MIOLÃO • Janis Joplin
 

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Só Garotos, Patti Smith

Eu pouco sabia sobre Patti Smith quando comecei a ler “Só Garotos”, sua autobiografia. Tinha alguma noção sobre a importância dela para a cena punk dos anos 60 pelo que havia lido em uma ou outra matéria, e tirando faixas esparsas, só escutei um único disco seu completo, o inventivo (e ótimo) “Horses”.

Porém, mais interessante do que ouvir os elogios sobre sua carreira é conhecer os bastidores da mesma. Caso você também não saiba muito sobre Smith, o livro em questão servirá para que conheça o imaginário da cantora/artista plástica/poeta/performer/etc de forma mais íntima e até como uma boa introdução ao seu trabalho.

Mas não apenas isso.

Fazendo jus aos comentários acalorados que recebeu e ao prêmio National Book Award 2010 na categoria Não Ficção que levou, a obra é muito mais abrangente do que muitas autobiografias geralmente são. Um dos maiores méritos do livro está em fugir do tom egocêntrico mostrado por alguns escritores ao falar de sua própria vida: dominando a escrita com aprumo e transbordando carinho e nostalgia por tudo que viveu, Patti Smith se põe como apenas um detalhe em “Só Garotos”, enaltecendo muito mais outros personagens, lugares e situações por onde passou do que si própria.

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Cover: Little Girl Blue, Janis Joplin

Caso Janis Joplin estivesse viva, completaria hoje 69 anos.

Se ela seria considerada a lenda que é hoje ou mesmo se ainda teria a mesma voz, são questões que não me preocupo em discutir ou mesmo em pensar. O que me interessa em Janis é o talento. A capacidade de transformar suas canções em algo inimitável. A voz áspera, densa, cheia de variações – que vai da mais absoluta tristeza a agressividade de um Jim Morrison em questão de segundos – e com uma facilidade que só confirma que, para ela, cantar era tão natural quanto o ato de respirar é para todos os seres humanos.

É isso o que eu gostaria de mostrar com o cover de hoje. Poderia ter escolhido Summertime, um clássico regravado milhões de vezes, mas optei por Little Girl Blue porque essa música é, até em seus menores detalhes, Janis Joplin.

Apesar de ter se popularizado na maravilhosa versão de Nina Simone, Little Girl Blue foi originalmente gravada por Gloria Grafton (infelizmente não encontrei nenhum vídeo no Youtube). Composta em 1935, por Richard Rodgers e Lorenz Hart, a faixa fala sobre infelicidade, tédio e desesperança. Sobre chegar a aquele ponto em que tudo o que se pode fazer é sentar e contar os pingos de chuva. E isso acontece de um modo tão simples e tão honesto que fez com que ela acabasse caindo no gosto de diversos cantores cujo estilo apontava, ainda que apenas em alguns momentos, para o confessional.

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Music Monday: Alice Gold

Você conhece a Alice Gold?

Seven Rainbows, o disco de estreia da moça, foi produzido por Dan Carey – que já trabalhou com os caras do Franz Ferdinand e com a fofa da Lily Allen – e foi lançado em julho do ano passado.

… Mas eu só fiquei sabendo dele (e da existência da moça) no sábado. Coloquei pra tocar, assim, como quem não quer nada, e me surpreendi. Fiquei de cara com o potencial vocal de Alice, com a pegada rock das músicas e com o apelo pop dos refrões. E aí, meus amigos, não quis saber de outra coisa. Deixei o disquinho no repeat por horas. No domingo eu já cantarolava todas as melodias. E hoje eu não queria saber de ouvir outra coisa.

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Joss Stone – LP1

Na última semana li um artigo muito interessante de Alexandre Matias a respeito do futuro do álbum. Em linhas gerais, o jornalista defendia que o cd, como conhecemos, ficou obsoleto por causa da revolução que o formato digital causou na forma em que consumimos música. Segundo o autor, o futuro do disco enquanto uma coletânea de canções que se convergem em um certo ponto – seja estético, temático ou sonoro – ficou no passado porque hoje em dia o que movimenta o mercado são canções avulsas. As evidências apresentadas por Alexandre soam bastante convincentes, mas não podem ser tomadas como verdades absolutas por um motivo bastante simples: alguns artistas – como ele mesmo reconhece – ainda focam seus esforços (e pessoalmente acredito que vão continuar focando) em combinar em 12 ou 15 faixas toda uma ideia de conceito para contar histórias. E esse é o caso de LP1, o quinto álbum de estúdio da inglesinha Joss Stone.

Para entender melhor o que o LP1 significa na discografica de Joss, é necessário fazer uma retrospectiva em sua obra.

A cantora, que de certa forma fez com que o mundo prestasse mais atenção no gênero soul, que há era tido como inexpressivo – comercialmente falando -, lançou seu debut há exatos oito anos. The Soul Sessions, como foi intitulado, era um conjunto com 10 belíssimas regravações de clássicos de blues e soul (com exceção da ousada – e deliciosa – versão de Fell in Love With a Girl dos White Stripes). A maturidade e segurança que transparecia em cada uma das faixas fez com que o disco arrancasse elogios e suspiros, consolidando o nome de Joss, que na época tinha 16 anos, como uma das grandes promessas para o futuro.

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Top 5: Atrizes que cantam

zooeytopo

Não sei quanto a vocês, mas quando alguém me fala que tal cantora decidiu fazer um filme (argh!) eu já fico com preguiça… Mas quando a situação é inversa – quando uma atriz decide cantar -, me interesso de pronto, visto que na maioria das vezes saem coisas, no mínimo, curiosas.

Que fique claro que eu não estou falando de J.Lo., Miley Cyrus, Xuxa ou coisas desse naipe. O objetivo da lista é apontar atrizes que cantam – e que cantam bem, obrigado.  Previno-os também que nesse Top 5 não haverá destaque para Judy Garland, Barbra Streisand ou Marilyn Monroe,  uma vez que suponho que todos sabem o quanto elas foram fantásticas, certo?

Então, dito isso, só me resta perguntar: preparados?

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Miolão Mixtape n.18

Eis que chegamos a mixtape de número 18! Atingindo a maior idade, nossa décima oitava Mixtape cai na estrada e apresenta músicas que tem um gosto que os mais incautos chamariam de poeira, mas, que na verdade, é liberdade.

As músicas do disquinho soam ora enérgicas, ora preguiçosas, e paradoxalmente há coesão e sentido por trás de cada uma das faixas e da ordem das mesmas. Aliás, vale dizer que há muito a gente não montava uma mixtape que funcionasse tão bem para ser ouvida em sequência: ela começa forte e cheia de vida e, a medida que se afasta de seu ponto de partida, vai parecendo mais distante, reflexiva e… preguiçosa. Do meio pro fim, como se estivesse com saudades de casa, se mostra mais familiar. Até que ela acaba.

É, acho que é isso. Veja a tracklist e baixe o álbum:

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Top 5: Que Mané Lei Seca!

Acontece hoje a maior festa da democracia do país (not!)! E você, querido eleitor, deve estar tão preocupado quanto eu em relação a uma séria questão: vou mesmo ter que ficar sóbrio no domingo?

De acordo com o TSE, isso vai depender do que o seu Estado decidiu. O Distrito Federal e outros 14 vão, para o desgosto de muitos, instituírem a Lei Seca, proibindo a venda e o consumo de bebidas alcoólicas em vias públicas.

Agora imagina só como seria difícil para algumas celebridades aturar o dia de hoje sem consumir nadinha de nada de água-que-passarinho-não-bebe?

Pensando nisso, elegemos abaixo 5 artistas do mundo da música que sofreriam E MUITO com essa lei bonita!

5º Lindsay Lohan

Aposto que ninguém que conheceu Lindsay Lohan no fim dos anos 90 por intermédio do filme Operação Cupido imaginou que o destino da menininha sardenta era aparecer mais nos noticiários do que nos cinemas, né?

A atriz e cantora já esteve envolvida em N escândalos e inclusive foi presa (mais que uma vez!) por causa de seus vícios. Os problemas eram tantos que até a carreira de Lilo desmoronou: sem emplacar nenhum sucesso desde Herbie – Meu Fusca Turbinado, de 2005 – e nem venha me falar de Machete porque o mérito do sucesso não é dela -, a garota só não caiu no ostracismo devido à insistência dos tablóides por fofoca.

Incompreendida, atualmente Lohan está na clínica de reabilitação Betty Ford Center, na California, para ver se se livra de uma vez por todas de seu amor pela danada.

Vamos torcer?

4º Paris Hilton

Ao contrário de Lindsay, que vira e mexe está rondando clínicas de reabilitação, Paris Hilton não parece querer largar mão da fama que tem. A cantora, atriz, empresária, modelo e herdeira, é chegada em um goró e perde a linha em quase todos os eventos em que participa.

Quando esteve no Brasil, em fevereiro desse ano, para divulgar uma marca de uma (adivinhem!) cerveja, a loira, visivelmente bêbada, dançou até o chão e fez a alegria dos fotógrafos. Tá certo que todo mundo exagera de vez em quando, mas a impressão que fica no caso de Paris é que as coisas para ela funcionam ao contrário; pra Paris, se comportar é exceção e não regra.

Sorte a nossa que se diverte com os micos e a falta de noção de nossa milionária preferida!

3º Zeca Pagodinho

Outro dia, há muito tempo, estava eu a assistir o Programa do Jô. Um dos entrevistados era o brasileiríssimo Zeca Pagodinho. Malandro do jeito que era, o cara foi levando o papo numa boa, até que, quando foi refrescar a garganta com o conteúdo da caneca, quase cuspiu ao constatar que ali havia água.  Indignado, Zeca reclamou com o Jô e foi servido quase que imediatamente de umas doses de pinguinha.

Essa história por si só justifica a inclusão do bem humorado sambista nessa lista. Afinal, quantos cantores você conhece que declaram de maneira tão… humm… espontânea seu apego as bebidas?

Observação curiosa: procurando imagens do Sr. Pagodinho no Google, notei que, excetuando capas de disco, ele estava bêbado – ou com cara de bêbado – em TODAS as fotos.

2° Courtney Love


Representando o lado mais obscuro e decadente do vício, temos aqui Courtney Love.

A viúva de Kurt Cobain é conhecida até hoje por seus homéricos atos de excesso. Por mais que eu tenha rido – e rio de novo sempre que vejo – alguns deles, como por exemplo o king kong que ela pagou no VMA de 1995 ao invadir uma entrevista da Madonna, a história de Love com substâncias lícitas e ilícitas é de dar dó. Além de dinheiro, respeito e oportunidades, a cantora perdeu até a filha por conta de sua dependência.

A maior prova que o álcool nem sempre é tãooo divertido.

1º Amy Winehouse


Não tem muito tempo que falamos aqui sobre o maravilhoso trabalho de Winehouse.

Tão visível quanto seu talento é sua quedinha por umas bebidas. Certamente, você já deve estar cansado de ouvir falar sobre o assunto, né? Então eu não vou dizer mais nada. Só vou pedir que vocês olhem atentamente para a foto que ilustra o post.

Adorei a economia: vejam que nem precisei de mil palavras para dizer o que sinto – a foto falou por si só.

Menções honrosas*:

O amiguinho de Wino, Pete Doherty que já foi expulso de sua própria banda (The Libertines) por causa de seus problemas com drogas e álcool; Lily Allen que não tem vergonha de ser feliz, de beber e de pagar peitinho; os caras do Matanza que fazem músicas sobre como é bom estar bêbado; a lenda Janis Joplin que pesava a mão na marvada e pedia até a Deus pagar uma rodada da bendita; Uffie que além de ser chegada num pó entorna e canta orgulhosamente “cause I might get drunk off my ass and I don’t wanna fall“; Mariah Carey que quando teve sua ótima performance em Preciosa reconhecida passou vergonha e a Sarah Hardings, das Girls Alouds, que fez… isso!

Parabéns a todos os envolvidos!

*Não sei bem se é mérito ou demérito aparecer nesse post, mas embora eles não estejam no Top 5, não podíamos deixar de comentar sobre esses fofos! Ah! E quanto a vocês, antes de festejarem, votem conscientes, ok? Não quero ter que me lamentar num bar pelos próximos 4 anos…

 

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