MIOLÃO • Ke$ha - Part 2
 

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Top 5: Que Mané Lei Seca!

Acontece hoje a maior festa da democracia do país (not!)! E você, querido eleitor, deve estar tão preocupado quanto eu em relação a uma séria questão: vou mesmo ter que ficar sóbrio no domingo?

De acordo com o TSE, isso vai depender do que o seu Estado decidiu. O Distrito Federal e outros 14 vão, para o desgosto de muitos, instituírem a Lei Seca, proibindo a venda e o consumo de bebidas alcoólicas em vias públicas.

Agora imagina só como seria difícil para algumas celebridades aturar o dia de hoje sem consumir nadinha de nada de água-que-passarinho-não-bebe?

Pensando nisso, elegemos abaixo 5 artistas do mundo da música que sofreriam E MUITO com essa lei bonita!

5º Lindsay Lohan

Aposto que ninguém que conheceu Lindsay Lohan no fim dos anos 90 por intermédio do filme Operação Cupido imaginou que o destino da menininha sardenta era aparecer mais nos noticiários do que nos cinemas, né?

A atriz e cantora já esteve envolvida em N escândalos e inclusive foi presa (mais que uma vez!) por causa de seus vícios. Os problemas eram tantos que até a carreira de Lilo desmoronou: sem emplacar nenhum sucesso desde Herbie – Meu Fusca Turbinado, de 2005 – e nem venha me falar de Machete porque o mérito do sucesso não é dela -, a garota só não caiu no ostracismo devido à insistência dos tablóides por fofoca.

Incompreendida, atualmente Lohan está na clínica de reabilitação Betty Ford Center, na California, para ver se se livra de uma vez por todas de seu amor pela danada.

Vamos torcer?

4º Paris Hilton

Ao contrário de Lindsay, que vira e mexe está rondando clínicas de reabilitação, Paris Hilton não parece querer largar mão da fama que tem. A cantora, atriz, empresária, modelo e herdeira, é chegada em um goró e perde a linha em quase todos os eventos em que participa.

Quando esteve no Brasil, em fevereiro desse ano, para divulgar uma marca de uma (adivinhem!) cerveja, a loira, visivelmente bêbada, dançou até o chão e fez a alegria dos fotógrafos. Tá certo que todo mundo exagera de vez em quando, mas a impressão que fica no caso de Paris é que as coisas para ela funcionam ao contrário; pra Paris, se comportar é exceção e não regra.

Sorte a nossa que se diverte com os micos e a falta de noção de nossa milionária preferida!

3º Zeca Pagodinho

Outro dia, há muito tempo, estava eu a assistir o Programa do Jô. Um dos entrevistados era o brasileiríssimo Zeca Pagodinho. Malandro do jeito que era, o cara foi levando o papo numa boa, até que, quando foi refrescar a garganta com o conteúdo da caneca, quase cuspiu ao constatar que ali havia água.  Indignado, Zeca reclamou com o Jô e foi servido quase que imediatamente de umas doses de pinguinha.

Essa história por si só justifica a inclusão do bem humorado sambista nessa lista. Afinal, quantos cantores você conhece que declaram de maneira tão… humm… espontânea seu apego as bebidas?

Observação curiosa: procurando imagens do Sr. Pagodinho no Google, notei que, excetuando capas de disco, ele estava bêbado – ou com cara de bêbado – em TODAS as fotos.

2° Courtney Love


Representando o lado mais obscuro e decadente do vício, temos aqui Courtney Love.

A viúva de Kurt Cobain é conhecida até hoje por seus homéricos atos de excesso. Por mais que eu tenha rido – e rio de novo sempre que vejo – alguns deles, como por exemplo o king kong que ela pagou no VMA de 1995 ao invadir uma entrevista da Madonna, a história de Love com substâncias lícitas e ilícitas é de dar dó. Além de dinheiro, respeito e oportunidades, a cantora perdeu até a filha por conta de sua dependência.

A maior prova que o álcool nem sempre é tãooo divertido.

1º Amy Winehouse


Não tem muito tempo que falamos aqui sobre o maravilhoso trabalho de Winehouse.

Tão visível quanto seu talento é sua quedinha por umas bebidas. Certamente, você já deve estar cansado de ouvir falar sobre o assunto, né? Então eu não vou dizer mais nada. Só vou pedir que vocês olhem atentamente para a foto que ilustra o post.

Adorei a economia: vejam que nem precisei de mil palavras para dizer o que sinto – a foto falou por si só.

Menções honrosas*:

O amiguinho de Wino, Pete Doherty que já foi expulso de sua própria banda (The Libertines) por causa de seus problemas com drogas e álcool; Lily Allen que não tem vergonha de ser feliz, de beber e de pagar peitinho; os caras do Matanza que fazem músicas sobre como é bom estar bêbado; a lenda Janis Joplin que pesava a mão na marvada e pedia até a Deus pagar uma rodada da bendita; Uffie que além de ser chegada num pó entorna e canta orgulhosamente “cause I might get drunk off my ass and I don’t wanna fall“; Mariah Carey que quando teve sua ótima performance em Preciosa reconhecida passou vergonha e a Sarah Hardings, das Girls Alouds, que fez… isso!

Parabéns a todos os envolvidos!

*Não sei bem se é mérito ou demérito aparecer nesse post, mas embora eles não estejam no Top 5, não podíamos deixar de comentar sobre esses fofos! Ah! E quanto a vocês, antes de festejarem, votem conscientes, ok? Não quero ter que me lamentar num bar pelos próximos 4 anos…

Cover: Tik Tok, Doll and The Kicks

Tik Tok, da Ke$ha, é, sem dúvida, uma das músicas mais viciantes dos últimos anos.

A voz carregada de auto-tune, as batidas aceleradas e um “woah-oh oh oh” super característicos conferiram a canção uma aura despretensiosa e pegajosa. O curioso é perceber que tudo que a gente adora ou adorou na música, além de serem qualidades, são também seus principais defeitos: Tik Tok é inorgânica, irritante e enjoada.

Analisando friamente, é possível chegar a conclusão que ela foi o que nasceu para ser – uma música divertida e descartável.

… Mas ao ouvir a versão da banda inglesa Doll And The Kicks toda e qualquer teoria inútil a cerca da canção é completamente diluída. Os sintetizadores de Ke$ha foram substituídos por cordas e percussões reais e os vocais, desprovidos de efeito, engataram um ritmo preciso para um refrão que parece prestes a explodir a qualquer momento.

A banda tem moral de sobra: em 2008 abriu shows do Morrissey a convite do próprio – sim, gente, o Morrissey, dos Smiths! -.

Potencial. A gente vê por aqui.

Katy Perry – Teenage Dream

Existem discos que são lançados com um prazo de validade invisível estampado. Álbuns de fácil digestão, que emplacarão alguns hits nos meses que seguem seu lançamento, gravados por artistas algumas vezes realmente talentosos e outras vezes não. Depois de nos entreterem por um período de tempo, esses trabalhos são esquecidos, datados, limitados a uma única temporada – bem como seus donos, em certos casos.

Katy Perry, bem antes de estourar com o hit “I Kissed a Girl”, já percorria os caminhos da indústria fonográfica de forma discreta. Antes conhecida pela alcunha de Katy Hudson, a mocinha já havia gravado um disco de canções gospel e liberado uma ou outra musica aqui ou ali, como aquela que me fez conhecê-la, a adorável “Simple”, inserida na trilha sonora do subestimado “Quatro Amigas e Um Jeans Viajante”. Um bom tempo depois, lançou “One of The Boys”, produzido por nomes diversos, como Dr. Luke (Britney Spears, Ke$ha) e Glen Ballard (Alanis Morissette, Lissie) virando rainha das FMs e até um MTV Unplugged.

Foi lançado essa semana (depois de ter vazado na net, por sinal)  “Teenage Dream”, o sucessor de seu “debut em larga escala”, que, como todo segundo disco de inéditas que se preze, prova algumas coisas na carreira de um artista. Katy encontra-se naquele nicho de artistas do primeiro parágrafo, cujo trabalho é consumido facilmente. Espirituosa e esperta, ela arrisca em certos momentos, criando, além de animados convites à festas e momentos de descontração, algumas pequenas canções confessionais e mais íntimas onde mostra estar acima de algumas concorrentes. O novo compacto prova que Katy equilibra bem seu lado comercial e o outro, mais livre, inclinado a criações mais pessoais. Mas ainda falta alguma coisa.

A primeira metade do álbum é cheia de sucessos em potencial – músicas com gigantesco potencial para tornarem-se singles e serem executadas à exaustão: os dois singles lançados até o momento, por exemplo, estão entre as seis faixas iniciais. “California Gurls”, parceria com Snoop Dogg, já está tocando na rádio há um bom tempo e batendo recordes nas paradas de diversos países. Tido por alguns como uma cópia de “Tik Tok”, da sua colega Ke$ha, é uma homenagem às garotas da Califórnia, terra natal da cantora. Com o mesmo espírito celebrativo da faixa com a qual é comparada, é outro grande hit do ano: Katy personifica as características das moças de sua terra transitando entre a malícia e a ingenuidade.

“Teenage Dream”, a segunda música de trabalho, já está mostrando presença: mais doce do que açúcar, tem tudo o que precisa para tornar-se a canção romântica (e saturada) da temporada. É realmente uma graça, mas que surge somente grudenta e não inovadora. Ganhou um clipe utópico, que reforça a idéia de amor perfeito que a letra passa. Katy aparece nos braços do modelo Josh Kloss na praia, na cama, na estrada e em todo lugar, divertindo-se como se não houvesse amanhã ao seu lado e junto de diversas outras pessoas, num ar de bagunça controlada. Todos lindos, afim de uma agitação e com cara de que não peidam. Veja abaixo:

“Last Friday Night” é daquelas músicas que tem o poder de te trazer sorrisos legítimos quando você escuta. O retrato de uma sexta-feira incerta que ficou marcada na memória da cantora é perfeito para ser ouvido antes de uma noite que promete, típica canção para esvaziar a cabeça e sentir com o corpo, de preferência em grupo e com liberdade pra dançar. É como uma “I Gotta Feeling”, não por semelhança, mas pelas sensações que te desperta. Destaque para instrumentos de sopro frenéticos que surgem de surpresa e os histéricos gritinhos de “T.G.I.F” – em inglês, “Thanks God It’s Friday!”. Irresistível.

“Firework” é apoteótica e esperançosa. Apesar de clichê – com direito a frases batidas como “After a hurricane comes a rainbow”, consegue soar sincera e eficaz em sua missão de elevar o astral do ouvinte. Já tá valendo. “Peacock” é uma faixa nada sutil sobre a vontade de Perry em ver o…er, “pavão” (!) do rapaz por quem está afim. É o momento debochado do álbum, que a gente também não vai levar muito à sério. Lembra muito a clássica “Mickey”, de Toni Basil, hino farofa e com ares “cheerleader” dos anos 80.

A partir daí, Katy arrisca reflexões sobre sua própria condição, experiências passadas e aspectos da vida amorosa de modo mais particular. “Circle The Drain” é ácida ao tratar de um relacionamento onde um dos parceiros tem tendências evidentes à auto-destruição: “I’m not sticking around to watch you go down”, canta, categorica. “The One That Got Away” remete à algum capítulo de sua adolescência, algum ponto onde não retribuiu os sentimentos de um rapaz – o seu Johnny Cash particular – e se arrependeu amargamente depois. Parece tão à vontade contando as peculiaridades da relação, permeada por canções do Radiohead que você se sente familiarizado com a história mesmo sem nunca ter ouvido antes. Cativante.

“E.T.” narra a paixão da moça por um homem que parece um alienígena (não fisicamente, tomara!) e faz com que ela sinta coisas que nunca havia vivenciado antes. O conflito presente na letra (could you be the devil/could you be an angel?) não apresenta nada novo, mas a música é envolvente e tem sua força.  A dramática “What Am I Living For?”,  que traz vocais rasgados e um questionamento intenso sobre pressões e cargas difíceis de serem suportadas.

“Pearl” e “Hummingbird Heartbeat” formam um interessante contraponto: numa, Katy repele um parceiro que a fez fechar-se em seu próprio mundo, enquanto na segunda, ela fala sobre um amante que expande sua percepção sobre si própria, energias do amor (?) e sobre a química existente entre os dois. Sobra para a simples e bela “Not Like The Movies” fechar a tracklist – uma música sobre a eterna busca por uma relação amorosa satisfatória, que parece nunca surgir. É uma das melhores faixas do disco e merece ser saboreada com atenção.

“Teenage Dream” fortalece ainda mais o nome de Katy Perry nos charts, mas não representa nenhuma nova tentativa em sua carreira. Apesar disso, ela consegue imprimir sua estampa ao que lança. Nada essencial ou com potencial pra durar muito mais tempo do que uma estação, porém. Não que seja um problema: o disco pode ser efêmero como um sonho adolescente ou derreter tão rápido quanto algodão doce na boca, mas quem disse que isso não é, de vez em quando bom?

Os 10 Piores Clipes da História?

Não sei quanto a vocês, mas eu adoro uma boa lista. Independente do tema tratado adoro correr os olhos sobre os “10 mais isso” ou “10 mais aquilo”, para concordar, montar minhas próprias listas ou mesmo só para discordar mesmo.

E foi isso que aconteceu quando vi a lista que o site da VH1 colocou no ar nos últimos dias.

Se liga só na lista d’Os 10 Piores Clipes da História:

1. Beyoncé e Lady GaGa, Video Phone



Comassim, Bial? Beyoncé e Lady GaGa em primeiro? O clipe, admito, é ruim. Mas poxa, ele teria que piorar umas 1033443564435 vezes para ser o pior da história. Aliás, tem clipe da Lady GaGa muito pior que esse, assim como clipe da Bey, né?

Assista.

2. Madonna, Celebration


Pois é, esse até me aperta o coração concordar, mas verdade seja dita, Celebration é um lixinho. Tá certo que foi feito com pouca verba com o simples objetivo de divulgar coletânea… Só que o que pesa mesmo é o fato de que este vídeo pertence a mesma mulher que consolidou e revolucionou a estética do videoclipe há 2 décadas com verdadeiras obras-primas como Like a Prayer, Bad Girl e, mais recentemente, Hung Up. Poxa, Madonna! Você já foi melhor.

Assista.

3. Jennifer Lopez, Hold It Don’t Drop It


Alguém se lembra desse vídeo? Aposto que não. Totalmente esquecível esse aqui é da fase que Jenny já não era lá essas coisas no show business… Pra falar a verdade o clipe nem é tãooo ruim assim. O jogo de luzes é tri interessante e a J.Lo., para variar, está linda. VH1, se isso tudo era vontade de por a Jennifer na lista, por que não se lembrar de If You Had My Love, que além de pior é brega? Francamente!

Assista.

4. Ke$ha e 3OH!3, Blah Blah Blah


Blah blah blah. Passo.

Assista.

5. Mariah Carey, I Want To Know What Love Is


Digno de primeiro lugar, esse aqui é tão ruim que constrange. Faltam palavras para descrever a ruindade disso. Falando nisso, vocês estão sabendo que Hype Williams, diretor do vídeo, é o mesmo que vai dirigir Not Myself Tonight, da Aguilera? Tomara que ela contribua com idéias, porque se depender do histórico do cara fica mei’ difícil acreditar que vá sair algo legal…

Assista.

6. Rihanna, Rude Boy


Mesmo sendo uma cópia descarada de Galang, primeiro single de M.I.A., Rude Boy jamais mereceria estar numa lista de piores. O vídeo super colorido é interessante, pop e divertido, como bons vídeos devem ser. É tão legal que, pelo menos pra mim, entraria fácinho numa lista com os melhores vídeos do ano…

Assista.

7. Britney Spears, Gimme More


Britney Spears, desde sua estréia com … Baby One More Time, que inclusive já foi eleito o terceiro melhor vídeo da história, tinha a seu favor uma videografia impecável e irretocável. Clipes divertidos, sensuais e ultra produzidos eram suas marcas registradas. Qual foi a surpresa quando ela apareceu morena, semi-nua e semi-bêbada rebolando num ferro de pole dance? Chocante foi pouco. Gimme More foi quaaaase uma revolução na estética do pop. Um marco. Um presente divino. Pura magia e sedução. Er… Ok, ok. Exagerei. O clipe pode até ser ruim, mas que é divertido, ah, isso ele é!

Assista.

8. Paramore, Brick By Boring Brick


Cuidado! As cores mega saturadas e a profusão de efeitos especiais fazem desse clipe do Paramore um verdadeiro perigo para os epiléticos. Com maior poder de fogo do que aquele lendário episódio de Pokémon, o vídeo, apesar dos exageros, está longe de ser ruim. Até eu que detesto a banda fiquei com a boca aberta quando assisti.

Assista.

9. Miley Cyrus, 7 Things


Fundo branco. Adolescentes. Música pop. Que que tem de tão ruim nesse vídeo, pelo amor de Deus? Parece até que eles não tinham mais o que colocar e decidiram incluir a Mileyzinha das Gengivas Gigantes. Injustiça, pô!

Assista.

10. Justin Timberlake, My Love


Ao lado de Rude Boy, de Rihanna, essa é a maior injustiça da lista. O clipe, lançado em setembro de 2006, consegue capturar exatamente o clima da música e, sem muitos recursos, torna-se facilmente genial pelo uso das luzes, das sombras e da coreografia pra lá de complexa de Justin. Em uma palavra: foda.

Assista.

E se a lista fosse sua, o que você iria incluir? Não vale Stefhany, hein! Porque ela é linda e absoluta!

… Brush My Teeth With a Bottle Of Jack

Wake up in the morning feeling like P. Diddy…
Put my glasses on, I’m out the door,
I’m gonna hit this city!
Before I leave, brush my teeth with a bottle of Jack,
Cause when I leave for the night, I ain’t coming back…

Pois é. Há louco para tudo nesse mundo e esses malucos fizeram exatamente o que Ke$ha sugere em Tik Tok: escovaram os dentes com Jack Daniel’s.

É óbvio que eles só queriam causar, mas poxa… Só digo uma coisa… se eu tivesse uma garrafinha dessa jamais que eu gastaria seu conteúdo para escovar os dentes. Quer dizer. E você, tem coragem?

Percy Jackson & the Olympians: The Lightning Thief

Se reunirmos tudo que vem sendo dito sobre Percy Jackson e o Ladrão de Raios chegaremos em 3 pontos principais:

1. Ele é o novo Harry Potter.
2. Não há nenhum respeito pelas figuras mitológicas retratadas.
3. O filme não engrena: não emociona, não empolga.

O mais absurdo nisso é que por mais que repitam tudo isso, é tudo mentira.

Primeiro porque essa coisa de comparação rasa com Harry Potter é coisa de crítico preguiçoso. Só porque o filme é baseado num livro infanto-juvenil de sucesso e lida com um universo fantástico não quer dizer que haja uma ligação, porque se assim fosse, Preciosa seria a mesma coisa que Amor Sem Escalas, já que os dois são baseados em livrinhos “dramáticos”.

Segundo que Percy Jackson não tem porque ter compromisso com o classicismo grego, já que seu enredo não é baseado na Odisséia ou nas histórias clássicas e sim no livro Percy Jackson e os Olimpianos, de Rick Riordan. Não li o livro, mas através de uma breve pesquisa pude constatar que o grande diferencial da série é justamente mesclar o mundo contemporâneo com a mitologia clássica. E partindo dessa premissa, Percy Jackson e o Ladrão de Raios faz isso com louvor.

Por último, mas não menos importante, o filme engrena sim e logo nos primeiros minutos. O grande responsável por isso é Chris Columbus, diretor do longa. Chris que tem em seu gene a mesma qualidade que fez de Steven Spilberg uma lenda prova mais uma vez seu talento para contar histórias. Pegue por exemplo seus trabalhos como roteirista nos anos 80 (Os Goonies, Gremlins e Uma Noite de Aventura) ou seus divertidos e despretensiosos filmes dos anos 90 (Esqueceram de Mim, Uma Babá Quase Perfeita e Lado a Lado) e confira que os protagonistas valentes e aventuras cheia de ritmo são marcas constantes em seus trabalhos. E com Percy Jackson não é diferente.

Sem perder tempo com explicações e blá blá blá, somos apresentados a Percy Jackson, um garoto desajustado e dislexo que vive com a mãe (interpretada pela sempre ótima Catherine Keener) e seu odioso padrasto. Logo descobrimos – junto com Percy – que ele na verdade é um semideus, filho de Poseidon e está no meio de uma batalha que envolve muitos interesses: o Raio de Zeus (a mais poderosa arma já criada) foi roubado e Percy é o principal suspeito.

Acompanhado de seu melhor amigo e protetor Groover (Brandon T. Jackson) e Annabeth Chase (Alexandra Daddario), filha de Atena, Percy parte em uma missão que tem como objetivo ir a Terra dos Mortos e resgatar sua mãe rapitada por Hades, ao mesmo tempo em que deve encontrar o Raio. No meio do caminho sobram referências pop e participações deliciosas, como a de Uma Thruman – quanto menos você souber é melhor, acredite -, Pierce Brosnan, Rosario Dawson e o super divertido Steve Coogan. A trilha sonora acompanha o filme de maneira óbvia mas funcional. É admirável como eles conseguiram colar AC/DC, Lady GaGa e Ke$ha de um jeito tão bem humorado.

É claro que Percy Jackson tem defeitos -e não são poucos-, mas a soma geral é tão positiva que eles se tornam quase nulos. Quase. Porque é bem que é complicado conceber que Percy tenha superado a morte de sua mãe tão rapidamente quando ele achou que ela tinha falecido- isso não é spoiler, eu juro! – ou que todos os pontos que eles precisou ir em sua jornada- inclusive a Terra dos Mortos e o Olimpo- ficassem nos EUA. Mas como eu disse, no geral o saldo é positivo.

Os 121 minutos do filme passam rápido e ele diverte. Os bons efeitos especiais não soam exagerados, o roteiro, embora falho, funciona e as personagens principais são carismáticas e divertidas. Destaque especial para Logan Lerman como Percy Jackson e Rosario Dawson como Perséfone, totalmente à vontade no papel.

Se quiser um conselho, assista o filme tendo em mente o que ele realmente é: um passatempo divertido e ritmado, como os bons filmes da Sessão da Tarde. Aliás se quer um conselho mesmo, assista o filme sem nada em mente: assim a experiência vai ser boa (mesmo que você a esqueça 15 minutos depois).

Percy Jackson & the Olympians: The Lightning Thief, Chris Columbus, 2010.

Percy Jackson e O Ladrão de Raios. Com: Logan Lerman, Rosario Dawson, Brandon T. Jackson, Alexandra Daddario, Jake Abel, Sean Bean, Pierce Brosnan, Steve Coogan,Catherine Keener, Uma Thruman, Joe Pantoliano e Kevin McKidd.

Ke$ha vs. Uffie?

Quando Ke$ha apareceu com sua pose de bitch-drunk-fun houve quem a comparasse com Uffie, louquinha-de-pedra do electro underground.

Embora a pose fosse praticamente a mesma, a linha do pop e do cool as separou logo de cara: enquanto Ke$ha foi sorrateira em dominar as paradas mundiais com Tik Tok, Uffie só fez barulho entre a galerinha underground entre 2006 e 2008 e depois sumiu do mapa.

Mesmo com as insistentes comparações, o nome Ke$ha conseguiu se desvencilhar do nome de Uffie. Atualmente Uffie trabalha em Sex Dreams and Denim Jeans, seu primeiro álbum que será lançado em março – até agora em sua curta discografia só há alguns EPs: o mais conhecido é o divertido Pop The Glock, de 2006 – já Ke$ha, aos olhos do público e dos críticos mais preguiçosos está mais para Lady GaGa do que qualquer outra coisa.

Essa semana o nome das duas cantoras apareceram juntos novamente. Ke$ha, que permanece com o hit Tik Tok no topo da Billboard há semanas, é acusada por plagiar Tthhee Ppaarrttyy, faixa que Uffie dividiu com o Justice no aclamado álbum Cross.

Compare só:

Não há como negar que as músicas realmente se parecem…

Aliás, essa história de plágio pode ser novidade pra Uffie e pra Ke$ha, mas não é para os integrantes do Justice. Embora nunca tenham sido acusados formalmente, há quem diga que o hit D.A.N.C.E. que os tornou conhecidos no mundo tem a mesma base que Me Against The Music, o funk lascivo de Britney Spears e Madonna…

Experimente trocar o refrão das músicas e cantar em cima: cabe direitinho! Se você tiver dificuldade, escute o remix que o Dj Chernobyl fez há um tempo:

No caso de Britney, não houve nenhum tipo de ressentimento, já que o duo francês colaborou remixando Me Against The Music em 2007 para o álbum B In The Mix.

Agora no caso de Ke$ha parece que essa história vai looonge… E você, o que acha? Plágio ou não?

 

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