MIOLÃO • Hollywood - Part 2
 

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O lado casual de Marilyn Monroe

O tempo passa e continuam encontrando mais e mais materiais inéditos sobre Marilyn Monroe, mesmo depois de quase meio século após sua morte. Dessa vez, uma série de fotos desconhecidas da artista está ao alcance de todos. Ou talvez não seja bem assim…

A atriz, que faleceu em 1962, tiraria, nove meses antes da sua morte, fotos em companhia de um amigo, o poeta Carl Sandburg, durante uma comum visita ao seu apartamento. Na ocasião, o autor dos cliques, Len Steckler, também estava na casa do escritor e, ao deparar-se com Marilyn numa ocasião tão propícia, não pôde evitar registrar aquele encontro. Os negativos das fotos ficaram engavetados por quarenta e cinco anos, até que, segundo Steckler, foram redescobertos pelo seu filho, e isso fez o fotógrafo pensar que “as atuais gerações mereciam ver esses retratos”.

O motivo de ter dito que talvez as fotos não estejam bem ao alcance de todos é que, apesar da nobre idéia de revelar às pessoas ângulos inéditos da estrela de Hollywood, as fotografias estão sendo vendidas num site oficial e até por telefone, pela empresa de vendas Eagle National Mint, e custam entre 1.999 e 3.999. Uma boa intenção até que bem cara, não?

A série de fotos, que ganhou o título de “The Visit Series”, tem tiragem de apenas 250 fotos para cada retrato que a compõe. Marilyn, pra variar, parece glamourosa até mesmo em momentos mais “relax” e longe do olhar público. Ela não se tornaria a estrela que foi por acaso…

“The Visit Series” se torna a nova peça do gigantesco acervo que compõe o mosaico deixado pela atriz após sua morte. Em meados de Dezembro passado, um vídeo até então inédito da artista em uma reunião de amigos foi encontrado no sótão de uma casa em Nova Jersey. Nele, Marilyn está numa provável reunião de amigos, em outro momento de descontração longe das câmeras. Keya Morgan, um colecionador aficionado por ela comprou o rolo original com a gravação por US$275.000 (!!) dólares e, depois, um fulano não identificado – mas oportunista – que supostamente esteve presente na festa registrada na filmagem, afirmou à imprensa que aquele cigarrinho na mão da atriz é, de fato, aquilo que parece ser. Ui. Claro que o vídeo também caiu na rede. Veja abaixo: 

Marilyn é aquele tipo de mito cujo legado provavelmente nunca deixará de ser revirado de diversas formas. A intenção pode nem sempre parecer lá muito nobre, é verdade, mas é bom saber que, a cada nova descoberta, as diferentes facetas de uma das artistas mais importantes da história vão sendo mostradas ao fãs. E nós, sempre queremos um pouco mais de Norma Jean.

#O Mágico de Oz – 70 Anos

Cena do filme "O Mágico de Oz"

Em 2009, a adaptação para os cinemas do conto fantasioso de Lyman Frank Baum completa 70 anos desde seu lançamento. O filme, lançado em 1939, tornou-se um marco do cinema por diversos fatores. Foi uma das primeiras produções a usar o recurso de technicolor (para deixar as cenas coloridas), alçou Judy Garland – que já era popular na época – ao status de verdadeira estrela de Hollywood, apresentou canções originais que o mundo cantaria até os dias de hoje, e foi uma das primeiras adaptações de obras literárias que puderam ser vistas nas telas dos cinemas.

É difícil fazer um post sobre os 70 anos da película sem comentar sobre as diversas variações da história que surgiram no decorrer do tempo. Até mesmo o próprio livro, lançado pelo escritor nascido em Chittenango, NY, ganharia mais treze (!) continuações, criadas pelo próprio. Frank Baum, que era fascinado por literatura e teatro desde a infância, lançou diversos livros infantis e adultos, mas entregou ao mundo sua obra definitiva – “O Mágico de Oz” – somente em 1900. A história de Dorothy, garota que é levada à uma terra desconhecida por um furacão repentino e procura, com a ajuda de um espantalho, um leão e um homem de lata por um mago poderoso que pode mandá-la de volta pra casa foi um grande sucesso de vendas na época, tendo sido posteriormente adaptada para os palcos da Broadway, permanecendo em cartaz por nove anos.

Incrivelmente, o aniversário da versão cinematográfica foi comemorado de forma discreta em alguns lugares do mundo. A cidade de Wamego, no Kansas, realizou diversos eventos em comemoração à data, além de manter há anos o “museu” de “O Mágico de Oz”, que possui no acervo mais de 25 mil (!!) peças relacionadas ao filme, incluindo um figurino original usado por Judy Garland nas filmagens do mesmo. No resto do globo, os setenta anos do lançamento foram celebrados sem muito alarde – os grandes estúdios e redes de lojas não deixaram de prestar suas homenagens e, de quebra, talvez lucrar um pouco com isso…

A Warner Bros. , em companhia da “Swarovski” convidou diversos designers/estilistas famosos para fazerem releituras bem glamourosas do famoso sapatinho de rubi que a protagonista usa para realizar seus desejos (curiosidade: no livro, eles não são rubi, são prateados!) A exposição “The Wizard of Oz Ruby Slipper Collection” – que mostrará as criações de nomes como Manolo Blahnik, Jimmy Cho e até Gwen Stefani e sua grife L.A.M.B – esteve na Mercedez Benz Fashion Week no mês de Setembro,  e, itinerante, estará em outras grandes cidades, como Miami, durante a Miami Art Week esse mês. Os sapatos serão leiloados daqui alguns meses, com o fim do evento.

Os sapatinhos originais usados por Judy no filme e uma das releituras que compõem a mostra itinerante.

Os sapatinhos originais usados por Judy no filme e uma das releituras que compõem a mostra itinerante.

Os estúdios lançaram também, em diversos países – incluindo Brasil – uma edição especial do filme em DVD, com 4 discos cheios de extras. Ok, o preço é salgado: em média, R$149.00 pelo Box completo. Lá, você pode encontrar materiais nunca antes vistos pelos fãs, produzidos na época do lançamento e também agora.

Capa da versão nacional do box de "O Mágico de Oz".

Capa da versão nacional do box de "O Mágico de Oz".

Antes do ano terminar, o Miolão também gostaria de prestar sua homenagem a obra e convidar os leitores à conhecer – ou relembrar – esse clássico que recebeu dois Oscars  (melhor trilha sonora e melhor música) , foi eleito pelo American Film Institute como o décimo melhor filme de todos os tempos e está guardado de forma carinhosa nas mentes de gerações que vivenciaram uma época diferente da nossa e agora, continua conquistando novos fãs apaixonados pelo reino de Oz e por uma história tão simples e ao mesmo tempo tão encantadora e marcante.

Pra finalizar, vamos relembrar uma das canções mais clássicas de todos os tempos e que está na trilha sonora do filme? Aposto que vocês sabem qual é…

Imagem de Amostra do You Tube

Especial: Sofia Coppola – Parte 2

Maria_Antonieta

Maria Antonieta – 2006 / Maria Antonieta é, de fato, um deslumbre. O filme gerou muita polêmica na época de seu lançamento – entre elas o incômodo causado aos franceses, que ficaram inconformados em verem uma personalidade histórica de seu país ser mostrada nas telonas daquela forma. Sofia preferiu abordar a jornada de uma das monarcas mais famosas do mundo pelo viés pessoal, e não histórico. Maria Antonieta é mostrada como uma jovem curiosa sobre o mundo ao redor, mas também confusa e frustrada com a repressão do modo de vida que leva. Kirsten Dunst é novamente a protagonista e parece confortável no papel. Vencedor do Oscar 2006 de Melhor Figurino, MA tem um dos visuais mais fantásticos que já vi num filme de época. Algumas cenas parecem pinturas em movimento. Além de abordar de forma diferente a vida personagem principal, Sofia brinca com o conceito de “filme de época”, misturando detalhes contemporâneos – como a trilha sonora com The Strokes, New Order e The Cure e até mesmo um par de All Star (?) – aos aspectos mais antigos. Detalhe que as locações do filme são as mesmas onde os fatos reais se desenrolaram, como o lindo Palácio de Versailles. O filme é baseado na biografia de Maria Antonieta escrita por Antonia Fraser.

Imagem de Amostra do You Tube

E agora, Sofia?

sofiacoppola

"Quequitem?"

Somewhere – 2010/ Atualmente, Sofia trabalha na pós-produção do filme “Somewhere”, que irá estrear no ano que vem.  O filme será protagonizado por Stephen Dorff e será o quarto da carreira da diretora – entre especiais de TV e curta-metragens. Filmado em Hollywood, contará a história de um astro de cinema que encontra-se numa fase turbulenta de sua carreira. Somado a esse fator, irá se deparar com o aparecimento de uma filha desconhecida, de onze anos de idade, que fará com que ele avalie aspectos de sua vida. O pai de Sofia, Francis Ford, será mais uma vez produtor executivo na nova película. O filme ainda não possui trailer e cartazes de divulgação, mas a sua página no IMDB já está no ar. Confira as novidades:

http://www.imdb.com/title/tt1421051/releaseinfo:

 

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