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#MusicMonday: as brincadeiras cênicas de Paloma Faith

22/02/2010 às 00:30 em No Som

Paloma Faith é uma cantora britânica cujo som pode transitar facilmente pela mesma categoria daquele feito por Duffy, Miss Li ou Amy Winehouse (especialmente no primeiro disco). Se suas gravações podem ser comparadas dessa forma, a artista, por outro lado, possui uma excentricidade muito peculiar e assume uma postura bem diferente de suas talentosas parceiras no palco, transformando seus shows em pequenos espetáculos surreais e bem humorados.

Inspirada por nomes como Etta James, Ella Fitzgerald e Billie Holliday, ela lançou seu primeiro CD, “Do you want the truth or something beautiful?” no ano passado.  Ok, a semelhança com as divas citadas não é lá muito grande – o disquinho possui uma sonoridade retrô somente discreta – pop, mas com uma pitadinha jazz e um pouquinho de black music – que é bastante agradável e contagiante, como comprovado nas faixas “Romance Is Dead” ou no mais recente single, “Upside Down”.

Apesar de não trazer nada novo ou exclusivamente seu nesse aspecto, Faith compõe suas próprias canções e, como citado, possui um exagero característico e quase teatral em suas performances, ligado a sua paixão pelo universo burlesco dos cabarés de outrora. Muitas vezes, o visual da cantora parece pertencer a uma pin-up ou a alguma atriz do cinema clássico. Toda essa teatralidade tem divertido a maioria dos seus fãs, mas arrancado críticas da mídia britânica, que classifica suas brincadeiras como “desnecessárias” e “artificiais demais”. Pra tirar uma conclusão, veja abaixo uma de suas performances ao vivo, cantando a faixa “Broken Doll”, no ICA, em Londres.

Imagem de Amostra do You Tube

Paloma, além de se divertir encarnando personagens no palco, já realizou algumas participações em séries de tevê e o mais recente projeto onde atua ainda irá estrear por aqui: ela interpretou Sally no longa “O Fantástico Mundo do Sr. Parnassus”, filme que conta com um elenco cheio de nomes de peso, como Johnny Depp, Jude Law e Heath Ledger - este, em seu último trabalho nas telonas. Se depender da cantora, por sinal (que já se declarou fã de Tim Burton e David Lynch) dá pra apostar que essa não será sua última empreitada no mundo cinematográfico.

Porém, sua prioridade no momento é mesmo a música: já foram lançados quatro singles de seu debut, entre eles a excelente, “Stone Cold Sober” e “New York”, faixa em que declara que seu parceiro a trocou não por outra pessoa, mas pela vida em uma das maiores cidades do mundo. Aprovando ou não, é impossível ficar alheio as cenas e passagens criadas por Paloma Faith. O Miolaoteam adora e indica!

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#Top5: Diretores e Seus Queridinhos

15/02/2010 às 23:58 em Aleatoriedades, Telinha & Telão

De vez em quando algumas parcerias entre diretores e atores dão tão certo que eles repetem a dose. E mais de vez em quando ainda o repeteco se estende por mais filmes e mais filmes, como se o diretor esquecesse que há outros atores no mundo.

Se você duvida, dá uma olhada em nosso Top 5:

5º Ewan McGregor e Danny Boyle.

Quando começou?

O ano era 1994. Nessa época Danny Boyle era um diretor estreante oriundo da tv e lançava seu debut, o sensacional Cova Rasa.Bastante elogiado pela crítica, o longa fez bonito e foi responsável por apresentar ao mundo um dos mais talentosos atores em atividade e o visionário Boyle, que anos mais tarde receberia o Oscar por Quem Quer Ser Um Milionário?. Embora Cova Rasa fosse o terceiro filme de Ewan McGregor, pode-se dizer que sua carreira só começou mesmo a partir daí. Nos anos seguintes o ator fez alguns filmes de pouca repercussão e uma ponta em Emma, película baseada na obra de Jane Austen. Somente em 1996 Danny e Ewan se encontraram novamente no emblemático Trainspotting. O filme, baseado na obra de Irvine Welsh, apresentava uma visão totalmente diferente do mundo das drogas. Original e perspicaz, Trainspotting marcou a década de 90 e firmou Ewan como um dos mais promissores atores do mundo. Apenas um ano depois a parceria se repetiu no interessante Por Uma Vida Menos Ordinária. O filme que tinha a estrelinha da vez Cameron Diaz acabou dividindo a crítica e foi um verdadeiro fracasso de público. O destino dos dois parecia incerto: Boyle tinha decepcionado seu estúdio com a pouca arrecadação e Ewan, embora elogiado por sua atuação, ainda não tinha nenhum blockbuster em seu currículo. Mas tudo mudaria com A Praia, de 2000…

Acabou?

A Praia foi concebido como um projeto ambicioso e seria, teoricamente, o primeiro grande trabalho de Danny nos States. E foi nessa época que Ewan e Danny se desentenderam. O estúdio queria que Boyle usasse um rosto “mais conhecido” do grande público. O diretor acabou cedendo a pressão e no lugar de Ewan entrou ninguém menos que Leonardo DiCaprio, que vinha do sucesso Titanic. Massacrado pela crítica e pelo público o longa foi uma verdadeira decepção. Até a direção de Boyle, elogiada até então, foi alvo de críticas. No fim das contas, Ewan saiu ganhando em não participar. De lá pra cá os dois nunca mais trabalharam juntos. Embora vira e mexe algum fofoqueiro levante a hipótese de uma nova reunião, nada de concreto foi dito. Pena!

Deu certo?

Mesmo com o fim “trágico” da parceria, a parceria dos dois deu tão certo que hoje ambos são reconhecidos e aplaudidos de pé por seus trabalhos. Fora que possuir em sua filmografia um dos filmes mais amados da década de 90 não é pra qualquer um, né?

4º Leonardo DiCaprio e Martin Scorsese.

Quando começou?

Em Gangues de Nova York, de 2002. Na época Scorsese já tinha status de lenda e todo mundo estranhou a escolha de DiCaprio como protagonista. O ator, que até então tinha tido êxito somente em Titanic, após algumas decisões equivocadas estava perdido em sua carreira. Na estréia do filme todos aqueles que maldiziam o ator tiveram que engolir cada palavra. O garoto deu um show de interpretação e mesmo estando ao lado do grande Daniel Day Lewis não deixou nada a desejar. O Aviador, o projeto seguinte de Scorsese, foi recebido com empolgação pela crítica e rendeu a Leonardo sua segunda indicação ao Oscar. Impecável na pele do milionário excêntrico Howard Hughes, DiCaprio mostrou de uma vez por todas que sabia atuar. E sabia muito bem. Em 2006 a parceria foi refeita no aclamado Os Infiltrados. O filme abocanhou o Oscar de melhor direção para Scorcese e tirou a chance do cultuado diretor de se igualar a mestres como Chaplin e Hitchcock (por nunca levar a estatueta dourada para casa). O reconhecimento foi tão grande que além dos críticos e a Academia se renderem ao filme, Os Infiltrados foi a maior bilheteria de Scorsese.

Acabou?

Que nada! A Ilha do Medo, próximo lançamento da dupla, é um dos filmes mais aguardados do ano. Exibido em alguns círculos fechados, o filme vem recebendo grandes elogios – tanto para DiCaprio quanto para Scorsese -. É aguardar pra ver.

Deu certo?

Tão certo que rendeu a Martin seu primeiro Oscar e a Leonardo reconhecimento de público e crítica. Aliás, Marty foi só elogios para Leonardo em entrevista recente à revista New York. Saca só:

“O diferencial de Leo é seu rosto extraordinariamente cinematográfico. Ele poderia ter sido um grande ator do cinema mudo porque tanta coisa acontece nos seus olhos, pode-se ler tanta coisa em seu rosto.”

É, o cara tá podendo.

3º Robert De Niro e Martin Scorsese.

Quando começou?

Se Leonardo é a bola da vez para Scorsese hoje em dia, na década de 70 só dava Robert De Niro. Tudo começou em 1973 quando eles filmaram Caminhos Perigosos. De lá para cá foram ao todo 8 filmes: Taxi Driver, New York, New York, Touro Indomável, O Rei da Comédia, Os Bons Companheiros, Cabo do Medo e Cassino.  Alguns deles, como Touro Indomável, Taxi Driver e Cassino, são considerados verdadeiras obras-prima do cinema.

Acabou?

Que nada! Recentemente, Scorsese disse a Vanity Fair que quer De Niro em seu próximo filme: I Heard You Paint Houses. O longa, que terá seu roteiro adaptado do livro homônimo de Charles Brandt, terá como pano de fundo a máfia irlandesa. Alguém aí duvida que os dois vão detonar?

Deu certo?

Mas que pergunta! Foram 8 filmes ao todo e o nono tá quase aí. Martin realizou alguns de seus melhores trabalhos ao lado de De Niro, e foi dirigido por Scorsese que Robert levou seu segundo Oscar para casa por Touro Indomável.

… Duas lendas do cinema que “cresceram” juntas. Mais certo impossível.

2º Penélope Cruz e Pedro Almodóvar.

Quando começou?

Na década de 90, com Carne Trêmula. Naquela época Pedro já tinha construído uma bela carreira e seus filmes tinham repercussão mundial. Com Carne Trêmula não foi diferente: o longa foi um sucesso e, aos olhos mais atentos, estava ali uma atriz experiente mas que nunca havia sido explorad. Seu nome era Penélope Cruz. Mesmo com pouco tempo em cena, era notável a volúpia com que Almodóvar filmava a moça. No entanto, a consagração dos dois só viria em seu próximo filme; o belíssimo Tudo Sobre Minha Mãe, de 1999. Mesmo não sendo protagonista, Penélope mais uma vez estava lá. Foi graças a sua participação em Tudo Sobre Minha Mãe que a garota ganhou o mundo. Atuando em produções hollywoodianas a atriz foi bastante criticada. Houve quem dissesse que ela só atuava bem nas mãos de seu mentor. Verdade ou não, foi em 2006 com Volver que Penélope teve seu trabalho mais consistente. Encarando pela primeira vez uma protagonista num filme de Pedro, Penélope fez bonito e levou sua primeira indicação ao Oscar. Depois de conquistar de uma vez por todas o respeito da crítica e o coração de Almodóvar, Penélope assumiu o status de musa. Ano passado Pedro e Penélope fizeram seu quarto filme juntos. Abraços Partidos mostrou os dois em grandes momentos e embora tenha dividido a crítica agradou a maioria dos fãs com todos os elementos já característicos de Almodóvar.

Acabou?

Dê uma olhada na declaração dele para o jornal espanhol El Mundo e responda por si mesmo a pergunta:

“De todas as atrizes com quem trabalhei, ela é a única que me despertou um desejo que vai além da sensualidade que algumas cenas exigiam.”

Deu certo?

Se deu! Pedro já era considerado um grande diretor, mas foi graças a Tudo Sobre Minha Mãe que seu nome passou a figurar no primeiro time de realizadores. Com este filme Pedro recebeu a Palma de Ouro em Cannes e além do Oscar de Melhor Filme Estrangeiro. Penélope teve seus melhores momentos nas mãos do diretor e até hoje colhe frutos de seu trabalho com ele. Arrisco dizer que ela não estaria na posição que se encontra hoje se não fosse tivesse sido moldada nas mãos de Pedro. Volver e Abraços Partidos só confirmam isso.

1º Johnny Depp e Tim Burton.

Quando começou?

A parceria não podia ter começado melhor: Edward Mãos de Tesoura foi o primeiro de uma série que dura até hoje. O filme, de 1990, possui todos os ingredientes que consagraram Deep e Burton como estrelas: personagens estranhos, sensibilidade à flor da pele e um visual gótico-pop. O resultado excepcional fez do filme um marco na carreira de ambos e todas as características vistas na história foram reprisadas nos trabalhos seguintes da dupla. Em Ed Wood, Depp encarnou toda loucura do pior diretor de todos os tempos, n’A Lenda do Cavaleiro Sem Cabeça Burton comandou a cena totalmente à vontade num mundo que dominava, enquanto n’A Fantástica Fábrica de Chocolates eles tiveram uma experiência bem sucedida ao se aventurarem num novo gênero, a coisa deu tão certo que foi repetida no fofo A Noiva Cadáver e mais recentemente em Sweeney Todd – O Barbeiro Demoníaco da Rua Fleet.

Acabou?

Claro que não! Ambos trabalharam juntos no aguardado Alice No País das Maravilhas, que estréia em março por aqui.

Deu certo?

Muito certo! Tim encontrou em Depp o protagonista perfeito para emular suas loucuras. E Depp foi carregado ao estrelato nas mãos do diretor. Todo mundo saiu ganhando, inclusive, no último trabalho lançado por eles, ambos foram indicados ao Globo de Ouro.

Há quem diga que a parceria já apresenta desgaste… Pessoalmente acho que os dois podem render muuuuito ainda. Aquela coisa: em time que se está ganhando não se mexe.

Menções honrosas: Pedro Almodóvar e Carmen Maura por fazerem juntos nada mais nada menos que 9 filmes, Nicole Kidman e Baz Luhrmann por se arriscarem juntos em projetos improváveis – quem apostaria em um musical quando o gênero estava morto e quem teria tanta ambição para produzir um novo “E O Vento Levou…“? -, Quentin Tarantino e Uma Thruman por levarem 9 anos para finalizarem um argumento (Kill Bill, baby!), Roman Polanski e Emmanuelle Seigner porque afinal não é qualquer um que se casa com sua musa.

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As novas empreitadas de Penélope Cruz

11/02/2010 às 14:53 em Telinha & Telão

Penélope Cruz está, com certeza, em um dos melhores momentos de sua carreira. Depois de ser indicada ao Oscar e ao Globo de Ouro de Melhor Atriz Coadjuvante (que por sinal, não levou pra casa) pela sua atuação no deslumbrante “Nine”, de Rob Marshall, a artista espanhola está cotada para trabalhar com o diretor em outra parte de um projeto já conhecido do grande público: a série “Piratas do Caribe”.

O diretor de “Chicago” e “Memórias de Uma Gueixa” assumirá a direção do quarto capítulo da saga dos piratas, que antes estava nas mãos de Gore Verbinski. Com o título provisório de “Pirates of The Caribbean: On Stranger Tides”, o filme tem estréia prevista pra 20 de maio de 2011. Penélope fará uma personagem cuja personalidade confrontará as excentricidades do capitão Jack Sparrow, interpretado por Johnny Depp – que, diferente de Orlando Bloom e Keira Knightley, continua na produção. O roteiro é assinado pelos autores dos anteriores, Ted Elliot e Terry Rossio, e pouco foi revelado sobre ele até o momento: rumores dizem que trará um elemento conhecido de diversas histórias fantasiosas: a busca pela fonte da juventude. É esperar pra ver!

E além de colocar um futuro blockbuster em seu currículo, boatos dizem que Penélope trabalhará com o diretor Lars Von Trier em seu futuro lançamento, “Melancholia”. O filme, que falará sobre um planeta de mesmo nome que está prestes a colidir com a Terra começará a ser filmado esse ano e tem estréia prevista também para 2011. Se a notícia for confirmada, trabalhar com o dinamarquês será uma experiência e tanto pra Penélope, considerando que o diretor é conhecido por levar os envolvidos na produção de seus filmes ao limite – Bjork, que quase caiu nos tapas com o diretor durante as filmagens de “Dançando no Escuro” que o diga!

Até que seus novos projetos estréiem nos cinemas, poderemos vê-la numa participação especial em Sex and The City 2, que estréia mundialmente em Maio e torcer pela atriz na cerimônia do Oscar, que acontece no dia 7 de março. E pra quem ainda não viu, fica a dica: vá ao cinema hoje e assista “Nine” ou “Abraços Partidos”, mais recente parceria da atriz com Almodóvar que ainda está em cartaz em algumas cidades. Ver Penélope Cruz em cena sempre vale a pena!

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Cinema: Os Mais Bem Pagos de 2009

09/02/2010 às 02:15 em Aleatoriedades, Telinha & Telão

Engana-se quem pensa que os atores mais bem pagos de Hollywood ainda são Johnny Deep e Julia Roberts.

Segundo a Vanity Fair, os nomes do momento são os de Daniel Radcliffe e o de Emma Watson, ou, se você preferir, o Harry Potter e a Hermione Granger. No último ano os dois faturaram 70 milhões (40 ele, 30 ela) por suas participações nos 2 últimos filmes da franquia.

A lista exibe ao todo 40 nomes e abrange gente envolvida no segmento de cinema como atores, diretores e produtores.

Seguindo a lista dos atores temos Ben Stiller com 40 milhões e Tom Hanks com 36 milhões. Do lado feminino, quem aparece em segundo lugar é Cameron Diaz com 27 milhões e Sarah Jessica Parker com 24 milhões.

Vale ressaltar que Emma ficou em primeiro lugar como a mais bem paga do ano passado porque recebeu 15 milhões por cada “pedaço” de Harry Potter e As Relíquias da Morte. Angelina Jolie, que durante todo ano passado se ocupou com Salt, tornou-se a atriz com o maior cachê em um único filme levando pra casa nada menos que 20 milhões de dólares. Na lista geral ela aparece num mísero 32º. É mole?

Se liga na lista completa, que engloba todos os envolvidos:

1 Michael Bay $125 milhões
2 Steven Spielberg $85 milhões
3 Roland Emmerich$70 milhões
4 James Cameron $50 milhões
5 Todd Phillips $44 milhões
6 Daniel Radcliffe $41 milhões
7 Ben Stiller $40 milhões
8 Tom Hanks $36 milhões
9 J. J. Abrams $36 milhões
10 Jerry Bruckheimer $35.5 milhões
11 Tyler Perry $32.5 milhões
12 Adam Sandler $31.5 milhões
13 Denzel Washington $31 milhões
14 Emma Watson $30 milhões
15 Rupert Grint $30 milhões
16 Owen Wilson $29 milhões
17 Nicolas Cage $28 milhões
18 Russell Crowe $28 milhões
19 Cameron Diaz $27 milhões
20 Brian Grazer e Ron Howard $25.5 milhões
21 Johnny Depp $25 milhões
22 Steve Carell $25 milhões
23 Robert De Niro $24.5 milhões
24 Sarah Jessica Parker $24 milhões
25 Katherine Heigl $24 milhões
26 Shawn Levy $23 milhões
27 Oren Peli e Jason Blum $22.5 milhões
28 Robert Downey Jr. $22 milhões
29 George Clooney $22 milhões
30 Matt Damon $22 milhões
31 Reese Witherspoon $21 milhões
32 Angelina Jolie $21 milhões
33 Jennifer Aniston $20 milhões
34 Sandra Bullock $20 milhões
35 Robert Pattinson $18 milhões
36 Clint Eastwood $17 milhões
37 Kristen Stewart $16 milhões
38 Mark Wahlberg $16 milhões
39 Shia LaBeouf $15 milhões
40 Brad Pitt $13.5 milhões

Como era de se esperar, o top 3 geral da lista contém só realizadores, como Michael Bay de Transformers, Steven Spilberg e Roland Emmerich. James Cameron também marca presença com seus nada modesto 50 milhões.

Ai, ai… Essa galera que faz cinema nos States deve viver muito bem, né?

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#Alice no País das Maravilhas: de Carroll a Burton

17/12/2009 às 12:35 em Telinha & Telão

Cartazes - Alice

Finalmente saiu o trailer definitivo da adaptação de Tim Burton para o clássico infantil criado por Lewis Carroll, “Alice no País das Maravilhas”. Nele, podemos ver mais imagens daquele que promete ser um dos melhores filmes do ano que ainda nem começou.

Imagem de Amostra do You Tube

“Alice no País das Maravilhas” mostrará o universo que todos conhecemos, mas num contexto um pouco diferente: no filme, a personagem estará um pouco mais crescida, e voltará ao país das maravilhas anos depois e quase acidentalmente, depois de fugir de uma festa de gala. Lá, terá que enfrentar a conhecida Rainha de Copas. Durante essa viagem, o espectador identificará elementos e personagens da série escrita por Carroll.

Quem já leu os dois volumes, “Alice no País das Maravilhas” e “Alice no País dos Espelhos” – também encontrado por aqui como “Alice na Casa dos Espelhos” ou “Alice Através do Espelho” – sabe: os livros, apesar de dedicados às crianças, trazem elementos perturbadores e não são tão inocentes quanto parecem. Lewis Carroll, escritor, matemático, poeta e fotógrafo amador, escreveu os livros para homenagear a filha de um amigo, Henry Lidell. Alice Lidell foi a inspiração para a personagem que se tornaria um marco da literatura mundial. Lewis contou a história à garota e as suas duas irmãs num passeio de barco pelo rio Tâmisa, em 1862. Alguns estudos sobre a vida do autor dizem que ele nutria uma admiração quase anormal pela garota, e que chegou a propor casamento à mesma enquanto ela ainda era muito jovem – pedido negado pelos seus pais. Se sua obsessão pela jovem era exagerada, nunca saberemos muito bem. Ela, embora nada saudável, gerou uma das obras mais influentes da literatura.

Lewis - Tim

Tim Burton pode ter sido a escolha ideal para contar a história “viajada” e um pouco psicodélica de Alice para um lugar cheio de tipos estranhos e situações surreais. A concretização do projeto surge como um alívio para os fãs, que estão vendo agora os resultados de uma produção que demorou para ser concretizada. Antes de Burton assumir o projeto, no final de 2007, houve diversos boatos sobre a transição da obra literária para o cinema. Um jogo inspirado no universo de Lewis C., chamado “American McGee Alice”, foi cotado para ganhar uma versão cinematográfica, dirigida por Marcus Nispel (diretor do remake de 2003 de “O Massacre da Serra Elétrica”) e com Sarah Michelle Gellar no papel da protagonista (??), financiada pelo Universal Studios. A história do game, de certa forma tem pontos em comum com a adaptação que veremos nas telonas, mas é um pouco mais… bizarra, se é que isso é possível: lançado em 1999, ele narrava o retorno de Alice ao país das maravilhas, agora comandado pelos poderes das trevas, depois de ter passado anos internada num manicômio. (oi?) E dá-lhe banhos de sangue! A idéia, apesar de descaracterizar completamente a trama, parecia interessante – mas nunca se concretizou.

Tim, então, iniciou em parceria com a Walt Disney Pictures a produção do filme. Com o tempo, foram surgindo notícias sobre o elenco – entre os primeiros contratados, Johnny Depp, amigo do diretor, como “O Chapeleiro Louco” e Helena Bonham Carter como a Rainha de Copas. Hoje, sabemos que o cast contará ainda com Anne Hathaway, Alan Rickman e outros diversos nomes de peso. Alice, porém, será interpretada pela quase desconhecida Mia Wasikowska, que já participou de especiais da HBO. O filme que usa o método de captação de imagens em 3D para criar os personagens vistos na tela, também será exibido em salas de projeção tridimensional.

Alices: Alice Lidell, a verdade; Mia Wasikowska como Alice na adaptação de Tim Burton; a versão gótica da personagem em "American McGee Alice" e a famosa versão animada de 1951.

Alices: Alice Lidell, a inspiração de Carroll; Mia Wasikowska como Alice na adaptação de Tim Burton; a versão gótica da personagem em "American McGee Alice" e a famosa versão animada de 1951.

Esse ano, Burton disse no Comic-Com, evento sobre HQs que aconteceu em San Diego (EUA), que todas as adaptações realizadas até hoje não fizeram jus aos diversos elementos que a história original possui. A mais famosa feita até hoje é o longa-metragem animado da Disney, lançado em 1951 e que alterou, e muito, a obra original. Outras adaptações lançadas e muito pouco conhecidas datam de 1985: dirigidas por Harry Harris e estrelando Natalie Gregory, os filmes da primeira e segunda parte da saga de Alice – lançados para TV – fizeram moderado sucesso na época do seu lançamento, mas não conseguiram criar impacto no decorrer dos anos. Burton tem a chance de fazer a adaptação definitiva desse mundo de fantasias. Pelo que parece, ele não irá decepcionar.

O projeto será o primeiro de dois realizados por Burton em parceria com os estúdios Disney: o próximo, Frankenweenie, tem estréia prevista para 2011.  E partir de agora, poderemos presenciar um “revival” de Alice por toda parte, talvez motivado pela adaptação cinematográfica. Um exemplo disso é a série de TV “Alice”, dirigida por Nick Willing, que foi exibida nos dias 6 e 7 desse mês nos EUA pelo canal Syfy, que adicionou toques contemporâneos ao universo da personagem.

Capa da edição especial do DVD lançado lá fora, com a adaptação de "Alice" de 1985 e o cartaz de divulgação da série "Alice", do canal Syfy.

Capa da edição especial do DVD lançado lá fora, com a adaptação de "Alice" de 1985 e o cartaz de divulgação da série "Alice", do canal Syfy.

Olha só o trailer da série:

 Imagem de Amostra do You Tube

Ah, só pra lembrar: o filme de Tim tem estréia prevista para 5 de Março de 2010!

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