MIOLÃO • Julianne Moore
 

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3 Momentos: Julianne Moore

Talento, versatilidade e beleza (acima da média). Acho que esses três adjetivos são a melhor maneira de começar a falar a respeito de Julianne Moore, já que são as três coisas que fizeram com que se destacasse ao longo dos anos. Mesmo em produções meia boca, a ruiva desenvolve tão bem as suas personagens que torna filmes como Identidade Paranormal (Shelter) e Os Esquecidos (The Forgotten), algo possível de assistir.

Dona de uma carreira consistente e bonita (deixando claro: estamos ignorando que Julianne atuou em Evolução e Hannibal), Julie nunca desaponta e demonstra inteligência ao escolher os projetos dos quais participa. Quer alguns exemplos? Da década de 90 para cá, a moça esteve em filmes de Paul Thomas Anderson, Ethan e Joel Coen, Todd Haynes, Stephen Daldry e Gus Van Sant.

As personagens às quais deu vida são as mais variadas possíveis: da atriz pornô Amber Waves (Boogie Nights) à dona de casa Cathy (Far From Heaven), Julianne conseguiu imprimir a todas elas verossimilhança. E o mais importante: conseguiu emocionar e cativar o público, com atuações tão viscerais que quase acreditamos que ela, Julianne, sabe exatamente o que aquelas mulheres estão sentindo, seja em filmes mais artísticos ou em blockbusters, como o supramencionado Os Esquecidos (filme que, aliás, pode ser resumido à atuação dela). Isso faz da moça uma atriz como poucas.

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Trilha de Cinema: Wise Up, Aimee Mann

Caso você já tenha visto o encarte da trilha sonora de Magnólia, sabe que o diretor do filme, Paul Thomas Anderson, disse que o longa funciona, mais ou menos, como uma adaptação das composições de Aimee Mann. Desse modo, não surpreende que dois momentos da maior importância dentro de Magnólia girem em torno das canções One e Wise Up.

A primeira delas é inserida após a cena de abertura do filme, que relata três coincidências, consideradas pelo narrador, absurdas demais para receberem essa alcunha. One é tocada por diversas vezes enquanto somos apresentados a todos os personagens do longa. A letra dedica-se, a todo tempo, a demonstrar porque um é o número mais solitário que existe e somente através de seu último verso (One is a number divided by two) conseguimos concluir porque.

Crazy Stupid Love

Se você for do tipo de pessoa que prefere passar longe de comédias românticas porque acha o gênero meloso, previsível e absurdamente surreal, sugiro que você deixe seus preconceitos em casa e chegue bem perto de Amor à Toda Prova, essa delícia de filme que estreou na última sexta-feira nos cinemas.

Sem perder tempo com firulas, somos apresentados a Cal (Steve Carell) e Emily (Julianne Moore), um casal que passa por um momento “difícil”. É bacana demais perceber que a introdução de Amor À Toda Prova aproveita cada segundo e recurso de linguagem para esmiuçar o caráter de seus personagens (repare nos pés tensos do casal, que permanecem fincados no chão, e na falta de contato visual entre eles): em poucos minutos descobrimos muito sobre o Cal e Emily e, mais ainda, sobre a dinâmica de ambos enquanto par. Na primeira cena, enquanto ele se ocupa com trivialidades, ela, que o traiu com um colega de trabalho (Kevin Bacon), se divide entre culpa e resignação

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Vem Aí: Crazy, Stupid, Love

Sabe aquele tipo de projeto que só pelos envolvidos você tem certeza que vai ser legal? Então, esse é o caso de Amor a Toda Prova, novo filme da dupla John Requa e Glenn Ficarra (O Golpista do Ano). Continue lendo →

3 Momentos: Alice Braga

Ela fez sua estreia em um dos filmes que frequentemente aparece em listas dos melhores de todos os tempos. Em seu segundo trabalho, arrebatou prêmios e conquistou a crítica especializada. No ano de 2008 foi vista no cinema por mais de 2 milhões de pessoas na oitava maior bilheteria daquele ano. Nessa época, foi fotografada por Annie Leibovitz para a capa da Vanity Fair, aparecendo ao lado de Ellen Page, Amy Adams e Zoe Saldana como uma promessa de Hollywood. Ela já trabalhou com gente do naipe de David Mamet, Harrison Ford, Diego Luna, Fernando Meirelles, Anthony Hopkins, Julianne Moore e Jude Law.

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Globo de Ouro 2011: Óbvio e Justo?

Uma prévia pro Oscar. Há anos o Globo de Ouro é vendido assim. Porém, nos últimos tempos, os resultados entre as duas premiações tem divergido tanto que a afirmação aí de cima tem ficado cada vez mais longe da realidade. Mas em 2011 a coisa muda de cenário. Ou regressa a ele. Tudo porque os possíveis indicados a maior premiação do cinema tem chances iguais de vencer o prêmio. Não há nenhuma – ou quase nenhuma – unanimidade. E se querem mesmo saber isso é ótimo.

A festa que rolou ontem na California fez com que toda e qualquer aposta fosse revista. A Rede Social, grande vencedor da noite, confirmou seu favoritismo com nada mais nada menos que 4 prêmios. Esquecendo por um momento toda essa história, vamos tentar responder a pergunta que realmente interessa: foi justo? Meu favorito venceu?

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Lançamentos em DVD: Histórias de Amor Duram Apenas 90 Minutos, Mary e Max e Direito de Amar

Contrariando todas as expectativas, o dia aqui em São Paulo amanheceu ensolarado. Se você planejou ficar em casa e ver uns filminhos, é bem provável que tenha mudado de ideia ao ver esse solão. Mesmo assim, para aqueles que resistiram – ou para todos aqueles que moram em outras cidades maravilhosas e que por coincidência esteja frio -, seguem abaixo algumas informações sobre os lançamentos em DVD dessa semana!

Histórias de Amor Duram Apenas 90 Minutos

Já falamos aqui antes sobre Histórias de Amor Duram Apenas 90 Minutos. Na época, o filme ainda não tinha estreado, mas a expectativa pela história que prometia ser um belo romance já era grande.

Tendo como protagonista um Caio Blat que mais parece uma personagem num filme noir, Histórias de Amor Duram Apenas 90 Minutos é o tipo de filme que dá prazer em assistir. Com um texto afiado e uma direção pra lá de criativa, a produção nos apresenta a Zeca, um escritor de 30 anos que não consegue escrever, que acha que sua esposa (Maria Ribeiro) está lhe traindo com uma amiga (Luz Cipriota). A situação se complica, quando Zeca se vê completamente apaixonado pela amiga (namorada?) de sua mulher.

Transitando entre gêneros, o resultado do trabalho é uma obra sarcástica, ácida e adorável sobre uma geração que, talvez, tenha muito em comum com a sua. Vale conferir! Ah! Destaque especial para o ótimo Daniel Dantas e suas tiradas no melhor estilo “tolerância zero”. ;]

Mary e Max – Uma Amizade Diferente

Não se deixe enganar com a animação meticulosamente bem cuidada de Mary e Max. Vendido como um filme infantil, a película de Adam Elliot foi uma das melhores surpresas dos últimos anos. Sensível, bem elaborado e extremamente forte e engraçado, Mary e Max transcende o gênero infantil e nos apresenta a dupla de protagonistas exótica e excluída.

Mary (dublada pela admirável Toni Collette), uma garotinha estranha e solitária, vive na Austrália com sua mãe maluca enquanto Max (Philip Seymour Hoffman), um homem “nervoso” de 44 anos, obeso e judeu, se esconde no caos de Nova York. Por causa do destino, esses 2 personagens trocam correspondências por mais de 20 anos e provam que relações à distância podem sim dar certo. Esse aqui vale MUITO assistir. O único risco que você corre, além de se apaixonar por esses 2 estranhos, é que ele (o filme) se transforme em uma das obras da sua vida.

Direito de Amar

Direito de Amar é tão impressionante que assombra. O cuidado e esmero com que foi construído chama a atenção logo de cara ainda na abertura. Cada plano é filmado com tamanha maestria que não dá para conter o deleite estético que é assisti-lo. A arte, a fotografia e a direção (palmas ao estreante Tom Ford, por favor!) se equiparam em qualidade com a sensível trama de George (Colin Firth na melhor interpretação de sua carreira), um professor inglês que tenta viver após a morte de seu esposo (Matthew Goode). Sincero e bonito, em todos os sentidos, o filme propõe uma reflexão a cerca de temas delicados como suicídio, preconceito, amizade, amor romântico e, acima de tudo, amor a vida. Como se não bastassem tantas qualidades, de quebra, temos uma divertida e intensa Julianne Moore no papel de melhor amiga. Obrigatório.

Além desses, há o pretencioso Um Homem Sério (interessante e decepcionante na mesma medida), o péssimo Fúria de Titãs (péssimo MESMO!) e a adaptação do livro Os Homens Que Não Amavam As Mulheres (que eu ainda não vi então nem comento nada).

Escolha o seu e… bom filme! ;]

 

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