MIOLÃO • Justin Timberlake - Part 2
 

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Radiohead faz show beneficente pelo Haiti

Ontem à noite o Radiohead tocou em Los Angeles em prol das vítimas do terremoto haitiano.

Na platéia, além dos fãs, gente do porte de Charlize Theron, Maggie Gyllenhaal, Drew Barrymore e Justin Timberlake prestigiou o concerto.

O setlist foi escolhido a dedo e contou com alguns de seus maiores sucessos como Fake Plastic Trees, Karma Police e The Bends, além das ótimas Faust Arp, Weird Fishes/Arpeggi, Reckoner e Bodysnatchers, todas do In Rainbows, último álbum da banda lançado em 2007. Ao todo foram 24 músicas que fizeram a platéia ir ao delírio. Um dos pontos altos do show foi a inclusão de Lotus Flowers no repertório. Thom Yorke, vocalista, que até então só tinha cantado a música em suas apresentações solo, apresentou a canção pela primeira vez com o Radiohead:

A julgar pelos (poucos) vídeos que estão na rede, o show foi empolgante e intenso, como de praxe. Assista abaixo outros momentos da apresentação:

Além de terem realizado um trabalho incrível no palco, a banda pôde se dar por satisfeita uma vez que o evento foi um verdadeiro sucesso em seu propósito. Todos os ingressos foram leiloados via internet. No principio, o valor mínimo foi de U$100,00, mas devido à procura os lances subiram até U$475,00, de acordo com a página do leilão promovido pela Ticketmater.

E se você quer seguir o bom exemplo da banda e contribuir com doações para as vítimas do terremoto, vale lembrar que o site dos Médicos Sem Fronteiras aceita doações via cartão de crédito. ;D

Hope For Haiti Now

Ontem à noite rolou o Hope for Haiti Now, evento organizado por George Clooney em parceria com a MTV norte-americana a fim de angariar fundos para as vítimas do terremoto que ocorreu na última semana.

Transmitido por várias emissoras ao redor do mundo, o evento contou com artistas do primeiro time de Hollywood, como Julia Roberts, Tom Hanks, Brad Pitt, Reese Whisterpoon e Steven Spilberg como ‘telefonistas’, recebendo as doações das pessoas que ligavam.

Entre depoimentos emocionados e reportagens sobre a caótica situação do país aconteceram também alguns números musicais. Separamos abaixo alguns dos melhores momentos da noite:

Abrindo o show, Alicia Keys cantou Prelude to a Kiss:

Shakira, mais linda do que nunca, apresentou com muita competência sua versão de I’ll Stand By You, clássico dos Pretenders:

Justin Timberlake acompanhado de Matt Morris fizeram uma emocionante versão de Hallelujah, de Leonard Cohen:

Chris Martin, do Coldplay, acompanhou Beyoncé ao piano enquanto ela cantava Halo:

Christina Aguilera também deu o ar da graça e usou o evento para apresentar Lift Me Up, uma canção inédita que estará presente em Bionic, seu próximo disco, em versão acústica:

Acompanhada por um coral, Madonna cantou o clássico Like a Prayer sem maiores firulas:

Fechando a noite, o haitiano Wyclef Jean, ex-vocalista do Fugees, mais conhecido por aqui pelo dueto com Shakira em Hips Don’t Lie, cantou Rivers Of Babylon:

Embora o evento tenha durado pouco mais de 1 hora, as doações ainda podem ser feitas através do site www.msf.org.br . Vale dizer que qualquer valor é válido, por menor que seja, e que é possível doar via cartão de crédito. Como o próprio Clooney disse: envolva-se!

Susan Boyle pra presente de Natal?

Susan Boyle

Todo mundo só ouvia falar de Susan Boyle no começo desse ano, quando o vídeo da cantora mostrando que pode não ter um rostinho bonito, mas tem outras coisas pra oferecer (?) no “Britains Got Talent” caiu na rede. De lá pra cá, muita coisa aconteceu. Susan foi alçada ao patamar de estrela, ficou em segundo lugar no concurso, virou fenômeno mundial e deu um tapa no visual, adotando ares de “lady” britânica durante o processo de gravação de seu primeiro CD.

Agora, tempos depois, o público confere o resultado desses últimos meses de trabalho da cantora.  O álbum “I Dreamed a Dream” já caiu na rede e foi lançado essa semana em algumas partes do mundo. Os vendedores já estão satisfeitos com suas vendagens: foi recorde em pré-vendas na Amazon.com – com 100 mil pedidos antecipados (!) – e a rede britânica de lojas HMV estima que o CD venda por lá, até o fim da semana 400.000 cópias, marca aumentada pelos relatórios da Billboard, que estimam vendas mundiais de 700.000.

O disco não possui gravações inéditas de Susan, apenas versões de músicas famosas de Madonna – calma, gente, não é um cover de “Erotica”, ela regravou “You’ll See”  – Justin Timberlake (sim!), clássicos natalinos que todos estão cansados de ouvir, entre outras. Tudo isso, porém, com novas roupagens, apoiadas pelo talento da cantora, que gostem ou não, é indiscutível.

Imagem de Amostra do You Tube

A versão de Susan para You”ll See…

Imagem de Amostra do You Tube

…e a de “Silent Night”, a nossa “Noite Feliz”.

Será que a voz dela irá embalar as ceias de Natal ao redor do mundo esse ano?

Capa do CD "I Dreamed a Dream".

"Abre teu presente,filho!" - "Mas mãe, essa não é a Lady Gaga!=("

Covers que valem a pena conhecer! (Parte 2)

Lady GaGa: Viva La Vida (Coldplay)

Lady+GaGa+The+Fame+Monster

Ouça: http://www.youtube.com/watch?v=t2aE-mnNZJ4
As versões que Lady Gaga faz de algumas músicas são inconfundíveis, assim como essa. É até bacana, mas tirou totalmente o ar “épico” e a empolgação crescente da gravação original. Adoro a cantora, mas lá pela metade, a versão de Gaga já começa a enjoar.

Fiona Apple: Across The Universe (Beatles)

Fiona Apple.

Ouça: http://www.youtube.com/watch?v=8gLWTtlMwo4&feature=fvw
Um daqueles casos em que a regravação é melhor do que a versão original. A dos Beatles é ótima, mas a tristeza envolvente que Fiona Apple emprestou a esse cover é de arrepiar.

Nelly Furtado: Sozinho (Caetano Veloso)

Nelly Furtado

Ouça: http://www.youtube.com/watch?v=oSgTC6WXv7w
Nunca gostei muito de nenhuma das versões dessa música, mas o sotaque lusitado de Nelly Furtado deixou-a, no mínimo, um pouco mais cativante.

The Killers: Girls Just Wanna Have Fun (Cyndi Lauper)

The Killers

Ouça: http://www.youtube.com/watch?v=-RrRSPjLvWI
Inspirados pela dance music em seu último álbum, pode ser que os garotos do The Killers tenham se empolgado o suficiente pra fazer um cover do clássico de Cyndi Lauper. Brandon sempre se solta nas dancinhas!

St Vincent – These Days (Nico)

St. Vincent

Ouça: http://www.youtube.com/watch?v=1vxQs84FMWQ
A voz de St. Vincent soa frágil e indefesa nessa versão da música composta e gravada por Jackson Browne e posteriormente pela ex-vocalista do Velvet Underground, Nico. A letra da música é linda, um lamento. E cada pessoa que a interpretou mostra nuances completamente diferentes – ora a canção soa mais otimista, algumas vezes totalmente desesperançosa. Annie Clark, a.k.a St Vincent, por sinal, é uma ótima cantora, que pode vir a se tornar mais conhecida por uma música sua inserida na trilha sonora de “Lua Nova”. Conheçam a banda, mas não precisam ir ver o filme no cinema, tá?

One Republic: Mercy (Duffy)

One Republic

Ouça: http://www.youtube.com/watch?v=fD8sLsvn9qQ
A banda, que ficou famosa ao gravar “Apologize” com Timbaland, regrava a música da cantora Duffy, que ficou impregnada na cabeça de muita gente no ano passado. Boa para aqueles que simpatizam com a canção, mas detestam os agudinhos da artista. Até eu que gosto, admito: de vez em quando é difícil ouví-la por períodos prolongados sem querer dar um soco no rádio. (?)

Johnny Cash: Hurt (Nine Inch Nails)

Johnny Cash

Ouça: http://www.youtube.com/watch?v=o22eIJDtKho
Johnny Cash se apropriou da música, com sua voz de mágoa e naturalmente melancólica. Outra no mesmo nível da versão original.

Florence And The Machine: Halo (Beyoncé)

florence-and-the-machine

Ouça: http://www.youtube.com/watch?v=0_ohj99qeBA
Depois do susto que levei com a cara da Florence Welch , a.k.a. Florence + The Machine na foto do vídeo, me atentei a versão curiosa de Halo que ela fez. Gosto da artista, mas não posso dizer que essa versão seria hit no meu mp3. (?) O resultado é estranho.

Ida Maria: Sweet About Me (Gabriella Cilmi)

Ida Maria

Ouça: http://www.youtube.com/watch?v=aBITg73bYw8
Sabe a música do comercial do Rexona, com a mocinha de cabeça pra baixo? Ganhou uma versão menos “arrumadinha” da roqueira Ida Maria. Ficou ótima!

Corinne Bailey Rae: Sexyback (Justin Timberlake)

Corinne Bailey Rae

Ouça: http://www.youtube.com/watch?v=v5P9lZC4stE
Corinne Bailey Rae consegue, de certa forma, tirar todo o “assanhamento” (?) da música de Justin Timberlake.

Regina Spektor: Love Profusion (Madonna)

Regina Spektor

Ouça: http://www.youtube.com/watch?v=64mdCi95ySs
Ignore a má qualidade de gravação: Regina Spektor transformou um dos singles do álbum “American Life” em uma de suas músicas impecáveis tocadas no piano.

Elvis Costello: Beautiful (Christina Aguilera)

Elvis Costello

Ouça: http://www.youtube.com/watch?v=Gkd4rq0hRyY
Versão de “Beautiful”, música escrita por Linda Perry e interpretada por Elvis Costello que certamente marcou para os fãs da série House M.D!

A Importância de Britney Spears Para Cultura Pop – Parte 2

Britney Spears Slave 4 Us

Britney Spears, a garota (supostamente) virgem do interior de Louisiana, que provocou a imaginação de milhares de americanos estava crescendo.

E foi no VMA de 2001 que todos os olhos do mundo puderam comprovar isso. Apresentando I’m Slave 4 U, lead-single de seu terceiro álbum, intitulado somente de Britney, Spears se mostrou mais sexy e polêmica do que nunca. Com uma coreografia atrevida, animais selvagens no palco (e em seu pescoço!), e roupas “ousadas” Britney foi, novamente, o centro das atenções.  A pequena menina estava ainda mais linda e insinuante.

Aos olhos dos fãs, Britney estava crescendo, assim como eles. Ela cantava em suas músicas que cansada de se sentir super protegida (Overprotected), que queria mesmo se divertir (I’m Slave 4 U) e que ninguém sabia o quão duro era ser ela (What It’s Like To Be Me), ao mesmo tempo em que enfrentava as dúvidas da transição entre ser uma menina e uma mulher (I’m Not A Girl, Not Eyet A Woman). Analisando a situação de um jeito um pouquinho mais crítico, podia se notar que Britney clamava urgente por uma reinvenção.

Seu efeito no mercado pop fora tão devastador, que acabou abrindo portas para outras estrelinhas loiras e supostamente talentosas, como Christina Aguilera, Jessica Simpson e Mandy Moore. Toda gravadora queria sua Britney, e a equipe de Britney percebendo isso mudou logo de estratégia, pois se continuassem no caminho seguro que estavam, logo não despertariam mais taaanto interesse assim no público… Vender Britney como uma adolescente lascíva foi um golpe de mestre. Mais desinibida em entrevistas, mais segura como “artista” (nesta fase, Britney co-escreveu 6 músicas) e mais sexual do que nunca, Britney estava dando o que falar. Ela estava em todas. Naquele ano ela estampou a capa das principais revistas do mundo, invadiu o mundo dos games com o jogo Britney’s Dance Beat e as telonas do mundo inteiro com o morninho Crossroads – Amigas Para Sempre. Tanta exposição assim começou a gerar alguns atritos com a grande mídia. Divulgando exaustivamente o album em programas de tv, Britney falava abertamente sobre qualquer assunto. Era simpática, divertida e incrivelmente viva. Mas até que ponto aquela pessoa que viamos na telinha era de verdade?

Britney, como um produto, vendia revistas e jornais como ninguém. Mas melhor do que defendê-la era criticá-la, atacá-la. Embora seu disco vendesse muito bem para os padrões da época, seus singles não iam tão bem na Billboard. Há quem diga que houve um boicote da principal rádio dos States, que se recusou a tocar suas músicas. O suposto fracasso comercial de seu filme (eu digo suposto, porque em números absolutos ele teve mais audiência que 8 Mile, o filme do Eminem, lançado no mesmo ano) somado ao mau desempenho de seus singles foram motivos suficientes para alguns jornais e revistas dizerem que Britney estava acabada. E foi aí que a mocinha lançou seu segundo single, Overprotected, que quebrou recordes no TRL americano. Apesar dos pesares, a imagem projetada tinha dado certo, a fase foi uma bela transição entre a garota sulista e a mulher adulta. Britney conseguiu manter seus fãs, agregar novos seguidores e licenciar centenas de produtos.

O resultado disso tudo foram 3 hits mundiais e 10 milhões de cópias vendidas pelo mundo. E o melhor de tudo: uma imagem perfeitamente construída para o que estava por vir. Se bem que, quando Britney se separou do de Justin Queridinho da América Timberlake, seu mundo quase ruiu. Todos souberam através do próprio Justin que Britney não era mais virgem (se bem que, a massiva maioria já desconfiava) e que a então a garota-perfeita o havia traído.

Toda a questão elevou Justin a um patamar de vítima e Britney quase à lona. Mas a garotinha ainda estava viva. E bem viva.

Depois de alguns anos parada, Britney novamente subiu aos palcos do VMA. Em 2003, acompanhada de uma apagada Christina Aguilera e de ninguém menos que Madonna, Britney participou de um dos momentos que entraram para a história da TV: o beijo na boca de Madonna. O beijo teve direito até a uma linguinha safada e a um close no rosto de Justin.

Comentado até o osso em todos os tipos de mídia, o beijo simbolizou que Madonna estava entregando a sucessão de majestade do pop. Mas Madonna não desistiria tão fácil. Depois de todas as críticas pelo belíssimo album American Life, o beijo a colocou novamente em evidência. A maior artista pop do mundo estava em perfeita sintonia com os novos “talentos”. Aquilo significou muito para ambas. E alguns meses depois foi anunciado um dos duetos mais esperados de todos os tempos: Me Against The Music. O lead-single de Britney decepcionou a todos. O que era para ser explosivo soou datado e entediante. Os fãs das Madonna não gostaram e o público em geral recebeu de forma morna. Mais uma vez, o produto Britney começava a apresentar defeito. Se nem Madonna conseguiu fazer com que o single fosse sucesso, será que o álbum teria alguma chance de longevidade? Apesar de estrear na primeira posição da Billboard, In The Zone estava fadado ao fracasso. As quedas seriam vertiginosas se não fosse por uma musiquinha chamada Toxic

continua…

A Importância de Britney Spears Para Cultura Pop – Parte 1

Britney Spears 1999

Um produto. Uma marionete. Uma gorda. Uma puta que usa o corpo para se promover. Uma “nada” que deu sorte na vida.Uma imitação sem talento de Madonna. Que faz playback.

Quando levantamos o nome Britney Spears, a probabilidade de ouvirmos afirmações como estas é bem alta. Mas implicâncias a parte, vamos aos fatos.

1º A garota tem mais de 10 anos de carreira. Nunca na história um produto deu tão certo e durou tanto.

2º Uma estrela pop, talvez a maior de sua geração, certamente não foi induzida a raspar sua cabeça ou sofrer humilhações públicas. Ela fez isso porque quis.

3º “I’m Mrs. ‘She’s too big now she’s too thin’!

4º Sim, ela usou e usa o corpo. Assim como Marilyn Monroe, Beyoncé, Mulher Melancia e Madonna. Esse fator serve para comprovar talento ou a falta dele?

5º Sorte, sem dúvida nenhuma, é um fator decisivo para colocar alguém no topo. Mas por mais sortuda que uma pessoa possa ser, só sorte não faz ninguém permanecer lá no alto por tanto tempo. Ah, não faz.

6º Qualquer nova loira que aparece no cenário pop é rapidamente comparada à Madonna, pioneira nesse mercado. No entanto, se a própria Madonna se rendeu aos encantos de Britney, participando inclusive numa música em que colocou seu nome pela primeira vez após a palavra “feat.” (Me Against The Music), é porque havia ali algo mais do que uma mera cópia. E analisando bem a trajetória de ambas, por mais que em alguns pontos os caminhos coincidam (a rejeição do público na fase Erotica de Madonna pode ser comparada a rejeição que Britney sofreu em sua fase amalucada), há diferenças gritantes entre elas. A principal é que Madonna é uma artista. Britney, um produto.

Sim, eu disse um produto. Um produto projetado milimetricamente para dar certo, para conquistar sua audiência e, mais do que tudo, vender. Um produto que já dura mais de 10 anos e que, tirando uns defeitinhos ou outro, é amado pela maioria do mundo.

Britney nasceu com a ambição de ser uma estrela. Após ter feito audições para integrar o elenco do Clube do Mickey, participar de programas de calouros no melhor estilo Raul Gil de ser, de participar do Clube do Mickey (sim, depois da recusa inicial ela conseguiu encabeçar o elenco) ela finalmente viu sua chance de brilhar aos 16 anos, quando mandou seu material para Jive, que viria a ser sua gravadora.

Enxergaram tanto potencial comercial naquela menina que deram-lhe o produtor musical do momento (Max Martin, que tinha em seu currículo hits como “I Want You Back“, do *N’sync e “Everybody (Backstreets Back)“, dos Backstreet Boys) e um contrato valioso.

Naquela época, o cenário musical era dominado por boysbands. Não havia espaço para cantoras como Britney. Então a própria Britney sugeriu o argumento de seu primeiro clipe, que o tempo provaria ser um “Clássico” neste quesito. Em … Baby One More Time a garota entediada com o colégio dançava de um jeitinho sexy trajando roupas de colegial. Britney era imaculada, pura, sexy, lascíva e virgem. A namorada que todo garoto desejaria. Um espelho para as adolescentes que viam nela a possibilidade de despertar interesse sendo elas mesmas (tapadas, burrinhas e bonitinhas). No mesmo ano do lançamento de seu disco de estréia, Britney estampou a capa e o recheio da revista Rolling Stone, vestindo apenas sutiãs e shorts (very shorts!), causando furor nos puritanos conservadores e hipócritas. O circo estava armado. o barulho que fizeram em torno de coisas tão banais em vez de prejudicar o desempenho do single e do album nas paradas, alavancou suas vendas, fazendo com que Britney tivesse tanto seu album quanto seu single em primeiro lugar na Billboard. Ao todo foram cerca de 29 milhões de cópias vendidas no mundo. O clipe já foi eleito um dos melhores do mundo e trouxe frescor a idéias estagnadas de uma época que ainda buscava identidade e novas direções. A música, um clássico da música pop, foi regrava a exaustão, de bandinhas pop-punks até gente do calibre de Weezer e Travis.

As declarações sobre sua vida sexual nada ativa (humm!), o namoro perfeito com Justin Timberlake e o magnetismo que Britney exercia, despertavam um interesse quase mórbido do público, da crítica e de seus “haters”. Tudo era motivo para se comentar. Em contrapartida, o sucesso comercial foi tão grande que ela finalizou as pressas pouco tempo depois seu segundo disco, “Oops!… I Did It Again“, que foi mais uma vez uma febre no mundo todo.

Um ano depois, Britney chamou a atenção do mundo todo quando se apresentou para o maior público de sua curta carreira: 290 mil pessoas pagaram para assistir sua turnê no Rock’N'Rio 3. A falta de sincronia em suas músicas, os palavrões proferidos com o microfone ligado e o evidente playback fizeram com que Britney estampasse as capas de todos os jornais do mundo. E mesmo com sua credibilidade como “artista” abalada, Spears continuou sob os holofotes. A garota dava aos jornais e revistas tudo o que eles queriam. Ela vendia sexo (mesmo dizendo ser virgem), vendia música (descartável, enjoada e datada como só), vendia revistas e vendia sua vida.

Um exemplo interessante sobre como sua equipe sabia exatamente o que fazer, foi a sua apresentação de “(I Can’t Get No) Satisfaction/Oops!… I Did It Again“, no VMA de 2000. Vestindo um terninho comportado, Britney se despiu no palco, numa apresentação explosiva. Por baixo do terno havia um top e uma calça cor de pele (que aliás, até hoje há quem diga que as roupas eram transparentes). Ao mesmo tempo em que chocava, Britney posava como vítima. Enquanto a atacavam por ser tão “sexual”, Britney declarava aos quatro cantos que não sabia que ia gerar tantos comentários, que não quis ofender ninguém, que ela era apenas uma garota dançando, tentando alegrar o mundo.

Oh, Britney, e assim você conseguiu mais uma vez. 

(continua…)

Give It UP To Me?

2007, inverno americano. Produtor do momento, rapper e cantora pop se juntam num trieto histórico (entenda por histórico o resultado esquecível dos charts, que ninguém mais se lembra). O resultado foi Give It To Me, uma das músicas mais grudentas dos últimos anos.

2009, inverno americano. Produtor nem tão do momento assim, rapper e cantora que um dia quis ser rock se juntam num trieto. O resultado foi Give It Up To Me.

Opa! A história se repete? Acho que sim. Se os grandes problemas que assolaram o mundo como a discriminação (mulçumanos, negros, gays, judeus, mouros, favelados) se repetiu em diversos momentos da história, no mundinho pop tudo funciona do mesmo jeito, mas ao invés dos erros, são os acertos que são copiados à exaustão.

Agora é a hora e a vez de Shakira. Tentando salvar seu último disco, She Wolf, do fracasso comercial, a loba trás à tona um forte candidato a hit: Give It Up To Me.

Apoiada nos vocais de Lil Wayne, um dos rappers mais bem sucedidos dos últimos anos, Shakira trás uma músiquinha caprichada que de nada lembra a parceria de Justin Timberlake, Nelly Furtado e Timbaland. Aliás, a produção é assinada pelo mesmo Timbaland, dono do hit “quase” homônimo de 2007.

Sendo franco, não há nada demais aqui. Percebemos a mesma batidinha feita sob medida para agradar aos ouvidos, os mesmos joguetes de vozes e versos, a mesma letra, o mesmo tudo. E o resultado?  Eu pelo menos adorei! Shakira conseguiu dar a performance um tom interessante e a coreografia, embora nada lembre a artista que conhecemos, é divertida e sexy.

Agora se Give It Up To Me conseguirá o feito de fazer ao menos a metade do sucesso de Give It To Me só o tempo dirá. E você, o que acha?

 

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