Ao contrário do que se possa pensar, Planeta dos Macacos – A Origem, não é um filme sobre macacos. O grande mérito do diretor Rupert Wyatt é usar os macacos – aliás, “não usar”, já que todos os bichinhos foram criados digitalmente – como uma metáfora para a construção da consciência.
Absorvendo temas como a ganância da indústria farmacêutica, a exploração de animais em experiências e a violência presente em nossa essência, o filme, escrito por Rick Jaffa e Amanda Silver, é bastante pontual em sua proposta e apresenta uma visão bastante curiosa sobre as consequências de nossas ações e do nosso papel enquanto pessoas que vivem em sociedade.
Qual a credibilidade de uma premiação de cinema que concede seu prêmio de Melhor Atriz para Kristen Stewart por seu papel em Eclipse e esnoba Natalie Portman por sua performance em Cisne Negro?
Se você respondeu “zero”, meu amigo, junte-se ao clube.
‘Vou fazer sua vida um inferno daqui pra frente. Todo mundo perdoa tudo no Brasil, mas traição, X9, ninguém perdoa…” – Tico Santa Cruz, vocalista do Detonautas Roque Clube e justiceiro nas horas vagas.
Em 2006, um livro foi lançado no exterior e, nos anos seguintes, tornou-se um dos títulos mais vendidos da década. Escrito pela jornalista Elizabeth Gilbert, “Comer, Rezar, Amar” é composto por um apanhado de memórias pessoais da autora, que, depois de passar por um divórcio traumático, começou a rever suas prioridades e viajou para locais diferentes buscando as coisas de que sentia falta na vida.
Alguns articulam que “Comer Rezar Amar” é apenas mais um best seller comum , mas todos aqueles que leram o livro – inclusive eu, mesmo não tendo chegado até o fim por pura falta de tempo – foram conquistados pelo humor leve, pela amabilidade e o tom despretensioso com que Elizabeth conduz a narrativa sobre sua “jornada”. É o tipo de obra que você pode não esperar muito, mas continua lendo porque é agradável e envolvente como uma conversa casual com alguém, ou como ouvir uma pessoa te contando algumas situações do cotidiano com observações honestas sobre sentimentos, impressões e coisas da vida.
Mas esse não é o caso! O fato é que, além do sucesso de vendas e de render uma paródia - o livro “Beber Jogar F@%der”, de Andrew Gottlieb – ele também não demorou pra chamar a atenção dos grandes estúdios, que sabem muito bem que uma obra literária pode render algo bom (ou ao menos bastante dinheiro) quando levada para as telonas.
A Columbia Pictures, então, comprou os direitos de adaptação da história de Gilbert em meados de 2008 e o resto foi acontecendo. Para a transposição às telas de um livro de peso, nada mais justo que um nome importante para viver a protagonista: Julia Roberts, que anteriormente já havia declarado ser fã da trama, foi a escolhida para interpretar Elizabeth nos cinemas. Lembra de umas notícias que caíram na rede há um tempo, dizendo que a atriz estava causando tumulto em templos indianos devido às filmagens de um novo longa-metragem? Esse era o filme em questão.
Depois de mais de um ano e meio de filmagens e pequenas confusões como essa, o primeiro trailer oficial do filme caiu na rede. Nele, dá pra ver um pouquinho das locações do projeto – que incluem Itália e Índia, entre outros lugares - e outros nomes que estão no elenco, como Javier Bardem, (muito mais amável do que em “Onde os Fracos Não Tem Vez”) James Franco e Viola Davis.
Será que o filme vai ser simpático e cativante como a obra original? Ele estreará em 13 de agosto nos Estados Unidos, mas não tem data de lançamento prevista para o Brasil, ainda. Enquanto ele não chega por aqui, dá tempo de ler a “autobiografia” que o originou.
Vale lembrar que o diretor do filme é Ryan Murphy, que anteriormente fez o ótimo “Correndo Com Tesouras” – por sinal, outro caso de livro adaptado para o cinema – e também é um dos produtores de Glee, que o Miolaoteam adora.