‘Vou fazer sua vida um inferno daqui pra frente. Todo mundo perdoa tudo no Brasil, mas traição, X9, ninguém perdoa…” – Tico Santa Cruz, vocalista do Detonautas Roque Clube e justiceiro nas horas vagas.
Existe entre os seres humanos: essa mania, essa vontade louca de categorizar tudo quanto é objeto que lhes cai nas mãos. Se um filme é diferente e não se encaixa em nenhum gênero, logo criamos uma gaveta nova aonde jogá-lo – ou simplesmente ignoramos sua existência. Se fôssemos obrigados a fazer isso com a exposição de Robert Wilson, diríamos que ela é uma “video-arte”. O erro, aqui, é que esse mesmo grupo de desinformados-arcaicos que insistem em nomear todas as obras, podem cometer o erro de perceber uma “video-arte” como algo enfadonho e estranho demais para ser compreendido. O que Wilson alcança com seu trabalho é exatamente o oposto.
Que Bob Wilson é um dos maiores diretores de teatro contemporâneo, não é surpresa pra ninguém. Ao longo das últimas décadas, construiu alguns dos espetáculos mais deslumbrantes e provocadores da cena teatral, consolidando sua reputação de artista de vanguarda, com linguagem própria e assinatura inconfundível. A surpresa da atual exposição é ver que o talento de Bob Wilson transcende, com folga e fôlego, os limites do palco. O atual trabalho revela um artista plástico, um performer igualmente inquieto, surpreendente e moderno” (Luciano Alarbase)
Em outras palavras: Wilson utilizou da mais moderna tecnologia para fotografar (fotografar?) artistas pops e famosos (entre outras coisas) e exibir essas imagens em telas eletrônicas, com cor e estética lindas. O mais impressionante é que, ao nos concentramos em cada um dos retratos, percebemos que eles não são apenas retratos: mas sim retratos em movimento com sons! Aí você se pergunta “ué, isso qualquer cinema tem”. A questão é que os video-portraits de Bob são… diferentes. Eles formam um movimento sutil, belo e gerador de ações surpreendentes. É inovador, tem força e coração, marca o espectador de tal forma que muitos filmes ótimos não o fazem.
Um rosto gigante sendo tomado pela frase “la solitude es una condition necessaire de la liberté”; Dita von Tesse semi-nua em um balanço; Isabella Rossellini vestida em cores infantis, num misto de marinheira e boneca. E, se tudo isso ainda não for suficiente para vos convencer do quão ótima a exposição é, fechamos com chave de ouro: Brad Pitt, na chuva, só de cueca, olhando diretamente para você.
Lindo não? A exposição vai ficar no Santander Cultural, em Porto Alegre, RS, até dia 5 de dezembro.
Pronto. O filme mais aguardado dos últimos meses finalmente chegou ao cinema, depois de muito hype e de muito ser dito a seu respeito. É quase estranho ver o resultado de tanto tempo de produção (e de falatório!) nas telonas – aqui no Brasil com um inexplicável atraso de mais de um mês em comparação com os EUA, onde o filme já circula pelas salas desde o comecinho de março.
O @miolão, que já havia mostrado suas expectativas sobre o projeto com uma série de posts especiais que comentavam sobre uma das adaptações mais pop dos últimos tempos, agora pôde dar seu veredito final.
Paloma Faith é uma cantora britânica cujo som pode transitar facilmente pela mesma categoria daquele feito por Duffy, Miss Li ou Amy Winehouse (especialmente no primeiro disco). Se suas gravações podem ser comparadas dessa forma, a artista, por outro lado, possui uma excentricidade muito peculiar e assume uma postura bem diferente de suas talentosas parceiras no palco, transformando seus shows em pequenos espetáculos surreais e bem humorados.
Inspirada por nomes como Etta James, Ella Fitzgerald e Billie Holliday, ela lançou seu primeiro CD, “Do you want the truth or something beautiful?” no ano passado. Ok, a semelhança com as divas citadas não é lá muito grande – o disquinho possui uma sonoridade retrô somente discreta – pop, mas com uma pitadinha jazz e um pouquinho de black music – que é bastante agradável e contagiante, como comprovado nas faixas “Romance Is Dead” ou no mais recente single, “Upside Down”.
Apesar de não trazer nada novo ou exclusivamente seu nesse aspecto, Faith compõe suas próprias canções e, como citado, possui um exagero característico e quase teatral em suas performances, ligado a sua paixão pelo universo burlesco dos cabarés de outrora. Muitas vezes, o visual da cantora parece pertencer a uma pin-up ou a alguma atriz do cinema clássico. Toda essa teatralidade tem divertido a maioria dos seus fãs, mas arrancado críticas da mídia britânica, que classifica suas brincadeiras como “desnecessárias” e “artificiais demais”. Pra tirar uma conclusão, veja abaixo uma de suas performances ao vivo, cantando a faixa “Broken Doll”, no ICA, em Londres.
Paloma, além de se divertir encarnando personagens no palco, já realizou algumas participações em séries de tevê e o mais recente projeto onde atua ainda irá estrear por aqui: ela interpretou Sally no longa “O Fantástico Mundo do Sr. Parnassus”, filme que conta com um elenco cheio de nomes de peso, como Johnny Depp, Jude Law e Heath Ledger - este, em seu último trabalho nas telonas. Se depender da cantora, por sinal (que já se declarou fã de Tim Burton e David Lynch) dá pra apostar que essa não será sua última empreitada no mundo cinematográfico.
Porém, sua prioridade no momento é mesmo a música: já foram lançados quatro singles de seu debut, entre eles a excelente, “Stone Cold Sober” e “New York”, faixa em que declara que seu parceiro a trocou não por outra pessoa, mas pela vida em uma das maiores cidades do mundo. Aprovando ou não, é impossível ficar alheio as cenas e passagens criadas por Paloma Faith. O Miolaoteam adora e indica!
De vez em quando algumas parcerias entre diretores e atores dão tão certo que eles repetem a dose. E mais de vez em quando ainda o repeteco se estende por mais filmes e mais filmes, como se o diretor esquecesse que há outros atores no mundo.
Penélope Cruz está, com certeza, em um dos melhores momentos de sua carreira. Depois de ser indicada ao Oscar e ao Globo de Ouro de Melhor Atriz Coadjuvante (que por sinal, não levou pra casa) pela sua atuação no deslumbrante “Nine”, de Rob Marshall, a artista espanhola está cotada para trabalhar com o diretor em outra parte de um projeto já conhecido do grande público: a série “Piratas do Caribe”.
O diretor de “Chicago” e “Memórias de Uma Gueixa” assumirá a direção do quarto capítulo da saga dos piratas, que antes estava nas mãos de Gore Verbinski. Com o título provisório de “Pirates of The Caribbean: On Stranger Tides”, o filme tem estréia prevista pra 20 de maio de 2011. Penélope fará uma personagem cuja personalidade confrontará as excentricidades do capitão Jack Sparrow, interpretado por Johnny Depp – que, diferente de Orlando Bloom e Keira Knightley, continua na produção. O roteiro é assinado pelos autores dos anteriores, Ted Elliot e Terry Rossio, e pouco foi revelado sobre ele até o momento: rumores dizem que trará um elemento conhecido de diversas histórias fantasiosas: a busca pela fonte da juventude. É esperar pra ver!
E além de colocar um futuro blockbuster em seu currículo, boatos dizem que Penélope trabalhará com o diretor Lars Von Trier em seu futuro lançamento, “Melancholia”. O filme, que falará sobre um planeta de mesmo nome que está prestes a colidir com a Terra começará a ser filmado esse ano e tem estréia prevista também para 2011. Se a notícia for confirmada, trabalhar com o dinamarquês será uma experiência e tanto pra Penélope, considerando que o diretor é conhecido por levar os envolvidos na produção de seus filmes ao limite – Bjork, que quase caiu nos tapas com o diretor durante as filmagens de “Dançando no Escuro” que o diga!
Até que seus novos projetos estréiem nos cinemas, poderemos vê-la numa participação especial em Sex and The City 2, que estréia mundialmente em Maio e torcer pela atriz na cerimônia do Oscar, que acontece no dia 7 de março. E pra quem ainda não viu, fica a dica: vá ao cinema hoje e assista “Nine” ou “Abraços Partidos”, mais recente parceria da atriz com Almodóvar que ainda está em cartaz em algumas cidades. Ver Penélope Cruz em cena sempre vale a pena!
Engana-se quem pensa que os atores mais bem pagos de Hollywood ainda são Johnny Deep e Julia Roberts.
Segundo a Vanity Fair, os nomes do momento são os de Daniel Radcliffe e o de Emma Watson, ou, se você preferir, o Harry Potter e a Hermione Granger. No último ano os dois faturaram 70 milhões (40 ele, 30 ela) por suas participações nos 2 últimos filmes da franquia.
A lista exibe ao todo 40 nomes e abrange gente envolvida no segmento de cinema como atores, diretores e produtores.
Seguindo a lista dos atores temos Ben Stiller com 40 milhões e Tom Hanks com 36 milhões. Do lado feminino, quem aparece em segundo lugar é Cameron Diaz com 27 milhões e Sarah Jessica Parker com 24 milhões.
Vale ressaltar que Emma ficou em primeiro lugar como a mais bem paga do ano passado porque recebeu 15 milhões por cada “pedaço” de Harry Potter e As Relíquias da Morte. Angelina Jolie, que durante todo ano passado se ocupou com Salt, tornou-se a atriz com o maior cachê em um único filme levando pra casa nada menos que 20 milhões de dólares. Na lista geral ela aparece num mísero 32º. É mole?
Se liga na lista completa, que engloba todos os envolvidos:
1 Michael Bay $125 milhões
2 Steven Spielberg $85 milhões
3 Roland Emmerich$70 milhões
4 James Cameron $50 milhões
5 Todd Phillips $44 milhões
6 Daniel Radcliffe $41 milhões
7 Ben Stiller $40 milhões
8 Tom Hanks $36 milhões
9 J. J. Abrams $36 milhões
10 Jerry Bruckheimer $35.5 milhões
11 Tyler Perry $32.5 milhões
12 Adam Sandler $31.5 milhões
13 Denzel Washington $31 milhões
14 Emma Watson $30 milhões
15 Rupert Grint $30 milhões
16 Owen Wilson $29 milhões
17 Nicolas Cage $28 milhões
18 Russell Crowe $28 milhões
19 Cameron Diaz $27 milhões
20 Brian Grazer e Ron Howard $25.5 milhões
21 Johnny Depp $25 milhões
22 Steve Carell $25 milhões
23 Robert De Niro $24.5 milhões
24 Sarah Jessica Parker $24 milhões
25 Katherine Heigl $24 milhões
26 Shawn Levy $23 milhões
27 Oren Peli e Jason Blum $22.5 milhões
28 Robert Downey Jr. $22 milhões
29 George Clooney $22 milhões
30 Matt Damon $22 milhões
31 Reese Witherspoon $21 milhões
32 Angelina Jolie $21 milhões
33 Jennifer Aniston $20 milhões
34 Sandra Bullock $20 milhões
35 Robert Pattinson $18 milhões
36 Clint Eastwood $17 milhões
37 Kristen Stewart $16 milhões
38 Mark Wahlberg $16 milhões
39 Shia LaBeouf $15 milhões
40 Brad Pitt $13.5 milhões
Como era de se esperar, o top 3 geral da lista contém só realizadores, como Michael Bay de Transformers, Steven Spilberg e Roland Emmerich. James Cameron também marca presença com seus nada modesto 50 milhões.
Ai, ai… Essa galera que faz cinema nos States deve viver muito bem, né?
Todos os textos são produzidos pela Equipe do Miolão. Não é autorizada a distribuição dos mesmos sem prévia autorização. Relativo as imagens que usamos, todas elas foram retiradas da própria internet e, a maioria, não citava fonte, por isso deixamos sem.
Se por acaso você for o proprietário ou se sentir ferido por qualquer motivo, não hesite em escrever-nos:
contato@miolao.com!