MIOLÃO • Kate Nash - Part 2
 

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Vaza música do novo disco de Kate Nash

Sexta Feira começou com uma notícia excelente! Vazou a tracklist oficial do segundo álbum de Kate Nash, que agora tem até data de lançamento: dia 19 de Abril! Confira a lista com o nome das doze composições que farão parte do disco ainda sem título estabelecido:

“You’ll Never Listen’
“Kiss That Girl’
“Don’t You Want To Share The Guilt?”
“I Just Love You More”
“Do Wah Doo”
“Higher Plane”
“I’ve Got A Secret”
“Oh Jay”
“Later On”
“Pickpocket”
“You Were So Far Away”
“I Hate Seagulls”

O site oficial da cantora está de cara nova, bem no clima do novo trabalho. O mais bacana é que uma das faixas do disco já está disponível pra download por lá – “I Just Love You More”, que, segundo a artista, é um pequeno poema musicado.

Entre as novidades publicadas, Kate conta ainda que uma pequena tiragem do CD virá com um livro chamado “My Ignorant Youth”, que trará testemunhos coletados pela cantora sobre o amor em diversos níveis. Para criá-lo, ela conta com a ajuda dos fãs, que  podem enviar histórias que se encaixem no tema para o e-mail indicado no website. Quem sabe seu relato não vira uma das crônicas atrapalhadas e cativantes adoradas por Kate Nash?

A versão finalizada do primeiro single, a faixa “Do Wah Doo”, será lançada oficialmente no dia 12 de Abril.

Music Monday: Eliza Doolittle

Fazia tempo que não rolava um Music Monday por aqui, né? Depois de eras finalmente a sessão retorna e retorna em grande estilo!

Senhoras e senhores, apresento à vocês Eliza Doolittle! A garota que desperta simpatia logo de cara, tem o mesmo nome da personagem de Audrey Hepburn em “My Fair Lady“. Nascida em Londres, Inglaterra, a jovem Eliza ainda não lançou nenhum álbum oficialmente, somente um EP homônimo com 4 faixas. Mesmo com pouco material divulgado, dá pra notar que a garota é digna de atenção.

Tocando músicas extremamente fofas, seu som remete à primeira vista artistas como Kate Nash, Lily Allen e Marina and the Dimonds. As melodias são doces e fáceis e grudam na cabeça em pouco tempo, fazendo com a gente assovie sem perceber.

Em seu MySpace, Eliza declara que suas influências vão de Beatles à Destiny’s Child e de Joni Mitchell à Arctic Monkeys. Essa mistura toda é encarada com naturalidade pela cantora. Ela descreve sua música como uma equação culinária, onde os principais ingredientes são o soul, o pop old-school, um pouco de frutas, nozes, especiarias e muito açúcar. O resultado dessa receita pode ser visto abaixo na gostosa faixa Skinny Genes (que conta com um clipe tão fofo quanto a música):

Se você se interessou e quer saber mais, acesse sua página oficial no My Space clicando aqui. Lá, é possível ouvir seu primeiro EP na íntegra e ver alguns vídeos bacanas. De quebra, no site oficial da mocinha, é possível baixar grátis a faixa A Smokey Room. Tá esperando o quê?

Kate Nash finaliza gravações de seu segundo álbum

A cantora britânica Kate Nash disse, em entrevista recente à revista NME, que as gravações do seu segundo álbum estão finalmente concluídas! Segundo a artista, 2009 foi gasto completamente na produção do disco, que ainda não possui título definido e nem data de lançamento – mas, por estar pronto, acredita-se que ele será lançado num espaço de tempo não muito longo.

O álbum será produzido por Bernard Butler, guitarrista da banda Suede, que já trabalhou com Duffy, The Libertines e Aimee Mann, entre diversos outros artistas de peso. O nome de algumas canções já foram liberados, como “Kiss That Girl” e “Doo Wa Doo” – e houve a confirmação de que b-sides já conhecidas pelos fãs, como “I Hate Seagulls” e a ótima “Don’t You Want To Share The Guilt” estarão no disco, provavelmente em versões renovadas. Abaixo, você confere uma performance de “Don’t You Want To Share The Guilt” em show da cantora realizado em Vancouver.

Kate Nash lançou seu primeiro disco, “Made of Bricks”, em 2007 e foi elogiada pela mídia inglesa, sendo considerada uma das novas revelações da música pop atual – o CD é divertido, excêntrico, cativante e cheio de personalidade. Kate possui um jeito muito próprio de contar pequenas histórias em suas canções, arrancar sorrisos, agitar e também emocionar. De “Made of Bricks” saíram músicas conhecidas, como o single de êxito “Foundations”, “Mouthwash” e “Pumpkin Soup”, que já esteve até em trilha sonora de novela por aqui. Seu novo trabalho, clamam os fãs, já está mais do que atrasado!

Covers que valem a pena conhecer! (Parte 1)

Alguns cantores ou bandas, por vezes, se arriscam a fazer regravações de músicas de artistas diferentes, e os resultados são os mais variados e inusitados possíveis. Confira abaixo algumas versões feitas por artistas da música que merecem ser ouvidas, por serem boas, agradáveis, ou mesmo curiosas.

The Maccabees: Boom Boom Pow (The Black Eyed Peas) maccabees_press_shot376

Ouça: http://www.youtube.com/watch?v=0hA-6Y-K8V0
The Maccabees desconstroem o pancadão do Black Eyed Peas, numa versão rocker e com um ar um pouco nerd. Não dá pra levar a sério quando você os garotos cantando versos como “i’m so 3008, you’re so 2000 and late”. Despretenciosa, parece uma brincadeira, muito bem executada por sinal.

Yael Naim: Toxic (Britney Spears)

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Ouça: http://www.youtube.com/watch?v=j5pP55u9s10
Toxic virou uma canção de ninar sensual e um pouco angustiante sob a voz de Yael Naim. Incrível como a forma que a música é cantada dá um significado totalmente diferente a letra da música, que, convenhamos, é bastante rasa. Até os “Britney haters” vão gostar dessa versão!

The Bird and the Bee: Don’t Stop The Music (Rihanna)

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Ouça: http://www.youtube.com/watch?v=1tgLHLFxLBY
A dupla “The Bird and The Bee” fez o hit cheio de energia de Rihanna virar uma baladinha intimista e delicada. / ps. Aí, se vocês gostarem da versão, espero que se empolguem e resolvam escutar os dois CD’s da banda, que são ótimos. :)

Jack Johnson: Holiday (Madonna)

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Ouça: http://www.youtube.com/watch?v=isL73Icg94o
O feriado de Jack Johnson remete à praia, água de coco e sossego. “Dançar pra celebrar o feriado? Deixa isso pra Madonna”, deve ter pensado Jack. Um reggaezinho simpático e cativante.

Mika: Poker face (Lady GaGa)

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Ouça: http://www.youtube.com/watch?v=xMrPNuxob_I
Mika dá um ar um pouco “Broadway” para a música de Lady Gaga. Particularmente, achei bastante parecida com as versões da música feitas pela própria cantora no piano. Os trejeitos de interpretação de Mika, irritantes pra alguns, são sempre um show à parte.

Joe Cocker: With A Little Help From My Friends (Beatles)

Joe-Cocker

Ouça: http://www.youtube.com/watch?v=-Ob59hsRaFU
Joe Cocker transforma o hino à amizade dos Beatles em uma música lenta e dramática, com um coro forte no refrão e levada completamente diferente da original. Thiago, do MIOLAOTEAM, ainda frisa “que é impossível não se lembrar da abertura de “Anos Incríveis” ao ouví-la”.

Aretha Franklin: Touch My Body (Mariah Carey)

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Ouça: http://www.youtube.com/watch?v=YVawmqtn818
Esse vídeo é ótimo, começando pela animação da platéia, que fica um pouco incrédula ao ver Aretha cantar uma música tão… er… voluptuosa. (?) De qualquer forma, a versão ficou muito divertida e Aretha Franklin é Aretha Franklin, dispensa comentários. Muito corpo pra tocar, por sinal.        #brinks

Jeff Buckley: Hallelujah (Leonard Cohen)

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Ouça: http://www.youtube.com/watch?v=AratTMGrHaQ
Essa música, gravada nos anos 80, é frequentemene regravada por muitos. Entre aqueles que já interpretaram a canção, estão Rufus Wainwright e a cantora Alexandra Burkle, que ganhou projeção esse ano com uma versão dela. “Hallelujah”, porém, não é uma música facilmente interpretada por qualquer um. A versão de Jeff Buckley é dolorida como muitas de suas canções e o cantor “acerta o tom” perfeitamente. Não é pra qualquer um.

Kate Nash: Fluorescent Adolescent (Arctic Monkeys)

kate nash

Ouça: http://www.youtube.com/watch?v=mvN0O7jkbQI
Adoro a capacidade que Kate Nash tem de dar sua cara para as covers que canta – e ela adora regravações – como fez com Irreplaceable, de Beyoncé. Fluorescente Adolescent, do Arctic Monkeys, virou mais uma brincadeira da cantora, com suas estripulias vocais e sua peculiar energia.

Pomplamoose: Single Ladies (Beyoncé)

pomplamoose

Ouça: http://www.youtube.com/watch?v=oIr8-f2OWhs
Falando em Beyoncé, esse cover é provavelmente o melhor feito pro hit que fez todo mundo dançar esse ano. Quase impossível não gostar logo de cara. A dupla transformou uma das melodias mais irresistíveis do ano em outra bastante diferente e suave; isso não significa, porém, que não dê vontade de cantar junto, estalar os dedos ou ao menos mexer o pé seguindo o ritmo! É viciante.

Smart Little Girl – Dionne Bromfield

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A cena britânica tem surpreendido de verdade nos últimos anos. Uma porção de cantoras que eu gosto saíram desse cenário (Kate Nash, Norah Jones, Lily Allen, etc) e ele continua apresentando ao mundo novas e talentosas mulheres. A nova aposta da vez ainda está na puberdade (?) e mostra que, com metade da idade de muitas outras, tem potencial suficiente para competir com grandes nomes com o passar do tempo. Ela se chama Dionne Bromfield, citada na mídia como “a afilhada prodígio de Amy Winehouse”.

A cantora tem feito declarações públicas elogiando a garota e tem sido vista com ela com frequência, inclusive servindo de backing vocal para a mesma numa performance sua no reality show “Strictly Come Dancing”. Toda essa propaganda, é justificada, talvez, por mais do que apenas carinho e admiração familiar: seu primeiro CD, “Introducing Dionne Bromfield”, nas lojas desde o último dia 12, foi lançado pelo selo da Lioness Record, gravadora criada pela madrinha. Dionne é talentosa de verdade, mas devemos admitir que sua entrada profissional no mundo da música deve muito a cantora. Essa divulgação, independente das intenções porém, é merecida. Agradecemos a Amy por ter incentivado o lançamento de seu disco, que é uma boa surpresa – mas Dionne merece que sua carreira cresça cada vez mais independente de sua madrinha. Vamos aos fatos.

Imagem de Amostra do You Tube

Performance de Dione e Amy no Strictly Come Dancing 2009

A voz da garota é incrível. Quem escuta pela primeira vez não diz que se trata de alguém com apenas treze anos de idade. De fato, recorda um pouco a de sua mentora, mas o “conjunto” não soa como se fosse uma “versão mais jovem” de Amy Winehouse. Seria até bizarro uma cantora de treze anos possuir uma postura tão “junkie” quanto a Sra. Wino. Pelo contrário, Dionne é coerente com sua fase atual. Seu repertório, inteiramente de covers, é correto e por vezes bem inocente. O que surpreende é que, assim como a sua parente famosa, Dionne também tem uma queda pela música black. Ela regrava clássicos da Motown (gravadora de discos especializada em vertentes da música negra fundada em 1959), entre outras diversas canções clássicas .

Na faixa de abertura, a semelhança vocal com Amy Winehouse em “Tell Him” é um pouco mais evidente, mas se torna menos frequente no decorrer do álbum. “My Boy Lollipop”, gravada por Millie Small em meados de 1950 e entoada pelas Spice Girls em cena do filme “Spice World” (oi?) ganha uma versão tão meiga quanto a original. “Two Can Have a Party” é contagiante. Aquela sensação de “não pode ser uma garota de treze anos de idade cantando!” volta a surgir com a faixa “With a Child’s Heart”, elegante e uma das mais “retrô” do álbum. “Ain’t No Mountain High Enough”, que compete com “Amor Perfeito” de Roberto Carlos na categoria “Música mais regravada da história” (brinks!), ganha mais uma, vigorosa e que não decepciona. Além do restante das doze faixas, estão os singles “Mama Said” e a que te faz cantarolar o dia todo, “Foolish Little Girl”.

Em entrevista publicada no site oficial de Amy Winehouse, Dionne diz ser fã de Lady Gaga e Jonas Brothers (alegando, inclusive, estar ficando “um pouco cansada” do som dos irmãos virgens da Disney). É surpreendente (e ótimo) que tenha enveredado por um caminho tão diferente daqueles que as celebridades teen da sua idade optam – ou talvez sejam forçadas a seguirem. Essa atitude pode até levantar um questionamento pertinente: Dionne transita por esse estilo por vontade própria ou por influência familiar? O fato de não ter apostado em composições inéditas pode ser um expoente de que, como o título sugere, esse álbum é apenas uma amostra do que ela pode – e poderá oferecer. Ainda é cedo pra dizer o que Dionne pode se tornar no cenário musical. Pode ser que enverede por um caminho mais pop como Beyoncé (da qual também já se declarou fã) ou que continue com as “raízes” exploradas em seu primeiro CD. Pode ser que também acabe na rehab. Dionne precisa de tempo para se consolidar como uma voz realmente conhecida, mas já tem os créditos inicias necessários para que mereça nossa atenção. :)

Quer saber mais sobre a Dionne?

Entrevista com Dionne Bromfield: http://www.amywinehouse.com/news.php?item=3&ln=1

Canal de Dionne Bromfield no YouTube, inclui os clipes de “Mama Said” e “Foolish Little Girl”: http://www.youtube.com/user/DionneBromfield

 

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