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Os 10 atores mais quentes do momento

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Se você frequenta o Miolão há um tempo, já deve estar careca de saber que adoramos uma boa lista.  Seja pra concordar, discordar, refletir ou indagar “véi, na boa?”, eu sempre fico curioso quando uma listinha surge. Quando o seu tema se refere a cinema, putz, aí eu piro mesmo.

Inspirado pelo Top 30 que a Total Film publicou com os nomes mais quentes do momento, listei abaixo minhas apostas daqueles que serão ou já estão sendo as novas sensações do cinema mundial. Tentei explicar os motivos da presença de cada ator na lista… Bora ver “os eleitos”?

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Música de Comercial: It’s A Man’s Man’s Man’s World, Joss Stone

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O que acontece quando uma das marcas mais classudas do mundo convida um dos diretores de cinema mais hypados do momento e uma atriz lindíssima para gravarem um filmete promocional para um de seus produtos?

Se você respondeu “ué, acontece um comercial” reveja seus conceitos. O ambicioso projeto de divulgação do perfume Coco Mademoiselle, de Coco Chanel, é mais do que um mero comercial. É puro deleite.

Filmado com maestria por Joe Wright, diretor de Desejo e Reparação e Hanna, a propaganda estrelada por Keira Knightley tem como trilha sonora a já clássica It’s A Man’s Man’s Man’s World, de James Brown, numa versão sexy e provocante cantada por Joss Stone. Gravada para o álbum The Soul Sessions, It’s A Man’s Man’s Man’s World acabou não sendo aproveitada na versão final do disco. Mas graças a esse curta, a música ganhou a projeção que merecia.

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Sexta-Feira super fun fun fun: ótimas estréias no cinema

E depois de segunda, terça, quarta e quinta chegamos finalmente a sexta-feira o dia mais fun fun fun da semana!

E vejam vocês que coisa boa: hoje, além de ser sexta, é um dos fins de semana mais movimentados de estreias nos cinemas do ano! Acha que eu tô exagerando? Se liga só na quantidade de coisa interessante que chegou as telas hoje:

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Vem Aí: Machete, Black Swan e Never Let Me Go

Essa semana, do outro lado do Atlântico, acontece o 67º Festival de Cinema de Veneza, em Veneza (né). No meio de tantos filmes alternativos, orientais e italianos, dois títulos se sobressaem na minha profunda análise populista: “Machete” e “Black Swan”.

Imagem de Amostra do You Tube

Alguém aqui ainda lembra de “Planeta Terror”? De Robert Rodriguez, o filme fez o maior auê quando foi lançado em 2007 na “Grindhouse” com Quentin Tarantino e o seu “À Prova de Morte” – que só chegou no quintal Brasileiro mês passado, vaias pra PlayArte. “Planeta Terror” foi um filme lindo: uma moça sensual que no lugar da perna tinha uma metralhadora, muito sangue, muitos carros, muitas perseguições e muitos tiros. “Machete” aparenta seguir o mesmo estilo – só que dessa vez com mexicanos. O elenco chefiado por Robert De Niro – e Danny Trejo – estrela também Srta. Michelle Rodriguez, Srta. Jessica Alba e conta com a participação maisdoque especial da desfigurada mais queridinha da América, Lindsay Lohan! Não podemos perder.

Imagem de Amostra do You Tube

Nesse mesmo Festival (ainda Veneza), estreou “Black Swan” – já citado aqui no Miolão. O diretor com o nome muito difícil de pronunciar, Darren Aronofsky, dirige a linda Natalie Portman nesse thriller psicológico que, aparentemente, vai ser muito obscuro e alternativo. Ms. Portman vai dançar ballet, enfrentar assombrações especulares e beijar a super sexye Mila Kunis.

Imagem de Amostra do You Tube

Já no Canadá, no Festival de Toronto, será a premiere de “Never Let Me Go”. Com Keira Knightley, Carey Mulligan e Andrew Garfield (o novo Homem-Aranha), acho que esse vai ser meu mais novo filme preferido. O lançamento comercial, no Reino Unido, vai ser só em Janeiro de 2011. No Brasil… nem Deus sabe.

#VemAí: “Never Let Me Go”

Belo. Esse é o melhor adjetivo que posso usar para descrever o trailer de Never Let Me Go. A excepcional trilha sonora combinada com imagens extremamente bem fotografadas faz com que o filme seja desde já um dos mais aguardados do ano.

O longa, dirigido pelo visionário Mark Romanek, que tem no currículo o menosprezado Retratos de Uma Obsessão, é uma das apostas da FOX para o Oscar do ano que vem.

Escrito por Alex Garland, que tem em seu currículo ótimas colaborações com Danny Boyle (para citar alguns exemplos, o cara escreveu os roteiros de A Praia, Extermínio 2 e Sunshine – Alerta Solar), a história de Never Let Me Go é baseada no livro homônimo de Kazuo Ishiguro e narra o reencontro de 3 amigos que são confrontados a lidar com segredos e lembranças esquecidas no passado.

Com toques de ficção, o drama trás no elenco a talentosa Carey Mulligan (que foi indicada ao Oscar desse ano de Melhor Atriz por Educação), Keira Knightley (Elizabeth, de Piratas do Caribe), Andrew Garfield (Leões e Cordeiros), Charlotte Rampling (Swimming Pool) e Sally Hawkins (uma moça que outrora já foi Simplesmente Feliz).

O filme, que ainda não tem título em português, só chega nas telas de cinema (dos Estados Unidos!) em outubro. Pra variar, por aqui ainda não há previsão.

As novas empreitadas de Penélope Cruz

Penélope Cruz está, com certeza, em um dos melhores momentos de sua carreira. Depois de ser indicada ao Oscar e ao Globo de Ouro de Melhor Atriz Coadjuvante (que por sinal, não levou pra casa) pela sua atuação no deslumbrante “Nine”, de Rob Marshall, a artista espanhola está cotada para trabalhar com o diretor em outra parte de um projeto já conhecido do grande público: a série “Piratas do Caribe”.

O diretor de “Chicago” e “Memórias de Uma Gueixa” assumirá a direção do quarto capítulo da saga dos piratas, que antes estava nas mãos de Gore Verbinski. Com o título provisório de “Pirates of The Caribbean: On Stranger Tides”, o filme tem estréia prevista pra 20 de maio de 2011. Penélope fará uma personagem cuja personalidade confrontará as excentricidades do capitão Jack Sparrow, interpretado por Johnny Depp – que, diferente de Orlando Bloom e Keira Knightley, continua na produção. O roteiro é assinado pelos autores dos anteriores, Ted Elliot e Terry Rossio, e pouco foi revelado sobre ele até o momento: rumores dizem que trará um elemento conhecido de diversas histórias fantasiosas: a busca pela fonte da juventude. É esperar pra ver!

E além de colocar um futuro blockbuster em seu currículo, boatos dizem que Penélope trabalhará com o diretor Lars Von Trier em seu futuro lançamento, “Melancholia”. O filme, que falará sobre um planeta de mesmo nome que está prestes a colidir com a Terra começará a ser filmado esse ano e tem estréia prevista também para 2011. Se a notícia for confirmada, trabalhar com o dinamarquês será uma experiência e tanto pra Penélope, considerando que o diretor é conhecido por levar os envolvidos na produção de seus filmes ao limite – Bjork, que quase caiu nos tapas com o diretor durante as filmagens de “Dançando no Escuro” que o diga!

Até que seus novos projetos estréiem nos cinemas, poderemos vê-la numa participação especial em Sex and The City 2, que estréia mundialmente em Maio e torcer pela atriz na cerimônia do Oscar, que acontece no dia 7 de março. E pra quem ainda não viu, fica a dica: vá ao cinema hoje e assista “Nine” ou “Abraços Partidos”, mais recente parceria da atriz com Almodóvar que ainda está em cartaz em algumas cidades. Ver Penélope Cruz em cena sempre vale a pena!

Deve Ler: Orgulho e Preconceito, Jane Austen

Jane Austen

Você provavelmente já deve ter tido contato com a história de “Orgulho e Preconceito”, da escritora britânica Jane Austen. Pode ter lido o livro, ou até assistido uma das adaptações da história que já foram filmadas. É difícil dizer qual obra da escritora é a mais famosa, mas é provável que “O&P” preencha essa vaga – ele, é um ótimo exemplo da literatura à frente do seu tempo que Jane produzia na época.

No centro da história está Elizabeth Bennet, segunda mais velha numa família de cinco irmãs, que vive com seus pais e um relativo conforto no ano de 1797, na Inglaterra. A heroína do livro não se encaixa nos padrões que as moças da época deveriam seguir e recusa-se a correr atrás de pretendentes, como desejava a matriarca da família, a Sra. Bennet, que queria à todo custo, ver suas filhas casadas e de preferência, com um marido de alto poder aquisitivo. Os acontecimentos centrais do livro começam quando Liz conhece Mr. Darcy, cidadão influente que acompanha seu amigo, Mr. Bingsley, em sua estadia pelo condado onde habitam os Bennet. Devido a algumas situações constrangedoras, ele desperta a antipatia de Lizzy, que começa a odiá-lo quase imediatamente. Mas nada garante que esse sentimento não possa mudar…

Orgulho e Preconceito”, dito assim, parece ser um romance comum, no melhor (melhor?) estilo “Sabrina”, mas engana-se quem pensa assim! Jane Austen criou uma fórmula que muitos autores posteriores tentariam seguir. A maioria deles não teve êxito, pois, talvez não captaram a essência do livro: além do embate amoroso central, existe também uma forte crítica aos costumes da época, coisa que pouquíssimos escritores desenvolviam naquele tempo. A personagem Elizabeth não é uma versão “fictícia” da autora, como em “A Redoma de Vidro” de Sylvia Plath – comentado anteriormente aqui no Miolão – mas possui muito em comum com ela. As duas, na vida e na ficção, buscavam lutar contra a realidade “acomodada” que vivenciavam, reclamando das futilidades que eram tão freqüentes e dos hábitos opressores.

Cena de "Orgulho e Preconceito" (2005)

Cena da adaptação para o cinema de "Orgulho e Preconceito" (2005), com Keira Knightley e Matthew MacFadyen.

Jane sabia bem do que estava falando: nascida numa família consideravelmente influente na época, cresceu numa fase em que a sociedade britânica correspondia à aquela que mostrava em seus livros. Produzia textos desde pequena e, embora vanguardista, destacava-se apenas pelo seu dom fascinante com a escrita. Foi a forma mais eficaz que encontrou para expressar, do seu jeito, suas indignações, frustrações, divertimentos e vontades – esses, limitados pelo meio em que vivia. Possuiu uma vida frutífera no campo das artes, mas despida de muitos encantos no âmbito pessoal. “Orgulho e Preconceito” foi publicado enquanto ainda estava viva: Jane faleceria em 1817, deixando diversas obras que seriam lançadas postumamente. Sua vida foi adaptada às telonas com “Amor e Inocência”, estrelado por Anne Hathaway e James McAvoy – filme agradável, mas que como muitas adaptações, conta apenas metade da realidade, exagerando em muitas outras.

A leitura do livro é bastante lenta, e a narrativa é cheia de detalhes: cenários, emoções e pensamentos são esmiuçados de forma incisiva e também espirituosa. Jane Austen é irônica, firme mas sensível e é difícil não adorar a protagonista do livro e não torcer pelo casal. Dá dó quando acaba: você sente que conhece aqueles personagens tão bem que gostaria de acompanhar o que acontece na vida deles depois daquele último ponto final. “Orgulho e Preconceito” já teve diversas adaptações, sendo as mais famosas o especial de TV produzido pela BBC em 1995, que trazia Colin Firth como Mr. Darcy e, mais recentemente, em 2005, o filme estrelado por Keira Knightley, que concorreu ao Oscar de melhor atriz pela sua interpretação como Elizabeth. Embora mais focado no romance do que nos diversos outros aspectos que a história oferece para reflexão, o filme é ótimo e possui a essência do universo que Jane criou – ou apenas reproduziu com fidelidade, quem sabe?

Ah, uma curiosidade: sabia que “O Diário de Bridget Jones” é uma versão contemporânea do clássico de Austen? A autora do livro, Helen Fielding comentou, na época que o filme foi lançado: “As tramas de Jane Austen são muito boas e têm sido exploradas durante os séculos. Então, eu decidi simplesmente roubar uma delas.” Tanto é que até o par romântico de Bridget possui o mesmo nome do herói original (Mr. Darcy) e é interpretado por Colin Firth, exatamente pelo fascínio da autora na interpretação do ator realizada no especial da BBC que comentei. Sim, de fato muitos se inspiraram no humor e nas criações de Jane Austen e é por esse motivo e outros que sua obra deve ser sempre redescoberta. Siga a dica do post e leia “Orgulho e Preconceito”, mas não limite-se apenas à ele, toda obra de Jane vale a pena ser descoberta. Vai ver que o conselho é válido!

Capa de uma das diversas edições nacionais de "Orgulho e Preconceito".

Capa de uma das diversas edições nacionais de "Orgulho e Preconceito".

 

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