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Sample: Long Way To Go, Gwen Stefani e André 3000

Desde que iniciamos a seção de Sample aqui no Miolão já mostramos que a incorporação de trechos de músicas em outras músicas não se restringe a nenhum gênero em específico: do pop ao rock ou do ska ao trip-hop quase todo mundo sampleia.

A música tema do texto de hoje se distância de todas as outras porque ela não sampleou uma música. Ela sampleou um discurso. Aliás, não foi “um discurso”. Foi “O” discurso. Long Way To Go, a última faixa do maravilhoso Love. Angel. Music. Baby., de primeiro disco solo de Gwen Stefani, de 2004, se apropria do discurso mais famoso de Martin Luther King Jr.: I Have a Dream.

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Música de Comercial: Harajuku Girls, Gwen Stefani

Na cena musical da década, quando falamos de artistas femininas, uma das coisas mais legais que rolaram foi o grande abraço que Gwen Stefani deu na música pop.

Diferente de algumas cantoras desse estilo, que criam trabalhos incoerentes, inconsistentes e cujo envolvimento pessoal parece zero, ela  ingressou em sua fase solo com uma visão exata daquilo que gostaria de fazer – tanto em seu som quanto no estilo. Gwen se jogou de cabeça em suas próprias referências, que vão desde a alta costura até personagens da literatura, e, autêntica, criou uma festa de estilo.

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3 Momentos: Gwen Stefani

O mundo pop anda muito chato ultimamente. Mas muito chato mesmo. Você consegue lembrar qual foi o último respiro levemente interessante desse universo que a gente tanto gosta? Talvez tenha sido quando a filhinha de um ator resolveu bater o cabelo pra frente e pra trás por aí. Levando em consideração esse fato (de que o pop já não é mais o mesmo), o que resta para aqueles que se cansaram de ver moças de cabelo vermelho, meninas sujas ou gente com gengivas avantajadas na tv, é relembrar um tempo em que o visual das estrelas era realmente interessante e a música, normalmente descartável nesse meio, era bastante boa. Convido vocês, senhores e senhoras, a rememorarem comigo um período curioso e, mais do que tudo, delicioso da música pop.

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Cover: Kiss, Alicia Keys, Gwen Stefani & Missy Elliott

Foi no Brit Awards de 2004 que um dos encontros mais fodas dos últimos anos aconteceu: Alicia Keys, Gwen Stefani e Missy Elliott cantaram juntas, ao vivo e deram um verdadeiro show!

Alicia, que na época colhia frutos do bem sucedido The Diary of Alicia Keys, começou soltando a voz e surpreendendo pela escolha da música. A desenvoltura dela ao cantar Kiss quebrou de certa forma a imagem que as pessoas tinham da garota que vivia presa ao piano. Gwen Stefani, que na época divulgava L.A.M.B., seu primeiro disco solo, mostrou toda sua versatilidade ao amenizar os possíveis rótulos que viria a receber. Missy Elliott, que era a bola da vez, foi a cereja do bolo e contribuiu com seu talento habitual.

Bastante similar à versão original de Prince & The Revolutions, de 1985, o trio das meninas fez bonito e embora não tenha superado a original chegou bem perto disso e agradou bastante, concordam?

Se a resposta for sim baixe o MP3! A qualidade do áudio tá bemmm melhor que a do vídeo. ;]

#O Mágico de Oz – 70 Anos

Cena do filme "O Mágico de Oz"

Em 2009, a adaptação para os cinemas do conto fantasioso de Lyman Frank Baum completa 70 anos desde seu lançamento. O filme, lançado em 1939, tornou-se um marco do cinema por diversos fatores. Foi uma das primeiras produções a usar o recurso de technicolor (para deixar as cenas coloridas), alçou Judy Garland – que já era popular na época – ao status de verdadeira estrela de Hollywood, apresentou canções originais que o mundo cantaria até os dias de hoje, e foi uma das primeiras adaptações de obras literárias que puderam ser vistas nas telas dos cinemas.

É difícil fazer um post sobre os 70 anos da película sem comentar sobre as diversas variações da história que surgiram no decorrer do tempo. Até mesmo o próprio livro, lançado pelo escritor nascido em Chittenango, NY, ganharia mais treze (!) continuações, criadas pelo próprio. Frank Baum, que era fascinado por literatura e teatro desde a infância, lançou diversos livros infantis e adultos, mas entregou ao mundo sua obra definitiva – “O Mágico de Oz” – somente em 1900. A história de Dorothy, garota que é levada à uma terra desconhecida por um furacão repentino e procura, com a ajuda de um espantalho, um leão e um homem de lata por um mago poderoso que pode mandá-la de volta pra casa foi um grande sucesso de vendas na época, tendo sido posteriormente adaptada para os palcos da Broadway, permanecendo em cartaz por nove anos.

Incrivelmente, o aniversário da versão cinematográfica foi comemorado de forma discreta em alguns lugares do mundo. A cidade de Wamego, no Kansas, realizou diversos eventos em comemoração à data, além de manter há anos o “museu” de “O Mágico de Oz”, que possui no acervo mais de 25 mil (!!) peças relacionadas ao filme, incluindo um figurino original usado por Judy Garland nas filmagens do mesmo. No resto do globo, os setenta anos do lançamento foram celebrados sem muito alarde – os grandes estúdios e redes de lojas não deixaram de prestar suas homenagens e, de quebra, talvez lucrar um pouco com isso…

A Warner Bros. , em companhia da “Swarovski” convidou diversos designers/estilistas famosos para fazerem releituras bem glamourosas do famoso sapatinho de rubi que a protagonista usa para realizar seus desejos (curiosidade: no livro, eles não são rubi, são prateados!) A exposição “The Wizard of Oz Ruby Slipper Collection” – que mostrará as criações de nomes como Manolo Blahnik, Jimmy Cho e até Gwen Stefani e sua grife L.A.M.B – esteve na Mercedez Benz Fashion Week no mês de Setembro,  e, itinerante, estará em outras grandes cidades, como Miami, durante a Miami Art Week esse mês. Os sapatos serão leiloados daqui alguns meses, com o fim do evento.

Os sapatinhos originais usados por Judy no filme e uma das releituras que compõem a mostra itinerante.

Os sapatinhos originais usados por Judy no filme e uma das releituras que compõem a mostra itinerante.

Os estúdios lançaram também, em diversos países – incluindo Brasil – uma edição especial do filme em DVD, com 4 discos cheios de extras. Ok, o preço é salgado: em média, R$149.00 pelo Box completo. Lá, você pode encontrar materiais nunca antes vistos pelos fãs, produzidos na época do lançamento e também agora.

Capa da versão nacional do box de "O Mágico de Oz".

Capa da versão nacional do box de "O Mágico de Oz".

Antes do ano terminar, o Miolão também gostaria de prestar sua homenagem a obra e convidar os leitores à conhecer – ou relembrar – esse clássico que recebeu dois Oscars  (melhor trilha sonora e melhor música) , foi eleito pelo American Film Institute como o décimo melhor filme de todos os tempos e está guardado de forma carinhosa nas mentes de gerações que vivenciaram uma época diferente da nossa e agora, continua conquistando novos fãs apaixonados pelo reino de Oz e por uma história tão simples e ao mesmo tempo tão encantadora e marcante.

Pra finalizar, vamos relembrar uma das canções mais clássicas de todos os tempos e que está na trilha sonora do filme? Aposto que vocês sabem qual é…

Imagem de Amostra do You Tube

 

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