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Cover: Science Fiction/Double Feature, Joan Jett And The Blackhearts

Rocky Horror Picture Show e o punk têm muito mais em comum do que se pode imaginar. Por isso, a versão de Joan Jett And The Blackhearts para Science Fiction/Double Feature fecha perfeitamente com toda a proposta do filme.

Primeiramente, você precisa saber que Rocky Horror é um midnight movie. Esse termo, nos anos 50, era utilizado para apontar produções que fugiam dos padrões adequados para a sociedade da época e, por isso, só eram exibidas pela TV americana após a meia-noite. Nos anos 70, o termo passou a ser associado a filmes alternativos, produzidos pelas pessoas que estavam envolvidas com o movimento de contracultura. Em linhas gerais, os midnight movies são marcados pelo trash, devido a seu baixo custo e “má qualidade” (intencional) geral; pela exploração exagerada de determinado aspecto – visando nada mais do que o sensacionalismo -; e também pela ironia e o mau gosto. É como se os produtores de tais longas desejassem mesmo conseguir um produto final pedestre, que parecesse precário.

Aí você pode começar a se perguntar: “e isso fez sucesso?”. Dentro de um nicho específico, sim. E, em partes, isso se deve ao contexto do período: com o assassinato do presidente Kennedy, a falência do movimento hippie e a manutenção das tropas no Vietnã, o consumo de obras niilistas, experimentais, cínicas, que contassem com uma alta carga de humor aumento consideravelmente. E o cinema, tal como outras formas artísticas, foi a válvula de escape perfeita para tudo isso.

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Vem Aí: Easy A

Quem não adora um besteirol?

Nos anos 80, o cinema de John Hughes foi responsável por alcançar os adolescentes com o gênero e produzir verdadeiras pérolas como O Clube dos Cinco e Gatinhas e Gatões. Na década seguinte, tivemos o ótimo 10 Coisas Que Eu Odeio Em Você, Teenangers – As Apimentadas e Ela é Demais para representar a safra.

Nos anos 2000 a produção foi meio escassa – me recuso a acreditar que os filmes do Zac Efron se encaixam no cinema adolescente (tá mais para cinema-para-adolescentes-do-sexo-feminino-que-não-sabem-o-que-é-cinema) -, mas graças a um filme em especial manteve a tradição: Superbad – É Hoje, reinou absoluto como o melhor dos últimos anos.

Pra essa nova década já temos nosso novo candidato a favorito: A Mentira (ou Easy A, em seu título original) foi lançado nos EUA no último dia 17 e só chegará em nossos cinemas em 11 de fevereiro do ano que vem.

A ansiedade é muita, pois, ao que parece, todos os ingredientes que fizeram dos filmes citados anteriormente semi-clássicos estarão presentes: um bom elenco (Penn Badgley, Amanda Bynes, Thomas Haden Chruch, Patricia Clarkson, Lisa Kudrow, Malcolm McDowell e Stanley Tucci), uma história divertida e referência a um clássico da literatura (A Letra Escarlate) e uma trilha sonora bacaninha pra lá de bacaninha (Joan Jett, Natasha Bedingfield, Lady GaGa e Sweet Thing) temperam a historieta.

O trailer, engraçadíssimo, nos apresenta Olive (interpretada por Emma Stone, de Zumbilândia), uma garota “invisível” que topa ajudar um amigo fingindo ter feito sexo com ele e espalhando esse boato. A fama de Olive cresce pela escola e ela aproveita isso muito bem até que, como era de se esperar, começam a lhe surgir problemas…

O final a gente pode até imaginar, contudo, pela execução perfeita do trailer, a gente aguarda ansiosamente mesmo assim pra conferir com nossos próprios olhos nos cinemas.

Nos vemos lá? ;]

Cover: Cherry Bomb, Dakota Fanning

A criança loirinha que vimos crescer diante das telas, às vezes estrelando papéis meigos e infantis, às vezes papéis densos e dramáticos. Essa é uma pequena descrição da atriz – não tão – mirim, Dakota Fanning. Agora uma teenager, nada mais concreto do que estreiar filmes teenagers. Desde o ano passado a mocinha apareceu como coadjuvante-vampira em Lua Nova e Eclipse, da badalada Saga Crepúsculo. Já com seus 16 anos, interpreta Cherie Currie, no rock’n'roll movie The Runaways (com direito a beijinho na Kristen Stewart e tudomais).

A lindinha Dakota dá um show de interpretação – e dessa vez não só como atriz. Ela assume com maestria e muita personalidade o papel da estilosa vocalista e mostra que, além de muito talentosa na hora do drama, também é muuuuito talentosa na hora do rock! Aos gritos rebeldes e sexyes de “I’m the fox you’ve been waiting for”, o show é todo dela.

Imagem de Amostra do You Tube

A estreia de The Runaways, no Brasil, será dia 8 de outubro e você pode ir se preparando aqui no MIOLÃO.

Top5: Mamãe Quero Ser Rock’n'Roll!

Rock’n'Roll: mais do que um gênero musical, o rock é um verdadeiro estilo de vida.

No decorrer de quase 6 décadas, o rock conquistou ao redor do mundo milhares de adeptos e influenciou decisões políticas (alô Woodstock!), mexeu com os padrões da moda (alô Sex Pistols! alô Vivienne Westwood!), criou verdadeiros ícones adolescentes (alô Elvis Presley! alô Beatles! alô Mick Jagger!) e foi trilha sonora de verdadeiras revoluções comportamentais e revoltas juvenis.

Mas nem só bons frutos foram gerados: ao longo dos anos, milhares de pessoas quiseram TANTO ser rock’n'roll que acabaram pagando mico. E é isso que a gente vê agora nesse Top5 especial: Mamãe Quero Ser Rock’n'Roll!

5º Chimbinha: o guitar-hero brasileiro.

Quem?
Cledivan Almeida Farias, mais conhecido como Chimbinha, é guitarrista da banda Calypso e esposo de Joelma, a popstar do Pará. Com 14 discos lançados, Chimbinha já vendeu mais de 7 milhões de discos e sua ‘banda’ é uma das mais populares de todos os tempos do Brasil.

Visual Rock’n'Roll!
Ostentando com muito orgulho um topete multicolorido, Chimbinha veste frequentemente camisas estampadas e calças escuras. Muita gente questiona se a temática Hawaii combinada com o topete é o jeitinho que nosso querido Chimbuca encontrou para homenagear Elvis. Será?

Ele tenta…
Com seu visual descolado (sic), Chimbinha nunca se separa de sua guitarra e nos shows se arrisca até a solar, arrancando do público torrentes de excitação a cada riff tirado de seu instrumento.

Mas tudo que consegue é…
Fazer algo que, definitivamente, não é rock’n'roll.

O mais perto que chegou de ser um rock-star:

O vídeo acima é do projeto Estúdio Coca Cola Zero, em que junto com Joelma recriou clássicos do Calypso em parceria com Os Paralamas do Sucesso.

Falando sério agora, ficou ou não ficou bacana?
4º Avril Lavigne: a princesa do punk.

Quem?
Avril Lavigne, canadense, 25 anos. Oriunda da MTV, a estrelinha Lavigne ficou famosa no início dos anos 2000 por se apresentar como um antídoto as popices que dominam as rádios naquela época. O que a grande maioria (de adolescentes) não notou foi que Avril era tão – ou mais – pop quanto “as outras”.

Visual Rock’n'Roll!
Enquanto Britney, Aguilera e N’Sync sensualizavam cada vez mais exibindo seus corpos semi-nus nos clipes, Avril parecia não ligar para sua imagem. Vestindo quase sempre babylooks combinadas com “calças de menino”, o visual despojado – ou punk de butique, se preferirem -, foi febre entre as adolescentes. Gravatas e munhequeras fizeram a cabeça da moçadinha…

Ela tenta…
Com um discurso afiado, Avril soltava farpas contra a superficialidade do mundinho pop e se apresentava como porta voz dos que estavam cansados de estrelinhas fabricadas. O curioso é que suas músicas pareciam não servir de trilha para a rebelião proposta: o som que ia do pop romântico (I’m With You) ao rap (My World) era quaaase igual a tudo que ela criticava. Estranho, né?

O mais perto que ela chegou de ser uma rock-star…

Foi gravar a canção Knockin’ on Heaven’s Door de Bob Dylan para um cd de caridade. A bela música ganhou contornos bonitinhos e quaaase nos convenceu que Avril Lavigne era, sei lá, um Neil Young da vida.

Há quem diga que quebrar uma guitarra no clipe de SK8er Boí foi um ato digno de vergonha. O clipe, assim como a música, é um verdadeiro guilty pleasure e retrata com maestria o que deveria ser a inconsequencia juvenil. Quebrar a guitarra no final do vídeo, que deveria ser um ato subverssivo como os praticados pelo The Who ou mesmo Nirvana, acabou sendo, como todos puderam observar no “Produzindo o Clipe“, da MTV, um tiro n’água: Avril não teve força o suficiente pra quebrar a guitarra. Tudo bem, a gente releva. Valeu a tentativa, Avril!

03º Britney Spears: a amante do Rock’n'Roll.
Quem?
Britney Spears, ex-Clube do Mickey, ex-virgem, ex-careca-maluca, atual mãe de família e ícone do show business. A mocinha que desde o começo de sua carreira foi tida como a princesa do pop, sempre flertou com o rock’n'roll, tendo inclusive gravado o clássico (I Can’t Get No) Satisfaction, dos Rolling Stones…

Visual rock’n'roll!
Quando o quesito é roupa, Britney erra e erra feio. Em suas tentativas – quase sempre frustradas – de parecer mais rocker, Britney usou e abusou de couro, fivelas e adereços de aço. Ser sutil nunca foi o forte de Britney.

Ela tenta…
Como já disse ali em cima, Spears sempre teve uma queda pelo rock. No entanto, suas tentativas de chegar ao ritmo foram mesmo só tentativas. A versão de Satisfaction ficou tão descaracterizada que os Rolling Stones, se estivessem mortos (?), estariam se revirando no túmulo. Mas mico mesmo foi quando Britney regravou a canção I Love Rock’n'Roll em seu terceiro álbum. A música, imortalizada por Joan Jett, chegou a ser lançada como single em alguns países e rendeu um clipe super sensual. Mas cadê que Britney conseguiu convencer alguém que aquilo era rock?

Isso sem falar no medley de Gimme More com Trouble, do Elvis Presley, durante a clássica apresentação no VMA 2007…

O mais perto que ela chegou de ser uma rock-star…

Foi quando despirocou geral, raspou a cabeça e agrediu um paparazzi com um guarda-chuva. A atitude insana faria inveja a Sid Vicious.

2º Sandy e Junior: os irmãos mais rebeldes do oeste!

Quem?
Filhos de Xororó e Noely, Sandy e Junior construíram ao longo dos anos uma carreira sólida e bonita. Tudo começou quando gravaram o clássico Maria Chiquinha em 1991. Depois de inúmeros hits como Aniversário do Tatu, Power Rangers” e Imortal, Sandy e Junior resolveram que estava na hora de radicalizar…

O Visual Rock’n'Roll!
Começaram pelo visual. As roupas cheias de franja do início da carreira foram substituídas por peças modernas e bem produzidas. Os cabelos, verdadeiros monumentos de mullets, ganharam cortes modernos que viraram moda em todo o país. Mas aí você me pergunta: rock, cadê?

Eles tentam…
Revolução mesmo veio com o lançamento do clipe de Enrosca: Sandy usou uma peruca curtíssima preta, enquanto Junior, empunhando uma guitarra, mandava um som nervoso! Arghhhhh!

Com uma roupagem totalmente diferente da versão original (do grande pai do Fiuk, Fabio Jr), Enrosca virou um verdadeiro hino rock’n'roll e foi adotado como sinônimo de rebeldia por toda uma geração. – NOT.

O mais perto que ela chegou de serem rock-stars…

Foi quando Sandy disse um palavrão numa entrevista a um programa do Cazé. Detalhe: Sandy já era uma mulher adulta.

1°º Restart: o rock da nova geração.

Quem?
Pe Lanza, Pe Lucas, Thomas e Toba, digo, Koba são adolescentes de São Paulo que formaram em 2008 a banda mais colorida do Brasil. Hã?

Inovando como poucos ousaram, o Restart trouxe o rock brasileiro aos holofotes e acabou com a idéia de que roqueiro se veste de presto e é infeliz. Aliás, eles inovaram tanto que criaram um gênero totalmente novo: o happy rock (que nada mais é que vocais adolescentes melosos cantando sobre draminhas felizes do cotidiano do jovem de classe média alienado).

Visual Rock’n'Roll!
Calça verde limão, camisa rosa, Wayfarer azul-piscina. Demais, não?
NÃO!

A explosão de cores que o Restart trouxe à tona é tão vexativa que pessoalmente encaro como agressão. Dá pra imaginar como tem gente que acha que tá arrasando ao imitá-los? Francamente, poxa!

Eles tentam…
… E até que tentam bastante. Usam guitarras, baixo, bateria e tem um monte de fã. Mas e o rock, meus amigos, cadê?

O mais perto que eles chegaram em serem rock-stars…

AHHHH! PE LANZA!!! PE LANZA!!! ÉSSE DOIS! CORAÇÃOZINHO! ÓUN! AHHHH!!

Menções honrosas: Madonna toda diva tocando muuuuuita guitarra em Human Nature, ao vivo na Sticky & Sweet; Justin Bieber provando que sabe fazer uma coisa bem: tocar bateria; Kelly Key toda sexy lambendo um violão rosa para divulgar o lançamento de sua linha de roupas infantil e Shakira bancando a rockstar na performance de Tango.

AVISO AS FÃS: se você é fã de algum dos artistas citados, por gentileza, não se revolte e não me xingue muito no Twitter. Beijos.

#VemAí: “The Runaways”, com Kristen Stewart e Dakota Fanning

Em 1975, surgia uma banda feminina que iria marcar o cenário musical daquela década: estamos falando de “The Runaways”, grupo que possuiu algumas formações diferentes durante seus anos de existência e contou com a presença da lenda do rock Joan Jett em uma delas – artista que, na fase adulta, lançaria hinos da música como I Love Rock’n Roll e Bad Reputation, mas que na época era apenas uma adolescente que engatinhava nesse meio, como suas parceiras de banda.

Sua trajetória gerou grandes polêmicas no cenário artístico durante aquela época, assim como diversos grupos compostos por mulheres com atitudes radicais que surgiram antes e depois da The Runaways. A mistura de sensualidade exacerbada, feroz presença de palco e o som pesado chocou os mais conservadores e arrebatou fãs ao redor do mundo até 1979, quando a banda acabou oficialmente e cada integrante partiu para um lado, assumindo outros projetos dentro e fora do mundo da música.

A agitada história da banda poderá, em breve, ser vista nas salas de cinema:  a diretora italiana Floria Sigismondi irá adaptar a trajetória da banda na sua primeira empreitada em Hollywood – antes, ela só havia dirigido videoclipes de artistas como White Stripes, Fiona Apple, Björk, Christina Aguilera, Incubus e The Cure. Nada mais apropriado do que começar com um projeto, de certa forma, relacionado ao que ela costumava fazer.

O elenco do filme possui dois nomes de peso da nova geração de atrizes: Kristen Stewart (a Melinda, de O Silêncio de Melinda ou…ok, ok, a Bella de Crepúsculo) e Dakota Fanning, a garotinha de O Amigo Oculto e Grande Menina Pequena Mulher, que está com quinze anos de idade agora e já possui um currículo extenso – merecidamente – de fazer inveja à muito ator veterano. Stewart interpretará Joan Jett, enquanto Dakota será Cherrie Currie, a primeira vocalista das The Runaways.

Um ponto interessante sobre a produção é que algumas integrantes originais estão envolvidas no processo de filmagem: Jett é produtora executiva, enquanto Currie visita os sets de filmagens e tem encontros freqüentes com sua intérprete nas telonas. Outras, por sua vez, não se manifestaram ou não aprovaram plenamento o projeto, como Lita Ford, uma das ex-guitarristas que compuseram a banda. Inicialmente ela, que agora trabalha em projetos solo, deixava claro que queria que as pessoas soubessem que não tem nada a ver com o filme. Essa postura mudou depois que ela conheceu Scout Taylor-Compton, atriz e aspirante a cantora que a interpretará no filme, mas ainda existem algumas ressalvas…

O longa, mesmo antes da estréia, já tem gerado um certo alvoroço: muito tem sido comentado sobre uma suposta cena onde as duas atrizes citadas trocam um beijo caloroso. Floria, a diretora, ainda afirmou em declarações que um topless de Dakota Fanning seria incluído no filme se ela tivesse a idade legal para que isso acontecesse. Tenso!

Polêmicas banais? O fato é que, pelo que parece, se o filme seguir à risca tudo o que é dito sobre o grupo, nem mesmo a censura será muito branda. Nós poderemos conferir em breve: a estréia está prevista para 17 de Março nos EUA, e ainda não há previsão de chegada aqui no Brasil. Assista abaixo um promo que mostra Cherrie (Dakota) e Joan Jett (Kristen) se encontrando pela primeira vez:

10 Things I Hate About You

10_Things_I_Hate_About_You_v1

Era uma vez um filminho muito do bonitinho que seguindo a onda dos teen-movies fez sucesso nos anos 2000.

Lançado originalmente em 1999, 10 Coisas Que Eu Odeio Em Você seguia a típica fórmula mágica que fazia sucesso na época: atores bonitinhos, alguns momentos divertidos, uns desentendimentos lá pelo segundo terço do longa e um beijaço no final.

Contendo todos os clichês possíveis e imagináveis, 10 Coisas Que Eu Odeio Em Você tinha tudo para ser apenas mais um filme bobo e estereotipado dos adolescentes americanos. Mas alguns fatores-chave contribuíram para que o filme fosse, em pouco tempo, elevado a categoria de clássico.Pode parecer exagero, mas a pequena pérola de Gil Junger, não é nada menos do que isto: um clássico.

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