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#VemAí: “Comer, Rezar, Amar”, com Julia Roberts

19/03/2010 às 02:15 em Telinha & Telão

Em 2006, um livro foi lançado no exterior e, nos anos seguintes, tornou-se um dos títulos mais vendidos da década. Escrito pela jornalista Elizabeth Gilbert, “Comer, Rezar, Amar” é composto por um apanhado de memórias pessoais da autora, que, depois de passar por um divórcio traumático, começou a rever suas prioridades e viajou para locais diferentes buscando as coisas de que sentia falta na vida.

Alguns articulam que “Comer Rezar Amar” é apenas mais um best seller comum , mas todos aqueles que leram o livro – inclusive eu, mesmo não tendo chegado até o fim por pura falta de tempo – foram conquistados pelo humor leve, pela amabilidade e o tom despretensioso com que Elizabeth conduz a narrativa sobre sua “jornada”. É o tipo de obra que você pode não esperar muito, mas continua lendo porque é agradável e envolvente como uma conversa casual com alguém, ou como ouvir uma pessoa te contando algumas situações do cotidiano com observações honestas sobre sentimentos, impressões e coisas da vida.  

Mas esse não é o caso! O fato é que, além do sucesso de vendas e de render uma paródia  - o livro “Beber Jogar F@%der”, de Andrew Gottlieb – ele também não demorou pra chamar a atenção dos grandes estúdios, que sabem muito bem que uma obra literária pode render algo bom (ou ao menos bastante dinheiro) quando levada para as telonas.

A Columbia Pictures, então, comprou os direitos de adaptação da história de Gilbert em meados de 2008 e o resto foi acontecendo. Para a transposição às telas de um livro de peso, nada mais justo que um nome importante para viver a protagonista: Julia Roberts, que anteriormente já havia declarado ser fã da trama, foi a escolhida para interpretar Elizabeth nos cinemas. Lembra de umas notícias que caíram na rede há um tempo, dizendo que a atriz estava causando tumulto em templos indianos devido às filmagens de um novo longa-metragem? Esse era o filme em questão.

Depois de mais de um ano e meio de filmagens e pequenas confusões como essa, o primeiro trailer oficial do filme caiu na rede. Nele, dá pra ver um pouquinho das locações do projeto – que incluem Itália e Índia, entre outros lugares - e outros nomes que estão no elenco, como Javier Bardem, (muito mais amável do que em “Onde os Fracos Não Tem Vez”) James Franco e Viola Davis.

Será que o filme vai ser simpático e cativante como a obra original? Ele estreará em 13 de agosto nos Estados Unidos, mas não tem data de lançamento prevista para o Brasil, ainda. Enquanto ele não chega por aqui, dá tempo de ler a “autobiografia” que o originou.

Vale lembrar que o diretor do filme é Ryan Murphy, que anteriormente fez o ótimo “Correndo Com Tesouras” – por sinal, outro caso de livro adaptado para o cinema – e também é um dos produtores de Glee, que o Miolaoteam adora.

Veja o trailer de “Comer, Rezar, Amar” abaixo:

Imagem de Amostra do You Tube

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#Top5: Personagens Femininas do Cinema

08/03/2010 às 23:21 em Telinha & Telão

O cinema não seria o mesmo se não fosse a força característica das mulheres. Ao longo de mais de um século, as mulheres ganharam cada vez mais importância na tela e alguns de seus personagens foram eternizados com grandes performances. Segue abaixo nosso #Top5 das melhores delas:

5º Holly Golightly, interpretada por Audrey Hepburn em Bonequinha de Luxo, 1961.

Baseado na obra de Truman Capote, o filme de Blake Edwards eternizou para sempre a imagem delicada de Audrey Hepburn.
A musa, que combinava ingenuidade com outras características menos nobres, é fascinante por vários motivos: além de ser um ícone da moda, Holly conseguiu fugir do estereótipo de mocinha passiva e dependente e com muito charme, malícia e pureza deu vida a uma adorável prostituta de luxo que sempre que sentia-se triste passava na famosa joalheria Tiffany’s.
O bom uso de seus atributos físicos para sair de problemas, suas contradições encantadoras e sua importância histórica fazem de Holly Golightly nossa 5ª personagem feminina mais marcante da história do cinema.

4º Miranda Priestly, interpretada por Meryl Streep em O Diabo Veste Prada, 2006.

Poucas vezes um “vilão” teve tanto charme e admiradores quanto Miranda Priestly. Inspirada livremente em Anna Wintour, editora da Vogue Americana, Miranda encontrou em Meryl Streep sua interprete perfeita. Cada gesto com as mãos e cada olhar reprovador provou a força desta mulher que, mesmo em silêncio, colocava pânico em todos à sua volta. A arrogância inerente e seu poder avassalador construíram a imagem de uma verdadeira dama-de-ferro. No decorrer do filme, sob o olhar de Andy (a fofa da Anne Hathaway) quase acreditamos que a vida foi cruel demais com Miranda e que toda sua atitude pode ser justificada. Quase. Porque no final, você sabe, é tudo uma questão de escolha.

3º Scarlett O’Hara, interpretada por Vivien Leigh em … E O Vento Levou, 1939.

Negar a importância histórica d’…O Vento Levou é um verdadeiro crime. O filme, que faturou 10 Oscars, incluindo o de Melhor Atriz para Vivien Leigh, conta a história de Scarlett O’Hara: uma mocinha superficial e irritante que vive confortavelmente num mundo perfeito. Mas sua vida toma um rumo totalmente inesperado com a explosão da Guerra Civil Americana. Nesse cenário, Scarlett cresce como mulher e mostra uma força que nem sabia que existia. Por sofrer por horas e horas, despertar paixões, viver um amor intenso e se reerguer numa época machista, aparentemente sem ajuda de nenhum homem, Scarlett é um marco da figura feminina. Vai dizer que você nunca ouviu a frase “Nunca mais passarei fome!”?

2º Celie, interpretada por Whoopi Goldberg em A Cor Púrpura, 1985.

Nos Estados Unidos de 1909, Celie, ainda adolescente, já conhecia as piores coisas da vida. Estuprada pelo pai teve seu filho, fruto da relação incestuosa, tirado de si logo no nascimento. Humilhada e discriminada durante toda vida por ser quem é, ela é tratada como um lixo por todos -exceto sua irmã-. Marcada pela violência física e, principalmente, moral, A Cor Púrpura retrata a jornada de Celie através dos anos. O filme, que tinha tudo para cair no melodrama, acaba tornando-se uma película impressionantemente bela sobre como uma mulher, negra, “feia” e submissa assume as rédeas de sua vida. Numa performance sutil e arrebatadora, Whopi estreou no cinema com o pé direito e sua personagem, inspirada no livro de Alice Walker, ganhou uma das músicas temas mais interessantes de toda a história do cinema: “Miss Celie’s Blues“, cantada pela ótima Margareth Avery. Se achar que tudo isso não é motivo para colocá-la entre as personagens mais memoráveis de todas, reveja seus conceitos.

1º A Noiva, interpretada por Uma Thruman em Kill Bill Volume 1, 2003, e Kill Bill Volume 2, 2004.

Um clássico instantâneo. É assim que Kill Bill pode ser definido. Cheio de planos perfeitos e referências ao cinema, Kill Bill foi filmado magistralmente e antes mesmo de seu lançamento já era o filme mais cool do ano. A história de uma noiva que acordava dez anos depois de ter levado um tiro na cara e saía a caça de seus assassinos à primeira vista não era nada original. Mas a força da personagem de Uma, que se revela pouco a pouco, apresenta motivações verossímeis as suas ações e encontra no final a redenção que toda mulher procura. E ela chora.

Menções honrosas: Susan Sarandon como a mãe de Lorenzo, n’O Óleo de Lorenzo, desafiando a ciência por amor à seu filho; Sigourney Weaver pela durona Tenente Ripley, da quadrilogia Alien, provando que é mais macho que muito homem ao enfrentar sem medo os monstrengos alienígenas; Cate Blanchett interpretando a mulher mais poderosa do mundo em Elizabeth e reprisando o papel em Elizabeth – A Era de Ouro; a fofura de Audrey Tautou na pele de Amelie, n’O Fabuloso Destino de Amelie Poulain; Angelina Jolie quebrando tudo como Lara Croft em Tomb Raider, provando, mais uma vez, que o mulheres também sabem fazer filmes de ação; Nicole Kidman como Satine em Moulin Rouge, interpretando a prostituta que decide abrir mão de tudo por amor; a Erin Brockovich, de Julia Roberts, inspirada na história real da mulher que desafiou toda uma corporação; Rosane Mulholland encarnando com perfeição o retrato da contradição de uma garota suburbana e atrevida em Falsa Loura; toda intensidade, no sentido mais absoluto da palavra, retratada na Isabelle, de Eva Green, em Os Sonhadores; a volúpia adolescente de Lolita, de Dominique Swain, no sarcástico e, pra muitos, arrastado filme inspirado no clássico de Nobokov… a menção mais honrosa de todas:

Thelma e Louise, de Geena Davis e Susan Sarandon. A força das duas mulheres que saem foragidas pelas estradas dos EUA impressionante do início ao fim. Um verdadeiro manifesto feminista e um marco do cinema, o filme conta ainda com um dos melhores finais de todos os tempos.

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Cinema: Os Mais Bem Pagos de 2009

09/02/2010 às 02:15 em Aleatoriedades, Telinha & Telão

Engana-se quem pensa que os atores mais bem pagos de Hollywood ainda são Johnny Deep e Julia Roberts.

Segundo a Vanity Fair, os nomes do momento são os de Daniel Radcliffe e o de Emma Watson, ou, se você preferir, o Harry Potter e a Hermione Granger. No último ano os dois faturaram 70 milhões (40 ele, 30 ela) por suas participações nos 2 últimos filmes da franquia.

A lista exibe ao todo 40 nomes e abrange gente envolvida no segmento de cinema como atores, diretores e produtores.

Seguindo a lista dos atores temos Ben Stiller com 40 milhões e Tom Hanks com 36 milhões. Do lado feminino, quem aparece em segundo lugar é Cameron Diaz com 27 milhões e Sarah Jessica Parker com 24 milhões.

Vale ressaltar que Emma ficou em primeiro lugar como a mais bem paga do ano passado porque recebeu 15 milhões por cada “pedaço” de Harry Potter e As Relíquias da Morte. Angelina Jolie, que durante todo ano passado se ocupou com Salt, tornou-se a atriz com o maior cachê em um único filme levando pra casa nada menos que 20 milhões de dólares. Na lista geral ela aparece num mísero 32º. É mole?

Se liga na lista completa, que engloba todos os envolvidos:

1 Michael Bay $125 milhões
2 Steven Spielberg $85 milhões
3 Roland Emmerich$70 milhões
4 James Cameron $50 milhões
5 Todd Phillips $44 milhões
6 Daniel Radcliffe $41 milhões
7 Ben Stiller $40 milhões
8 Tom Hanks $36 milhões
9 J. J. Abrams $36 milhões
10 Jerry Bruckheimer $35.5 milhões
11 Tyler Perry $32.5 milhões
12 Adam Sandler $31.5 milhões
13 Denzel Washington $31 milhões
14 Emma Watson $30 milhões
15 Rupert Grint $30 milhões
16 Owen Wilson $29 milhões
17 Nicolas Cage $28 milhões
18 Russell Crowe $28 milhões
19 Cameron Diaz $27 milhões
20 Brian Grazer e Ron Howard $25.5 milhões
21 Johnny Depp $25 milhões
22 Steve Carell $25 milhões
23 Robert De Niro $24.5 milhões
24 Sarah Jessica Parker $24 milhões
25 Katherine Heigl $24 milhões
26 Shawn Levy $23 milhões
27 Oren Peli e Jason Blum $22.5 milhões
28 Robert Downey Jr. $22 milhões
29 George Clooney $22 milhões
30 Matt Damon $22 milhões
31 Reese Witherspoon $21 milhões
32 Angelina Jolie $21 milhões
33 Jennifer Aniston $20 milhões
34 Sandra Bullock $20 milhões
35 Robert Pattinson $18 milhões
36 Clint Eastwood $17 milhões
37 Kristen Stewart $16 milhões
38 Mark Wahlberg $16 milhões
39 Shia LaBeouf $15 milhões
40 Brad Pitt $13.5 milhões

Como era de se esperar, o top 3 geral da lista contém só realizadores, como Michael Bay de Transformers, Steven Spilberg e Roland Emmerich. James Cameron também marca presença com seus nada modesto 50 milhões.

Ai, ai… Essa galera que faz cinema nos States deve viver muito bem, né?

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Hope For Haiti Now

23/01/2010 às 14:20 em Aleatoriedades, No Som

Ontem à noite rolou o Hope for Haiti Now, evento organizado por George Clooney em parceria com a MTV norte-americana a fim de angariar fundos para as vítimas do terremoto que ocorreu na última semana.

Transmitido por várias emissoras ao redor do mundo, o evento contou com artistas do primeiro time de Hollywood, como Julia Roberts, Tom Hanks, Brad Pitt, Reese Whisterpoon e Steven Spilberg como ‘telefonistas’, recebendo as doações das pessoas que ligavam.

Entre depoimentos emocionados e reportagens sobre a caótica situação do país aconteceram também alguns números musicais. Separamos abaixo alguns dos melhores momentos da noite:

Abrindo o show, Alicia Keys cantou Prelude to a Kiss:

Imagem de Amostra do You Tube

Shakira, mais linda do que nunca, apresentou com muita competência sua versão de I’ll Stand By You, clássico dos Pretenders:

Imagem de Amostra do You Tube

Justin Timberlake acompanhado de Matt Morris fizeram uma emocionante versão de Hallelujah, de Leonard Cohen:

Imagem de Amostra do You Tube

Chris Martin, do Coldplay, acompanhou Beyoncé ao piano enquanto ela cantava Halo:

Imagem de Amostra do You Tube

Christina Aguilera também deu o ar da graça e usou o evento para apresentar Lift Me Up, uma canção inédita que estará presente em Bionic, seu próximo disco, em versão acústica:

Imagem de Amostra do You Tube

Acompanhada por um coral, Madonna cantou o clássico Like a Prayer sem maiores firulas:

Imagem de Amostra do You Tube

Fechando a noite, o haitiano Wyclef Jean, ex-vocalista do Fugees, mais conhecido por aqui pelo dueto com Shakira em Hips Don’t Lie, cantou Rivers Of Babylon:

Imagem de Amostra do You Tube

Embora o evento tenha durado pouco mais de 1 hora, as doações ainda podem ser feitas através do site www.msf.org.br . Vale dizer que qualquer valor é válido, por menor que seja, e que é possível doar via cartão de crédito. Como o próprio Clooney disse: envolva-se!

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Globo de Ouro 2010: O Que Esperar?

16/01/2010 às 14:45 em Telinha & Telão

Há mais ou menos um mês, para ser exato desde a manhã do dia 15/12/2009, cinéfilos do mundo inteiro ficaram em polvorosos com a lista de indicados ao Globo de Ouro 2010.

Tido como o ‘segundo’ principal prêmio do cinema, o Globo de Ouro funciona como um termômetro para o Oscar, potencializando as chances de indicações dos filmes e premiando merecidamente, vez ou outra, grandes películas.

O líder de indicações deste ano e também favorito é Amor Sem Escalas. A nova comédia dramática de Jason Reitman, responsável por hits como Juno e Obrigado Por Fumar, sai na frente com 6 indicações. Logo atrás vem Nine, de Rob Marshall, com 5 indicações.

Confira agora nossos palpites para o prêmio:

Melhor filme drama:


“Amor Sem Escalas”
Bastardos Inglórios
Avatar
“Guerra ao Terror”
Preciosa

Arrebatando tudo que é prêmio nos principais eventos de cinema, Amor Sem Escalas é favorito absoluto. O sucesso de público de Bastardos Inglórios não foi suficiente para colocá-lo no posto de queridinho dos críticos e suas chances são relativamente pequenas. A indicação de Preciosa já pode ser encarada como um prêmio: embora o filme seja incrível, ele não possui o “perfil” dos vencedores e acabou sendo ofuscado pelo já mencionado Amor Sem Escalas. Avatar marca presença mais pela megalomania de seu realizador do que qualquer outra coisa. Já o ótimo Guerra ao Terror corre por fora e pode surpreender, principalmente se der na telha dos votantes premiar um filme com teor político.

Melhor filme comédia/musical:

(500) Dias Com Ela
“Se Beber, Não Case”
“Simplesmente Complicado”
Julie & Julia
“Nine”

Ao que tudo indica Nine, o musical de Rob Marshall, tem grandes chances de sair como vencedor. A superprodução dividiu a crítica, mas o prestígio do diretor que já arrebatou o prêmio por Chicago e seu elenco estrelar colocam Nine à frente da disputa. (500) Dias Com Ela também tem chances, mas é bem mais possível que os votantes se rendam ao charme de Nine. Julie e Julia e Simplesmente Complicado correm por fora e parecem que estão ali apenas para completar o espaço vazio, principalmente esse segundo que, tirando a atuação de Meryl Streep, quase não foi “notado”. Sem dúvidas a grande surpresa da lista é Se Beber, Não Case. A comédia que foi hit no ano passado fecha a lista das indicações sem grandes chances (pena!).

Melhor direção:

Kathryn Bigelow, “Guerra ao Terror”
James Cameron, “Avatar”
Clint Eastwood, “Invictus”
Jason Reitman, “Amor Sem Escalas”
Quentin Tarantino, “Bastardos Inglórios”

Este ano, Clint, tadinho, quase não tem chances. A recepção morna de Invictus nos faz crer que a indicação já é o prêmio. Tarantino corre por fora, Kathryn Bigelow possui altas chances de surpreender e há quem diga que ela é a grande aposta pro Oscar. No entanto, aqui no Globo de Ouro, ela perde espaço para James Cameron pelo grandioso Avatar e Jason Retiman, com o preferido dos críticos Amor Sem Escalas.

Melhor ator em drama:

Jeff Bridges, “Crazy Heart”
George Clooney, “Amor Sem Escalas”
Colin Firth, “A single man”
Morgan Freeman, “Invictus”
Tobey Maguire, “Entre Irmãos”

Nessa categoria é mais fácil dizer quem não leva: Tobey Maguire e Morgan Freeman possuem chances reduzidas, para não dizer inexistentes, uma vez que seus longas não concorrem nas categorias principais e foram pouco lembrados em outras premiações. Colin Firth, o eterno Mr. Darcy, colhe ótimos frutos de A Single Man, mas a disputa fica mesmo entre George Clooney e Jeff Bridges. O primeiro é figurinha carimbada na premiação e tem a seu favor o ótimo hype de Amor Sem Escalas, já o segundo entrega uma das performances mais elogiadas do ano, encarnando um tipo que todo mundo adora: o homem que vence seus próprios problemas e se supera. Nosso palpite vai pra Clooney, mas Bridges (assim como Colin) pode surpreender.

Melhor atriz em drama:

Emily Blunt, “The Young Victoria”
Sandra Bullock, “The Blind Side”
Helen Mirren, “The Last Station”
Carey Mulligan, “Educação”
Gabourey Sidibe, “Preciosa”

Quando a temporada de prêmios começou, a novata Carey Mulligan foi logo apontada como favorita para tudo que era prêmio. Com outras estréias e surpresas, seu favoritismo ficou ameaçado. Também pudera, competindo com veteradas como Helen Mirren e Sandra Bullock fica díficil manter fôlego para vencer. Sandra, aliás, tem grandes chances de faturar o globo: além de estar presente numa produção que arrecadou bons trocados, ela, ao lado de Meryl Streep e Matt Damon, é uma das únicas com dupla indicação: e como ela não tem a mínima chance na categoria de atriz comédia tudo indica que ela seja, enfim, reconhecida por suas habilidades dramáticas. É esperar para ver. Corre por fora a fofa da Emily Blunt e a Gabourey Sidibe por sua maravilhosa Precious.

Melhor ator em comédia/musical:

Matt Damon, “O Desinformante”
Daniel Day-Lewis, “Nine”
Robert Downey Jr., “Sherlock Holmes”
Joseph Gordon-Levitt, “(500) Dias com Ela”
Michael Stuhlbarg, “A Serious Man”

Pode-se dizer que Damon e Robert estão fora da disputa. Daniel Day-Lewis, amado por todos, é o grande favorito. Já Joseph Goron-Levitt, que entregou uma das melhores performances do último ano, possui poucas chances mas permance na disputa. Michal Stuhlbar pode, quem sabe, surpreender e levar o prêmio.

Melhor atriz em comédia/musical:


Sandra Bullock , “A Proposta”
Marion Cotillard, “Nine”
Julia Roberts, “Duplicidade”
Meryl Streep, “Simplesmente Complicado”
Meryl Streep, “Julie e Julia”

Alguém aí duvida que Meryl ganha por Julie e Julia? Soberba no papel da chefe de cozinha Julia Child, Meryl arrebata elogios e sua vitória é quase garantida.  Nessa categoria ela reina absoluta e nenhuma das outras concorrentes podem ser vistas como ameaças.

Melhor ator coadjuvante:


Matt Damon, “Invictus”
Woody Harrelson, “O Mensageiro”
Christopher Plummer, “The Last Station”
Stanley Tucci, “Um Olhar do Paraíso”
Christoph Waltz, “Bastardos Inglórios”

Se o mundo fosse justo, Christoph Waltz venceria tudo e todos. O grande destaque de Bastardos Inglórios construiu um dos grandes vilões dos últimos anos e conseguiu dar seu recado entregando um desempenho impecável. Matt Damon também tem chances: além de ter uma dupla indicação ele é um dos pontos fortes de Invictus. O sempre ótimo Woody Harrelson corre por fora e Christopher Plummer só ganha mesmo se resolverem levar em consideração o “conjunto da obra”. Stanley Tucci fecha a lista sem grande buzz ao redor de seu nome.

Melhor atriz coadjuvante:

Penélope Cruz, “Nine” (2009)
Vera Farmiga, “Amor Sem Escalas” (2009)
Anna Kendrick, “Amor Sem Escalas” (2009)
Mo’Nique , “Preciosa” (2009)
Julianne Moore, “A Single Man” (2009)

Por incrível que pareça, Anna Kendrick, revelada na série Crepúsculo, é a bola da vez. Vera Farmiga, que ganhou notoriedade quando interpretou o interesse romântico de Leonardo DiCaprio em Os Infiltrados, também possui altas chances. Penélope Cruz tem a seu favor um histórico de 3 indicações e nenhuma vitória, o que talvez influencie na decisão dos votantes. Mo’Nique corre por fora e tem chances reais de abocanhar (merecidamente) o prêmio, aliás, essa é uma das únicas categorias em que Preciosa é (quase) favorito. Sem dúvida, uma das categorias em que a disputa está mais acirrada. Ah, e tem Julianne Moore, ótima as usual, mas dessa vez, com chances reduzidas.

Melhor filme estrangeiro:


“Baaria”
Abraços Partidos
“La Nana”
“Um Profeta”
“A Fita Branca”

Abraços Partidos tem tudo para levar. Só o nome Almodovar já é motivo suficiente para seu favoritismo. A Fita Branca, grande vencedor em Cannes ano passado, pode surpreender.

Melhor animação:

“Tá Chovendo Hamburguer”
“Coraline e o Mundo Secreto”
“O Fantástico Sr. Raposo”
“A Princesa e o Sapo”
“Up! – Altas Aventuras”

Se Up! vencer vai provar, mais uma vez, a força da Pixar. A boa recepção d‘O Fantástico Sr. Raposo eleva o filme a um patamar de concorrente direto. Coraline viu suas chances aumentadas quando arrebatou alguns prêmios mundo a fora. Já o magnífico A Princesa e o Sapo segue discreto com sua menção. Se for pra apostar, Up! leva.

Melhor roteiro:

Neill Blomkamp, “Distrito 9″
Mark Boal, “Guerra ao Terror”
Nancy Meyers, “Simplesmente Complicado”
Jason Reitman, “Amor Sem Escalas”
Quentin Tarantino, “Bastardos Inglórios”

A categoria mais cool e subestimada das premiações trás concorrentes de peso. Amor Sem Escalas pode fazer a rapa se Tarantino não estragar a brincadeira. Se o mundo fosse justo, Distrito 9 seria campeão absoluto.

Trilha sonora original:

Michael Giacchino, “Up! – Altas aventuras”
Marvin Hamlisch, “O Desinformante”
James Horner, “Avatar”
Abel Korzeniowski, “A Single Man”
Karen O, Carter Burwell, “Onde Vivem Os Monstros”

Aposto que todo mundo que lê o MIOLÃO tá torcendo pra Karen O vencer, certo?! E se o mundo fosse justo ela venceria mesmo. Talvez, melhor que ela, só Michael Giacchino pela trilha de Up! Altas Aventuras.  Também estamos na expectativa por Karen, mas parece que James Horner é o favorito. Pena!

Canção original:

“Cinema Italiano”, de “Nine
Música e letra de Maury Yeston

“I Want to Come Home”, de “Everybody’s Fine
Música e letra de Paul McCartney

“I Will See You”, de “Avatar
Música de James Horner, Simon Franglen
Letra de James Horner, Simon Franglen, Kuk Harrell

“The Weary Kind”, de “Crazy Heart
Música e letra de Ryan Bingham, T Bone Burnett

“Winter”, de “Entre Irmãos
Música de U2
Letra de Bono

Sinceramente, não sei quem leva. U2 tem o a favor o fato de ser considerada uma das melhores bandas em atividade (embora na vida real nem seja!), Paul McCartney foi um beatle, ponto, Maury Yeston entrega uma canção original e extremamente pop, dentro de um filme musical, Ryan Bingham e T Bone fazem música pra chorar e James Horner quebra tudo com a linda I Will See You. Humm… Torço por Cinema Italiano, mas sinceramente não sei.

O resultado de tanta especulação a gente só confere amanhã, dia 17. Até lá fica a torcida por nossos favoritos e o pensamento paradoxal de que essas premiações são pura bobagem. Bobagem que a gente adora!

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