Daniel Brühl tem um rosto comum. E ao mesmo tempo uma coisa que é só dele. Jeito de moleque bravo, face expressiva. Cara de bom ator, de quem nasceu pra coisa. Do tipo de artista que quando atua convence a gente de que é gente. E parece que ele sabe disso. Ao escolher personagens humanos e interessantes, ele, que completa 33 anos hoje, evidencia seu talento e se mostra capaz de interpretar tipos cotidianos com características bem singulares e distintas.
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Miolão Mixtape n.17
A nossa décima sétima mixtape chama Música de Amor. E eu não sei falar de amor. Só que hoje isso não é importante porque as músicas da nossa nova mixtape falam por si.
De alguma maneira elas tentam contar, cada qual a seu jeito, como é se sentir apaixonado. Algumas delas explicam, outras delas prometem, outras delas dizem o quanto querem bem ao outro. É isso aí.
Duelo: Jeff Buckley x The Kills
Corações partidos, dizer adeus, seguir adiante e não retornar. As duas faixas de nosso duelo, de títulos semelhantes, retratam o momento em que cada um segue seu caminho, assumindo as marcas deixadas pelo parceiro, as vitórias e perdas. De um lado, Jeff Buckley; do outro, o duo The Kills. Qual fez mais bonito e merece seu voto? Conta pra nós. :) Continue lendo →
Cover: Lilac Wine, Jeff Buckley
Eu tinha decidido desde domingo que no cover de hoje eu colocaria aqui no site uma música do She & Him. Levantei informações, procurei uma foto bonita, cacei links para vídeos e…
E desisti de postar.
Me dei conta há pouco que hoje, dia 17 de novembro, Jeff Buckley faria 44 anos se estivesse vivo. E percebi também que nunca falei dele aqui – mesmo ele sendo meu cantor preferido.
Com apenas um disco lançado (os álbuns póstumos não contam!), Jeff não conquistou nenhuma legião de fãs, não foi precursor de nenhum estilo musical e também não teve nenhum grande hit. No entanto, os super-intensos riffs de guitarra, as belíssimas letras, a excepcional voz e a harmonia presente em Grace, seu primeiro álbum, foram motivos mais que suficientes para eternizar a estreia de Jeff como uma das melhores produzidas até hoje, além de firmar o nome dele como um dos artistas mais interessantes das duas últimas décadas.
Lilac Wine, a canção que ilustra o post, foi escrita na década de 50 por James Shelton e já foi regravada pela maravilhosa Nina Simone, no entanto, ela só ganhou notoriedade quando Elkie Brooks a lançou como single em 1978.
Intimista e delicada a quase doída versão de Buckley é permeada de melancolia e tristeza.
… Quase tão triste quanto a lembrança do que Jeff poderia ter produzido.
Cover: Don’t Stop the Music, Jamie Cullum
Eu sou fã de Jamie Cullum desde que ouvi pela primeira vez. A música era também um cover, só que aquela vez do divino Jeff Buckley. Pra quem não conhece o Cullum, ele ficou famoso por ser um adolescente, com a cabeça grande demais pro resto do corpo, que usa all-star e destrói Yamahas – os pianos,ok. Além desse estilo todo, o guri toca piano fodasticamente bem. Coleciona uma lista de maravilhosas canções compostas por ele mesmo e outra de covers que é de dar inveja nos próprios autores. Nessa segunda está o cover de hoje.
“Don’t Stop the Music”, baladinha pop, dançante e provocadora na voz (e no corpo) da diva das pistas de dança, Rihanna, ganha um outro tom quando tocada pelo Jamie. É a faixa “do meio” do último álbum do cabeçudo, o “The Pursuit”. A capa do álbum: um piano – de cauda – no momento da sua explosão. Praticamente um signo pro que o guri vai fazer nas faixas do CD, “explodir” com a música, no melhor sentido da palavra.
Quando a faixa n 6 começa, com uma batida tranquila e um tom de voz entre suspiros e gemidos, você fica com aquela sensação “hm, mas eu já ouvi isso antes”. E aí tem o piano, a voz dele vai ficando mais alta, chega no refrão e tipo “OHMYGOD, eu não acredito que ele fez isso!”. A música é tão cheia de emoção que faz você sentir como se estivesse numa festa, dançando com aquela pessoa e implorando pro DJ não parar de tocar aquela música. Mais uma prova de que o adolescente rebelde sabe o que está fazendo. E os fãs da Rihanna musa que me perdoem, mas ele conseguiu elevar pra outro patamar o que era só mais uma musiquinha dançante e aguda.
Sobre o clipe, vou resguardar comentários. Foda, simples assim.
Cover: Hunting High and Low, Coldplay
Confesso que nunca gostei de A-ha. Sempre vi a banda como um desses grupos sem nenhum talento que só deram certo por sorte de pegar carona no sucesso de grupos similares e mais interessantes.
Também nunca gostei do Coldplay. Já cheguei inclusive a odiar. Adeptos da síndrome que afetou o Oasis e o U2, os caras, que nem eram maus músicos, ganharam minha antipatia eterna por causa de seus anseios de grandeza – Chris e cia, sinto dizer que nem mesmo em seus melhores dias vocês foram a melhor banda do mundo. Isso sem falar na mania de querer ser o Jeff Buckley…
No entanto, toda antipatia e menosprezo por essas bandas se diluíram quando vi o vídeo abaixo:
Hunting High and Low, faixa título do debut homônimo do A-ha foi lançado oficialmente em 1986. Carregada de maneirismos, a música que – oh, céus, como detesto admitir isso – já era interessante nos anos 80 foi despida dos efeitos característicos e transformada em uma canção mais intimista e tristonha pelo Coldplay.
Depois de ouvi-la tenho que dar o braço a torcer: de vez em quando até que eles mandam bem, né?
Music Monday: Ariana Delawari
O nome dela é diferente. A capa do disco é linda. E o título do mesmo, Lion Of Panjshir, é quase impronunciável.
Se não bastassem tantos ingredientes interessantes, Ariana Delawari foi “descoberta” e apadrinhada por David Lynch. Sim, sim. Você leu certo. David Lynch, o diretor de Cidade dos Sonhos, Veludo Azul e O Homem Elefante.
Politizada e com um som que diferente e multicultural, Dalawari possui apenas um disco. Lion Of Panjshir, nome do álbum, foi também o pseudônimo de Ahmad Shah Massoud, um dos maiores heróis do Afeganistão, que ficou conhecido ao liderar a resistência contra o exército soviético que, em meados dos anos 90, tentou invadir o país. Panjshir acabou sendo assassinado dois dias antes do fatídico 11 de setembro.
Carregado com uma forte carga política, Lion Of Panjshir é uma ode as influências de Ariana. A maravilhosa San Francisco, que abre o disco, começa com acordes amenos e se transforma numa faixa cheia de guitarras sujas e refrão grudento. O rock é deixado de lado ao decorrer das 11 faixas do disco e é retomado, esquecido, triturado e modificado para funcionar ao lado do folk, do pop e de músicas tipicamente afegãs. LailyJan, cantada no idioma original da cantora, é o maior exemplo disso: intensa e riquíssima, a música é verdadeiro hino que surpreende pela melodia.
A energia de Ariana se faz presente em Be Gone Taliban e se dissipa na melancólica Her Legacy, que chega a lembrar, inclusive, uma lenda chamada Jeff Buckley.
Absurdamente bonito, o disco pode ser difícil de assimilar na primeira audição. Mesmo exigindo um pouco mais de atenção do ouvinte, Lion Of Panjshir é suficientemente bom para que nosso interesse pela artista se torne maior até que o próprio disco.
Se você ficou curioso, assista ao vídeo abaixo, que demonstra com sons e imagens o que essa menina é capaz:
Ah! E adivinha por quem essa “apresentação” foi dirigida?




















