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Raphael Saadiq – Day Dreams

Sabe Raphael Saadiq? Se não sabe, tá perdendo!

Esses dias o moço, que além de cantor, compositor e instrumentista é produtor,  soltou na internet o divertidíssimo clipe para a sexta faixa do maravilhoso Stone Rollin’.

A música, que versa sobre as desventuras de um moço ao tentar satisfazer a mulher amada, é bem pra cima e animada. Nas palavras do próprio Saadiq, as influências para ela foram Johnny Cash e Ray Charles. Tá bom pra você?

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Top 5: Cinebiografias

lavieenrose

Não sei quanto a vocês, mas, como sou curiosa, tenho um apego especial por biografias. E quando decidem transpô-las para o cinema, a curiosidade aumenta exponencialmente graças a uma série de detalhes, como quem será o ator escolhido para o papel principal, qual será o enfoque dado pelo diretor, de qual período da vida será tratado…

Enfim, detalhes que podem construir a minha expectativa em torno do filme, de modo que a espera para que ele seja finalizado se torna quase dolorosa, ou me fazem não ter tanta curiosidade assim de vê-lo.Dessa maneira, a intenção desse top 5 é homenagear aquelas cinebiografias que atenderam e superaram quaisquer expectativas que possam ter sido criadas, fato que é endossado pelas inúmeras indicações a prêmios recebidas por todos os filmes citados nessa lista. Além disso, todos os protagonistas (e alguns coadjuvantes) receberam indicações ao Oscar.

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Miolão Mixtape n.19

A ideia por trás de nossa décima nona mixtape é muito simples: músicas cantadas em duetos. Duas vozes, uma faixa e pimba. Tá feito. Não tem muito o que explicar. O conceito, dessa vez, é bastante claro.

O que talvez devêssemos explicar, ou melhor, alertar, é que dessa vez não há a mínima coerência entre as faixas, visto que o único ponto que as une é o fato de que são cantadas em parcerias.

Juro que estudei vários jeitos de organizá-las, mas no final percebi que independentemente da ordem elas não fariam sentido. Mas quem liga? Mesmo que não possamos encará-la como um “disco”, temos aí uma coletânea bagunçada e eficiente.

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Cover: Cry Cry Cry, Norah Jones

Rolou em ontem, dia 15/11/2010, o tão aguardado show de Norah Jones na Praça da Independência em São Paulo. A cantora, que excursiona pelo país, tocará hoje no Rio de Janeiro no Teatro Oi, Às 21h00.

Em decorrência aos concertos, o cover escolhido para hoje funcionará de 3 jeitos diferentes: como aquecimento para quem vai ao show, como motivo de lamúria para quem perdeu o de Sampa ou não poderá ir no do Rio e também como homenagem a essa mocinha tão tão tão talentosa.

Empunhando uma guitarra elétrica, Norah entoa Cry! Cry! Cry!, de 1955, clássicão do Johnny Cash, e mostra que não é só de piano que ela vive – aliás, ela já tinha exibido sua outra faceta há tempos com The Fall, seu último trabalho de inéditas.

Legal demais, né?

Acho que a mim só me resta desejar um bom show para quem vai… “Bom show”! ;)

3 Momentos: MBlender Pop (Especial Plágio)

A sessão 3 Momentos do Miolão, que procura homenagear a carreira de alguns artistas que consideramos relevantes para o cenário pop, faz algo um pouco diferente hoje e presta tributo a um blog que nós conhecemos essa semana, o MBlender Pop.

Criado por Paulo Balestre, o blog propõe apresentar as novidades diversas do pop fútil de forma inteligente. (?) O problema é que seu conteúdo contradiz o slogan do site. Eu disse “seu”? Bom… se você acessar o endereço, poderá notar que existe pouca coisa que pode ser realmente considerada de Balestre e seu “MBlender Pop”. Trata-se de um apanhado de notícias de diversos endereços, na maioria das vezes, sem os respectivos créditos.

O Miolão, como descobrimos, se encaixa no hall de vítimas do blogueiro. Quer dar uma conferida em alguns plágios que a gente encontrou lá? Dá uma olhada no nosso post!

Plágio #1 – Tik Tok – Doll & The Kicks

Há algumas semanas, o Thiago publicou esse cover esperto de Tik Tok da Ke$ha aqui no Miolão: com uma vibe excêntrica, a versão da banda nova iorquina deve ter agradado o público que gosta de ver um bom hit pop reconstruído. Agradou tanto o blogueiro homenageado por nós que não demorou pra ele postar a mesma faixa em seu blog pra compartilhar com todo mundo.

Até aí, ok. Mas pelo jeito, ele também gosta de um texto alheio: precisava copiar também o que o Thiago escreveu, moço?

A foto, acima, reproduz a postagem exata do “MBlender Pop” e, aqui, você vê mais um print bonito pra provar que a única coisa diferente… é o título.

Ah, vale lembrar que não foi o único “Cover do Dia” copiado pelo site: tem a reprodução SEM CRÉDITOS de nosso post de Sheryl Crow/Johnny Cash (original aqui), dos moços do Kings of Leon por VV Brown (original), do No Doubt e a Chrisette Michelle (post do Miolão aqui)… Garantimos ainda que se você procurar, vai encontrar outros. Mas só isso basta, né não? =) Caso saia do ar, temos muitos outros prints. Só pedir que a gente publica aí.

Plágio #2 – A Importância de Britney Spears para a Cultura Pop

Essa série de posts, que relata a saga de altos e baixos de Britney Spears buscando analisar sua importância para o mundo do entretenimento e da música contemporânea foi uma das primeiras feitas pelo Miolão. No ar há um bom tempo, ainda não foi concluída, mas daremos um jeito nisso em breve… ;)

No início, questionamos: “será que o público irá gostar?” E sim – com ressalvas, eles gostaram!

O blog “MBlender Pop” mais ainda: pegou a postagem, abraçou e chamou de sua, colocando no ar muito tempo depois e sem nem colocar no rodapé, sei lá, um sutil (via @miolao) pra deixar a gente feliz e sem reclamar.

Aqui tem o link original, só pra comparar. Mas o mais legal nisso é o recadinho que ele colocou no fim da segunda parte do texto, algo como: “não percam amanhã a parte 3, às 19h!”… Adoramos a rigorosidade de Paulo nessa parte e esperamos ansiosos pela parte 4. Se bem que acho bemmmm difícil ele roubar postar a conclusão da saga já que ela não foi publicada no Miolão ainda… HAHAHA!

Plágio #3 – DiscosEssenciais, Back To Black, Amy Winehouse

 

Que a Amy Winehouse é um mito moderno, ninguém nega. A moça destrói cantando e compondo e, entre um escândalo e outro, mostra como é que se faz boa música. A gente disse aqui que acredita que louvar um talento sincero é sempre bom.

Mas tem gente que não tem sido muito criativa na “oração” não: reproduz o texto alheio, pra variar sem créditos e ainda plagia pela metade.

Ok, mas em uma coisa a gente pode admitir que o “MBlender Pop” teve êxito: caracterizar um mega fail ao esquecer de retirar, pelo menos, a menção ao nosso querido Miolão do corpo do texto. Veja abaixo:

É de cair o cu da bunda, né?

ps. Ouvi essa expressão durante a semana e tava morrendo de vontade de usar. Pura poesia, né?

Post original aqui.

[BÔNUS!] Plágio #4 – Crítica de Comer Rezar Amar do site Omelete.com.br

É difícil não conhecer o Omelete: o site de entretenimento é um dos mais prestigiados da Internet e tá no ar sempre com novas resenhas, notícias sobre cultura pop e afins. Como era de se esperar, publicou uma resenha escrita pela jornalista Carina Toledo sobre o delicioso Comer Rezar Amar, que estreou por aqui há pouquíssimo tempo.

Até aí tudo bem: o problema é que os carboidratos que a Julia Roberts ingeriu na telona nem foram queimados e o MBlenderPop atacou outra vítima, reproduzindo, na íntegra, os comentários de Toledo.

Dois detalhes: o Omelete e o Miolão não são os únicos sites plagiados pelo rapaz, não: o site PopLine também não escapou dessa. Tem um plágio fresquinho de uma notícia sobre a amada Gaga que saiu no site, hospedado na UOL. E nossa, o Cineclick também foi pego com a notícia da contratação de Emma Stone pro novo Homem Aranha. Veja o original… e a cópia.

Uma vez, no meu segundo ano de faculdade, um professor pediu que escrevêssemos sobre o filme A Rosa Púrpura do Cairo, de Woody Allen. Uma aluna copiou seu texto da Internet e ele a pegou no flagra: ela, com a maior cara deslavada, perguntou: “mas professor, porque você acha que eu copiei? Tem provas?” – e ele, na maior naturalidade, revidou: “Tenho. O Google me contou.”

Com o MBlenderPop é assim: você digita no mecanismo de busca, e ele revela quem é o verdadeiro dono do post. Tão fácil que dá até gosto. O site também tem um irmão, mantido por Paulo, o MBlender Pipoca. Achamos que o motivo deve ser porque em sua lógica, críticas de cinema também merecem ser copiadas, certo?

Ah, o segundo detalhe é que a única coisa em que nosso colega manda bem é na camuflagem: o espertinho especifica somente a hora em que o post foi publicado, como se ao não mostrar a data de publicação, isso o tornasse autêntico.

Claro, como se todos os blogs citados que fossem os Milli Vanilli da história. Até parece…

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E aqui encerramos nossa homenagem ao site “MBlender Pop” que, no final das contas, é mais do que somente um tributo à um plagiador de peso, mas também, um alerta para todos os leitores de nosso blog que possuem seu próprio site. Seguindo indicações do blog Blosque.com, contamos enfim sobre esse caso desagradável que está acontecendo conosco e dizemos: não permitam que aconteça o mesmo com vocês. Plágio é um vexame, uma deplorável prova de incapacidade: vergonhoso pra quem faz, um grande incômodo pra quem é copiado.

Honre seu esforço e dedicação, seus amigos de equipe, faça jus à aquela horinha de sono que você perde escrevendo pro seu website, aos comentários, feedbacks e carinho de seus leitores, e, claro, a originalidade, que é algo sempre revigorante – e gostoso de ver.

Paulão, amigo, quebra essa pra gente: ou dá os devidos créditos pra toda a galera que você anda visitando ou tira do ar de uma vez, que tal? ;)

Cover: Redemption Day, Johnny Cash

“Redemption Day”, música que faz parte do segundo disco de inéditas da carreira de Sheryl Crow é um suplicio denso, onde a moça reflete sobre a jornada da humanidade em busca da “redenção” sugerida pelo título. Soa quase sem esperanças e, no cover do dia, foi regravada por uma voz que reforçou ainda mais o tom da canção.

Johnny Cash, responsável por alguns dos registros de country/blues mais marcantes da história se apropria da faixa completamente. A voz incomparável do cantor nos silencia e a letra parece fazer ainda mais sentido quando entoada por ele – um artista de vida atribulada, mas que no final dela, superando todos os conflitos que enfrentou, nos deixou um legado sensacional que vale ser revisitado.

Sua versão de “Redemption Day” foi inserida no álbum póstumo “American VI: Ain’t No Grave”. Ouça:

Katy Perry – Teenage Dream

Existem discos que são lançados com um prazo de validade invisível estampado. Álbuns de fácil digestão, que emplacarão alguns hits nos meses que seguem seu lançamento, gravados por artistas algumas vezes realmente talentosos e outras vezes não. Depois de nos entreterem por um período de tempo, esses trabalhos são esquecidos, datados, limitados a uma única temporada – bem como seus donos, em certos casos.

Katy Perry, bem antes de estourar com o hit “I Kissed a Girl”, já percorria os caminhos da indústria fonográfica de forma discreta. Antes conhecida pela alcunha de Katy Hudson, a mocinha já havia gravado um disco de canções gospel e liberado uma ou outra musica aqui ou ali, como aquela que me fez conhecê-la, a adorável “Simple”, inserida na trilha sonora do subestimado “Quatro Amigas e Um Jeans Viajante”. Um bom tempo depois, lançou “One of The Boys”, produzido por nomes diversos, como Dr. Luke (Britney Spears, Ke$ha) e Glen Ballard (Alanis Morissette, Lissie) virando rainha das FMs e até um MTV Unplugged.

Foi lançado essa semana (depois de ter vazado na net, por sinal)  “Teenage Dream”, o sucessor de seu “debut em larga escala”, que, como todo segundo disco de inéditas que se preze, prova algumas coisas na carreira de um artista. Katy encontra-se naquele nicho de artistas do primeiro parágrafo, cujo trabalho é consumido facilmente. Espirituosa e esperta, ela arrisca em certos momentos, criando, além de animados convites à festas e momentos de descontração, algumas pequenas canções confessionais e mais íntimas onde mostra estar acima de algumas concorrentes. O novo compacto prova que Katy equilibra bem seu lado comercial e o outro, mais livre, inclinado a criações mais pessoais. Mas ainda falta alguma coisa.

A primeira metade do álbum é cheia de sucessos em potencial – músicas com gigantesco potencial para tornarem-se singles e serem executadas à exaustão: os dois singles lançados até o momento, por exemplo, estão entre as seis faixas iniciais. “California Gurls”, parceria com Snoop Dogg, já está tocando na rádio há um bom tempo e batendo recordes nas paradas de diversos países. Tido por alguns como uma cópia de “Tik Tok”, da sua colega Ke$ha, é uma homenagem às garotas da Califórnia, terra natal da cantora. Com o mesmo espírito celebrativo da faixa com a qual é comparada, é outro grande hit do ano: Katy personifica as características das moças de sua terra transitando entre a malícia e a ingenuidade.

“Teenage Dream”, a segunda música de trabalho, já está mostrando presença: mais doce do que açúcar, tem tudo o que precisa para tornar-se a canção romântica (e saturada) da temporada. É realmente uma graça, mas que surge somente grudenta e não inovadora. Ganhou um clipe utópico, que reforça a idéia de amor perfeito que a letra passa. Katy aparece nos braços do modelo Josh Kloss na praia, na cama, na estrada e em todo lugar, divertindo-se como se não houvesse amanhã ao seu lado e junto de diversas outras pessoas, num ar de bagunça controlada. Todos lindos, afim de uma agitação e com cara de que não peidam. Veja abaixo:

“Last Friday Night” é daquelas músicas que tem o poder de te trazer sorrisos legítimos quando você escuta. O retrato de uma sexta-feira incerta que ficou marcada na memória da cantora é perfeito para ser ouvido antes de uma noite que promete, típica canção para esvaziar a cabeça e sentir com o corpo, de preferência em grupo e com liberdade pra dançar. É como uma “I Gotta Feeling”, não por semelhança, mas pelas sensações que te desperta. Destaque para instrumentos de sopro frenéticos que surgem de surpresa e os histéricos gritinhos de “T.G.I.F” – em inglês, “Thanks God It’s Friday!”. Irresistível.

“Firework” é apoteótica e esperançosa. Apesar de clichê – com direito a frases batidas como “After a hurricane comes a rainbow”, consegue soar sincera e eficaz em sua missão de elevar o astral do ouvinte. Já tá valendo. “Peacock” é uma faixa nada sutil sobre a vontade de Perry em ver o…er, “pavão” (!) do rapaz por quem está afim. É o momento debochado do álbum, que a gente também não vai levar muito à sério. Lembra muito a clássica “Mickey”, de Toni Basil, hino farofa e com ares “cheerleader” dos anos 80.

A partir daí, Katy arrisca reflexões sobre sua própria condição, experiências passadas e aspectos da vida amorosa de modo mais particular. “Circle The Drain” é ácida ao tratar de um relacionamento onde um dos parceiros tem tendências evidentes à auto-destruição: “I’m not sticking around to watch you go down”, canta, categorica. “The One That Got Away” remete à algum capítulo de sua adolescência, algum ponto onde não retribuiu os sentimentos de um rapaz – o seu Johnny Cash particular – e se arrependeu amargamente depois. Parece tão à vontade contando as peculiaridades da relação, permeada por canções do Radiohead que você se sente familiarizado com a história mesmo sem nunca ter ouvido antes. Cativante.

“E.T.” narra a paixão da moça por um homem que parece um alienígena (não fisicamente, tomara!) e faz com que ela sinta coisas que nunca havia vivenciado antes. O conflito presente na letra (could you be the devil/could you be an angel?) não apresenta nada novo, mas a música é envolvente e tem sua força.  A dramática “What Am I Living For?”,  que traz vocais rasgados e um questionamento intenso sobre pressões e cargas difíceis de serem suportadas.

“Pearl” e “Hummingbird Heartbeat” formam um interessante contraponto: numa, Katy repele um parceiro que a fez fechar-se em seu próprio mundo, enquanto na segunda, ela fala sobre um amante que expande sua percepção sobre si própria, energias do amor (?) e sobre a química existente entre os dois. Sobra para a simples e bela “Not Like The Movies” fechar a tracklist – uma música sobre a eterna busca por uma relação amorosa satisfatória, que parece nunca surgir. É uma das melhores faixas do disco e merece ser saboreada com atenção.

“Teenage Dream” fortalece ainda mais o nome de Katy Perry nos charts, mas não representa nenhuma nova tentativa em sua carreira. Apesar disso, ela consegue imprimir sua estampa ao que lança. Nada essencial ou com potencial pra durar muito mais tempo do que uma estação, porém. Não que seja um problema: o disco pode ser efêmero como um sonho adolescente ou derreter tão rápido quanto algodão doce na boca, mas quem disse que isso não é, de vez em quando bom?

 

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