MIOLÃO • John Lennon
 

All posts tagged John Lennon

Os 10 atores mais quentes do momento

top10hotstars

Se você frequenta o Miolão há um tempo, já deve estar careca de saber que adoramos uma boa lista.  Seja pra concordar, discordar, refletir ou indagar “véi, na boa?”, eu sempre fico curioso quando uma listinha surge. Quando o seu tema se refere a cinema, putz, aí eu piro mesmo.

Inspirado pelo Top 30 que a Total Film publicou com os nomes mais quentes do momento, listei abaixo minhas apostas daqueles que serão ou já estão sendo as novas sensações do cinema mundial. Tentei explicar os motivos da presença de cada ator na lista… Bora ver “os eleitos”?

Continue lendo →

Nowhere Boy

Tem alguns projetos que despertam desconfiança logo que são anunciados. Na maioria das vezes, isso acontece quando os envolvidos não possuem um histórico cinematográfico muito favorável ou quando a obra é adaptada de algo muito cultuado. É o caso de Nowhere Boy. Embora ele tenha se livrado do primeiro estigma por trazer em seu elenco a sempre maravilhosa Kristin Scott-Thomas, o promissor Aaron Johnson e uma paradoxal e complexa Anne-Marie Duff, a apreensão em relação ao filme continua por ele ter o pretencioso objetivo de retratar a juventude de uma lenda.

Mas… o que seria da arte se ela temesse os desafios? Certamente ela seria muito menos interessante e nos pouparia de belíssimas produções como essa.

Continue lendo →

… E se John Lennon estivesse vivo?

Há uns bons anos, na época do relançamento de Apocalypse Now nos cinemas, li uma crítica – que infelizmente não me recordo onde foi publicada ou quem escreveu-  que tratava o filme propositalmente como se ele fosse um lançamento contemporâneo de um cineasta estreante. O texto era tão pertinente e pontual que fiquei embasbacado com a qualidade da escrita e com a possibilidade levantada de alterar as barreiras do tempo e do espaço. O jornalista emulou tão bem a fantasia de tratar Francis Ford Coppola como um novato que pareceu até crueldade não se impressionar ou se render a uma das obras máximas do cinema.

Hoje faz exatamente 30 anos que John Lennon foi assassinado. E o que isso tem a ver com o trecho aí de cima? É que fiquei pensando como o mundo encararia alguém como John se ele aparecesse por aqui essa semana. E as implicações e possibilidades que esse “se” proporciona são tantas que eu poderia supor e falar e supor e falar e supor de novo e de novo durante dias. Mas vou me ater somente a um ponto: será que o Garoto de Liverpool, que MUDOU o mundo, seria ouvido? Será que a crítica especializada encararia a obra dele como genial? Será que as pessoas tentariam imaginar um mundo melhor sem se preocupar em parecer piegas ou bobo demais?

… Não sei. Tenho a sensação que minha geração trocou o entusiasmo e a crença em mudanças por deboche e diversões efêmeras. Ficou fácil demais não se envolver.

Lennon, que desafiou todo um sistema, que amou uma mulher e disse isso ao mundo sem medo de parecer vulnerável ou sentimental, que se prendeu a uma cama para parar a guerra – aliás essa foi a guerra mostrada no filme do Coppola - foi um cara corajoso para seu tempo e, de certo, também seria para o nosso.

Em dias como hoje, maior que qualquer questionamento,  a sensação que predomina é a de que faz falta, muita falta, sujeitos assim.

Descanse em paz, meu chapa.

2010: os melhores filmes do ano que você ainda não viu

Outro dia, saindo do trabalho, me deparo com um… Papai Noel. Aí, finalmente, me dei conta: hoje é dia 27 de novembro e faltam só 34 dias para a gente dar adeus a 2010 de uma vez por todas.

Talvez você tenha bons motivos para desejar que esses últimos dias passem rápido, no entanto, gostaria de oferecer alguns bons motivos para que prestassem um pouquinho mais de atenção no mês de dezembro, afinal, no que se refere ao mercado cinematográfico pelo menos, ainda há excelentes estreias para acontecer nos próximos dias. Duvida?

Então presta atenção…

A Rede Social, de David Fincher

Não dá pra negar que o novo filme de David Fincher seja a estreia mais esperada da próxima sexta. Fazendo sucesso por onde passa, a trama, baseada no livro The Acidental Billionaires, de Ben Mezrich, conta a história de  Mark Zuckerberg, diretor e criador da rede social mais famosa do mundo. Aí você me pergunta: esse mote renderia um bom filme? Tá, tá… eu sei que isso não é lá muito atrativo, mas todo o buzz que fizeram e estão fazendo – ele é aposta quase certa no Oscar do próximo ano -, faz com que a gente tenha pelo menos curiosidade em conferir o projeto. A mão do cara que fez Clube da Luta e um elenco sensacional também ajudam, né?

A Sétima Alma, de Wes Craven

Você já ouviu falar de My Soul To Take, novo filme de Wes “Criador de Pânico e Freddy Krueger” Craven? Não?! Então não esquenta, tenho certeza que você não é o único. Com todo o turbilhão de informações em volta de Pânico 4 a maioria das pessoas acabou não dando muita bola pra esse filme. Nos EUA o filme estreou em outubro, mas por aqui a gente confere já na próxima sexta. A história? Bem, um serial killer persegue um bando de adolescentes. Manjada até o osso, a produção parece ser feita sob encomenda aos fãs do gênero. E Wes Craven, amiguinhos, merece, pelo menos, um voto de confiança, né? E algo me diz que ESSE filme vai ser melhor que Pânico 4, hein… just saying.

O Garoto de Liverpool, de Sam Taylor Wood

Depois de ter sua data de estreia adiada muitas e muitas vezes, parece que finalmente a Imagem Filmes decidiu passar nas telonas Nowhere Boy (que caiu na rede há muuuuito tempo). Narrando a infância de John Fucking Lennon até sua ascensão, o filme, que é curioso por si só, colheu boas críticas por onde passou e as atuações, inclusive, foram muito elogiadas. Aaron Johnson, que já tinha quebrado tudo em Kick-Ass, aparece em grande forma QUEBRANDO TUDO MAIS AINDA! #piadafaildetected Destaque especial para a diva Kristin Scoot Thomas que é simplesmente maravilhosa.

Meu Mundo Em Perigo, de José Eduardo Belmonte

Pera aí, eu reclamei da demora dO Garoto de Liverpool há pouco né? Sem querer soar repetitivo, o caso de Meu Mundo Em Perigo é quase o mesmo. Só que o período entre sua produção e lançamento é um pouquinho maior: TRÊS ANOS. Tô tão estarrecido que nem vou dizer nada. Nadinha. Vamos falar sobre o filme porque… Bem. O filme. O drama parece ser pesadíssimo. Narrando a história de um pai que tem seu “mundo em perigo” quando a mãe de seu filho, ex-drogada, decide brigar pela guarda da criança, Meu Mundo Em Perigo traz no elenco o ótimo Milhem Cortaz – conhecido do grande público por Tropa de Elite – e Rosanne Mulholland, uma das atrizes mais lindas e talentosas da nova geração. Ele estreia dia 10 – antes tarde do que nunca! -. Imperdível.

Tetro, de Francis Ford Coppola

Quando eu mestre fala a gente escuta. Quando um mestre faz cinema… a gente assiste. Tetro já seria obrigatório simplesmente por ter sido escrito e dirigido pela mesma lenda que outrora fez O Poderoso Chefão, mas a julgar pelo belíssimo trailer, o filme é bem mais do que uma mais uma produçãozinha apoiada em nomes do passado. Com um plot pra lá de interessante, Tetro conta a história de um escritor que vai morar na Argentina depois de ter rompido todos os vínculos possíveis e imagináveis que o mantinham preso em seu país de origem. Mas as coisas começam a se mostrar um pouquinho mais complicadas quando seu irmão mais novo vai fazer uma visita, revirando o passado e trazendo à tona os segredos mais densos de uma família que, pasme, tem até ligação com a Máfia. Eu já disse que esse é obrigatório? Pois é, assista! O longa chega por aqui dia 10 de dezembro. ;]

72 Horas, de Paul Haggis

O plot de 72 Horas é simplesmente sensacional: um casal que vive acomodado e infeliz com a rotina da vida a dois tem o mundo revirado quando ela, a pacata mulher, é acusada de assassinados e pega nada menos que 20 anos de prisão. O marido, convencido que ela é inocente, decide “agir” – seja lá o que isso signifique. Estrelado por Russel Crowe e Elizabeth Banks, no que parece ser o ponto de virada de sua carreira, 72 Horas foi escrito e dirigido por Paul Haggis – o mesmo roteirista de Menina de Ouro e de Crash. Estreia na véspera de Natal.

Além dos filmes acima, a gente ainda tem Elza,  o documentário sobre Elza Soares, a animação Megamente e o suspense sobrenatural Skyline no dia 03/12; Machete - que só não entrou nesse post porque já falamos por aqui várias vezes – no dia 10/12; Tron (que também já comentamos) no dia 17/12 e a refilmagem de Deixe-me Entrar, remake do belíssimo Deixa Ela Entrar (que, adivinhem, já contamos pra vocês há tempos) no dia 24/12. Ufa!

Trilha Sonora: “All You Need Is Love” – Jim Sturgess & Dana Fuchs

Beatles é, provavelmente, a banda que mais deixou material “reciclável” no universo lindo da música – e dos filmes.

Quando Across the Universe (o filme) foi lançado em 2008, a primeira coisa que pensei foi: GE-NI-AL! E, logo em seguida, pensei: COMO NINGUÉM TEVE ESSA IDEIA ANTES? Os próprios Beatles, em seus tempos áureos, haviam estrelado alguns filmes e um musical. Como demorou tanto tempo para que alguém gastasse muito dinheiro e fizesse uma mega produção com esse tema? Talvez  burocracias autorais. A questão é que, quando Julie Taymor resolve contar uma história usando as letras da banda pop (pop!) mais famosa ever, e faz isso bem feito, temos um filme lindo e a difícil tarefa de escolher somente uma música do repertório espetacular.

A tentação já vem desde a primeira cena, quando um Jude interpretado pelo (lindinho) Jim Sturgess nos recepciona recitando um verso de “Girl”, a voz cheia de sofrimento e é fundido à Dana Fuchs destruindo o vocal na que eu considero a melhor interpretação do filme: “Helter Skelter”. Ela vai voltar depois, em um “bis” e cantando, entre outras, “Don’t Let Me Down”.

Imagem de Amostra do You Tube

Se alguém disser que não ficou com uma vontade imensa de sair dançando e estalando os dedos quando Evan Rachel Wood começa a cantar e pular freneticamente ao som de “It Won’t Be Long” e, logo em seguida, “I’ve Just Seen A Face”, dessa vez com o apaixonado Jim Sturgess que canta, dança e joga boliche tudoaomesmotempo!

Entrando no lado negro do filme as dancinhas super divertidas e cantarolantes vão se esvaindo aos poucos, dando lugar para guitarras pesadas, percussão grave e vocais raivosos. Conforme as canções vão ficando mais tensas, o mesmo vai acontecendo com os personagens e com o cenário. Estamos em 1960, no meio de uma odiosa Guerra do Vietnã, acompanhados por “Come Together” e “I Want You (She’s So Heavy)”, essa última com imagens que dão um significado completamente único e assombroso aos versos de Lennon/McCartney.

As guitarras e a voz gritante de Dana Fuchs voltam ao decorrer do filme – desculpem-me os outros, mas ela é perfeita. “Oh! Darling” vira um dueto – que é, na verdade, um duelo – com acordes distorcidos e fora de compasso. McCoy, uma espécie de Jimi Hendrix de Across The Universe, faz mágica com “While My Guitar Gently Weeps, tocando com tanto sentimento que chega a doer em nós.

De bolachinha-brinde ainda temos o sempre carismático (q?) Sr. Bono Vox! Agraciando todos nós com seu talento para usar óculos escuros, interpreta as psicodélicas “I Am The Walrus” e, já nos créditos finais, “Lucy In The Sky With Diamonds”. Como não sou uma pessoa muito narcisista, abri mão de eleger para esse post a música que leva meu nome, restringindo qualquer comentário pessoal.

Imagem de Amostra do You Tube

A versão mais incrível, tem-se que admitir, é “Let It Be”. No início, cantada à capela por um garoto em meio à guerra e, em seguida, interpretada por todo um coral de igreja, no melhor estilo do blues norte-americano, é de arrepiar qualquer um.

Acontece, minha gente, que eu sou uma pessoa clichê. Sendo assim, não poderia escolher outra música para fechar o post que não fosse “All You Need Is Love”. Provavelmente a canção dos Beatles mais tocada e regravada, um mito dos comerciais com apelo emocional. Mesmo assim é a mais perfeita. O cenário, a performance, a sinceridade. Tudo está na medida certa! Ela é inacreditável, mas ao mesmo tempo tão crível que chegar a dar vontade de ter estado lá, de pé, em frente à sede da Apple Records.

 Imagem de Amostra do You Tube

Across The Universe é o panorama de uma banda e de uma geração e “All You Need Is Love” é a melhor mensagem que poderiam ter deixado pra esse hoje.

Resumo da Semana: Paola Bracho, Power Ranger, vaso sanitário…

Nessa bela e seca semana de agosto teve:

Power Ranger [6] saindo do armário, filhos [2] de Michael Jackson indo pra escola pela primeira vez, Paris Hilton [5] presa por porte de drogas mais uma vez, Rita Lee [3] declarando que bebeu e cheirou toda a sua riqueza, leilão do vaso sanitário [4] de John Lennon, John Mayer [7] mandando um f*ck you na impressa que anunciou sua volta com Jennifer Aniston (mas preparem a poker face de vocês, porque daqui a pouco anunciam que a Jen está grávida.) e uma argentinazinha sem noção tentando matar Paola Bracho [1].

Aproveitando o momento, vamos matar saudade de A Usurpadora?

Imagem de Amostra do You Tube

Cover: Across The Universe, Fiona Apple

A partir de hoje o MIOLÃO postará covers. O esquema será bem simples: dia sim, dia não vocês verão graaaandes músicas na voz de graaaaandes artistas. Se quiser sugerir algo é só comentar, dar reply do twitter ou mandar um e-mail (contato@miolao.com), ok?

Para começar com o pé direito, temos Fiona Apple cantando Beatles. Gravado em 1998, originalmente para a trilha sonora de Pleasantville – A Vida Em Preto e Branco, esse cover consegue um feito raro: ser tão bom quanto (ou até melhor que) a versão original:

Continue lendo →

 

Features Stats Integration Plugin developed by YD

UA-11237259