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Música de Comercial: I’m a Fool To Want You, Billie Holiday

Tem coisa mais legal do que campanhas de perfume?

A gente sempre pode esperar grandes produções delas. Ambiciosas, geralmente trazem estrelas de Hollywood no auge de seu esplendor e arriscam até tramas mais elaboradas do que aquelas apresentadas por propagandas comuns.

Chanel Nº5 é, provavelmente, a essência mais aclamada que já existiu. O perfumista Ernest Beaux a criou para ser o aroma oficial da grife de Coco Chanel e, desde então, ela nunca perdeu sua importância – e seu status como símbolo de glamour e elegância. Marilyn Monroe, em vida, declarou que usava gotinhas do perfume para dormir. Ao longo das décadas, Nicole Kidman, Estela Warren e Catherine Deneuve foram garotas propagandas da marca.

No vídeo acima, mais uma estrela se junta a galeria: trata-se de Audrey Tautou, com seu olhar mega expressivo e sua beleza tradicional. O comercial, dirigido por Jean Pierre Jeunet, que já havia trabalhado com a atriz em “O Fabuloso Destino de Amelie Poulain”, inspira-se numa outra parceria anterior dos dois, a película “Eterno Amor”. O vídeo mostra Audrey no papel de uma viajante que encontra o amor dentro do vagão de um trem, mas não muda seu rumo por causa disso. O destino, porém, reserva surpresas muito mais agradáveis do que ela poderia imaginar e favorece a atração e o desejo.

Pontuando esse encontro, uma trilha sonora também de nível: a canção “I’m a Fool To Want You”, da imortal Billie Holiday. Tentando escapar de um relacionamento “errado”, a cantora clama: “I know it’s wrong, it must be wrong/But right or wrong I can’t get along/Without you”. Evidentemente, ela não consegue fugir do amor – bem como acontece com Audrey na propaganda.

Ah, o romance! É mais inspirador do que Chanel Nº5… ;]

Vem Aí: Joshua Tree, 1951: A Portrait of James Dean

James Dean, mais do que simples galã da Hollywood de outrora, tornou-se ícone: símbolo de uma geração de jovens que quebrava os padrões comportamentais da época, morreu precocemente – mas viveu de forma intensa. Sob muitos aspectos, sua vida é uma incógnita e as especulações são diversas.

Muitas produções já buscaram percorrer as memórias e o legado do rapaz, entre documentários e produções para a TV. Dessa vez, a sua jornada será reproduzida em tela grande, utilizando uma estética que remete diretamente às produções dos tempos em que James era uma mega estrela.

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Eat Pray Love

Vou confessar: “Comer Rezar Amar” é um dos meus grandes guilty pleasures. Sabe quando você gosta de algo, nem sempre admite por causa de algum de seus aspectos, mas se entrega à suas delícias mesmo assim?

Pois é: peguei o livro pra ler há tempos e embora não tenha terminado porque dei prioridade à outros, adorei o pouco que li. É um tipo de literatura agradável, confessional e envolvente, embora repleta de clichês meio “auto ajuda” e passagens melosas.  Não demorou pra que tivessem a idéia de adaptar a obra, um sucesso gigantesco do mercado editorial recente, para os cinemas: aqui no Brasil, ele estreou na última sexta-feira, mais de um mês após seu lançamento no exterior.

Pra quem não conhece a trama, um resuminho: trata-se da história real de Elizabeth Gilbert, jornalista/escritora insatisfeita com seu casamento que decide terminar tudo e, após o cansativo processo de separação, viaja para diferentes locais em busca de novos sentidos e rumos para a vida. Em sua jornada, ela se entrega aos prazeres gastronômicos da Itália, busca restaurar a sua fé na Índia e procura respostas para o crescimento interior em Bali, onde ainda arranja tempo para uns pretendentes…

Ok, é o tipo de “jornada pessoal” com todos os elementos que Hollywood adora, mais manjados do que cantar “Olhos Coloridos” da Sandra de Sá em eliminatória do “Ídolos”. Fiquei com um pé atrás nos 10 primeiros minutos de exibição, com receio de que houvessem emprestado um tom ainda maior de “chororô” para a história na tela grande. Esse medo, porém, se dissipou dez minutos após o inicio da projeção: é o suficiente pra você perceber que nas próximas duas horas, assistirá um filme que transita de forma leve (e previsível) pelas passagens descritas na sinopse. Deixei a desconfiança pra lá e me entreguei (de novo!) ao guilty pleasure.

Dirigido por Ryan Murphy (o cara por trás de Glee), “Eat Pray Love” é uma “dramédia” romântica competente, com um ótimo ritmo (apesar de perder o fôlego próximo do final) e que apela para o emocional de forma menos descarada do que eu imaginei que faria. Consegue equilibrar doses de humor charmoso com aquelas cenas onde são apresentadas situações que nos fazem questionar o que faríamos no lugar de Liz. Pode ser que na vida real os acontecimentos na vida de Gilbert não tenham rolado, convenhamos, de forma tão empolgante quanto vista aqui, mas a gente abstrai e, assistindo o filme, torce para que as coisas finalmente se tornem mais claras na cabeça da moça.

É também um pouco moralista em certos aspectos, mas analisar as mensagens pregadas por ele se torna uma tarefa dificil, considerando que na vida, cada um deve procurar aquilo que lhe traz satisfação da forma que achar melhor. Vish, isso pareceu muito “auto ajuda”? Vou tentar explicar melhor: você pode concordar com o que é mostrado na tela ou não, mas é fato que nada contido no filme pode ser considerado como “a resposta definitiva para todos os problemas que existem”. “Comer Rezar Amar” pode ser tratado como sendo até “inspirador”, mas acreditar que ele irá mudar sua vida – como alguns fãs, inclusive ilustres, tem dito sobre a obra original – penso, é forçar demais.

Outros pontos que merecem destaque são as suas lindíssimas e vivas locações, a bela fotografia e o elenco, onde cada um cumpre bem seu papel. Tenho um certo “travamento” com a Julia Roberts: era super seu fã antigamente, até perceber que ela sempre me deixa querendo algo mais. Manda bem, mas por vezes parece distante, didática demais em cena, tipo “vou fazer direitinho, mas sem grande envolvimento”. Javier Bardem é uma presença agradável: carismático, rouba a cena como o affair brasileiro de Elizabeth. Outro que merece destaque é Richard Jenkins, interpretando o sarcástico Richard que cruza o caminho da personagem com um segredo pessoal sombrio e buscando redenção. A ótima Viola Davis não teve chance de mostrar o quanto é boa, presa num papel que não lhe oferecia muitas possibilidades.

Aproveite que é domingo, renda-se a um “guilty pleasure” de fim de semana e assista “Comer Rezar Amar”, sem grandes pretensões. Tenha em mente o que irá encontrar na telona e você terá, no mínimo, alguns bons momentos de diversão. :)

ps. Antes de assistí-lo, almoce/jante bem. Senão vai “sofrer” muito com as cenas da Itália. Ok, é tudo tão tentador que você pode sofrer mesmo bem alimentado.

ps2: Diretores, produtores, amigos… música brasileira não é só “Samba da Benção”, ok? E ninguém aqui considera super comum ficar beijando os pais na boca. (!)

Eat Pray Love, Ryan Murphy, 2010.
Comer Rezar Amar. Com Julia Roberts, Javier Bardem, Viola Davis, James Franco, Richard Jenkins.

3 Momentos: Kirsten Dunst

Kirsten Dunst é uma das mais carismáticas atrizes de sua geração. Depois de ingressar cedo na carreira artística, construiu um histórico de personagens extenso e variado: ela já foi líder de torcida, mulher de super herói, tenista, virgem suicida, emprestou sua voz a desenhos animados, envolveu-se com jogos de tabuleiros fantásticos e muito mais – só pra citar alguns!

Não é uma figura unânime: alguns dizem que trata-se somente de mais uma mocinha água com açucar de Hollywood, mas seu desempenho em filmes cultuados e sua habilidade para adaptar-se a diversos gêneros cinematográficos provam que ela possui um algo a mais, sim.

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MusicMonday: a profusão rítmica de Dan Black

Dan Black é outro cantor da safra de artistas britânicos talentosos e cheios de estilo que parece não parar de crescer. O cara, um dos integrantes da banda indie The Servant, que fez moderado sucesso na Europa há alguns anos e acabou em 2007, ganhou maior projeção em sua carreira solo arriscando uma sonoridade diferente daquela que seu antigo grupo possuía.

Black, que lançou seu debut, “UN”, no ano passado, se jogou numa mistura mais pop e abrangente: ele transita entre a música eletrônica, o r&b, o rap e o rock, criando um som urbano e charmoso, que possui pontos em comum com as fusões criativas de Mark Ronson ou Calvin Harris.

Em entrevista ao site de música The Couch Sessions, Dan explicou que essas junções sonoras são cada vez mais freqüentes e, pra ele, muito divertidas; seu trabalho simplesmente reflete essa tendência, de pegar o melhor das influências que absorve. Em suas experiências realizadas em estúdio, o cantor costumava mixar canções de artistas pouco similares, como The Smiths e Missy Elliott, para ver o resultado, quase sempre curioso.

Um dos singles do disco, “Symphonies”, serve como exemplo: construída tendo como base a música “Hypnotize”, do rapper Notorius Big e um trecho de “Umbrella”, sucesso da cantora Rihanna, a deliciosa balada de ar “espacial”, ganhou até uma nova versão posteriormente, com participação do rapper Kid Cudi. Seu ótimo clipe, que mostra Dan vivendo um amor cinematográfico, com diversas referências à Hollywood, pode ser visto abaixo:

Imagem de Amostra do You Tube

Ela é uma das melhores faixas de “UN”, que também conta com outros bons momentos, como “Yours”, a doce “Ecstasy”, “Let Go” e a simpática “Cocoon”. Dan conduz essa festa rítmica de forma vigorosa e empolgante, e nos convida a participar: não aceitar é quase impossível!

Music Monday: as fantasias de Marina and The Diamonds

Como muitos dos cantores(as) atuais, Marina Diamondis surgiu como destaque na internet. Nascida no País de Gales, ela começou disponibilizando suas faixas sob a alcunha de “Marina and The Diamonds” para serem ouvidas pelos seus fãs (carinhosamente apelidados por ela de “diamantes” – daí o apelido, criado não só em razão de seu sobrenome) no MySpace e logo, com a ajuda de um EP lançado em 2007, começou a chamar a atenção da mídia. No fim do ano passado, foi apontada como uma das maiores promessas de 2010 numa lista montada pela emissora de tevê BBC e o hype aumentou ainda mais.

Seu primeiro disco, “The Family Jewels” foi lançado em fevereiro no Reino Unido e há poucos dias nos EUA. Com um álbum completo nas lojas e fazendo barulho no cenário musical, Marina está tendo a chance de mostrar a que veio e se de fato faz jus a badalação que envolve seu nome.

Sua músicas causam um certo estranhamento. Para quem ouve pela primeira vez, elas podem parecer confusas e exageradas demais, assim como as marcantes brincadeiras vocais da cantora. Esses, porém, são alguns dos pontos a favor da artista e do disco, de forte sonoridade oitentista e que expressa perfeitamente o imaginário da galesa.

O mundo de Marina é cheio de brilho, uma boa dose de fantasia e muita dramaticidade. Suas excêntricas canções são, mais do que boas peças pop, visões inusitadas do cotidiano e críticas divertidas ao comportamento atual. Diversos temas cabíveis a uma jovem no início de sua carreira estão presentes no disco, como as ambições escancaradas em “Are You Satisfied?” e as críticas aos modelos norte-americanos de fama e poder em “Hollywood”, um dos singles de seu debut, com um refrão grudento e hilárias referências à Shakira e Catherine Zeta Jones.

Mowgli’s Road”, a “viajada” faixa que lançou Marina ao sucesso, tem um “q” de Kate Bush e soa quase pueril com sons de animais ao fundo, mas definitivamente não estaria na trilha sonora de uma produção da Disney, e “Shampain”, uma daquelas que imploram para ser single, relata o porre tomado por Marina num quarto vazio para esquecer o que aconteceu no dia anterior. São faixas mais animadas de seu repertório, que também conta com momentos mais introspectivos como a delicada e pomposa ”Rootless” e “The Outsider”, onde narra os incômodos de sentir-se completamente inapropriada em determinadas situações.

Pra finalizar, confira abaixo o videoclipe da agradável “semi-balada-auto-ajuda” “I Am Not a Robot”, que mostra Marina brincando de Freddie Mercury negro (brinks!) com um visual à la Lovefoxx em determinados momentos. Ok, os sonhos e peripécias da garota tem, por vezes, uma pontinha de cafonice, como dá pra ver no vídeo. Tanta estranheza é ou não irresistível? Vale ficar de olho em Marina and the Diamonds!

#VemAí: “The Runaways”, com Kristen Stewart e Dakota Fanning

Em 1975, surgia uma banda feminina que iria marcar o cenário musical daquela década: estamos falando de “The Runaways”, grupo que possuiu algumas formações diferentes durante seus anos de existência e contou com a presença da lenda do rock Joan Jett em uma delas – artista que, na fase adulta, lançaria hinos da música como I Love Rock’n Roll e Bad Reputation, mas que na época era apenas uma adolescente que engatinhava nesse meio, como suas parceiras de banda.

Sua trajetória gerou grandes polêmicas no cenário artístico durante aquela época, assim como diversos grupos compostos por mulheres com atitudes radicais que surgiram antes e depois da The Runaways. A mistura de sensualidade exacerbada, feroz presença de palco e o som pesado chocou os mais conservadores e arrebatou fãs ao redor do mundo até 1979, quando a banda acabou oficialmente e cada integrante partiu para um lado, assumindo outros projetos dentro e fora do mundo da música.

A agitada história da banda poderá, em breve, ser vista nas salas de cinema:  a diretora italiana Floria Sigismondi irá adaptar a trajetória da banda na sua primeira empreitada em Hollywood – antes, ela só havia dirigido videoclipes de artistas como White Stripes, Fiona Apple, Björk, Christina Aguilera, Incubus e The Cure. Nada mais apropriado do que começar com um projeto, de certa forma, relacionado ao que ela costumava fazer.

O elenco do filme possui dois nomes de peso da nova geração de atrizes: Kristen Stewart (a Melinda, de O Silêncio de Melinda ou…ok, ok, a Bella de Crepúsculo) e Dakota Fanning, a garotinha de O Amigo Oculto e Grande Menina Pequena Mulher, que está com quinze anos de idade agora e já possui um currículo extenso – merecidamente – de fazer inveja à muito ator veterano. Stewart interpretará Joan Jett, enquanto Dakota será Cherrie Currie, a primeira vocalista das The Runaways.

Um ponto interessante sobre a produção é que algumas integrantes originais estão envolvidas no processo de filmagem: Jett é produtora executiva, enquanto Currie visita os sets de filmagens e tem encontros freqüentes com sua intérprete nas telonas. Outras, por sua vez, não se manifestaram ou não aprovaram plenamento o projeto, como Lita Ford, uma das ex-guitarristas que compuseram a banda. Inicialmente ela, que agora trabalha em projetos solo, deixava claro que queria que as pessoas soubessem que não tem nada a ver com o filme. Essa postura mudou depois que ela conheceu Scout Taylor-Compton, atriz e aspirante a cantora que a interpretará no filme, mas ainda existem algumas ressalvas…

O longa, mesmo antes da estréia, já tem gerado um certo alvoroço: muito tem sido comentado sobre uma suposta cena onde as duas atrizes citadas trocam um beijo caloroso. Floria, a diretora, ainda afirmou em declarações que um topless de Dakota Fanning seria incluído no filme se ela tivesse a idade legal para que isso acontecesse. Tenso!

Polêmicas banais? O fato é que, pelo que parece, se o filme seguir à risca tudo o que é dito sobre o grupo, nem mesmo a censura será muito branda. Nós poderemos conferir em breve: a estréia está prevista para 17 de Março nos EUA, e ainda não há previsão de chegada aqui no Brasil. Assista abaixo um promo que mostra Cherrie (Dakota) e Joan Jett (Kristen) se encontrando pela primeira vez:

 

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