Dando continuidade a nossa lista dos filmes mais aguardados de 2012, apresento à vocês a segunda e última parte. Se na abertura de nosso especial priorizamos longas com um alto potêncial de sucesso, aqui focamos nossos esforços em apontar produções que vão brilhar bastante nos próximos meses devido ao buzz gerado pelo Globo de Ouro – que rolou ontem – e ao Oscar.
Ah! Antes que alguém note algumas ausências em ambas seleções, vale dizer que a gente usou como critério eliminatório o fato de já termos falado sobre os filmes em algum “Vem Aí” (adeus, Carnage!) e também a proximidade de estreia – não faria sentido falar de As Aventuras de Tintin – O Segredo do Licorne, Precisamos Falar Sobre o Kevin e, sei lá, Drive, sendo que todos eles estrearão nas próximas semanas.
… Enfim, eis o que restou: atores consagrados, filmes ultra comentados e premissas empolgantes. Bora conferir?
Mostrar o melhor de um filme em um minuto ou dois com o cuidado de não revelar detalhes específicos sobre a trama e ainda assim manter o espectador interessado e com vontade de assistir não deve ser nada fácil. Aliás, a tarefa de editar trailers deve ser uma das mais complicadas.
Pensa comigo, o cara tem nas mãos – além da responsabilidade de atrair o público – o poder de iludir as pessoas ou mesmo estragar uma produção inteira se escolher “as cenas erradas”. Acha que tô exagerando? Dá só uma olhada no trailer de Curtindo A Vida Adoidado que uns malucos jogaram no youtube esses dias:
Para quem não assistiu o clássico de John Hughes, um dos filmes mais engraçados e intensos já produzidos, pode até se enganar e pensar que ele se trata de mais um longa-indie-genérico que, sei lá, Sofia Coppola poderia ter dirigido. A boa sacada dos caras ludibria os mais desavisados e serve como uma ilustração perfeita para mostrar o poder de um trailer…
Nos anos 80, o cinema de John Hughes foi responsável por alcançar os adolescentes com o gênero e produzir verdadeiras pérolas como O Clube dos Cinco e Gatinhas e Gatões. Na década seguinte, tivemos o ótimo 10 Coisas Que Eu Odeio Em Você, Teenangers – As Apimentadas e Ela é Demais para representar a safra.
Nos anos 2000 a produção foi meio escassa – me recuso a acreditar que os filmes do Zac Efron se encaixam no cinema adolescente (tá mais para cinema-para-adolescentes-do-sexo-feminino-que-não-sabem-o-que-é-cinema) -, mas graças a um filme em especial manteve a tradição: Superbad – É Hoje, reinou absoluto como o melhor dos últimos anos.
Pra essa nova década já temos nosso novo candidato a favorito: A Mentira (ou Easy A, em seu título original) foi lançado nos EUA no último dia 17 e só chegará em nossos cinemas em 11 de fevereiro do ano que vem.
A ansiedade é muita, pois, ao que parece, todos os ingredientes que fizeram dos filmes citados anteriormente semi-clássicos estarão presentes: um bom elenco (Penn Badgley, Amanda Bynes, Thomas Haden Chruch, Patricia Clarkson, Lisa Kudrow, Malcolm McDowell e Stanley Tucci), uma história divertida e referência a um clássico da literatura (A Letra Escarlate) e uma trilha sonora bacaninha pra lá de bacaninha (Joan Jett, Natasha Bedingfield, Lady GaGa e Sweet Thing) temperam a historieta.
O trailer, engraçadíssimo, nos apresenta Olive (interpretada por Emma Stone, de Zumbilândia), uma garota “invisível” que topa ajudar um amigo fingindo ter feito sexo com ele e espalhando esse boato. A fama de Olive cresce pela escola e ela aproveita isso muito bem até que, como era de se esperar, começam a lhe surgir problemas…
O final a gente pode até imaginar, contudo, pela execução perfeita do trailer, a gente aguarda ansiosamente mesmo assim pra conferir com nossos próprios olhos nos cinemas.
Há quem diga que bons atores são aqueles que conseguem interpretar qualquer tipo de personagem, se perdendo dentro deles até que seja impossível lembrar que o que é visto nas peças ou nos filmes se trata de pequenas mentiras. Meryl Streep é o maior exemplo disso: vê-la em papéis tão distintos quanto o da chefe Julia Child, em Julie & Julia; ou na pele da malvada Miranda, em O Diabo Veste Prada são ilustrações perfeitas para este ponto. Mas seria isso uma regra?
Era uma vez um filminho muito do bonitinho que seguindo a onda dos teen-movies fez sucesso nos anos 2000.
Lançado originalmente em 1999, 10 Coisas Que Eu Odeio Em Você seguia a típica fórmula mágica que fazia sucesso na época: atores bonitinhos, alguns momentos divertidos, uns desentendimentos lá pelo segundo terço do longa e um beijaço no final.
Contendo todos os clichês possíveis e imagináveis, 10 Coisas Que Eu Odeio Em Você tinha tudo para ser apenas mais um filme bobo e estereotipado dos adolescentes americanos. Mas alguns fatores-chave contribuíram para que o filme fosse, em pouco tempo, elevado a categoria de clássico.Pode parecer exagero, mas a pequena pérola de Gil Junger, não é nada menos do que isto: um clássico.