

O processo de emancipação da atriz-personagem culminou com o lançamento do filme “Hannah Montana & Miley Cyrus: Best of Both Worlds”, em 2008, filme este que explorava o repertório da estrelinha da ficção e também mostrava músicas próprias de Miley. O filme foi um sucesso e arrecadou cerca de 65 milhões de dólares, mas seu maior mérito foi apresentar ao mundo Miley: a pessoa.

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É meio inexplicável o fascínio que ela exerce entre crianças e adolescentes. O que acaba criando um paradoxo, visto que justificar seu sucesso é até que bem fácil. Enquanto os ídolos de outrora eram bonitos, polêmicos e pseudo-revolucionários (bom dia Madonna, Britney Spears e Avril Lavigne), Miley é uma garota como eles. Apesar de gostosinha, ela é feia, imperfeita, exagerada, tosca e forçada. Muito forçada. Gostando ou não gostando, necessitamos admitir uma coisa: a garota não tem vergonha de ser ela mesma. E novamente, gostando ou desgostando, precisamos admitir: era melhor que tivesse.

Tudo nela é calculado. As músicas seguem uma fórmula besta, do tipo catch e descartável, feitas para agradar grandes audiências. Não, não condeno isso. Até porque não há nada de errado em ser pop (e confessando, algumas músicas dela são ÓTIMAS). Mas o que incomoda é que tudo parece não ser natural. Quando vemos Miley com uma guitarra na mão fazendo caras e bocas, tudo que queremos é rir. Quando a vemos em trajes sumários fazendo música de festa, até esquecemos que é ela. Quando ela emula a revolta e o amor, plagiando idéias de um filme de 10 anos atrás, vemos que ali não tem nada. Não há personalidade. É tudo completamente oco.

Até atos de bondade soam fakes. Quer um exemplo? Quem não se lembra quando Beyoncé cantou “Halo” em um show para uma garotinha chamada Chelsea, que tinha câncer? O vídeo foi disseminado aos 4 cantos do mundo e emocionou muitos marmanjos. Domingo passado Miley sentiu-se “inspirada” e fez algo parecido: chamou uma menininha doente para cantar “The Climb” com ela. A diferença óbvia é que, ao contrário de Beyoncé, Miley não canta para a menina. Ela canta para ser vista com a menina.

Chega a ser repulsivo e repugnante coisas assim. Se promover à custa de crianças doentes? Ah, Miley. Até agora podíamos culpar a ganância de executivos e sua pouca idade para isso, mas agora nem isso nos resta. Porque com 16 anos já dá pra saber o que é certo e o que é errado. E por mais que em teoria seja lindo e correto abraçar uma criança careca com sonda no nariz e expô-la a centenas -e virtualmente a milhares- de pessoas, a gente sabe que não é.

Isso tudo mais parece uma tentativa de reverter a má impressão causada no último Teen Choice Awards, onde após ter feito uma performance um pouquinho mais “picante” para o puritano público norte-americano a mocinha ficou queimada perante os pais de seu público-alvo, chegando a ser eleita a pior influência para os adolescentes e pré-adolescentes.

Com certeza os motivos que levaram a este resultado foram exagerados, porque não tem NADA demais nesse vídeo. Miley até que tá bem santinha quando comparamos com as fotos que ela faz seminua em frente a espelhos, ou mesmo quando paga um cat (Vanessão e Maíra Cardi BBB mandaram um beijo) num dos Jonas Brothers. Ok, ok. Tô pegando pesado. Nada contra sexo oral, acho ótimo. O que desaprovo é esse desespero em querer ser santa só para não perder público para Selena Gomez ou Demi Lovato.

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Se eu pudesse dar um conselho para Miley seria o mesmo que ela passa todos os dias para as crianças enquanto encarna Hannah Montana: seja você mesma.

O mundo agradece.

 

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