MIOLÃO • Janis Joplin - Part 2
 

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Janis Joplin, Amy Adams e Fernando Meirelles?

O produtor Wyck Godfrey, da Saga Crepúsculo, contou ao site Fearnet que a Summit, sua produtora, pretende levar as cinemas a biografia de Janis Joplin. Como se a notícia não fosse boa o suficiente, ele confirmou Amy Adams no papel principal. E de quebra ainda contou que o nosso Fernando Meirelles ficaria no comando do projeto.

Tudo muito bom, tudo muito lindo. Amy, embora não se pareça fisicamente com Janis (curiosidade boba: na época em que estava na faculdade, Janis foi eleita o homem mais feio do campus), tem talento de sobra para encarnar o mito Janis Joplin. E Fernando é o tipo de cara que não precisa provar mais nada para ninguém.

Mas é como dizem, quando a esmola é demais, o santo desconfia.

Além de não ter assinado nenhum contrato, a assessoria de Fernando Meirelles não confirmou o envolvimento dele no projeto. Atualmente, Meirelles desenvolve o drama “360º“, filme escrito por  Peter Morgan (A Rainha).

Não sei quanto a vocês, mas eu acho tão lindo quando produtores divulgam informações sem ter nada mais concreto… Tsc, tsc.

#Miolão Especial: Quando elas cantam…

Para o Dia Internacional da Mulher, o Miolão indica algumas canções que se encaixam perfeitamente na temática e valem ser ouvidas pelo conteúdo, pelo talento de suas criadoras – ou intérpretes – e por serem, além de tudo, marcantes. Confira abaixo e diga: qual é sua favorita?

Woman Left Lonely – Janis Joplin

Ouça: http://www.youtube.com/watch?v=klhK_4evO5c
A voz de Janis Joplin, que influenciou uma geração, aparece vigorosa como sempre nessa gravação: a trajetória da “mulher solitária” do título ganhou diversas versões, incluindo uma ótima com Cat Power nos vocais, mas o Miolaoteam opta, no caso, pela gravação original. Nada mais justo: Janis é uma das mulheres que mais contribuíram para a história da música e merece um lugar na lista.

Bobagem – Céu

Ouça: http://www.youtube.com/watch?v=zkc_oIwYwas
“Minha beleza não é efêmera como o que eu vejo em bancas por aí”, canta a carioca Céu, num sambinha cru e simpático lançado em seu primeiro CD, homônimo, de 2007. Ela declara em letra própria que sua essência reside mais do que somente na aparência. A música possui menos de três minutos e consegue deixar o seu recado: “ser mulher a vida inteira”, pontua.

Me and a Gun – Tori Amos

 

Ouça: http://www.youtube.com/watch?v=uKzCxi2yf5s
Aterradora. “Me and a Gun” é o relato real de uma tentativa de estupro pela qual Tori passou quando tinha ainda vinte e um anos. A música, que faz parte de “Little Earthquakes”, o disco que fez a cantora tornar-se conhecida mundo afora, é cantada à capela e causa arrepios pela naturalidade com que ela fala sobre o ocorrido, relatando os pensamentos que passaram por sua cabeça enquanto estava encurralada pelo homem em questão. Poética e chocante.

What It Feels Like for a Girl – Madonna

Ouça: http://www.youtube.com/watch?v=qYwgG2oyUbA
Com introdução da francesa Charlotte Gainsbourg, essa canção de Madonna fala sobre opressão e critica o papel submisso ao qual a mulher é submetida em alguns momentos de sua vida. O clipe da mesma, dirigido pelo seu ex-marido Guy Ritchie, foi censurado pela MTV e alguns outros canais de música por mostrar a cantora interpretando uma vítima de agressões físicas, que em um momento de fúria e acompanhada de uma simpática senhorinha começa a brincar de GTA na rua (?), atropelando os homens que encontra pelo caminho.

Travelling Woman – Bat for Lashes

Ouça: http://www.youtube.com/watch?v=a4XXkz4iFUM
Natasha Khan dirige o discurso de sua canção à uma mulher viajante e obstinada, dizendo que ela deve continuar trilhando seu caminho e ignorando as tentações do amor, que podem fazer seus planos irem por água abaixo. “Never fall in love with potential/cause you can’t see with your own eyes”, diz Natasha. O tom resignado e endurecido da canção, aliado aos arranjos precisos e a voz quase onírica de Natasha emociona.

Isobel – Dido

Ouça: http://www.youtube.com/watch?v=lpG4Pci6el8
Existem diversas teorias de fãs sobre o que a situação retratada na enigmática canção da inglesa Dido. Na letra da mesma, que é uma das melhores músicas do seu disco de estréia, “No Angel”, ela parece consolar uma amiga que perdeu seu filho, num aborto que não podemos entender claramente se foi espontâneo ou provocado. Isobel se sente ressentida pelo que aconteceu, enquanto Dido levanta questões sobre como teria sido a criança no futuro, caso tivesse nascido e tenta acalmá-la: “don’t punish yourself, live it well alone”. A cantora estabelece um diálogo marcante com a personagem, numa canção envolvente e misteriosa.

Todas as Mulheres do Mundo – Rita Lee

Ouça: http://www.youtube.com/watch?v=T1_z9ZKneAM
Rita Lee evoca todas as Xuxas, Madonnas, Dianas, Leilas Diniz e Evitas do mundo para mostrar, numa divertida canção de seu repertório, que as mulheres do mundo querem mesmo é poder. Sem duplo sentido, ok?

(You Make Me Feel Like) A Natural Woman – Aretha Franklin

Ouça: http://www.youtube.com/watch?v=-DSYZAiM-20
A canção clássica de Aretha Franklin foi regravada por nomes como Carole King e Celine Dion, que mandaram bem, mas não conseguiram superar a versão original e a emoção evidente da diva da black music, que canta sobre uma mulher que se sente plena devido a um novo amor que tomou conta de sua vida. Daquelas músicas que merecem ser relembradas diversas vezes.

Resposta – Maysa

Ouça: http://www.youtube.com/watch?v=z-AIc7yTJi8
Escrita pela cantora como um revide às criticas feitas em relação a sua vida profissional e particular, essa canção sintetiza toda a angústia e raiva reprimida que Maysa sentia por ter sua vida esmiuçada pelo público/mídia na época. “Se alguém não quiser entender e falar, pois que fale”, desabafa. Maysa teve uma vida breve, mas intensa. Uma canção marcante, que continua atual e pertinente nos dias de hoje, criada por uma das artistas mais expressivas de nossa música.

Girls Just Wanna Have Fun – Cyndi Lauper

Ouça: http://www.youtube.com/watch?v=x0cJnVeiMrw
Porque mesmo depois de quase 30 anos, as garotas ainda querem se divertir.

I’m a Lady – Santigold

Ouça: http://www.youtube.com/watch?v=PpL8odTN2_c
Nessa simpática faixa de seu debut, Santigold (ex-Santogold), conta vantagem por ser uma “dama”: decidida, que quebra corações e que provavelmente será  martirizada um dia por essa postura. A música é levemente sarcástica e cativa - talvez não no início, mas certamente depois de algumas audições. Vale ouvir.

Mary Jane – Alanis Morissette

Ouça: http://www.youtube.com/watch?v=IxBAuIuFGCk
Misto de homenagem a uma amiga e canção autobiográfica, a saga de Mary Jane, “a última grande inocente”, segundo as palavras de Alanis, é narrada de forma dramática e lindíssima. Impossível não se arrepiar com a letra fantástica e os diversos tons da cantora. Mary é, no fim das contas, igual a muitas mulheres, homens e muitos de nosso cotidiano.

Zé – Vanessa da Mata

Ouça: http://www.youtube.com/watch?v=JD1jX-qidBQ
Um relato delicado sobre um romance cheio de elementos antigos: tudo é descrito com tantos detalhes que quase dá pra sentir os tais cheiros de “hortelã, alecrim e jasmim”. Vanessa da Mata captou a ternura do ponto de vista feminino com maestria.

Ramblin’ (Wo)Man – Cat Power

Ouça: http://www.youtube.com/watch?v=jD6HceVd5Y8
Nessa versão do blues das antigas de Hank Williams, Cat Power declara o amor que sente por um homem, mas também que sua paixão pela liberdade da vida é ainda maior: ela sabe que poderá machucá-lo por isso, mas é simplesmente o seu jeito e não pode evitar.

E você? Que outra canção colocaria na lista?

#Relembrando: As 50 Cantoras Inesquecíveis

A “notícia” é velhinha, mas vale relembrar.

Que o tablóide inglês The Sun não é exemplo de credibilidade a gente já sabe, mas nem por isso suas notícias e notinhas deixam de ser divertidas e interessantes.

Um exemplo disso é a lista que eles publicaram há 2 anos que elegia “as 50 cantoras inesquecíveis“.

Sabe-se lá quais parâmetros eles usaram para medir e classificar as mocinhas listadas, mas o resultado, como era de se esperar, ficou pra lá de questionável. Sacá só:

01 – Madonna
02 – Cher
03 – Mariah Carey
04 – Cyndi Lauper
05 – Whitney Houston
06 – Celine Dion
07 – Beyoncé Knowles
08 – Shakira
09 – Kylie Minogue
10 – Britney Spears
11 – Shania Twain
12 – Donna Summer
13 – Gloria Stefan
14 – Amy Lee
15 – Gwen Stefani
16 – Roxette
17 – Christina Aguilera
18 – Jennifer Lopez
19 – Lauryn Hill
20 – Nelly Furtado
21 – Mary J. Blige
22 – Gery Halliwell
23 – Alanis Morissette
24 – Barbra Streisand
25 – Thalia
26 – Janet Jackson
27 – Pink
28 – Anastacia
29 – Norah Jones
30 – Laura Pausini
31 – Enya
32 – Emma Bunton
33 – Sarah Brightman
34 – Aretha Franklin
35 – Fergie
36 – Björk
37 – Kelly Clarkson
38 – Diana Ross
39 – Debbie Harry
40 – Janis Joplin
41 – Missy Eliot
42 – Toni Braxton
43 – Gloria Gaynor
44 – Patti Labelle
45 – Agnetha Fälskog (Abba)
46 – Courtney Love
47 – Tarja (ex-vocalista do Nightwish)
48 – Deborah Cox
49 – Joss Stone
50 – Lily Allen

É interessante notar o “esforço” que fizeram para englobar tudo que é gênero musical e mais interessante ainda é ver que algumas cantoras que ninguém lembra exceto os fãs ficaram à frente de verdadeiras lendas da música como Debbie Harry, Diana Ross e Janis Joplin.

Viu só como o The Sun é mesmo divertido? Melhor que muita piada! Hahaha!

#NoSom: Cat Power anuncia novidades sobre próximo álbum

Cat Power

A cantora Chan Marshall, conhecida pelo público como Cat Power, declarou em entrevista recente ao jornal Courier Mail que já está trabalhando no seu novo álbum, que será cheio de “canções tristes”, segundo ela própria. Bom, até aí, nenhuma novidade – quem conhece o som da artista sabe que suas músicas não são lá muito animadas em sua maioria…

A novidade, porém, é que ela irá abrir mão da companhia de sua atual banda de apoio, a The Dirty Delta Blues em seu próximo lançamento. Os músicos acompanharam a cantora nas gravações e shows de seu último disco, “Jukebox” – constituído de versões de artistas como Bob Dylan, Frank Sinatra e Janis Joplin - mas Chan diz sentir-se culpada por não tocar instrumentos em suas turnês há tantos anos.

Disse ainda que o material com o qual está trabalhando já estava, em grande parte, pronto na época de lançamento do seu álbum de covers, e que ele continua aumentando. Em entrevista para a revista Rolling Stone no ano passado – quando “Jukebox” foi lançado – Cat disse que já tinha um álbum pronto, intitulado “Sun”, que falaria sobre a dor e a alegria de “renascer” depois de uma fase ruim.  Porém, alegou que preferia lançá-lo depois, por considerá-lo muito íntimo e por não querer mexer em certas feridas naquele momento da carreira.

Sua fuga era compreensível: o disco que antecedeu “Jukebox”, chamado “The Greatest” – último de inéditas lançado pela cantora – possuía uma atmosfera pesada, reflexo da fase em que Chan se encontrava na época, em 2006. Desiludida com a vida, havia terminado um namoro e fora internada numa clínica de reabilitação em Miami por problemas com álcool – experiência que mudaria sua visão em relação à música que produzia. Naquela época, ela  era acompanhada nos palcos pela banda Memphis Rhythm Band. Chan pode estar ainda incerta sobre compartilhar suas novas canções, mas agora está no controle da situação – e de si mesma.

Por enquanto, os fãs podem contar apenas com essas informações: apesar das recentes afirmações, Cat Power não definiu uma data de lançamento para o novo álbum. Até que ele saia, não saberemos o que será deixado de lado e o que será incluído no processo de produção do disco!

Enquanto isso, que tal relembrar – ou conhecer – um pouco mais sobre a cantora Cat Power? Para aqueles que não a conhecem, não sabemos o que está esperando! Ela já esteve no Brasil duas vezes e nós selecionamos alguns momentos dos shows pra você conferir, além de uma música do EP “Dark Side Of The Street”, lançado por ela depois de “Jukebox”, com covers que ficaram de fora do disco. Vale a pena, porém, ir atrás também dos trabalhos autorais da artista, que são maioria e, por sinal, lindíssimos.

Imagem de Amostra do You Tube

Performance da cantora no Tim Festival desse ano, cantando “Sea of Love”, uma das músicas presentes no seu primeiro álbum de covers, o “The Covers Record” e que está na trilha sonora do filme “Juno”. 

 Imagem de Amostra do You Tube

“Metal Heart” é uma música sua que foi originalmente inserida no CD “Moon Pix”, do começo de sua carreira, mas que ganhou uma nova versão em “Jukebox” – é uma duas únicas composições próprias de Chan no disco, contando com “Song To Bobby”, canção feita em homenagem a Bob Dylan. Essa performance é de 2007, no Tim Festival. Por sinal, de arrepiar.

Imagem de Amostra do You Tube

Sua versão da música “I’ve Been Loving You Too Long”, de Otis Redding, presente no EP “Dark Side Of The Street”.

 

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