MIOLÃO • Juno - Part 2
 

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As cenas e os temas (Parte 1)

É incrível como a música certa pode ressaltar a cena de um filme, e igualmente bom quando uma canção ganha um significado mais amplo ou novo quando inserida num contexto marcante. O Miolaoteam apresenta nesse post a primeira parte de uma lista de “uniões” perfeitas das telonas – imagens e músicas que envolvem, conhecidas ou não, que merecem ser conferidas. Veja só e opine: além das citadas, que outras cenas não poderiam ficar de fora?

ps. Gostariamos de ter colocado os links com os respectivos trechos para que você pudesse ver, mas nem todas as cenas foram encontradas disponíveis na Internet.

The Blower’s Daughter (Damien Rice) – Closer

Aqueles que foram assistir a “Closer – Perto Demais” no cinema se surpreenderam logo nos créditos iniciais. A cena de abertura, que mostra o encontro de Alice/Jane (Natalie Portman) e Daniel (Jude Law) permanece no imaginário de muitas pessoas devido à uma canção belíssima, de um cantor não muito conhecido até então: a inserção de “The Blower’s Daughter” na trilha sonora do filme apresentou Damien Rice ao público e caiu como uma luva em uma das tramas românticas (ou quase?) mais realistas dos últimos anos. A música fala sobre uma paixão avassaladora, angustiante até o final, quando, depois de alguns segundos em que a canção parece ter acabado, o cantor sussura: “…till I find somebody else…”. Comentário sarcástico, que de certa forma permeia toda a trama e os envolvimentos mostrados em “Closer”. Ouça.

Cat People (Putting Out Fire) – (David Bowie) – Bastárdos Inglórios

Sendo ou não fã de Bowie ou de Tarantino, é impossível não se arrepiar com essa cena, em que Shosanna, personagem de Melanie Laurent, veste-se para executar um plano definitivo em sua vida, que envolve seu cinema, vingança… e aquilo que sugere o nome da canção. Mais uma perfeita junção de música + imagens, freqüente nos trabalhos de Quentin: sua filmografia por si só geraria uma ótima lista de momentos antológicos. Ouça.

Hero (Regina Spektor) – (500) Dias Com Ela

(500) Dias com Ela é um filme sensacional, com uma trilha sonora à altura – foi torturante escolher apenas um momento e uma canção para ser representada nessa lista. Hero, da russa Regina Spektor torna ainda mais triste um dos diversos devaneios de Tom – o carismático Joseph Gordon-Levitt – que fantasia sobre como seria a realidade perfeita para o seu romance com Summer, vivida por Zooey Deschanel. É quase irônico ver os seus desejos indo por água abaixo enquanto Regina canta “I’m the hero of the story, don’t need to be saved”. Tom aprende que  “no one’s got it all”, como sugere a letra. O aperto no peito, pra quem está assistindo, é inevitável. Ouça.

Just Like Honey (The Jesus and Mary Chain) – Encontros e Desencontros

Sofia Coppola é outra diretora cuja música parece essencial no desenvolvimento de suas histórias. Depois de “As Virgens Suicidas”, ela lançou seu segundo filme, “Encontros e Desencontros”, sobre um ator de Hollywood decadente e a esposa de um fotógrafo que se encontram por acaso em Tóquio e percebem que algo novo está nascendo conforme vão se conhecendo melhor. A cena final do longa, embalada por uma das mais famosas canções de The Jesus and Mary Chain é tocante. A sensação é que você está lá, também envolvido por um abraço, pela saudade que os dois personagens já sentem um pelo outro… e pela beleza aterradora do Japão.  Ouça.

Both Sides Now (Joni Mitchell) – Simplesmente Amor

Essa música de Joni Mitchell, originalmente inserida no seu álbum “Clouds”, de 1969, aparece em nova roupagem na trilha sonora do filme “Simplesmente Amor”, embalando uma das melhores cenas que envolvem a personagem de Emma Thompson, uma mulher de meia-idade que descobre estar sendo traída pelo marido.  Na canção, Joni, fala sobre a importância de olhar para o lado bom e ruim das coisas, e é impossível não relacionar o discurso da cantora ao da dona de casa, que acaba de descobrir que seu relacionamento não é mais estável como parecia ser. Comparar a gravação original com essa versão, da própria Mitchell é um destaque por si só. Anos depois, a música parece ainda mais poderosa com os vocais carregados de experiência da americana. E viva Emma, que nos brinda com uma das cenas mais intensas do filme. Ouça.

Anyone Else But You (The Moldy Peaches) – Juno

Ellen Page, a atriz que interpreta Juno no filme escrito por Diablo Cody, foi quem sugeriu a inserção de canções do grupo The Moldy Peaches na história da adolescente espirituosa que engravida de seu namorado nerd. A própria canção tem um espírito jovem: é uma música simples – basicamente violão e voz – em que Kimya Dawson e Adam Green refletem sobre a relação torta e cheia de descobertas que estão vivendo. “We sure are cute for two ugly people. I don’t see what anyone can see in anyone else but you”, cantam. O dueto toca em alguns momentos importantes do filme, inclusive em uma cena que, quase no improviso, Ellen Page e Michael Cera interpretam a música que o Miolaoteam cita agora. Ouça.

Come Pick Me Up (Ryan Adams) – Elizabethtown

Na maleta de viagens de Claire Colburn, personagem de Kirsten Dunst em Elizabethtown, um dos discos do cantor Ryan Adams é presença constante, como aparece em algumas cenas do filme. Aqui, uma das músicas do cara serve como trilha para o começo do romance de Claire e Drew (Orlando Bloom), numa cena saborosíssima: é encantador ver os dois personagens, envolvidos por contextos tão diferentes, descobrindo as peculiaridades de suas personalidades aos poucos, conforme a agitação de um novo amor vai surgindo. “Come Pick Me Up” fala sobre sobre a empolgação típica do começo de um relacionamento e do desejo de escapar com alguém especial. Singelo. Ouça.

Up In The Air

Depois de um mês e alguns dias de atraso, Amor Sem Escalas, novo filme de Jason Reitman, finalmente chega aos cinemas do Brasil.

Só o nome de Reitman seria suficiente para despertar curiosidade, já que o cara tem no currículo o espetacular Obrigado Por Fumar e o super fofo Juno, mas além de Reitman o filme trás ainda a bela Vera Farmiga (d’Os Infiltrados) e a George Clooney, a bola da vez. Mesmo com seu elenco estrelar o principal atrativo do filme é, sem dúvidas, seu delicioso roteiro.

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#NoSom: Cat Power anuncia novidades sobre próximo álbum

Cat Power

A cantora Chan Marshall, conhecida pelo público como Cat Power, declarou em entrevista recente ao jornal Courier Mail que já está trabalhando no seu novo álbum, que será cheio de “canções tristes”, segundo ela própria. Bom, até aí, nenhuma novidade – quem conhece o som da artista sabe que suas músicas não são lá muito animadas em sua maioria…

A novidade, porém, é que ela irá abrir mão da companhia de sua atual banda de apoio, a The Dirty Delta Blues em seu próximo lançamento. Os músicos acompanharam a cantora nas gravações e shows de seu último disco, “Jukebox” – constituído de versões de artistas como Bob Dylan, Frank Sinatra e Janis Joplin - mas Chan diz sentir-se culpada por não tocar instrumentos em suas turnês há tantos anos.

Disse ainda que o material com o qual está trabalhando já estava, em grande parte, pronto na época de lançamento do seu álbum de covers, e que ele continua aumentando. Em entrevista para a revista Rolling Stone no ano passado – quando “Jukebox” foi lançado – Cat disse que já tinha um álbum pronto, intitulado “Sun”, que falaria sobre a dor e a alegria de “renascer” depois de uma fase ruim.  Porém, alegou que preferia lançá-lo depois, por considerá-lo muito íntimo e por não querer mexer em certas feridas naquele momento da carreira.

Sua fuga era compreensível: o disco que antecedeu “Jukebox”, chamado “The Greatest” – último de inéditas lançado pela cantora – possuía uma atmosfera pesada, reflexo da fase em que Chan se encontrava na época, em 2006. Desiludida com a vida, havia terminado um namoro e fora internada numa clínica de reabilitação em Miami por problemas com álcool – experiência que mudaria sua visão em relação à música que produzia. Naquela época, ela  era acompanhada nos palcos pela banda Memphis Rhythm Band. Chan pode estar ainda incerta sobre compartilhar suas novas canções, mas agora está no controle da situação – e de si mesma.

Por enquanto, os fãs podem contar apenas com essas informações: apesar das recentes afirmações, Cat Power não definiu uma data de lançamento para o novo álbum. Até que ele saia, não saberemos o que será deixado de lado e o que será incluído no processo de produção do disco!

Enquanto isso, que tal relembrar – ou conhecer – um pouco mais sobre a cantora Cat Power? Para aqueles que não a conhecem, não sabemos o que está esperando! Ela já esteve no Brasil duas vezes e nós selecionamos alguns momentos dos shows pra você conferir, além de uma música do EP “Dark Side Of The Street”, lançado por ela depois de “Jukebox”, com covers que ficaram de fora do disco. Vale a pena, porém, ir atrás também dos trabalhos autorais da artista, que são maioria e, por sinal, lindíssimos.

Imagem de Amostra do You Tube

Performance da cantora no Tim Festival desse ano, cantando “Sea of Love”, uma das músicas presentes no seu primeiro álbum de covers, o “The Covers Record” e que está na trilha sonora do filme “Juno”. 

 Imagem de Amostra do You Tube

“Metal Heart” é uma música sua que foi originalmente inserida no CD “Moon Pix”, do começo de sua carreira, mas que ganhou uma nova versão em “Jukebox” – é uma duas únicas composições próprias de Chan no disco, contando com “Song To Bobby”, canção feita em homenagem a Bob Dylan. Essa performance é de 2007, no Tim Festival. Por sinal, de arrepiar.

Imagem de Amostra do You Tube

Sua versão da música “I’ve Been Loving You Too Long”, de Otis Redding, presente no EP “Dark Side Of The Street”.

 

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