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Top 5: Atrizes que cantam

zooeytopo

Não sei quanto a vocês, mas quando alguém me fala que tal cantora decidiu fazer um filme (argh!) eu já fico com preguiça… Mas quando a situação é inversa – quando uma atriz decide cantar -, me interesso de pronto, visto que na maioria das vezes saem coisas, no mínimo, curiosas.

Que fique claro que eu não estou falando de J.Lo., Miley Cyrus, Xuxa ou coisas desse naipe. O objetivo da lista é apontar atrizes que cantam – e que cantam bem, obrigado.  Previno-os também que nesse Top 5 não haverá destaque para Judy Garland, Barbra Streisand ou Marilyn Monroe,  uma vez que suponho que todos sabem o quanto elas foram fantásticas, certo?

Então, dito isso, só me resta perguntar: preparados?

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Trilha de Cinema: Over The Rainbow, Judy Garland

Nós do Miolão pensamos em algumas cenas musicais para homenagear Judy Garland hoje, no aniversário de 42 anos de sua morte. Mas não conseguimos deixar de lado aquele momento que alçou a atriz a categoria de celebridade e fez sua imagem impregnar-se no imaginário do público para sempre. Continue lendo →

Cover: Over The Rainbow, Tori Amos

“Over The Rainbow” é uma canção clássica e atemporal, que ninguém jamais esqueceu. Escrita por E.Y. Harbug e interpretada originalmente por Judy Garland no ótimo filme “O Mágico de Oz”, (adaptação cinematográfica da história criada por L. Frank Baum) possui um otimismo comovente e puro que parece tocar até a mais dura das pessoas. A faixa funciona como a expressão perfeita das ambições de Dorothy, protagonista do longa – uma garotinha texana com sonhos de conhecer mais do que a vida simples que leva e viajar para terras distantes.

Interpretá-la não é pra qualquer um. Versões suas são feitas aos montes, mas poucas marcam de verdade. Tori Amos foi uma daquelas que conseguiram criar um cover de valor da mesma.

A cantora, uma das artistas femininas que marcaram a música confessional da década de 90, tornou-se conhecida por sua forma fresca e sincera de narrar episódios cotidianos, na mesma linha de Alanis Morissette e Fiona Apple. “Over The Rainbow” foi interpretada pela moça mais de uma vez ao vivo, e ela, como vemos no vídeo, parece extremamente familiarizada com a faixa. Para demonstrar sua grandeza, Tori não precisa de mais que sua voz um piano. Nesse clima intimista, ela evoca toda a magia contida na canção imortal. Antes, conta pequenas memórias da convivência com sua mãe, que contribuem ainda mais para o clima emocionante da apresentação. Veja:

Cover: Smile, Janelle Monáe

Smile, though your heart is aching…  Smile, even though it’s breaking
When there are clouds in the sky… You’ll get by…

Smile é um verdadeiro hino ao otimismo. Apresentada pela primeira vez em 1936, no filme Tempos Modernos, escrita por Charles Chaplin, Smile possui uma letra sensível e simples capaz de comover o mais duro dos corações. Ao longo dos anos, a canção ganhou diversas homenagens e foi regravada por gente grande como Nat King Cole, Judy Garland, Michael Jackson e, mais recentemente, pela galerinha de Glee.

Quando as possibilidades pareciam esgotadas eis que surge Janelle Monáe resgatando a canção e despindo qualquer arranjo mais elaborado, numa roupagem acústica que faz juz a versão de Nat King Cole, que parecia imbatível.

Demais, né?

As cenas e os temas (Parte 2)

O MIOLÃOTEAM apresenta hoje a segunda parte do especial “As cenas e os temas“, em que escolhe momentos do cinema – famosos ou não – onde as junções entre música e imagens não podiam ter sido melhores.

Em breve, a terceira e última parte estará no ar. Aguarde!

Um Beijo Roubado – The Story (Norah Jones)

Sim, as pessoas que disseram que esse é um dos beijos mais memoráveis do cinema recente não estavam erradas: Norah Jones interpreta em “My Blueberry Nights” (de Kar Wai Wong) uma garota comum que decide viajar e deixar tudo para trás depois de uma frustração amorosa. No caminho, ela conhece diversas figuras excêntricas enquanto um pretendente, dono de uma doceria freqüentada pela personagem e vivido por Jude Law morre de saudades da antiga freguesa. Depois de muito tempo distantes, o merecido reencontro, que resulta nessa cena poética e sensível: a canção tocando ao fundo é “The Story”, interpretada pela própria Norah. Seu ritmo lento e sensual apenas acentua como o acontecimento é sincero. Um beijo roubado nunca foi tão envolvente. Veja.

O Diário de Bridget Jones – All By Myself (Jamie O’Nell)

Curtir uma fossa num sábado à noite não é algo muito agradável, mas Reneé Zellweger transforma uma “sessão deprê” regada a cigarros e álcool numa experiência divertidíssima – pelo menos para o espectador. Dublando a canção “All By Myself” (na versão de Jamie O’Neal) a atriz arranca gargalhadas e mostra a cara de Bridget Jones, uma das personagens mais carismáticas das comédias românticas. Ouça.

Southland Tales – All These Things That I’ve Done (The Killers)

Ok. Richard Kelly, o diretor de Donnie Darko, patinou legal em uma de suas empreitadas – esse conto que nunca acerta ao abordar temas como dominação capitalista, fim do mundo e degradação da sociedade. A surpresa vai por conta dessa cena, uma das poucas coisas válidas do filme, que é meio picareta: nela, Justin Timberlake dubla a ótima e apoteótica “All These Things That I’ve Done” dos The Killers em meio à diversas mulheres que celebram pateticamente a suposta grandeza (cega) do sonho americano. Um momento que mesmo bem colocado não salva o filme do marasmo. Assista.

9 – A Salvação – Somewhere Over The Rainbow (Judy Garland)

“9 – A Salvação” foi uma grata surpresa entre as animações lançadas no ano passado. O filme, dirigido por Shane Acker e produzido por Tim Burton conta a história de bonecos de pano que possuem alma e procuram salvar o mundo, que futuro distante, tornou-se caótico e apocalíptico: é tudo o que pode ser dito para não estragar a história. A produção consegue emocionar ao confrontar o espectador com a freqüente idéia da esperança tentando sobreviver num universo onde claramente não existe brecha alguma (ou quase!) para que ela exista. A canção “Somewhere Over The Rainbow”, interpretada por Judy Garland, é executada em uma cena tocante; um momento de aparente tranqüilidade em que os protagonistas parecem próximos – mesmo que por poucos segundos – da tão almejada felicidade que buscam. Aperta o coração e deixa sem palavras.  Ouça.

Tudo Para Ficar com Ele – The Penis Song (Cameron Diaz, Selma Blair e Christina Applegate)

Vulgar? Hilária? Provocante? Independente da sua opinião, é impossível ficar alheio à parodia de “I’m Too Sexy” de Right Said Fred – que por sua vez, é inspirada numa canção de Jimi Hendrix – feita pelo elenco do filme “Tudo Para Ficar com Ele”: a música, um empolgado manifesto sobre a anatomia masculina (?) divide opiniões, mas é, com certeza, marcante para quem assiste, gostando ou não. O Miolaoteam se encaixa no primeiro caso. Assista.

Ellie Parker – Heart of Glass (Blondie)

Naomi Watts interpreta em “Ellie Parker” uma aspirante à atriz cuja vida parece cada vez mais fora dos eixos: tem uma melhor amiga que ignora seus desabafos, um namorado que não dá a mínima para o relacionamento, um empresário que não acredita no seu potencial e não é levada a sério em nenhuma entrevista de emprego. A cena em questão mostra Ellie preparando-se para um teste, onde poderá ganhar o papel de uma prostituta: ela veste o figurino e faz o seu próprio e – impagável – aquecimento, tendo como trilha sonora “Heart of Glass” do Blondie. O filme, que teve repercussão quase nula no circuito comercial é um achado que merece ser visto. Espirituoso, dramático na medida certa e nunca piegas, mostra o quanto Naomi Watts é talentosa – além de mostrar que alguns atores/atrizes são a melhor escolha para determinados papéis. Watts rouba cada cena e é delicioso vê-la atuando: você irá torcer muito pela “azarada” protagonista, pode acreditar. Assista.

p.s.: Vale reforçar que não disponibilizamos os links com os respectivos trechos em todos os casos pois nem todos eles foram encontrados na Internet. Assista os filmes na íntegra, porém: independente das cenas comentadas, eles são ótimos! :)

#NoSom: A trilha sonora do seu Natal

Madonna – Santa Baby

Madonna
http://www.youtube.com/watch?v=PxHrjvovInE
“Santa Baby”, que já foi “coverizada” por Kylie Minogue e Shakira (vale conferir os covers das moças), tem uma versão feita pela rainha do pop, com sua voz miada do começo da carreira. É, de qualquer forma, cativante e um pouco safadinha. Uma gravação de Natal que só a Madonna das antigas poderia fazer.

Lady Gaga feat. Space Cowboy – Christmas Tree

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http://www.youtube.com/watch?v=Bm-eNh0PXNc
Gaga diz que o único lugar em que gostaríamos de estar, nessas festas, é debaixo de sua árvore de Natal. A gente topa? ;)

John Lennon – Happy Xmas (War Is Over)

johnlennon
http://www.youtube.com/watch?v=wKIhzafc7nI
John Lennon transformou uma canção de protesto, sobre a Guerra do Vietnã, numa clássica música natalina, que ganharia diversas versões ao redor do mundo – até Celine Dion regravou a faixa. (!)

Colbie Caillat – Mistletoe

colbie-caillat
http://www.youtube.com/watch?v=4UU0P7MqZJE
Nessa música, Colbie Caillat fala que seu Natal não será completo enquanto “aquela” pessoa não estiver ao seu lado. Canção serena e um pouco tristonha, sem exageros.

Bob Dylan – Must Be Santa

bob
http://www.youtube.com/watch?v=qVs6X9yIM_k&feature=player_embedded
Faixa encontrada no seu último álbum lançado, “Christmas In The Heart”, que possui apenas canções natalinas. Dylan quase sempre faz o requisito, por sinal: do tipo de artista que merece ser ouvido em qualquer trabalho. O clipe, por sinal, traz Bob Dylan “atuando” depois de muito tempo sem aparecer em seus próprios vídeos.

Dido – Christmas Day

dido
http://www.youtube.com/watch?v=CMFzQhR9dJw
Ah… a voz de Dido aquece qualquer Natal! =) Lembrando que a música é uma composição inédita, e não regravação.

Aimee Mann – Have Yourself a Merry Little Christmas

aimee
http://www.youtube.com/watch?v=o9neidgHjMo
Originalmente imortalizada por Judy Garland no filme “Meet Me In St. Louis”, ou, na versão nacional, “Agora Seremos Felizes” (??), a faixa ganha um charme sóbrio na voz da talentosa Aimee Mann.

No Doubt – Oi To The World

ND
http://www.youtube.com/watch?v=hoL1Uxwk6vc
Contagiante cover de uma música de natal da banda The Vandals, que convida o mundo todo a entrar na mesma festa. #redeGlobofeellings. Adoro a Gwen solo mas deu uma vontade de ouvir algo novo do No Doubt…

Susan Boyle – Silent Night

susanboyle
http://www.youtube.com/watch?v=ZBvVmI2t9CQ
Susan Boyle faz uma versão comovente desse clássico de Natal. Você ouve e fica quieto – a música é manjada, mas a interpretação é ótima.

Spice Girls – Christmas Wrapping

spice
http://www.youtube.com/watch?v=d-Bg9BT82sQ
Por um Natal mais 1998. (?)

U2 – Christmas (Please Baby Come Home)

u2
http://www.youtube.com/watch?v=XiSPNaQNGOY
Bono tá chamando pra ceia dele, vai deixá-lo esperando?

Mariah Carey – All I Want For Christmas Is You

mariah
http://www.youtube.com/watch?v=K5bo4VDEH-U
Aquela cantada por Mariah Carey é a original, mas se você não gosta dela, calma: uma porrada de artistas influentes da década de 90 regravaram essa música. Vira e mexe, alguém ainda revisita a clássica canção. Se você ainda não enjoou, vale ouvir de novo.

Beatles – Christmas Time Is Here Again

Beatles
http://www.youtube.com/watch?v=ovX5bcIxTQ8
Gravação rara dos Beatles oferecida como presente aos fãs que eram componentes de seu fã clube, foi lançada oficialmente apenas décadas depois. Não difere em nada do som característico produzido pela banda naquela época: precisa dizer mais?

#O Mágico de Oz – 70 Anos

Cena do filme "O Mágico de Oz"

Em 2009, a adaptação para os cinemas do conto fantasioso de Lyman Frank Baum completa 70 anos desde seu lançamento. O filme, lançado em 1939, tornou-se um marco do cinema por diversos fatores. Foi uma das primeiras produções a usar o recurso de technicolor (para deixar as cenas coloridas), alçou Judy Garland – que já era popular na época – ao status de verdadeira estrela de Hollywood, apresentou canções originais que o mundo cantaria até os dias de hoje, e foi uma das primeiras adaptações de obras literárias que puderam ser vistas nas telas dos cinemas.

É difícil fazer um post sobre os 70 anos da película sem comentar sobre as diversas variações da história que surgiram no decorrer do tempo. Até mesmo o próprio livro, lançado pelo escritor nascido em Chittenango, NY, ganharia mais treze (!) continuações, criadas pelo próprio. Frank Baum, que era fascinado por literatura e teatro desde a infância, lançou diversos livros infantis e adultos, mas entregou ao mundo sua obra definitiva – “O Mágico de Oz” – somente em 1900. A história de Dorothy, garota que é levada à uma terra desconhecida por um furacão repentino e procura, com a ajuda de um espantalho, um leão e um homem de lata por um mago poderoso que pode mandá-la de volta pra casa foi um grande sucesso de vendas na época, tendo sido posteriormente adaptada para os palcos da Broadway, permanecendo em cartaz por nove anos.

Incrivelmente, o aniversário da versão cinematográfica foi comemorado de forma discreta em alguns lugares do mundo. A cidade de Wamego, no Kansas, realizou diversos eventos em comemoração à data, além de manter há anos o “museu” de “O Mágico de Oz”, que possui no acervo mais de 25 mil (!!) peças relacionadas ao filme, incluindo um figurino original usado por Judy Garland nas filmagens do mesmo. No resto do globo, os setenta anos do lançamento foram celebrados sem muito alarde – os grandes estúdios e redes de lojas não deixaram de prestar suas homenagens e, de quebra, talvez lucrar um pouco com isso…

A Warner Bros. , em companhia da “Swarovski” convidou diversos designers/estilistas famosos para fazerem releituras bem glamourosas do famoso sapatinho de rubi que a protagonista usa para realizar seus desejos (curiosidade: no livro, eles não são rubi, são prateados!) A exposição “The Wizard of Oz Ruby Slipper Collection” – que mostrará as criações de nomes como Manolo Blahnik, Jimmy Cho e até Gwen Stefani e sua grife L.A.M.B – esteve na Mercedez Benz Fashion Week no mês de Setembro,  e, itinerante, estará em outras grandes cidades, como Miami, durante a Miami Art Week esse mês. Os sapatos serão leiloados daqui alguns meses, com o fim do evento.

Os sapatinhos originais usados por Judy no filme e uma das releituras que compõem a mostra itinerante.

Os sapatinhos originais usados por Judy no filme e uma das releituras que compõem a mostra itinerante.

Os estúdios lançaram também, em diversos países – incluindo Brasil – uma edição especial do filme em DVD, com 4 discos cheios de extras. Ok, o preço é salgado: em média, R$149.00 pelo Box completo. Lá, você pode encontrar materiais nunca antes vistos pelos fãs, produzidos na época do lançamento e também agora.

Capa da versão nacional do box de "O Mágico de Oz".

Capa da versão nacional do box de "O Mágico de Oz".

Antes do ano terminar, o Miolão também gostaria de prestar sua homenagem a obra e convidar os leitores à conhecer – ou relembrar – esse clássico que recebeu dois Oscars  (melhor trilha sonora e melhor música) , foi eleito pelo American Film Institute como o décimo melhor filme de todos os tempos e está guardado de forma carinhosa nas mentes de gerações que vivenciaram uma época diferente da nossa e agora, continua conquistando novos fãs apaixonados pelo reino de Oz e por uma história tão simples e ao mesmo tempo tão encantadora e marcante.

Pra finalizar, vamos relembrar uma das canções mais clássicas de todos os tempos e que está na trilha sonora do filme? Aposto que vocês sabem qual é…

Imagem de Amostra do You Tube

 

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