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Cover: Sleazy, Ben Folds

A vibe do repertório de Ke$ha não poderia ser melhor definida do que com uma frase contida no encarte de seu primeiro CD, “Animal”, escrita em letras cheias de glitter: “It’s party time!”. Noitadas, rapazes prepotentes e amigos loucos para festejar são temas recorrentes em suas letras, só pra citar alguns. Ela, que abusa do deboche e quase sempre pende para a vulgaridade, faz canções descartáveis, mas eficazes em seu propósito: divertir.

Mas o que acontece quando um artista totalmente oposto à figura bagaceira da moça resolve se aventurar pelas suas canções?

A resposta pode ser conferida em nosso cover de hoje: o cantor e produtor Ben Folds, cujo som difere muito do pop radiofônico da loira, resolveu fazer sua própria leitura de “Sleazy”, que compõe o EP “Cannibal”, lançado por K em 2010.

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Cher Lloyd – Sticks + Stones

Cher Lloyd, a inglesinha cheia de banca que participou do The X-Factor no ano passado – e acabou ficando em quarto lugar -, lançou na última segunda-feira Stick + Stones, seu primeiro álbum.

Produzido por nomes como Shellback (Ke$ha e Britney Spears), RedOne (Lady GaGa) e Toby Gad (Alicia Keys, Fergie e Pixie Lott), o disco não é, nem de longe, o que se poderia esperar de uma ex-participante de um show de talentos. Se bem que a própria figura de Cher Lloyd não é o esteriótipo padrão dos candidatos desse tipo de programa.

Ao invés de mostrar para todo mundo “sua grande voz” (e ela tem mesmo uma grande voz) em baladas tempestuosas, Cher optou por seguir um caminho mais… “fácil”. Investindo pesado em músicas com bases sintetizadas, com bastante coragem e pulso a mocinha não esconde a idade que tem (18!) e nem do que ela gosta. E o que ela gosta, meus amigos, é de fazer rimas, brincar de gangsta-rapper e falar sobre os anseios adolescentes em letras bastante bobas e superficiais.

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Miolão Mixtape n.14

Psiu! Click! Crash! Bang! Boom!

É nesse clima de sons e ruídos que a gente convida vocês a escutarem nossa nova mixtape.

Se vocês derem uma olhada na tracklist, vão notar que as músicas não tem muuuito a ver uma com as outras excetuando um único detalhe: todas elas contém onomatopéias em sua composição. Caótica e meio bagunçada, a mix da vez entrega exatamente o que a capa promete desordem e confusão. Sem medo de ser feliz, a gente transita do pop ao punk e do rock ao rap com músicas impactantes e estrondosas. Se liga só:

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Party in the USA – Billboard 2010

Esse não é um post sobre Miley Cyrus, podem continuar lendo.

A Billboard divulgou, recentemente, os charts-resumo do ano. Alguns nomes, já esperados, repetiram-se em boas posições por mais um ano. Algumas promessas do final de 2009 realmente aconteceram – outras nem tanto (beijo pra Aguilera e pro seu Bionic, amo vocês). Eis uma análise dos top 1 das principais categorias.

Hot 100 Songs
Ke$ha – Tik Tok

Nenhuma surpresa. Ke$ha era uma promessa para 2010, uma promessa que fez questão de parecer mais bebâda do que provavelmente é e um pouco mais suja do que deveria ser. A artista, talvez como boa parte das cantoras pop de sucesso, não tem nenhum estupendo talento vocal. Não tem muita presença de palco, também. Não é especialmente linda ou charmosa.
Ke$ha tirou a sorte grande quando Dr. Luke, talvez o maior produtor de hits dos últimos anos, resolveu apadrinhá-la. Todas as canções do álbum Animal foram escritas ou produzidas por ele. Como o Rei Midas da indústria pop que é, transformou Ke$ha na menina bêbada que vende milhões e escova os dentes com Jack Daniel’s. Tik Tok, sem dúvidas, foi a canção pop do ano. Foi a party song que levou, lá para janeiro desse ano, a cantora ao top 1 do Hot 100 da Billboard. Desde então, nenhum outro lançamento de Ke$ha fez tanto barulho, mas já foi suficiente para estabelecer a artista como mais uma estrela do cenário musical.
  
Artists of the Year
Lady GaGa
 Lady GaGa tem muitos méritos. Não digo pelos vestidos de carne, pela lagosta na cabeça ou seja lá mais pelo que. Lady GaGa, fora as excentricidades forçadas, é a artista de 2010, assim como foi a de 2009. Em um mundo onde os sucessos são enlatados por produtores e somente interpretados por artistas pop, ela é uma cantora que escreve as próprias músicas e canta tão bem ao vivo quanto o faz em estúdio. Por mais que eu odeia admitir, é verdade que Lady GaGa não teria conquistado seu espaço se não fossem todas essas esquisitices que a trouxeram para as capas de revista. Vale lembrar que ninguém prestava atenção quando Stefani Germanotta tocava piano e exibia seu talento vocal por aí – mas isso foi antes de começar a incendiar pianos.
O primeiro álbum de Lady GaGa ainda era imaturo. The Fame tem canções ótimas e momentos excelentes, mas também seus equívocos. Em algumas faixas, a identidade da artista parece se perder. Foi somente com o lançamento de The Fame Monster, em 2010, que o estilo de Lady GaGa ficou claro.
Esse foi um ótimo ano para GaGa. Trouxe milhões de dólares, legiões de fãs e, principalmente, o respeito e o reconhecimento da indústria. Nada mais justo.
  
Top 200 albuns
Susan Boyle – I Dreamed a Dream
Tá. Ela tem uma voz incrível, a apresentação no Britain’s Got Talent fez muita gente chorar – eu, inclusive – e fez com que, nos meses seguintes, o nome de Susan Boyle rodasse o mundo. Até porque ela tinha algo de surpreendente: a figura e o talento pareciam inconciliáveis. Quando Boyle começou a cantar pela primeira vez, lá no palco do programa
do Simon, todos ficaram chocados. Tenho minhas dúvidas de que, se a cantora fosse um pouco mais bonita e bem apresentada, ela teria feito o mesmo sucesso. A síndrome do patinho feio amoleceu o coração de muita gente e a transformação de Susan Boyle – a esquisitona – em Susan Boyle – a artista – foi acompanhada por milhares de pessoas. O álbum, lançado com certo atraso, veio embalado nesse sucesso. Mais ou menos como acontece com tudo que leva o nome de Roberto Carlos por aqui, as vendas no Dia das Mães foram estrondosas. Faz sentido que ela seja detentora do Top 1 de álbuns mais vendidos, assim como Roberto Carlos o é year after year.

3 Momentos: Gwen Stefani

O mundo pop anda muito chato ultimamente. Mas muito chato mesmo. Você consegue lembrar qual foi o último respiro levemente interessante desse universo que a gente tanto gosta? Talvez tenha sido quando a filhinha de um ator resolveu bater o cabelo pra frente e pra trás por aí. Levando em consideração esse fato (de que o pop já não é mais o mesmo), o que resta para aqueles que se cansaram de ver moças de cabelo vermelho, meninas sujas ou gente com gengivas avantajadas na tv, é relembrar um tempo em que o visual das estrelas era realmente interessante e a música, normalmente descartável nesse meio, era bastante boa. Convido vocês, senhores e senhoras, a rememorarem comigo um período curioso e, mais do que tudo, delicioso da música pop.

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3 Momentos: Dr. Luke

Não é de hoje que eu tenho tido a nítida sensação de que a música pop americana – com as suas exceções – anda muito pasteurizada. Novos singles parecem reedições de hits antigos e diferentes artistas lançam músicas que parecem saídas de uma mesma mente criativa, dada a semelhança. E são – e isso é o que pouca gente sabe. Por trás de músicas pop de sucesso estão nomes de peso que conseguiram montar uma verdadeira fábrica de hits. Dr. Luke é um deles.

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3 Momentos: MBlender Pop (Especial Plágio)

A sessão 3 Momentos do Miolão, que procura homenagear a carreira de alguns artistas que consideramos relevantes para o cenário pop, faz algo um pouco diferente hoje e presta tributo a um blog que nós conhecemos essa semana, o MBlender Pop.

Criado por Paulo Balestre, o blog propõe apresentar as novidades diversas do pop fútil de forma inteligente. (?) O problema é que seu conteúdo contradiz o slogan do site. Eu disse “seu”? Bom… se você acessar o endereço, poderá notar que existe pouca coisa que pode ser realmente considerada de Balestre e seu “MBlender Pop”. Trata-se de um apanhado de notícias de diversos endereços, na maioria das vezes, sem os respectivos créditos.

O Miolão, como descobrimos, se encaixa no hall de vítimas do blogueiro. Quer dar uma conferida em alguns plágios que a gente encontrou lá? Dá uma olhada no nosso post!

Plágio #1 – Tik Tok – Doll & The Kicks

Há algumas semanas, o Thiago publicou esse cover esperto de Tik Tok da Ke$ha aqui no Miolão: com uma vibe excêntrica, a versão da banda nova iorquina deve ter agradado o público que gosta de ver um bom hit pop reconstruído. Agradou tanto o blogueiro homenageado por nós que não demorou pra ele postar a mesma faixa em seu blog pra compartilhar com todo mundo.

Até aí, ok. Mas pelo jeito, ele também gosta de um texto alheio: precisava copiar também o que o Thiago escreveu, moço?

A foto, acima, reproduz a postagem exata do “MBlender Pop” e, aqui, você vê mais um print bonito pra provar que a única coisa diferente… é o título.

Ah, vale lembrar que não foi o único “Cover do Dia” copiado pelo site: tem a reprodução SEM CRÉDITOS de nosso post de Sheryl Crow/Johnny Cash (original aqui), dos moços do Kings of Leon por VV Brown (original), do No Doubt e a Chrisette Michelle (post do Miolão aqui)… Garantimos ainda que se você procurar, vai encontrar outros. Mas só isso basta, né não? =) Caso saia do ar, temos muitos outros prints. Só pedir que a gente publica aí.

Plágio #2 – A Importância de Britney Spears para a Cultura Pop

Essa série de posts, que relata a saga de altos e baixos de Britney Spears buscando analisar sua importância para o mundo do entretenimento e da música contemporânea foi uma das primeiras feitas pelo Miolão. No ar há um bom tempo, ainda não foi concluída, mas daremos um jeito nisso em breve… ;)

No início, questionamos: “será que o público irá gostar?” E sim – com ressalvas, eles gostaram!

O blog “MBlender Pop” mais ainda: pegou a postagem, abraçou e chamou de sua, colocando no ar muito tempo depois e sem nem colocar no rodapé, sei lá, um sutil (via @miolao) pra deixar a gente feliz e sem reclamar.

Aqui tem o link original, só pra comparar. Mas o mais legal nisso é o recadinho que ele colocou no fim da segunda parte do texto, algo como: “não percam amanhã a parte 3, às 19h!”… Adoramos a rigorosidade de Paulo nessa parte e esperamos ansiosos pela parte 4. Se bem que acho bemmmm difícil ele roubar postar a conclusão da saga já que ela não foi publicada no Miolão ainda… HAHAHA!

Plágio #3 – DiscosEssenciais, Back To Black, Amy Winehouse

 

Que a Amy Winehouse é um mito moderno, ninguém nega. A moça destrói cantando e compondo e, entre um escândalo e outro, mostra como é que se faz boa música. A gente disse aqui que acredita que louvar um talento sincero é sempre bom.

Mas tem gente que não tem sido muito criativa na “oração” não: reproduz o texto alheio, pra variar sem créditos e ainda plagia pela metade.

Ok, mas em uma coisa a gente pode admitir que o “MBlender Pop” teve êxito: caracterizar um mega fail ao esquecer de retirar, pelo menos, a menção ao nosso querido Miolão do corpo do texto. Veja abaixo:

É de cair o cu da bunda, né?

ps. Ouvi essa expressão durante a semana e tava morrendo de vontade de usar. Pura poesia, né?

Post original aqui.

[BÔNUS!] Plágio #4 – Crítica de Comer Rezar Amar do site Omelete.com.br

É difícil não conhecer o Omelete: o site de entretenimento é um dos mais prestigiados da Internet e tá no ar sempre com novas resenhas, notícias sobre cultura pop e afins. Como era de se esperar, publicou uma resenha escrita pela jornalista Carina Toledo sobre o delicioso Comer Rezar Amar, que estreou por aqui há pouquíssimo tempo.

Até aí tudo bem: o problema é que os carboidratos que a Julia Roberts ingeriu na telona nem foram queimados e o MBlenderPop atacou outra vítima, reproduzindo, na íntegra, os comentários de Toledo.

Dois detalhes: o Omelete e o Miolão não são os únicos sites plagiados pelo rapaz, não: o site PopLine também não escapou dessa. Tem um plágio fresquinho de uma notícia sobre a amada Gaga que saiu no site, hospedado na UOL. E nossa, o Cineclick também foi pego com a notícia da contratação de Emma Stone pro novo Homem Aranha. Veja o original… e a cópia.

Uma vez, no meu segundo ano de faculdade, um professor pediu que escrevêssemos sobre o filme A Rosa Púrpura do Cairo, de Woody Allen. Uma aluna copiou seu texto da Internet e ele a pegou no flagra: ela, com a maior cara deslavada, perguntou: “mas professor, porque você acha que eu copiei? Tem provas?” – e ele, na maior naturalidade, revidou: “Tenho. O Google me contou.”

Com o MBlenderPop é assim: você digita no mecanismo de busca, e ele revela quem é o verdadeiro dono do post. Tão fácil que dá até gosto. O site também tem um irmão, mantido por Paulo, o MBlender Pipoca. Achamos que o motivo deve ser porque em sua lógica, críticas de cinema também merecem ser copiadas, certo?

Ah, o segundo detalhe é que a única coisa em que nosso colega manda bem é na camuflagem: o espertinho especifica somente a hora em que o post foi publicado, como se ao não mostrar a data de publicação, isso o tornasse autêntico.

Claro, como se todos os blogs citados que fossem os Milli Vanilli da história. Até parece…

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E aqui encerramos nossa homenagem ao site “MBlender Pop” que, no final das contas, é mais do que somente um tributo à um plagiador de peso, mas também, um alerta para todos os leitores de nosso blog que possuem seu próprio site. Seguindo indicações do blog Blosque.com, contamos enfim sobre esse caso desagradável que está acontecendo conosco e dizemos: não permitam que aconteça o mesmo com vocês. Plágio é um vexame, uma deplorável prova de incapacidade: vergonhoso pra quem faz, um grande incômodo pra quem é copiado.

Honre seu esforço e dedicação, seus amigos de equipe, faça jus à aquela horinha de sono que você perde escrevendo pro seu website, aos comentários, feedbacks e carinho de seus leitores, e, claro, a originalidade, que é algo sempre revigorante – e gostoso de ver.

Paulão, amigo, quebra essa pra gente: ou dá os devidos créditos pra toda a galera que você anda visitando ou tira do ar de uma vez, que tal? ;)

 

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